domingo, 16 de novembro de 2014

E Deus escreve direito por linhas tortas...

Cá a minha Gente (Filhos, e Netinhas, Sobrinhos, Amigos(as) dos Filhos e das Netas) quando, em conversa, entre eles, do tipo familiar, se queriam referir à minha pessoa, em tom muito carinhoso, pronunciavam "aqui o Velhote...",  e depois soltavam  gargalhadas, em tom muito amistoso, que eu considerava e entendia  como uma  forma gentil, e de muito  respeito e carinho, de se referirem a quem, já  caminhou, quase aos noventa anos, a estrada da vida, por vezes modernamente  alcatroada, aslfaltada, e, noutras ocasiões, nem eram  sequer calcetadas e não raras vezes, até, muito  endurecidas  e esburacadas... (o "Velhote" Armando - autor deste blog).

Como forma de se distrair, eu, (portanto o tal "Velhote"), passo grande parte do tempo a matraquear as teclas do computador, consequência de uma solidão e isolamento psíquico, causados  pelo recente falecimento da Esposa, com quem celebrei um matrimónio nupcial, que chegou ao seu termo,  decorridos sessenta anos deste  juramente de fidelidade e amor, pronunciado no altar......"até que a morte nos separe"...

A Internet é um  Mundo.... Quem se dedicar a este novo e moderno estilo de  querer saber o que  se vai passando neste Globo Terrestre, adquire uma doença, na área da Informática, que considero uma doença, mas...  muito benéfica, felizmente !

Foi dentro deste campo de acção, que, à medida que ia lendo o que está publicado no "facebook", dei de caras com uma fotoinserida conjuntamente com um texto, que muito apreciei e que reflecte muito da realidade actual, à laia de profecia de um Nostradamus do século XX, conforme a foto-montagem  seguinte:



Conforme já anunciei em blogs anteriores, de política, politiquices, vigarices e afins, percebo pouco ou nada. No entanto, é de enlouquecer a trafulhice e malabarismos e a CORRUPÇÃO que vem anunciada, tanto nos jornais públicos como  na própria televisão, como a seguir se indica. E, perante este quadro, que pensar das palavras proferidas há mais de quarenta anos (foto acima) por um homem cuja inteligência, independentemente de concordarmos, ou não, com as suas ideologias políticas, estava bem acima do que é normal para o Ser-Humano?...

















Tá?!...

sábado, 15 de novembro de 2014

Mundo louco...

De política,  politiquices,  vigarices e afins percebo pouco ou nada. E ainda bem que assim é,  senão suspeito que rapidamente enlouqueceria com tanta  trafulhice e malabarismo. Há uns  anitos foi o caso BPN e BPP.  Este último desapareceu por completo,  levando consigo os depósitos e aplicações de clientes,  qual buraco negro sugador de dinheiro cujo destino continua um mistério. O BPN não desapareceu por completo,  tendo-se optado  por "queimar" milhares de milhões de Euros de todos nós para depois vender ao desbarato à mulher mais rica de África e seus amigos, familiares e colaboradores.  Um desastre financeiro, evidente mesmo para aqueles que de finanças nada compreendem.

Mais recentemente foi o escândalo do  BES ( curioso,  mais um escândalo, mais um Banco...) e, nos últimos dias, o caso de corrupção alargado envolvendo  os denominados vistos gold,  criados para os ricalhaços.

Consequências ? Provavelmente umas quantas penas suspensas e recursos júridicos intermináveis. Mas se fosse um desgraçado a roubar um pacote de leite ou uma lata de sardinhas para matar a fome, seria exemplarmente punido com pena de prisão alargada.. Alguém disse um dia: Todos devem ser iguais perante a Justiça,  mas a justiça deve também ser igual perante todos...

Tá?!...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Chama evolutiva....

Seriam provavelmente 12 horas do dia 12 de Novembro de 2014, quando me desloquei ao Cemitério, em Olhão, onde  descansa eternamente em Paz, a minha saudosa Esposa, Alvarina Teresa, que a 12 de Novembro do ano 2010, perto das 12 horas (quase meio-dia), os Serviços do INEM, deslocara-se, com urgência, a pedido telefónico, à minha casa, para, clinicamente, confirmarem os momentos finais de vida  da minha Mulher, acabada de falecer, a meu lado, expirado, certamente,  no momento  em  que me dirigira um  sereno olhar,  mais tarde por mim interpretado como sendo um "Adeus...até sempre !", ao cabo de sessenta anos de um feliz matrimónio, realizado em Luanda-Angola, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

Homenageando, às 12 horas do dia 12 de Novembro de 2014 (portanto quatro anos depois do falecimento) coloquei  uma velinha, com a chama acesa, perto das  flores situadas onde repousam os restos mortais da Falecida, na expectativa de que a chama  se prolongaria acesa, pelo menos até  à  meia noite, quando não é o meu espanto que, no dia imediato, ou seja pelas 12 horas do dia 13, a velinha continuava com a chama acesa, sem que alguém a tivesse apagado.

A chama da vela...
Hoje, dia 14, Novembro, voltando ao mesmo local, observei que o pavio da vela estava realmente apagado, mas intacto, o que me leva a crer, que foi só após a minha última visita, que foi a chuva, que se desencadeou posteriormente, a causadora do "apagamento" do pavio que continuava aceso na dita  vela. Coisas estranhas, na vida....

Foi aqui que foi dado o  ultimo beijo da despedida...


Tá?!...

A Vivenda Vitória, em Olhão...

Contrastando com o histórico  desenvolvimento que  pôs de pé um dos mais populares monumentos edificados em Portugal, à beira da foz do Rio Tejo, a célebre Torre de Belém,  tambem nesta cidade de Olhão da Restauração, existe um Património histórico, grafitado (há dias...), a Vivenda Vitória, que "é um dos raros exemplos de arquitectura de Manifestações Revivalistas Neogóticas e de Arte Nova, que ainda estão de pé ", neste concelho de Olhão, cidade no extremo Sul do Algarve, em Portugal.

Esta benesse já foi alvo de publicações na  Internet, sendo uma delas de minha autoria, sob o título bloguista "Sem título-para apreciar somente"e igualmente por  Entidades que utilizam a Net para publicação dos apreciados " comentaristas"  que se dedicam a tecer comentários do que tem vindo a ser publicado, como a foto seguinte  bem expresssa.



Contudo, quem mantiver interesse em  apreciar melhor as figuras fotografadas, originalmente, em relação as "grafites" reproduzidas, poderá ver na publicação do meu referido blog, neste alinhamento em g-mail: "armandoluandense@gmail.com" ou "Velho-Luandense.blogspot.com". que expressam com maior nitidez ,  as pinturas efectuadas, recentemente.

Tá?!.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Suicidio colectivo...

Foto de Armando Baptista.Passeava eu com o meu fiel Pelinha quando, de repente, dou de caras com alguém ou alguma coisa pendurado na varanda de uma casa. Confesso que me assustei pois a figura mostrava uma atitude de desespero e em vias de cometer suicidio. Nos dias que correm, seguramente passa pela cabeça de muitos tal atitude. A crise, a austeridade, o desemprego e os baixos salários, incapazes de alimentar a família, levam muitos a cometer tal pecado.
Felizmente tal visão não passou de imaginação, fruto da mente cansada pela idade. Afinal não era, felizmente, qualquer suicida, mas apenas um enorme urso de peluche que algumas Mãe extremosa tinha lavado e colocado para secar no estendal da varanda. Ufffffff ! Que alívio !....
Foto de Armando Baptista.
Tá?!...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Inacreditável horror - fora do comum...

Vou expor,  uma  verdadeira história, de um incauto e inofensivo   gatinho....

Ao fim da tarde ontem, terça-feira,  11 de Novembro 2014,  estando na companhia do inseparável  computador, ( para afugentar  a solidão ), foi-me enviado  um e-mail, de uma Neta, contendo uma peripécia que lhe sucedeu, ao sair de uma aula na Universidade de Faro,  que frequenta, para conclusão dos Estudos de Doutorados, relatando-me o segunte:

Quando se aproximou do carro que lhe foi entregue para deslocar-se do sitio onde mora, Olhão , para o edificio distante onde funciona a Universidade, que frequenta,   notou que sobre o capot do veículo, alguem lhe colocara um papel, alertando " Tens um gato dentro do motor do teu carro"..." Pensando que era uma brincadeira dos Colegas. meteu-se  ao volante do carro e veio embora,  de regresso  a  casa.

Quando estacionou frente  aos primeiros semáforos à entrada de Olhão., ouviu miar ! Aos gritos, e em pânico, deu um salto para fora do carro e... "ai o gatinho, ao o gatinho" e temeu continuar a conduzir o carro, pelo que,  agarrando-se ao  tele-móvel ,  pediu socorro ao Pai, que  estava a trabalhar em casa.
O Pai, porém, recomendou-lhe  que fosse conduzindo devagarinho e estacionasse o  automovel no Parque do Ria Shopping, em Olhão, porque se o gato  miava e não tinha morrido até ali,  estava vivo e aguentaria o  resto da viavgem. O Pai recomendando calma, avisou-a  que se  ia  pôr a caminho e que iria lá chegar muito ràpidamente.

À chegada ao P-1, os Pais deram de caras com o seguinte cenário:- capot aberto, o porta bagagens escancarado, a tralha do interior do carro toda cá fora, no chão, e vários amigos da Universidade que tinha aproveitado a boleia,   encheram-se com latas de comida para o gato a fazerem pchiu, pxiu,, etc. e, entretanto iam-se juntado mais curiosos, os Seguranças do Centro e  elementos da GNR !

Procederam-se a vários tentativas para elevar o carro, mas o gatito não saia, e continuava   miau..miau. Instalou-se dentro do fole de aquecimento, e depois de várias insistencias, a GNR aconselhou que se levasse o carro a uma oficina de automóveis, ou chamá-los, para desmontar o motor,  pois o gato continuava em sítio inacesivel, mesmo  em relaçaõ  ao motor.

Após horas de  desespero, houve o bom senso de  se telefonar para os Bombeiros de Olhão, e após decisão do seu Comandante,  uma viatura com dois bombeiros, que à chegada, quizeram dar uma mangueirada para dentro do motor para ver se o "felino" fugia.  Várias novas tentativas foram efectuadas,  em razão até do "Jeepão" não passava o tecto do parque, e, com potentes macacos lá conseguiram levantar o carro e, com muito jeitinho, mover as rodas da frente, até que um Senhor da Manutenção do Centro comercial, lá conseguiu meter a  mão dentro do motor e , finalmente,  retirar o gatinho ainda vivo e assustadissimo,  que cabia dentro da palma da mão.  E fim da odisseia....

Aguardo  fotos do protagonista principal desta odisseia...
.
 Última hora:- Foram-me envidas, via telemóvel,  fotografias do  gatinho, depois de recolhido do seu esconderijo, às 22H30 de quarta-feira.  Foi o que se pode arranjar.  O bicho até parece um artista de teatro....




Tá?!...



O Pelinha enquanto atento à televisão...

Este Pelinha, é como se chama o meu fiel amigo, faz-me companhia durante o tempo em  que dedico certa atenção, a alguns  programas que as televisões transmitem, para os telespectadores irem tendo conhecimento do que se vai passando neste nosso mundo, que tem andado inquieto com o  ressurgimento de epidemias, que  nos vão batendo à porta...

Enquanto me  preocupo em me inteirar por, exemplo,  nos boletins meteorologicos,  como vão as  negociatas bolsistas,  no noticiário sobre a evolução político/partidária,  incidindo  o que está sendo comunicado, em ultima hora, se teremos ou não aumento de  salários  e pensões, e nunca atento  ao que se vai passando no  programa vergonhoso  do bota-abaixo " Casa dos Segredos",  o qual é-me relatado por espectadores  que veem aquele  programa de boca aberta e perto de uma sanita,  fico, porém, intrigado o que se está passando na cabecita do Pelinha, e o que pensa, quando surge no écrán uma figura que, ao microfone  vai pronunciando em tom pastoso....qqqeerrridddoos  ooouuuvviints  isstooo   eeee   pppaaaraa    vvvoooosss   ccccoooommunnnicar   quuue   bleujuuu-- bleu....bleu.bleu...

O que irá na cabeça do canino  Pelinha, quando ouve discursos nestes modos  ?



O Pelinho vendo televisão...

Tá?!...

"Memórias de mim * histórias de nós"- (Antero Simões).

12 de Novembro de 2010 - (seriam dez e trinta da manhã) -  Pego no meu  telemóvel... " é do 112 ?. Resposta: ..." é, sim !,  de onde fala e o que deseja ? Minha  resposta, soluçando... " minha Mulher acaba de morrer  aqui em minha casa  sentada a meu lado..."

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Passou-se isto,  faz hoje precisamente  quatro anos.  Minha saudosa Mulher, após  ter ingerido o pequeno almoço, acompanhado  por alguns medicamentos receitados  pelo Médico,  transportada pela Senhora Dona Cesaltina, que lhe prestava assistência doméstica, devido ao estado de doença que a causticava,  sentou-a  na cadeira acostável, e a meu lado, tambem onde me encontrava sentado, em cadeira vulgar, a poucos centimetros de distância.  Vigiando-a, e a poucos minutos de minha Mulher me ter dirigido um doce olhar, estranhei  a sua  forma de respiração e, de imediato  chamei a Dona Cesaltina a quem  disse estranhar tal coisa.  E...  esta Senhora, então, encostou o seu ouvido ao peito da minha Mulher e proferiu esta exclamação dolorosa .... DONA  TERESA  MORREU !


Cadeirinha da  Vovó...



E foi assim, que , de seguida, pedi socorro ao 112, dando conta da situação, e passados  breves minutos uma Equipe de Enfermeiras e Médico, surgiram  na minha  residencia, confirmando, oficialmente, que minha Mulher tinha acabado de falecer.

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A nossa nova  residência, em Olhão, foi proveniente da saida de Angola, "exilados", devido  à "exemplar descolonização",  terra onde nasci ,vai para   90 anos,  e  foi em Luanda que celebrei um  feliz casamento com a santa Mulher (Alvarina  Teresa) que acabava de ir para  divinas mãos  de Deus, e que  foi ceifado ao fim de 60 ( sessenta  anos) de um bom e amoroso convívio,  que delegou ao Mundo dois  Filhos e quatrro encntadoras Netinhas ...

A esta Santa Esposa, dedico as seguintes Rimas de Luis de Camões:
                                           "Alma minha gentil, que te partiste
                                            Tão cedo desta vida, descontente,
                                            Repousa lá no Céu eternamente
                                           E  viva eu cá na trerra sempre triste

                                           Se lá no assento etéreo, onde subiste,
                                           Memórias desta vida se consente
                                           Não te esqueças daquele amor ardente
                                           Que já nos olhos meus tão puro viste.

                                           E se vires que pode merecer-te
                                           Alguma cousa a dor que me ficou
                                          Da mágoa, sem remédio, de perder-te ,

                                          Roga a Deus, que teus anos encurtou,
                                         Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
                                         Quão cedo de meus olhos te levou.

Com um Adeus do teu " Fosinho" querido,

Alvarina Teresa.


Tá?!...







terça-feira, 11 de novembro de 2014

Coisas e factos que o tempo ainda não ceifou...

Se há momentos que inspiram reviver um distante passado, este é um deles   Como  tenho vindo  a dizer, passo os meus dias a entreter-me com o teclado do computador,  relatando  situações do momento presente, e, na maioria dos casos, de factos historicos do passado, pois  em muitos casos fui protagonista  em certas situações relatadas, dado que,   quem tem perto de noventa anos, muita coisa  lhe fica retida no seu  cérebro.

No momento presente, saiu-me a "taluda", como é costume dizer-se, em momento de muita satisfação, pois acabo de ser " beneficiado" com o teor de um e-mail, que me é endereçado, por uma Leitora dos meus blogs,  residente na  África do Sul ( vejam só a distância...) que me  prestou a gentileza de comentar um blog que publiquei  recentemente: O Teor do e-mail, que Gaby Knauf me endereçou, começou assim:- " Querido Armando, adoro ler o que tu escreves porque tu és um verdadeiro poço de memórias lindas.  Tens tudo computarizado nessa cabeça inteligente que Deus te deu!!!" e  termina  com este fraseado... " Dou-te aqui as minhas boas noites e desejo-te uma noigte serena e repousada ! Beijinhos meu querido amigo..."

Pois este e-mail, que a encantadora  Gaby me endereçou , apesar de residente na   África  do Sul,  despertou-me uma vontade de, à semelhança de ontem ter feito um blog enaltecendo a  imagem da  minha saudosa Avó, Helena, minha educadora de infância,  vir agora, da mesma maneira,  dar uma honrosa projecção à imagem do meu  falecido Avô, Joaquim do Carmo Ferreira,  que  repousa eternamente num cemitério em Nova Lisboa, Angola,  onde ficou sepultado com honras militares e a coberto da bandeira da sua ditosa Pátria  -  PORTUGAL.

Durante a minha infância,  contaram-me histórias de valentias praticads por este meu Avô, algumas de uma excentricidade patriótica, em cojunto com o General Norton de Matos, em território angolano.

Contaram-me que foi um grande caçador de elefantes e leões, um grande amador de cordas de uma guitarra, que era um exímio guitarrista e, que,  em  tempos fora um exemplar explorador de umas minas de ouro, que segundo  se consta,  desconhece-se qual a fim que sobreveio a  tais descobertas, mas que somente tenho fotografias do local em que se dizia existir semelhate riqueza...aqui  reproduzida, tal como a  figura do meu respeitável  e grande Avô, Joaquim.

Grande Administrador, Joaquim do Carmo Ferreira....




Estas fotos foram obtidas há uma centena de anos... em Angola.

Tá?!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Como os tempos mudaram .......

Antes de  começar a alinhavar este blog, entendo que devo prestar prévio esclarecimento  sobre o motivo ou a razão porque o iniciei, porque  o tema que o preenche,  baseia-se em factos que já ultrapassam  a  média de vida  de  anos normais,   dos tempos  actuais.  Remontam a factos ocorridos , no seio familiar, durante  o   início do século passado.

Meu Avô, que Deus tenha,  Joaquim do Carmo Ferreira,  foi em Angola, um alto Dirigente na cena política  e administrativa que caldeou todo o sistema de governação naquela antiga Colónia, tendo os seus dias finados em Nova Lisboa, onde foi sepultado com honras  e reconhecimento popular, a coberto da bandeira que sempre serviu com dignidade e Justiça - a bandeira portuguesa.

Ao principio desta nubelenta tarde, apoiado na minha "muleta", puz-me a caminho de uma Livraria, inaugurada há já algum tempo, no Ria Shopping,  afim de adquirir uma obra, posta à venda  recentemente,  de que omito o titulo, por uma questão de  respeito para com as centenas de publicações expostas, de autoria de  Escritores e Escritoras   de elevada projecção de dignidade e indiscutivel competência literária.




E de entre  as centenas de  Livros que tive a oportunidade de  obvservar,  houve um titulo que me chamou logo a  atenção por se  relacionar com episódios  ocorridos em Angola, terra onde nasci.

Verifiquei, depois, através do início da leitura do referido livro´, que  numa passagem breve,  havia um trecho em que se fazia uma  ligeira  referência à Esposa desse tal Senhor que foi Administrador de Concelho em Angola,  que se chamava  Dona Helena, que afinal   era  a minha querida e saudosa Avó, que nos educou, - a mim e ao meu irmão-  em Lisboa (Largo da Luz - Carnide), depois do falecimento  da nossa Mãe, ocorrido em Luanda.

A saudosa Avó Helena...

 Após muitas andanças, e trapalhadas ocorridas durante o período em que tanto eu e meu irmão, eramos sustentados pela a nossa Avó, Helena,  que nos educou , em Lisboa, até ao dia em que nos embarcaram a bordo do vapor "Angola", a partir do Cais de  Alcântara, a caminho de Luanda, em  que ocorreu uma situação dramática, que foi,  a de  impedir que a Avó  assistisse à despedida dos  dois Netinhos, pois corria o risco de não aguentar o momento da despedida e falecer.

E foi assim que o navio se afastou do cais,  levando o meu irmão (mais novo) e eu próprio para a companhia do nosso Pai, que exercia o cargo de Director dos CTT, em Luanda. E... Adeus..Avozinha!

Daí em diante o contacto (Avó e Netos)  passou a ser exclusivamente por via postal, e veja-se agora o numero de cartas que a Avozinha nos escrevia,  e note-se, que estavamos no tempo da II guerra mundial, em que a nossa correspondencia postal, antes de ser entregue aos destinatários, tinha  que passar pela Censura, na  África do Sul, e por isso demoraria por vezes quase dois a tres meses.

Há cartas datadas de 17 de Junho de 1955, 8 de Dezembvro de 1954, 28 de Outubro de 1954, 15 de Fevererio de 1952, e mais de duas dezenas datadas do tempo da guerra e telegramas que eram emitidos sob prévia fiscalização.

Curiosamente, ainda se  lê em alguma correspondencia o seguinte carimbo, a vermelho:
"PASSED BY CENSOR -  DEUR DIE SENSOR CDEDKEUR"...

Veja-se agora porque passavamos nos tempos em que quase todo o mundo estava em guerra...





Correspondência guardado no baú de recordações...



Tá?!..