Um dia após a emissão do meu blog,
emitido em 5 de Dezemvbro de 2014 em que anuncio que dentro de uma semana precisamene completam-se sessenta e um anos sobre o meu casamento com a minha saudosa Esposa, Alvarina Teresa, celebrado em Luanda Angola, cujo convívio terreno, e amoroso, foi abruptamente interrompido há quatro anos, e como a saudade é imensa e porque não me canso de prestar, amiúde, uma homenagem sentida, à Esposa Amiga, confidente e que me apoiava nas horas mais difíceis (que ambos sofremos na vida), foi com muita emoção que recebi o seguinte e-mail, do nosso Filho, Álvaro Manuel, conotado com o blog que acima me refiro, e que faço, emotivamente, a sua publicação no presente blog:
Gostaria de emigrar para um horizonte sem fim e imaculado, desde que fosse possivel reencontrar-nos em cada dia que vejo passar...
 |
| Quando eras miuda |
No passado, presente, futuro intemporal nos encontraremos como os ramos da árvore da vida se cruzam numa copa que dá sombra a uma existência efémera mas intensa. Sonho com esse dia, na noite sem fim em que adormeço a pensar em Ti...
Esta bonita planta, Bomsai, foi cuidada, durante longo tempo, pela saudosa Alvarina, e, posteriormente, pela Netinha (Sussu), que passou a cuidar dela, dada a viagem que a saudosa Avó fez a caminho do Céu... Ao centro, nota-se um pequeno frasquinho, que introduzi no momento em que fotografei a planta, que contém ainda um pedacinho do suave perfume que a "Santa Avó " utilizava na sua perfomance.
À entrada da porta da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Luanda (Angola), na manhã do dia 12 de Dezembro de 1953, pelas 9 horas, Familiares, Colegas de trabalho, Amigos, Padrinhos e muita vizinhança de ambas partes, a maioria com vestes próprias para festejos adequados, reunia-se, alegremente, aguardando a chegada dos Noivos, que ja´tardava.. Seriam, provavelmente, já 11 horas, quando o Pároco (Padre amigo pessoal), deu sinal que iria dar início à cerimónia do casamento.
E assim foi.... Muitos abraços, beijocas, fotógrafos em grande actividade e... os sinos a tocarem em som festivo ! Foi um dia encantador, para toda a gente, pois as amizades vieram todsas à superfície, dado o novo casalinho ser muito estimado em toda aquela área geográfica, no cojunto citadino da cidade de
Luanda (terra de nascimento do
Noivo, e sendo a cidade do
Porto a que viu nascer a linda e encantadora
Noiva)...
E... cá estão os Noivos... todos sorridentes, neste dia maravilhoso...
E a divina Sentença de Deus...
E... aproveitando a "deixa", aqui vai uma pequena historieta, entre muitas no género, ao longo do percurso da vida, neste caso, particularmente, protagonizada pela... Noiva (Alvarina Teresa Baptista):
Após muitas voltas e reviravoltas consequentes de situações criadas pela famigerada "exemplar descolonização ", ao fim de longos anos, já em Portugal Continental, acabamos por encontrar um recanto para vivermos o resto da nossa vida - o Conjunto Residencial no Siroco - denominado Apartamentos .Nau
Era, e continua a ser, um edificio de grandes dimensões, que acolhe muitos residentes, repartidos em apartamentos modernizados, em que se instalou (na altura) um Hotel Residencial, com exclusão dos inumeros apartamentos que eram, no conjunto, propriedades pertencentes somente a particulares.
Nesse chamado "Hotel", começaram a surgir "clientes", que, ao longo da noite, provocavam certo clima de "desordens ", porque, muitas das Senhorinhas residentes, entregavam-se à vida noturna, que incomodavam, a toda a hora, os proprietários dos blocos particulares. do conjunto predial.
Alertadas as Autoridades Policiais e Administrativas do que estava a ser sucedido, certo dia, um Aviso Oficial, por parte das Autoridades,
dava um prazo de 48 horas, para que as ditas residentes, "notivigas" abandonassem, de imediato, as suas instalações, onde viviam.
Gerou-se, posteriormente, um clima de "hostilidades", pois, pressentia-se que se estavam a dar ordens de despejo, completamente injustas, e não cumpridas, por ilegais, pois chegou-se a conclusão que havia crianças, e pessoas idosas, no meio disto tudo, que passaram a ser vitimas de tais ordens de expulsão.
A imprensa, a certa altura, como viviamos em Apartamento Particular, portanto não atingidos pelas ordens policiais, convidou a minha Esposa para uma entrevista, que mantenho gravada em DVD, solicitando qual o seu ponto de vista e qual a sua opinião, já que não era atingida por semelhantes oficios´, na medida que era uma simples observadora do clima de agitação que se gerou
Resposta:
Estou inteira e totalmente contra tal medida de expulsão, pois dão 48 horas para as pessoas se irem embora e deixarem os espaço onde vivem, vazio, quando há crianças e idosos a sofrerem, pois não é em 48 horas que se resolve tão dramática situação, porque no meio disto tudo há inocentes crianças e idosos a serem injustamente castigados.
Tá?!...