domingo, 6 de maio de 2012

Segredo !... porque não ?...



Silva Porto - Angola.


De visita a uma livraria local, como sou  um Velho ANGOLANO DE PORTUGAL, despertou-me de imediato a atenção a revista que acima se reproduz, exposta em vitrina bem elaborada.

Do seu conteúdo, ressalta a matéria emergente do titulo inserido na capa da referida Revista.

E porque não novos investidores, quer sejam Angolanos, Chineses, ou outros quaisquer, no nosso País ?...


Que sejam  bem-vindos, desde que das suas Aplicações, resulte o Bem-Comum e engrandecimento de  um país,  encantador, à beira mar plantado, que é ... PORTUGAL, que teve filhos que, ao redor do Mundo bem glorificaram a sua Terra, como Camões e seus  patrióticos seguidores.

Por via da  grande expansão de conhecimentos que a Internet  dispõe, possibilitando o acesso a  textos relatando actos heróicos praticados por portugueses em terras do fim do mundo, há um capítulo em que se descreve que a 1 de Abril de 1890 (sob  comando de Paiva Couceiro) o velho explorador, em Angola, no Kuito, num ambiente de pessimismo resultante do ultimatum britânico, SILVA PORTO ,  ferido na sua honra e dignidade, após o fracasso da tentativa de mediação com Dunduma, amortalhou-se na bandeira portuguesa e fez-se explodir com alguns barris de pólvora.

A morte deste General, Silva Porto, que fora um dos rostos da exploração interior africana, gerou uma onda de comoção nacional e o seu funeral foi seguido por uma multidão no Porto.

Este acto de heroísmo, bem podia ter sido "imitado" por quem tenha, na inversa, praticado acções de desprestígio pela sua própria bandeira Nacional...   já de apreciação generalizada!


Tá?...

sábado, 5 de maio de 2012

Saudemos a PAZ...


Estas caravelas foram  portadoras destas aves, que, apenas sustentadas pela ausência de  beligerância e temor que os inimigos têm uns dos outros, conseguem viver em harmonia, concórdia, sossego, tranquilidade, calma e repouso.

... o que não nos acontece, porque, há as rendas de casa a pagar, os impostos à porta, as Escolas dos filhos, a mercearia ou os super-mercados, os programas das TV,s, o futebol, o Benfica, o Sporting, o Porto, o Belenenses e outros clubes de futebol, famosos,  o vestido de noiva da filha  mais velha que vai casar, os livros de estudo (e não só...), os remédios para a tosse (e outros males...), enfim, uma montanha de, isto, aquilo, etc., e... por isso, pouco dormimos em sossego.
Cegonha no ninho
                                 
... e como estou a caminho do " Eterno Descanso", devido à idade, deixo um espólio que se manifesta no desejo que... a despeito desta conjuntura de meios de sobrevivência ... VIVAM TODOS EM PAZ...
...pombinhas confraternizando um pedaço de pão, que Pessoa, de bom coração, lhes deixou, num  passeio  público, nesta  acolhedora cidade de Olhão da Restauração !

Tá?...

.. ÀS ...AARMAAS ...Grito de rendição da Guarda ! !

Rendição da Guarda de Honra - Angola




Exército português - Angola


1940 em diante .. Angola ...

Todas as manhãs, presenciava, às oito horas, o " render da Guarda", no Quartel General - Luanda - com o içar da bandeira  de Portugal, ao som do toque de continência que o corneteiro emitia, momento em que, toda a População, na rua, tirava o chapéu da cabeça e ficava em sentido, em sinal de respeito à  sua Pátria...

(Consta-se, sob reserva de veracidade, que em território estrangeiro havia cidadãos portugueses que, ao contrário, não tinham  igual  postura patriótica perante a sua Bandeira...

A coluna militar que, saindo dos seus quartéis, distantes, com destino à celebração deste acto patriótico, (em Luanda), era, por norma, comandada por um militar graduado e a composição da coluna era, regra geral, constituída por soldados de cor negra, como a foto revela.

Cidadãos, com a idade aproximada da  minha, a caminho já dos noventa anos, retêm um Capital de memória, fisicamente presenciada, destes capítulos honrosos da nossa História, que se vão diluindo  - e  desmoronando simultaneamente - ao longo da caminhada para a inevitável Sepultura !.

Tá?...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Até os pássaros vibram...

Olhão

cegonha

cegonha

Olhão

Olhão

Correio da Manhã

























Do alto destas árvores, dos seus ninhos, as cegonhas, diariamente, são observadoras da circulação de comboios de passageiros, que, ao longo da via, o maquinista tem entre as suas mãos, a condução de uma máquina que comporta, por vezes, milhares de seres humanos... assim como  um piloto de um  gigantesco avião, como um motorista, tem entre os dedos, para, conscientemente, manobrar o volante  de um autocarro, cheio de passageiros, que, com vida, os terá que deixar  nas paragens de destino.

Portanto, são condutores, que, sob certa responsabilidade, no percurso das suas viagens, e em condições normais, transportam pessoas vivas... como, de seguida, por circunstâncias "anormais", podem essas mesmas pessoas, em fracções de segundos, serem conduzidas  à MORTE, por catástrofes acidentais.

Assim, deve dar-se relevo ao que a noticia acima se reporta, isto é, também há circunstâancias em que, um Condutor atento á condução, salva um Ser Humano, que desesperadamente, quis pôr fim à sua existência,  como se relata a seguir...

" Um maquinista parou o comboio à tarde junto à estação de Palmela, minutos depois de receber o alerta de um colega a dizer que havia uma mulher, cerca de 35 anos, junto à linha..." "Parei o  comboio e convencia-a a entrar numa carruagem. Ela disse-me que o namorado tinha terminado a relação e que já não queria viver. Tombem me falou de uns problemas com a família. Apesar de tudo, não ofereceu muita resistência e aceitou entrar no comboio ".

O cronista deste artigo, acrescenta que o que se transcreve, foi dito por Joaquim, o maquinista.

Eis, a minha admiração e respeito por todos  aqueles que conduzem veículos que "circulam" pelo mundo  fora... recheados de SERES VIVOS ...

Tá?...

Metade de MUITO continua a ser MUITO ...


Milionários solidários


Não quererão os nossos milionários seguir o exemplo dos americanos e doar metade das fortunas?
Quase cem milionários americanos aderiram já à iniciativa de doar metade das fortunas para causas filantrópicas, promovida pelo fundador da Microsoft, Bill Gates, e pelo empresário Warren Buffett. Entre os aderentes contam-se David Rockefeller, Ted Turner e o mayor de Nova Iorque, Michael Bloomberg. Este explicou assim a sua motivação: "Fazer a diferença na vida das pessoas – e vê-lo com os nossos próprios
olhos – é talvez a coisa mais gratificante que existe. Desta vida só levamos a lembrança das nossas acções, pois o resto é ornamentação."
Nem todos os milionários compartilham este ponto de vista. Em 2010, Bill Gates e Warren Buffett convidaram para um jantar cinquenta milionários chineses. Temendo vir a ser confrontados com um pedido embaraçoso, quarenta e oito declinaram o amável convite. Pergunto-me como reagiriam os nossos milionários (não tão ricos quanto os americanos, mas suficientemente ricos) em idênticas circunstâncias.
Estariam dispostos a prescindir de metade das fortunas em nome do bem comum? Seriam capazes de tomar ou aderir a alguma iniciativa nesse sentido? Bill Gates e Warren Buffett não são seres humanos vulgares. Apresentam um vasto currículo como filantropos e têm a percepção de quão injusto é alguém dispor de uma fortuna de centenas ou milhares de milhões de dólares (ou euros) e assistir impávido ao espectáculo da fome, da miséria e do desemprego de um vastíssimo número de seres humanos. Mas, por mais rico que se seja, não é fácil prescindir de metade da fortuna. Estes milionários deram provas de um altruísmo, de uma solidariedade e de uma responsabilidade social dignos dos maiores elogios.
Hoje existe uma importante causa filantrópica chamada Portugal. Como se anunciava já há um ano, o povo português chegou ao limite dos sacrifícios toleráveis. Os agravamentos fiscais, as diminuições remuneratórias e a subida do desemprego estão a criar um círculo vicioso que conduz à recessão e ao definhamento do Estado Social. Não quererão os nossos milionários seguir o exemplo dos seus parceiros americanos
e doar metade das fortunas para defender o Estado Social e combater o desemprego? Não há forma mais digna de utilizarem o dinheiro.


Rui Pereira, Professor Universitário, in Correio da Manhã de 3 de Maio de 2012




Eu, milionário, mas só de ideias filosóficas (!) vou distribuir  a minha riqueza por todos que a queiram receber.
Não é uma  riqueza material, mas, de materialismos, está o Mundo cheio . Importa, também, o gesto bonito, a palavra AMIGA , o abraço reconfortante. Se pudesse juntar  tudo, como o exemplo acima, tanto melhor!
Não são todos que estão disponíveis para partilhar o pouco ( ou o muito ) que têm, e no mundo em que vivemos,  todo o gesto de partilha,  por inspiração Divina, é uma maneira de dar vida ao MUNDO !...



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Mede-se melhor a árvore, depois de tombada...


Em Olhão


Sob o titulo "Drama humano e Pingo Doce",  publicado no jornal  "Correio da Manhã", (03.05.2012), entre as brumas de minha memória, ressalta o que se perpetuou, após a   morte de Figuras que a cimentaram fases registadas na nossa história, entre outros : Camões, Salazar, Sá Carneiro, Miguel Portas, etc.

Um balaço que,  certamente, virá a  ser  apreciado, após as divergências de opinião, que ressaltam do que se desenrolou, no dia 1º de Maio e que o Ilustre subscritor do artigo em questão, sublinha que " O Pingo  Doce foi zurzido até à morte por todos os cronistas de sofá"...

Há divergências de opinião, sobre o que aconteceu, que para uns permitiu que levassem comida para casa para um mês, comprada mais barato, que chegou a esvaziar as prateleiras e, em contrapartida, para outros, foi pretexto para prejudicar manifestações que se realizariam no sentido da reposição da Justiça Social.!

Vamos, então ao Balanço final :

                                          Quem foram os beneficiados ?

                                          Quem foram os prejudicados ?


Responda quem souber ....

quarta-feira, 2 de maio de 2012

As boas maneiras, existem...

Entrei no Ria Shopping, espaço de consumo/comercial em Olhão, no mesmo  instante que um ruidoso e alegre  grupo de jovens, também entrava, e, na confusão, embaraçaram-se com a  minha bengala, resultando, daí, o meu  instantâneo afastamento para que, sem atritos e livremente , seguissem o seu  juvenil caminho. Apoiado  pela bengala, que me permite ter um andamento menos penoso, lá fui adquirindo os artigos mais essenciais para que possa manter um equilíbrio que o organismo humano  requer, tal como leite, pão, açúcar, manteiga (mas nunca o tabaco...) e pouco mais. Aproximando-me de uma secção destinada ao fornecimento de Sopas, que, no momento, não tinha  cliente algum, aguardei, pacientemente, o aparecimento da Funcionária para ser atendido. Entretanto, aproximaram-se gentis e respeitáveis Clientes, entre os quais duas  Senhoras, uma  idosa e outra com um filhote ao colo, a quem cedi a prioridade de atendimento, que, gentilmente, em princípio, recusaram com o argumento que eu já lá estava antes delas terem aparecido. Evidentemente que insisti para que fossem atendias antes de mim, e, atendendo as circunstâncias, acabaram, efectivamente por terem beneficiado  de serem  atendidas antes de mim, como era meu desejo.

Agora o que me "chocou"  (embora se admirem !) foi, quando se afastavam, depois de servidas, se aproximaram de mim dizendo "há pouca gente tão educada e atenciosa como o Senhor...".

E  a razão da  minha admiração: ...  há assim, realmente,  tão pouca  gente educada, como elas o afirmaram ???...


Creio haver um pouco de exagero subjacente a este pensamento, pois estou certo que, como eu,  há igualmente, neste Mundo,  Gente muito Honrada, Solidária e RESPEITADORA!

Padrões no esquecimento...

Florbela Espanca
...e/ou EN 125






Ediçao Inácio Alves



 Vêem recordar estes padrõe , acontecimentos históricos, de um brilhante passado, que  glorificou toda a zona Algarvia, nomeadamente o povo olhanense, bem como vultos que se distinguiram pelas suas obras literárias e outros feitos.

Espelham estas imagens, sem  sequência  cronológica, acontecimentos, que a seguir, se relatam:

ESPANCA  Florbela de  Alma da Conceição) poetisa portuguesa, que a crítica lhe deu a atenção, que merece, pelas suas obras principais: Livro de mágoas (1919);  Livro de soror Saudade (1923); Juvenília (1931);  Sonetos completos (1965).

Despertou-me a atenção  uma placa de mármore, colocada ao lado de uma  residência, em Quelfes, zona de Olhão, que vim a saber tratar-se de uma Homenagem a esta  proeminente figura, que residiu nesta aldeia, em cujo edifício (antiga escola primária) não foi possível colocá-la pelos incompreensíveis  entraves do seu proprietário. Antero Nobre, então inventou uma solução para ultrapassar o impasse, colocando-a num pequeno suporte  ao lado da casa que serviu de residência à inspiradora poetisa na  Primavera/Verão de 1918. (in revista Algarve Mais)

Na placa, colocada no canto do edifício (que a foto mostra) está inscrita a seguinte  legendagem, que, com o tempo,  vai desaparecendo:-

"... Nesta casa viveu em 1918
Florbela Espanca
Um dos maiores poetas portugueses
de todos os tempos.
Março1985
Homenagem dos seus Admiradores "


Pode-se observar uma outra relíquia ,que os nossos antepassados, nos deixaram ,como preciosa e inesquecível herança (embora  passe despercebida para a maioria dos utentes da estrada), dada a sua marginal colocação, que é a seguinte "pedra", onde se  pode ler:

"NESTES CAMPOS DA MEIA LÉGUA
FREGUESIA DE PECHÃO
TIVERAM LUGAR OS COMBATES
DECISIVOS DOS PATRIOTAS OLHANENSES
CONTRA OS  INVASORES  FRANCESES
NO  DIA 18 DE JUNHO DE  1808
AQUI ENQUADRADO  PARA MEMÓRIA
PELA C.M. OLHÃO E JUNTA DE  FREGUESIA 
DE PECHÃO NO ANO DE 1988. ".

A  EN 125, como é conhecida  por parte da esmagadora maioria dos seus utentes,  pela  afixação do painel (que a foto acima  mostra), presentemente é denominada ... Avenida D. João VI...

De um "pseudo" Livro, que acabou por  "adormecer" nas prateleiras, sem  ter visto qualquer luz do dia, nem publicitária, extraí a seguinte passagem,  que se transcreve, embora a redacção esteja  inserida na apropria imagem:

"...No enquadramento histórico, segundo os relatos extraídos de livros e revistas de mérito, foi a 18 de Junho de 1808. que a meio quilómetro a montante desta ponte romana, de Quelfes, sobre a ribeira, que o povo olhanense sublevado contra os franceses de Napoleão, saiu  vitorioso do recontro - o Municipio colocou uma lápide em  memória do vitorioso recontro."..

(Alimenta-se a esperança de  se perspectivar novos contos..)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Um sonho e depois o pesadelo

Uma criança sorria ao ver a mãe e o pai a chegar do trabalho ao final da tarde, para se juntarem como uma família. Há horas que os esperava à janela da casa da avó, onde ficava durante a tarde, após as aulas na escola primária onde frequentava a terceira classe.

Uma escola. Para quem desconhece o que isso era...
 Bom aluno, adorava, o menino, a escola, a sua professora, Maria José, austera mas justa e uma grande mestre, sabedora dos valores e dos conhecimentos que devem ser transmitidos às crianças em tão tenra idade.
O menino, com apenas 8 anos, ia a pé para a escola, pois a distância a que ficava da sua casa assim o permitia. Era um felizardo, mas a verdade é que havia várias escolas e crianças também não faltavam. Das 8 e meia da manhã até às 12 e 30, todos os dias sabia com que contar.
Por volta das 10 e 30, um intervalo para o recreio. Primeiro ia à cantina da escola, num edifício anexo ao das salas de aula, com bonitas cortinas, feitas à mão pelas funcionárias, nas janelas. Um edifício baixo que fazia lembrar uma casa de bonecas. Aí, bebia, a correr, um pacote de leite do Martins & Rebelo e engolia uma sandes com manteiga, que as funcionárias distribuíam. Ao lado da cantina havia uma horta de onde se retiravam os legumes que serviam para os almoços das crianças que comiam na escola. Hoje chamar-lhe-iam "agricultura biológica", na altura chamavam-lhe comida.
Depois era correr, jogar à bola, gastar todas as energias, para voltar para a aula ainda com maior vontade de aprender e absorver, como uma esponja, os ensinamentos da mestre: "O homem viajou até à Lua e um dia esperamos poder ir até Marte e, quem sabe, lá viver", dizia ela, com os olhos brilhantes de entusiasmo. Os olhos do menino, brilhavam em solidariedade e quando os fechava via-se dentro de uma nave espacial a caminho da Lua.

De repente abri os olhos. O rádio despertador debitava as notícias do dia: "A dívida aumenta e os juros sobem. A crise está pior do que nunca. As pessoas protestam nas ruas. Manifestantes mortos. Lucros do grupo económico ABCDEF sobem 23%. Político foge com dinheiro dos contribuintes e está em parte incerta". Volto a fechar os olhos, tentando sair do pesadelo e voltar ao sonho mas o locutor insiste no anúncio das desgraças do dia. Ou serão as desgraças da semana, ou mesmo do mês ou do ano? Cerro os olhos mais uma vez mas as doces imagens de um dia diferente, de um mundo diferente, onde as pessoas viviam e se relacionavam, não se fechando em mundos virtuais de silicone e silício, julgando-se muitos acompanhadas por amigos digitais, quando, na verdade, nunca estiveram tão sós. As coisas deviam ser mais simples, sem cartões nem promoções. O cheiro de uma torrada pela manhã ou o aroma de uma açorda que a mãe cozinha para o almoço estão agora distantes. Mas porque tem que ser assim? Será que este pesadelo é realidade ou apenas uma partida da mente, apenas um sonho mau do qual ninguém parece conseguir acordar? Será que a realidade lá fora é o sonho onde estava o menino? Será que não podemos escolher a nossa realidade? Será? E porque não? A vontade pode tudo, é uma questão de querermos... de verdade. Ou então, em alternativa, continuar acomodados à trilogia da alienação global: "Trabalha, consome, cala". E amanhã é outro dia...

Texto de Luís Ribeiro, amigo do "proprietário" deste espaço, revolucionário, reaccionário e farto desta ópera bufa de qualidade e gosto mais que duvidoso, que poucos, muito poucos mas poderosos (ou assim eles querem que os vejam) nos impingem, esperando manter a maralha dormente e adormecida. A inspiração para este texto brotou das notícias veiculadas, hoje, na TV sobre a mega promoção de 50% de desconto imediato no Pingo Doce e as imagens, tristes diria, de pessoas, como que enlouquecidas por uma necessidade de comprar o mais que pudessem no mais curto espaço de tempo. A polícia foi obrigada a intervir e houve situações de conflito dentro das lojas para ver quem ficava com determinado produto, que entretanto já escasseava nas prateleiras. Fez-me lembrar aqueles filmes cataclísmicos americanos sobre a proximidade de uma qualquer guerra nuclear. A reflectir, muito para além do óbvio...

Um grande abraço. Sr. Armando, espero que goste ;-)

... A incitação da solidão...



Segundo notícia publicada no jornal  "Correio da Manhã"  (01.05.2012) - acima fotocopiada - Jack Klain, viúvo, ex- atirador de cauda de bombardeiros B-52, na Segundo Guerra Mundial, a viver em Portugal, anunciou a sua própria morte na secção de necrologia do Correio da Manhã, e...

(Transcrevendo parte do teor da noticia inserida no dito  jornal):
"Jack Klain  não anuncia apenas a sua morte, dá também a conhecer uma profunda  solidão  por estar afastado dos filhos: " Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizade. A falta da família faz com que o mundo pareça um deserto ". Lê-se na necrologia"

É corrente dizer-se que a ferida só dói a quem a tem...

Emocionou-me o conteúdo desta  noticia,  dado eu pertencer ao venerável grupo dos IDOSOS, que ficaram privados da feliz convivência matrimonial.
Foram sessenta anos de um casamento recheado de uma fidelidade amorosa.

 De um Império Celestial, esvoaçaram os seguintes versos:

            Saudade não tem forma nem cor; não tem cheiro nem sabor,
Fala-se nela, mas não se vê; só pensa quem acredita.
Ela é parte da ausência; é parte do amor,
Mas quem a tem sente dor, uma dor que cresce no coração
E que nunca vem sozinha...
Acompanha a solidão, quem a sente nunca esquece,
Nem nunca esquecerá o sentimento que não adormece
Por  Alguém que já não está !...