terça-feira, 5 de junho de 2012
...Valentes pescadores...
Eis uma ligeira abordagem, conseguida por especial deferência por parte do ilustre Professor Doutor Antero M. Simões, Licenciado em Filosofia e Humanidades Clássicas, facultando-me textos abordando acções heróicas praticadas por humildes pescadores olhanenses, em África, mais propriamente em Angola, e, alicerçado em documentos fotocopiados do Livro editado pelo Ilustre Olhanense, Senhor Alberto Iria, (fontes de extremo valor) enaltecendo a valentia e corajosas travessias marítimas, de que foram protagonistas estes "valerosos" Homens do Mar, cujas acções foram internacionalmente reconhecidas.
Nesta obra literária, por exemplo, na página 35, há uma referência, que se transcreve: "... e António José Casinhas, também natural de Olhão, que teve pescaria em Porto Alexandre..." , e sobre este "Leal" algarvio do Sul de Angola", há um trecho em que, entre outras acções dignificantes, se sobressai um acto praticado, no Sul de Angola, assim expresso: " É muito simples o caso de António Casinhas. Simples e significativo. Bem semelhante ao da sua conterrânea Maria da Cruz, a pescadora olhanense que, num desassombro incrível, numa coragem ímpar e invulgar decisão, chegou a ir, a bordo dum pequeno bote, intimar uns súbditos de Sua Majestade britânica a acabarem com uns fogos reais nas águas da sua baía, como a dizer-lhes que este mar tinha dono, era português !
Houve mais reacções do valente Casinhas, que no Sul de Angola, assim como outros Companheiros, souberam dignificar e honrar a presença da bandeira Portuguesa, ao longo da sua estadia, na terra que os acolheu dignamente, por muitos anos - ANGOLA .
Encantos ...e... desencantos !
" Luanda... 37 anos depois."
De entre as lindas fotografias, colhidas, na nova realidade angolana, com percursos relevantes da sua prosperidade económica, descortinei uma que me impressionou e que saudosamente me conduziu a um facto ocorrido no ano de 1933 - O Portão Central do Cemitério de Luanda - onde repousam os restos mortais da minha Querida Mãe, desde essa data.
Uma outra circunstância, que pude observar através das imagens colhidas, pelo fotógrafo, foi que de entre toda a população abrangida pela ditas fotografias, foi muito rara a identificação de indivíduos de pele branca!
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| "Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos" |
A miséria ? onde pára ?...
Em vésperas do Dia de Corpo de Deus (5ª feira, 7 de Maio), é desolador, para quem atravessa as ruas, ver o triste espectáculo, que as fotos revelam, que arrebatam os nossos corações, sermos confrontados com o abandono , desleixo, e indiferença, com que se atiram para o "lixo", roupas novas de crianças, sapatinhos de bebé, coletes, calcinhas, camisas (tanto de crianças como de adultos), sapatos em boas condições de uso, e, confrangedor, artigos e roupas íntimas femininas e alguns até de índole religiosa!.
Nos tempos em que se apregoa tanta miséria, parece incrível... e desumano !
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Fotos históricas, num periodo da guerra. 1939/45.
Soldados Aliados ...em clima de guerra !
Oficiais ao comando ...
Ao fundo . a ponte... do rio Kwai que ajudaram a construir !
Perfilados em continência ...
Neste clima de guerra, não havia lugar a sorrisos !
Militares em operação de guerra ... que terminou com a vitória dos Aliados.!
A História desta ponte, está já reflectida em filmes, já projectados no mundo inteiro !
A célebre ponte do rio Kwai, construída com o sangue e suor dos prisioneiros de guerra aliados.
Ponte histórica...
Música célebre no período sangrento da guerra de 1939/45. Tempos houve em que todos sabiam assobiá-la, hoje nem por isso !
Imagens de um local histórico, numa ponte construída com o sangue e suor dos prisioneiros de guerra aliados.
As belas paisagens de hoje não denunciam as atrocidades do passado.
Vale a pena ver e, quem quiser, pode descarregar para o disco do seu computador.
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Bem vindo ... Millennium-bcp.....
A recepção de uma carta a confirmar o final de um empréstimo, dando conta de plena quitação do pagamento efectuado relativo a um Crédito Pessoal, concedido a um Trabalhador, numa hora dramática da sua vida, e em idade avançada...
...é sempre um sopro de felicidade...
que ajuda a tranquilizar a dureza vindoura dos últimos degraus a serem vencidos na escadaria da vida !
Bem haja ! ...
sábado, 2 de junho de 2012
O destino
O destino existe? Ou será tudo uma sequência de coincidências? O livre arbítrio nunca existiu? E depois, quando acontece algo, vamos para a esquerda ou para a direita? Ás vezes é melhor deixar andar... e não desesperar.
Estudos académicos do passado
Em 1941, ficou registado na CADERNETA sob o nº 6 na Repartiçao Central dos Serviços de Instrução Publica, em Luanda (Angola), a 29 de Maio de 1941, a frequência e aprovação dos exames a que fui submetido, do Curso Geral de Comércio e Contabilidade, finalmente autorizado, na época, por Sua Excelência, Dr. Oliveira Salazar, dado ter sido a primeira vez, que, em Luanda, se inaugurara uma Instituição Escolar deste género.
Por curiosidade, eram ministradas as disciplinas que, seguidamente, se discriminam:
Estenografia (10 valores) - Hoje, a estenografia já praticamente não existe, pois a informática veio ocupar e substituir o que, no passado, era escriturado com desenhos específicos. Os computadores "cilindraram" esta antiga disciplina.
Direito Comercial e Economia Politica - (15 valores)- Com o avançar dos sucessivos Governos, que orientaram o País, ao longo dos anos, os moldes de legislação, neste campo, foram totalmente alterados.
Técnologia das Mercadorias - (14 valores) - Como seria óbvio, tudo mudou, pois o que era dantes feito à mão, hoje são as fabriquetas que "recauchutaram" a mão de obra.
Contabilidade e Escrituração Comercial - (13 valores) - Aqui, o grande desenvolvimento que surgiu, foi no que respeita ao artifício Bancário, dado o desenvolvimento surgido nesta matéria pelo aparecimento de Grandes Instituições Bancárias.
Português (12 valores) - O Leitor actual, que diga de sua justiça, com o novo acordo ortográfico...
Francês - (14 valores) C ést bien...
Inglês - (12 valores) - All right!!!
Geografia Económica (12 valores) - Ainda existiam, Angola, Moçambique, Guiné, Macau, Timor, S.Tomé e Príncipe, Índia, Cabo Verde. ... Berlengas (?)...
Aritmética Comercial (15 valores) - Bem, hoje os novos alunos que se pronunciem...
Caligrafia- (12 valores) - Agora são só gatafunhos !
Historia Pátria e Geral - (?) - Havia a Mocidade Portuguesa...
Física e Química - Ainda não existia a Bomba Atómica ...
Dactilografia (?) - Escrevia e escrevo ainda com todos os dedos das palmas das mãos.
Educação Moral e Civica (?) - Sempre BOM (pelo menos até aos meus actuais 84 anos de idade)..
Eis, portanto, a historia de um Estudante, que, até ao final da vida, pelo menos, cumprirá com todos os preceitos contidos na última disciplina...
Tá?!...
...errare humano est !...
Numa cinzenta manhã do primeiro dia do mês de Junho, ano de 2012, apesar de ser época de verão, convidativa para uma "banhoca" numa das excelentes praias, fronteiriças à cidade de Olhão, amparado pela minha muleta, encaminhei-me no sentido de me encontrar com uma entidade ligada à Direcção de um jornal local, que se situava na parte central da cidade.
Talvez por ser demasiado cedo, encontrei o escritório encerrado, e estando por perto um Senhor que me pareceu ser empregado de um estabelecimento mesmo ao lado do escritório, fiz-lhe a pergunta, se sabia a que horas chegaria a Pessoa que eu procurava. A resposta foi-me dada em termos pouco corteses e enfadonhamente disse-me, simplesmente, que não sabia.... Agradeci-lhe e fiquei mal impressionado com o sujeito, devido ao tom de voz com que me atendeu.
Afastei-me e, resmungando comigo próprio, conjecturava, porque razão as pessoas andam agora tão mal dispostas???...
A uns bons metros após a minha partida, apercebo-me que alguém chamava por mim, com gestos amigáveis e dizendo-me: "Ó meu Senhor, desculpe, o tal Senhor que procurava, acaba neste momento de chegar. Eu acompanho-o até ao escritório onde ele trabalha!" Era o tal empregado, que, correndo, chamava por mim...
E, vejam só, em escassos minutos, o que se transforma acerca do juízo que fazemos de alguém.
De antipático passou a ser uma pessoa humana ... MUITO SIMPÁTICA !!!...
Talvez por ser demasiado cedo, encontrei o escritório encerrado, e estando por perto um Senhor que me pareceu ser empregado de um estabelecimento mesmo ao lado do escritório, fiz-lhe a pergunta, se sabia a que horas chegaria a Pessoa que eu procurava. A resposta foi-me dada em termos pouco corteses e enfadonhamente disse-me, simplesmente, que não sabia.... Agradeci-lhe e fiquei mal impressionado com o sujeito, devido ao tom de voz com que me atendeu.
Afastei-me e, resmungando comigo próprio, conjecturava, porque razão as pessoas andam agora tão mal dispostas???...
A uns bons metros após a minha partida, apercebo-me que alguém chamava por mim, com gestos amigáveis e dizendo-me: "Ó meu Senhor, desculpe, o tal Senhor que procurava, acaba neste momento de chegar. Eu acompanho-o até ao escritório onde ele trabalha!" Era o tal empregado, que, correndo, chamava por mim...
E, vejam só, em escassos minutos, o que se transforma acerca do juízo que fazemos de alguém.
De antipático passou a ser uma pessoa humana ... MUITO SIMPÁTICA !!!...
Tá?!...
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Carta Aberta ao Correio da Manhã
Enviado, por e-mail (cartas@cmjornal.pt), para o Jornal Correio da Manhã:
Numa altura em que tanto se ouve falar de solidão e abandono na terceira idade, em que, volta e meia, lá aparece, quando os meios de comunicação social julgam adequado (provavelmente quando não há qualquer escândalo com políticos ou celebridades de quintal a relatar) uma notícia de um idoso que faleceu em casa e lá permaneceu durante dias, meses ou até anos, é de valorizar todas as iniciativas criadas de molde a ocupar e integrar os mais ou menos idosos.
As Universidades Sénior são um exemplo (bom) deste tipo de iniciativas integradoras. É, no entanto, desagradável verificar que nem sempre as pessoas evolvidas nestes projectos têm a preparação ou mesmo o perfil adequados para lidar com as especificidades das pessoas pertencentes às faixas etárias mais elevadas. Os mais velhos apresentam personalidades e necessidades próprias. Tal como as crianças devem ser acompanhadas por pessoas com formação específica (educadoras(es) de infância e afins), também o lidar com os séniores deve ser devidamente preparado e acautelado.
Vem isto a propósito de um episódio que se passou comigo. Estando inscrito numa Universidade Sénior, neste caso concreto na Universidade Sénior de Olhão, tive há algum tempo um desaguisado com um professor, devido a divergências de âmbito político. Esta situação surgiu na sequência de uma publicação que fiz num blogue que, apesar dos meus 84 anos, às vezes pesando bastante, faço questão de manter (Velho Luandense). A dada altura escrevi um inocente artigo em que relevava um acontecimento histórico ocorrido em Angola, terra de onde sou natural, com o General Silva Porto (ver AQUI) e em que, de forma subtil, exprimia a minha opinião, relativamente a outros factos da história nacional. Numa aula de Português, na referida Universidade Sénior, solicitei autorização ao respectivo professor, cujo nome opto por omitir, para intervir. Tal foi-me concedido. A minha intenção era pura e simplesmente divulgar o meu blog. Para tal utilizei como exemplo o artigo referido anteriormente e cuja impressão levava comigo. Confesso que a escolha do artigo foi aleatória, foi apenas um acaso o facto de o ter impresso e levado comigo.O professor ao ouvir a leitura do mesmo pareceu entrar em estado de choque. Parece ter enfiado a carapuça num sítio, para ele, doloroso. Como podem verificar não referi nomes. Em histeria, o mencionado docente vociferava "NÃO O QUERO AQUI A FALAR DISSO, VOCÊ NÃO TEM NADA QUE VIR PARA AQUI COM ESSES ASSUNTOS, ....!!!!!". Fiquei surpreendido. Que eu saiba estamos num país livre e democrático onde podemos discutir civilizada e saudavelmente todos os assuntos, os que gostamos e que nos são mais queridos mas também, quando necessário, outros que não nos caem bem. E, sobretudo, respeitando sempre as opiniões alheias. Mais ainda, neste contexto (uma universidade sénior) ter em conta o local e os interlocutores. Agora, voltámos à censura? Ou a democracia só é invocada quando é conveniente?
Apesar de não ter aceite a atitude do professor, voltei, um pouco mais tarde, à referida instituição, que funciona num espaço cedido pela autarquia olhanense. Pois voltou a acontecer algo muito desagradavelmente semelhante. Provavelmente estarei a ser incómodo. Que sensação boa não passar por um velhote ignorado por tudo e por todos!!!
Desta vez numa aula de "Psicologia para a vida" pedi novamente autorização para intervir. Tal foi-me novamente concedido. Quando começava a proferir algumas palavras, que nem sequer chegavam para inferir o assunto de que eu iria tratar, uma senhora, cujo nome mais uma vez omito, que ocupa um cargo de certa importância na instituição sénior em apreço e que estava presente na mesma sala, imediatamente e, aos berros gesticulando, cortou a minha intervenção, qual oficial da censura prévia. Possivelmente receosa de uma intervenção de cariz político contrária às suas cores, entrou, digamos, em pânico!. "NÃO QUERO AQUI QUE FALE EM POLÍTICA!!!!!!", gritou a senhora. Que sensação óptima, não ser a minha presença e intervenção indiferente aos outros!!!
Tal atitude mostrou precipitação e falta de tacto. As pessoas devem aprender, no nosso país, a saber escutar, para depois poder responder de acordo. Sempre com respeito e elevação e não com histerismos e faltas de respeito. O que valeu foi a intervenção do docente, o qual sentindo-se até desautorizado, rapidamente interveio, mandando-a "sossegar" e permitindo que continuasse a minha intervenção. Afinal, tudo o que eu queria era falar um pouco sobre o meu trabalho, mais concretamente sobre uma publicação que fiz no meu blog em homenagem à minha querida mas já falecida esposa. Tal publicação pode ser consultada AQUI. Pude concluir a minha intervenção. No final fui ter com o simpático docente e agradeci-lhe, dizendo que não voltaria, infelizmente, à sua ou a outra qualquer aula da Universidade Sénior. Destaco e elogio, sem reserva, o papel e intervenção do professor em causa, o qual foi respeitoso para comigo, tendo-me apoiado, indo até contra a intervenção extemporânea, diga-se, de uma sua "superior" (?) na hierarquia.
Face a tudo isto a minha família decidiu apresentar reclamações junto da Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Olhão. A Câmara demarcou-se rapidamente, alegando que apenas cedia o espaço à junta de freguesia de Olhão. Esta seria, então, a responsável pelo que se passa na supracitada instituição. Ora, não será a câmara responsável, enquanto detentora do espaço, por fiscalizar e averiguar relativamente ao que aí se passa e seja eventualmente denunciado?
Esta é a minha história. Deixei de frequentar a Universidade Sénior. Felizmente não fiquei ao abandono. Tenho família e amigos que me apoiam e ajudam e com quem convivo diariamente. Claro que vou sentir a falta de professores e colegas, mas a minha dignidade está primeiro!!! Haverá outros idosos, a quem possa ocorrer semelhante situação e para quem o convívio numa instituição similar seja todo o contacto que têm com outras pessoas. E esses, se por falta de sensibilidade, impreparação ou simples incompetência de certas pessoas, se sentirem obrigados a abdicar desse direito à sociabilização, esses sim, ficarão ao abandono. E um dia, pode ser que apareçam no noticiário....
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Armando Baptista
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