quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O lento desmoronar de uma vida...

Noutros tempos a vida era diferente. Outro regime político,   depois uma revolução dita dos cravos,  com todas as implicações que tal transição traz consigo. Antes da tal revolução trabalhei eu na empresa Sorel,  em Angola, naquele que foi,  de facto,  o meu primeiro posto de trabalho. Foram 15 anos de dedicação e zelo no desempenho das minhs funções. Não pretendo o auto-elogio,  mas apenas constatar factos que,  envolvendo a minha pessoa, são verdadeiros e comprovados por documentos. Quando hoje tanto se fala em corrupção não deixo de sentir orgulho num passado que vejo como exemplar e que se reflete no presente de consciência  tranquila. Dirão alguns "lá está este tipo a gabar-se outra vez". Mas, também,  se não nos apreciarmos a nós próprios,  mostrando satisfação pelo trabalho e postura,  quem o fará ?





Entretanto a vida prosseguiu  depois da Sorel. Mantendo sempre a mesma postura,  passei por outras casas onde procurei sempre dar o melhor,  afirmação que pode ser comprovada documentalmente. Quis o destino que,  infelizmente,  este percurso se visse


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Outros tempos, outras contas...

A recente prisão do Engº.  Sócrates,  a condenação de outras figuras públicas e politicas,  embora com a prisão em suspenso por via de recursos apresentados aos tribunais, têm colocado,  mais uma vez,  a corrupção na ordem do dia. Outros há ainda que estiveram envolvidos em processos já determinados como corruptos mas que,  consequência da actual posição política,  permanecem intocáveis. Mas essa é outra história...

São frequentes as notícias de reformas chorudas e gastos impensáveis,  os quais configuram um verdadeiro atentado ao Estado e ao respeito pelo cidadão. E ficamos nós a pensar se vale a pena ser honesto no mundo em que a desonestidade parece ser largamente compensadora. Mas tenhamos calma: o dinheiro não compra uma consciência tranquila e a saúde, entre outras pequenas grandes coisas.

Quando as contas batiam certo...

Carta branca, amarelecida pelo tempo...
Noutros tempos, como comprova o documento fotocopiado,  as contas dos Bancos,  activo Vs. passivo,  tinham que bater certo,  até ao centavo. Se tal não acontecesse seria muito complicado para o responsável da contabilidade da entidade Bancária. Agora escondem-se prejuízos,  camuflam-se operações mal sucedidas. Depois,  chamados a prestar esclarecimentos,  parece bastar mentir descaradamente e invocar  desconhecimento.

A despesa pública é permanentemente alvo de saque, com responsáveis a desrespeitarem  impunemente os contribuintes que lhes pagam os salários. Eu nunca procedi de tal forma. Mesmo quando,  por motivos de saúde,  me foi dada a possibilidade de usufruir de valores do Banco onde trabalhava,  fiz questão de não gastar um único Rand (o tratamento médico ocorreu na África do Sul). Provavelmente, por isso,  fui premiado com a reforma mínima do sector bancário. Coisas da vida...

Tá?!...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Por onde andas ó subsídio de NATAL ?

Começo por pedir imensa desculpa, se, involuntáriamente,  desvirtuei o sentido  desta noticia,  que é inserida na Internet,  que  cria  um grande transtorno,  à classe Trabalhadora, e velhos  Reformados que faziam contas em aplicar algumas "notinhas"  na compra de  brinquedos  que  eram  destinados a emodurar a Arvore de Natal ,  no  seu cantinho domiciliário.



Sou, presentemente,  um " desentendido" nesta matéria, dado que na minha avançada idade,  e condições de saúde,   reina  uma  certa  confusão, no meu cérebro,  consequente  das decisões que governamentalmente teem sido discutidas e aprovadas, pelo que, pretendo omitir  um juizo de valores inadaptados,  inerentes a  estas circunstancias,  porque  pode  não se   enquadrar com  o verdadeiro fundo  da  presente realidade.

Todavia, a notícia, em si,  gera-me um desconforto, pois, habituado que estava  , ao longo de sucessivos  anos,  que o Subsidioo de Natal, de uma  maneira geral, era conjutamente pago  com o ordenado do fim de ano,  o que, pela primeira vez na nossa história laboral, não  sucedia ,  mas aconteceu,  que no exercicio governamental  do Sr. Dr. Mário Soares , (1983/4)  mercê de um seu  despacho.  foi naquele ano, historicamente,  suprimido, pela primeira vez,   o total  pagamento do subsido de Natal.  Creio haver ainda quem se lembre dessa  ofensa inesperada ,  à Gente Trabalhadora, neste País  "à  beira mar plantado"..

Portanto, não  surpreende, agora  a  repetição   do recurso as pobres algibeiras  dos que, com o seu trabalho honesto, constroem o País no qual Camões, nos seus Lusíadas, cantava:

                                         ..." e aqueles que por obras valerosas.
                                              Se vão,  à Lei de Morte, libertando "...

Onde para o Subsídio de Natal dêste ano  de 2014 ?...
Tá!...

Um conto de Natal...


O  que é o Natal ? A resposta mais correcta será "a celebração do nascimento de Jesus Cristo". Deste modo,  Jesus terá nascido há dois mil e catorze anos. Se foi de facto assim,  não sabemos ao certo. Há quem diga que Jesus Cristo terá nascido uns anos antes,  outros que nasceu depois da data convencionada. Quem está certo não parece importante. O que  deve relevado é o significado da data, o espírito que tem que necessariamente envolver quem participa nesta festa milenar.

Diz-se que o Natal é uma época de solidariedade,  afecto,  bondade e boa vontade para com todos. Entretanto há a figura do Pai Natal,  um  Senhor já de idade, com problemas de obesidade,  vestido com um fato vermelho e branco,  as cores da Coca-cola, a empresa que terá inventado a figura,  inspirada no S. Nicolau,  como forma  de promover a marca e  levar as pessoas a consumir a famosa bebida gasosa.

Aqui, neste ponto,  parecemos  perder a noção do que é o Natal. Confundimos o espírito solidário  e de paz com o espírito comercial e consumista que  invade tudo nesta altura. O material sobrepõe-se ao espiritual. As pessoas parecem frequentemente competir para descobrir quem oferece a prenda mais cara,  como se  isso fosse uma medida de sentimento.

Porque não oferecer uma peça de roupa que não usamos a quem  dela realmente precisa? Porque não alimentar  quem passa fome  em vez de promover  ceias ridiculamente faustosas em que metade dos alimentos vão muitas vezes para o lixo ? Porque não sermos a luz do Natal em vez de gastarmos inutilmente energia em brilhantes mas sem significado  luzes artificiais ?

Podemos e devemos mudar,  sob  pena de perdermos a noção do que é a vida,  não só no Natal mas todos os dias. E esses serão,  então, dias tristes...

Tá?!...

domingo, 14 de dezembro de 2014

Reminiscências muito saudosas...

Tudo no Mundo, muda! Desde  o instante em que damos o primeiro "gemido, " após a   nascença, até  ao momento em que  despertamos  por vir a "mullher da fava rica", como heroniza o  Povo  trocista..

Frequentava eu,  a  terceira  classe , numa época em que os electricos   à chegada do final da linha  condutora da energia, em Carnide, retrocediam em manobra para a baixa de Lisboa,  passando pela paragem fronteiriça ao Colégio Militar,  que  leccionava no Largo da Luz.

Eram velhos tempos em que, quando se via uma mulher ao volante de um automóvel ´a conduzir, causava um espanto  de tal ordem, que  toda a gente se admirava. Nessa altura,  as quarta-feiras,  as oito horas  da manhã,  aguardava,   junto à janela, a  vinda do ardina -jornaleiro, afim de colher a revista que  a tanta mocidade entusiasmava, para saberem  qual foi o destino do aventureiro que desafiou a escalada à Torre Eifel.  A revista  era "O Mosquito", que continha instruções para construir em cartao e cartolina, aviões, barcos e porta-aviões, pois na data pereciam muitos jovens devido a Segunda Guerra Mundial,  que fora declarada,  sobretudo,  ente Alemães e Ingleses, no   inicio da contenda universal.

Mas, na altura da aprendizagem  da aritmetica e da leitura dos "Lusiadas" de Camões,  existia um clima de muita amizade fraternal, ente toda a vizinhança  estudantil (  meia-infantil ), entre   jovens de maturidade masculina e feminina, de que me lembro de algumas  alunas  do Instituto de Odivelas, a Lina,  a Chinha(Dulce), a Guida, a Maria Fernanda, a Cristina,  ( Família Pinto Lampreia) etc. e tambem alunos dos Pupilos do Exército e do Colégio Militar, como o José Fernando (Zéca), o Pires,  e outros,  que  ja partiram rumo ao Céu.

Incluo neste blog,  com todo o respeito,  cópia de uma  fotografia, já corroída pelo tempo,   em que  se nota alguma  Juventude,  a maioria estudantil,  e em que, segundo afirmação colhida, por parte  de pessoa de quem ja não me lembro, neste  Grupo está  incluida a   Drª. Maria   Barroso,  familiar do ex-presidente da Republica,  Dr.Mário Soares.
 .             
Meninas  da  Família  PINTO LAMPRFEIA-

Juventude feminina,alunas do Instituto de Odivelas e Drª. Maria Barroso.




 Tá?!..








.


sábado, 13 de dezembro de 2014

Vislumbre de um saudoso passado....

  1. Aproxima-se mais uma época natalícia que me faz recordar,saudosamente,  Gente que já partiu para o Céu, e que, lá de longe, aguarda , angelicamente,  a nossa ida para  junto da sua divinal companhia.

Não importa o numero de anos da espera,  pois o tempo,  nestes casos, não mede distâncias de calendário...

Mas, sempre há  separações que nunca se esquecem,  como, por exemplo,  exceptuando as dolorosas mais recentes,  há  as que,  perto  de meia  centenas de anos continuam  a permanecer  nas nossas memórias, por razões especiais.  Lembro-me, que no Natal,  há largos anos atrás,   no  convívio humano familiar,  em Angola,  a  minha querida a saudosa  Avó,  HELENA PINTO CARMO FERREIRA,  nunca se esquecia  que tinha dois netinhos, de tenra idade, que a adoravam  e esperavam a  oferta dos  brinquedos que ansiosamente aguardavam.... postos na sua Árvore de Natal.

As fotos seguintes, dão conta da figura da Avozinha e dos netos ( sendo o que ainda esta vivo o mais velhinho  - autor deste singelo blog).

A " Vovó", Helena,  que tanto adorávamos



Os netos Armando e José Duarte - Cabinda (Angola)
Tá?!...

Visões... mais visões ..algumas absurdas !.


Através  da  janela da sala onde permaneço quase sempre, por idoso isolamento,  estou verificando que se aproxima uma tempestade chuvosa, sobre  esta cidade de Olhão  da Restauração ,  logo ao inicio desta manhã de 13 de Dezembro de 2014.


 Começa-se a ouvir a trovoada e a chuva a cair,  o que significa  que o tempo, hoje,  não está para festas...

 E a  propoósito de festas, vou de seguida contar uma historieta, que se passou na época de verão,  numa  terra com história,  no extremo sul do Algarve (Portugal), chamada Castro Marim.

Sendo, durante  a época quente, portanto,  no verão,  uma  estação  propícia para visitas a monumentos e edificios historicos,  acompanhado por pessoas Amigas e pelas minhas muito queridas Netinhas, transitei  por   cidades e centros  algarvios, em automóvel,  perscutando episódios históricos,  fixei-me na parte costeira e dianteiro  com o territórtio espanhol   onde acabei por visitar  uma  antiga  instalação  de defesa militar,  num  aquartelamento em Castro Marim.

Foi entáo que se proporcionou, a titulo  de paródia  e divertimento,  que uma das minhas Netinhas,  teve a ideia infantil,  e engraçada, de se posicionar, teatrealmente,  como se tivesse sido vitima de um castigo , como antigamente,  cujo resultado éra o que a figura, fotocopiada, aqui se reproduz - a forca.

Simulando, tambem como brincadeira inocente, como eram castigados, dantes,  os que prevaricavam,  reproduzi num dos meus "blogs" esta foto, que,  veio a ser amarga e  duramente  comentada, por parte de Leitores que se impressionaram com tal visão teatral.

Não há  dúvida que a Voz do Povo tem sempre razão, afirmando que... Uma imagem vale sempre mais do que mil palavras ...

E esta, hein ?!...

Uma inocente simulação... para castigar  a corrupção....

Tá?!...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Emoção sanguínea.... (12 de Dezembro...)!...

Faz neste preciso momento, sessenta e um anos. que rondando pelas as dez horas e trinta minutos, do dia 12 de Dezembro de 1953, no altar da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Luanda (Angola, terra onde nasci) fiz um juramento solene, perante a minha santa, e saudosa,  Noiva, Alvarina Teresa,  que a respeitaria e a amava por toda a vida, ao longo do nosso casamento, que estávamos celebrando  naquele momenmto, até ao dia em que a morte nos separasse.

Com efeito, a aliança do casamento, que se observa na foto anexa, permanece colocada no mesmo dedo, em que a  minha Mulher a colocara no dia  do  acto nupcial, e, espero mantê-la em cumprimento do que assumi, quando fiz o compromisso de  eterna amizade e dedicação, e que só à hora da  minha morte, alguem ma retiraria...

Alguns excertos fotográficos, lembrando  o feliz  passado e em memória da Esposa que perdi, no dia  12 de Novemvbro de 2010...

Solenes momentos de um cumprimento para toda a Vida...



O Adeus... (foto-montagem...)
 Tá?!...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Publicações douradas...

Tocam-me a campaínha,  da porta da rua. É o  Senhor Carteiro, avisando-me,  pelo comunicador, que acaba de colocar um grosso volume na portinhola de recepção da correspondência postal, relativo ao  meu número de apartamento.

Desço as escadas, vagarosamente, amparado pela "muleta" e, recolho, da caixa do correio, uma embalagem,  muito bem cuidada, e, noto de imediato a origem do seu remetente,  porque  na capa, vem escrito à mão, ... "Livro remetido pelo Autor".

Desembrulhado apressadamente o grosso envelope, foi com grande satisfação que acolhi o Livro (que adiante fotocopiei) que me fora prometido, durante a reunião que houve na apresentação da obra literária, na homenagem ao digno  Autor,  Doutor  ANTERO SIMÕES,  morador em Póvoa de Varzim.

O titulo editado pelo Autor, foi "O MEU POLEMISTA E PATRIOTA EÇA DE QUEIRÓS", que virá a ser lido logo que as minhas condições de saude o permita...(já vou a caminho dos noventa anos de idade)!.

 Por coincidência, ao inciar a subida  de regresso para o meu terceiro andar, deparo com uma passagem no preambulo do livro, nestes termos:...

..." é como aquilo do ditado que nos alerta que "para subir nem todos os santos ajudam, só para descer é que sim ..."..

E é com profunda amizade e agradecimento, que, com a devida vénia, publico uma foto do Livro, que virá a enriquecer a minha prateleira recheada com trabalhos  literários de Autores que, sobretudo,  nos honraram com publicações afectas à " exemplar descolonização" de Angola..

Eis as fotos acima  mencionadas:




Ampliado...

e
Tá?!...

Preso e famoso !...

A propósito das mais de mil publicações já presentes neste espaço que é de quem escreve e de quem lê,  sou frequentemente avisado,  à laia de brincadeira,  pelo meu bom Amigo Santos que "... um dia ainda vai preso com as coisas que publica...".

Acredito que Portugal, apesar de todos os defeitos é um País Livre,  onde todos podem expressar a sua opinião. Assim,  das mais de mil e duzentas publicações feitas,  algumas  de cariz "revolucionário" e "reaccionário",  estou em crer que  preenchem o meu direito à livre expressão de opinião...

Ainda assim puz-me a imaginar como seria se uma PIDE dos tempos modernos me detivesse por conta de alegados crimes de opinião. E fiquei a pensar: quem tem sido detido,  alguns figuras públicas de primeira importância,  tal situação tem contribuído para uma celebrização ainda maior de figuras já de si famosas... São capas de jornal diariamente,  movem exércitos de jornalistas que se acotovelam à porta dos estabelecimentos prisionais,  contribuindo assim para a promoção das cidades onde se encontram detidos,  com reflexos na economia local. Dou como exemplo o Engº. Sócrates  cuja detenção fez com que, para além da atenção diária  sobre a sua figura, o proprietário do café junto ao centro de detenção visse as suas receitas e lucro  aumentados de maneira anteriormente impensável.



Face a tal situação só posso imaginar de que forma a minha eventual prisão me tornaria uma individualidade famosa. De facto dir-se-á que,  por estas bandas, no nosso  Portugal à beira-mar plantado,  a prisão celebriza o  homem...

Tá?!...