domingo, 24 de junho de 2012

Audácia de navegações em caíques


Não me aflige tornar-me  incómodo, em repetir uma  "faceta" que resultou do contacto inicial com esta boa gente de Olhão, cidade onde vim a cair de "para-quedas", após  a minha passagem  à reforma  (sector bancário), que, por razões de saúde e vicissitudes ligadas ao processo da descolonização,  resultou que, de Angola (terra onde nasci), a melhor alternativa de sobrevivência, seria então o recurso à Reforma.
 Desde a minha juventude, que tive sempre o condão, de lidar com Gente do Mar, sobretudo com  pessoas dedicadas a marinha, sector de pescas e, sobretudo interessado em tudo que se relacionasse  na recolha de conhecimento de actos que tivessem sido praticados, tanto por valentias ou actos heróicos.

Ou não tivesse nascido a cem metros do mar.!...
Por uma feliz circunstância, vim a tomar conhecimento de uma aventura protagonizada por heróicos  pescadores  olhanenses, relativamente ao processo da expulsão das tropas francesas, do nosso território, que resultou que, num caíque, um punhado de marinheiros,  atravessou o oceano Atlântico, em toda a sua extensão, rumo ao Brasil, a fim de  levar ao Rei D. João VI, a boa notícia da expulsão dos invasores franceses, do nosso território e da independência  total de Portugal!

Fui, por isso, apaixonadamente, reunindo fontes, que me possibilitaram, com modesto material, gravar em discos DVD e em VHS as epopeias marítimas dos nossos navegadores Algarvios.

Como exemplo de uma das bases que me servi, foi , pela leitura de várias obras, de diversos Autores, que, de entre eles, aleatoriamente, vou, com a devida vénia, reproduzir parte de um texto extraído do livro titulado " As navegações dos Olhanenses em  caíques", de Adérito Fernandes Vaz:

...Saiu o caíque Bom Sucesso oficialmente de Faro e antes, particularmente do lugar da tripulação, que seria Olhão, em 06 de Julho de 1808 e ao fim de oito dias alcançou a ilha da Madeira. Aqui, a tripulação conseguiu aumentar, com mais a colaboração de um praticante de piloto, que já tinha ido a Macau, chamado Francisco Domingos Machado,
Partiram do Funchal no dia 16 de Julho, navegaram em latitude direito ao continente americano e foram parar à Guiana Francesa, na cidade de Caiena, onde tiveram que tomar o rumo da longitude Sul, ao longo da costa até alcançar Pernambuco. Deste Estado brasileiro continuaram a viagem até ao Rio de Janeiro, onde chegaram no dia 22 de Setembro de 1808..."

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De todo este trabalho, gravado tanto em discos DVD e  Cassetes VHS (ver foto), que guardo, e que nunca beneficiei de qualquer remuneração, antes pelo contrário, fiz muitas ofertas a Entidades e Amigos, tive um dia uma agradável surpresa. Determinado Jornalista telefonou-me, certo dia, a fim de marcarmos uma entrevista com um Mareante, que andava a percorrer o mundo, por mar,  que se mostrava interessado em conhecer pessoalmente a pessoa que organizou e fez os discos, que, afinal, eram os de  minha autoria.

Organizado o nosso encontro,  o Tal  Marinheiro, ancorado, com o seu veleiro, na nossa doca, e que tinha alguma curiosidade em contactar, pessoalmente com quem tinha feito o trabalho do caíque "Bom Sucesso", tratava-se, nem mais nem  menos de Mr. Joseph (não me recordo do apelido), Almirante da Marinha Argentina !!!...

Que agradável surpresa a minha, por haver, pelo menos, Alguém que tenha apreciado os meus modestos "trabalhos"...

Tá?!

Nascenças...

Este cidadão, que veio ao Mundo no ano da Graça de mil novecentos e vinte e oito, na cidade de Luanda - Angola- que sempre se comportou, ao longo da sua vida, com humildade, honestidade e cumpridor de todos os deveres cívicos, e que, segundo legislação, entre 1951/1952, passou de Branco de 2ª para Branco de 1ª, e, na actividade laboral, em data altura considerado Trabalhador e não "Empregado",
agora  ... tal  Avô ,  sem barbas brancas, glorificado com o nascimento de encantadoras Nétinhas,  emergentes de dois sublimes Filhos, e, que ao limiar dos sessenta anos de feliz convívio matrimonial, viu partir, ao seu lado, o que considerou sempre, o seu/meu melhor Tesouro: a própria e encantadora Esposa - Alvarina Teresa.

Feita a apresentação pessoal, e a despeito da ausência (deliberada) das "barbas branca" ainda me senti "inflamado", com o histórico acontecimento, que a seguir se relata, que o protagonizaria, se as circunstâncias "esqueléticas" o permitissem: ...Levar  a Carta a Garcia...

Baseado  em fonte jornalística, "O Olhanense", e subscrito por Varela Pires, aproveito algumas passagens do texto do referido artigo, para expor o seguinte acto historico - o que faço com a devida vénia:

"Quando surgiu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, na disputa sobre a soberania de Cuba, era necessário entrar rapidamente em comunicação com o chefe dos revoltosos cubanos. O General Garcia, comandante das tropas revoltosas e, apoiado pelos Americanos, encontrava-se nas montanhas agrestes de Cuba, aquelas mesmas - La Sierra Maestra - que muitos anos mais tarde haveriam de ser refúgio de Che Guevara, e dos irmãos Castro, Fidel e Raul, e das suas respectivas tropas. Contudo, ninguém sabia como comunicar com esse General Garcia...  Para o triunfo das acções militares, o Presidente dos Estados Unidos tinha de assegurar com a maior urgência a sua cooperação, bem como a dos seus correlegionários. Como  proceder ?...
- A região das Caraíbas sempre  foi muito disputada pelos Estados Unidos da América em várias épocas...
- E é certo. Mas... Alguém disse  ao Presidente:- "Há um homem chamado  Rowan, que talvez possa encontrar Garcia,  se é que alguém o pode fazer !... " - Quem ? Quem é ele ?.." - "Rowan", responderam, Mac-Kinley mandou chamar Rowan e deu-lhe uma carta para entregar o mais rapidamente possível ao General Garcia.
- Rowan deveria ser um militar corajoso !...
- E era !... Rowan pegou na carta, guardou-a numa bolsa impermeável, colocou-a sobre o coração e abalou.
Quatro dias depois, de noite, desembarcou de um pequeno barco na costa da grande Ilha de Cuba. Internou-se pelo mato adentro, sem descansar, dia e noite. Ao cabo de três semanas, saiu pelo outro lado da Ilha, depois de ter  atravessado a pé um país hostil e de ter encontrado num acampamento bem escondido nas serranias o General Garcia, que o recebeu bem, embora de início tivesse desconfiado de se tratar de um espião.
- Teve a vida por um fio, esse Rowan ! E se o matassem ?
- Rowan era um homem destemido, corajoso, disposto a servir o seu país numa missão muito complicada. Homem abnegado, disposto a todos os sacrifícios, correu certamente riscos sem conta!"

Admiremo-lo !...

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LEITOR AMIGO .... CORRERIAS OS MESMOS RISCOS PELA TUA PÁTRIA  ????...


Provavelmente ... SIM   !

sábado, 23 de junho de 2012

Via do Infante...


Conforme se previa, o "blog" que, há perto de 24 horas, aqui foi publicado, sob o título "Coerências", mereceu, até há pouco tempo, uma série de comentários, de apoio, relativamente ao texto anunciado, que se referia aos problemas e dificuldades (por vezes temerárias) que certas viaturas, de grande porte, conduzindo matéria explosiva, cruzam e atravessam estreitas estradas em cidades, com o intuito de "fugirem" às portagens, que lhes custariam elevadas importâncias, pela sua utilização.

O  elevado número de apoios, ao texto publicado, recebidos por meios diversos, leva-me a abordar  o mesmo assunto, na medida em que é perceptível, por parte dos utilizadores, uma nova definição, quanto ao problema das portagens, que  resulte, num  menor peso, de ordem financeira, nas "fronteiras" das passadeiras, para se circular numa estrada que, vistas bem as coisas, é a única estrada de jeito para atravessar o Algarve, que vive do turismo (e não só) de uma ponta à outra !

Vamos lá   eliminar os  "graves  problemas" desta boa Gente Algarvia, que bem merece o apoio que lhes possa ser prestado, pelas entidades reguladoras, pois o "infante D. Henrique" muito apreciaria uma boa solução. Seguramente ficar-lhes-ia muito agradecido...













Tá?...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Coerência ?...













Não é com o sentido de menosprezar  a ideia que levou os responsáveis do projecto a decidirem quanto à  introdução e cobrança de  portagens, para se circular na Via do Infante, no Algarve.

Como consequência dos valores considerados elevados que imputaram ao circuito automóvel, a esmagadora maioria dos utilizadores dessa estrada, por questões económicas, decidiu, a partir dessa nova modalidade de portagens desistir da utilização da via do Infante, dando preferência, como alternativa mais barata e única, a utilizar outros meios de circulação periférica, portanto, viajando por outros caminhos,   isentos de taxas, e que vieram a sobrecarregar, aumentando de forma espectacular, o trânsito que atravessa  as cidades.

Assim, a via do Infante deixou de ter o usual encaminhamento, para  agravar  o trânsito nas cidades, devido ao aumento do surto de viaturas, que passaram a utilizar outras circulares, como alternativa, nomeda e principalmente a EN 125.

As imagens acima, dão conta dos problemas de trânsito decorrentes das medidas apontadas. Há, porém um ponto de vista, que, não  está isento que venha a suceder:  um camião, transportando duzentas garrafas
cheias de gás, bastaria que uma só garrafa viesse a ter "problemas" sérios com o seu conteúdo, certamente provocaria tal explosão que dizimava muita gente e a cidade seria atingida por tal catástrofe.

Que Deus permita que esta visão jamais venha a acontecer,,,

Que viaturas deste calibre e dimensão continuem a circular bem longe das cidades... nem que  sejam isentas da  nova "taxaçao"que as atemoriza... seriam os meus desejos.

Evite-se  o rastilho para uma catástrofe ...

Tá?...

Armas ... não mortíferas !

Intervenção de um cidadão sobre a guerra do Ultramar

O gatilho para disparar as armas mais úteis para o exercício, que afrontam mais o inimigo, nem sempre é o  de uma G-3.
A caneta, o microfone, a câmara de filmar e o telemóvel (TM), são as  que melhor enfrentam e combatem   os raciocínios guerreiros do adversário.

A caneta descreve os argumentos que imobilizam as  ideias  agressivas do "inimigo".








O microfone exalta os argumentos com que se defendem as ideias.










A câmara de filmar reproduz, com precisão, os cenários que se captam das exaltadas actuações dos que estão em confronto.









O TM, capciosamente, difunde mensagens que no instante seguinte são recebidas, processadas e, muitas vezes, imediatamente apagadas.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Farmácia ... e não... Pharmácia !

Para que se tenha  uma ligeira noção, do tempo que medeia, entre o que se escreve neste texto e os factos  que serviram de base para a  sua leitura, esclarece-se que, na minha juventude, enquanto simples aluno na 1ª classe, entremeado com aulas decorridas em Luanda e Lisboa, ainda encontrei quem escrevesse Pharmácia (com PH), em vez de Farmácia (sem  PH).

Nasci em Luanda (Angola), onde frequentei as primeiras aulas ,na primária, fiz exame de Admissão aos Liceus no Liceu Camões, em Lisboa e... talvez  por se temerem perigos resultantes da deflagraçao da 2ª guerra mundial, que impediam o envio de meios financeiros, feito pelo Pai a trabalhar em  Angola, para meu sustento, que estava a cargo dos meus queridos Avós, embarquei no paquete "Angola", com destino a Luanda.

Nessa cidade, concluí o Curso Comercial (o primeiro existente em Luanda, por influência do Dr.Salazar) e, entrando na vida laboral, exerci cargos de responsabilidade, com dignidade e honra, em diversas Empresas, tanto nacionais como estrangeiras e, por último, numa   importante Entidade Bancária, em que fui participante na sua fundação, o Banco Totta-Standard de Angola.

Por razões particularmente relacionadas com o estado de saúde, na data da independência de Angola, residia, então, em Portugal, onde, presentemente me situo.

Trabalhando... trabalhando... sempre com dedicaçao profissional, fui, por motivos igualmente de saúde, "catapultado", em Lisboa, para a situação de Reformado... com pensão equivalente a de Aprendiz na Banca.

Daí que, para colmatar uma situação criada por recente viuvez - a solidão -  entreguei-me a dividir o tempo entre visitas ao Cemitério e aprendizagem  no mundo informático - a Internet.

Foi nesse campo que expandi a recolha de "novos conhecimentos", e, por essa via,  através dos "blogs", despertou-me a atenção  um artigo subscrito por um Ten. Cor. Piloto Aviador, um blog em que apresenta opiniões livres, de quem ama a sua Pátria.O blog chama-se "O Adamastor"

Com todo o respeito, transcreve-se, parte de um texto, que muito me impressionou:

"Finalmente, o mal-amado Salazar esteve 48 anos no poder... mas sempre foi de uma integridade imaculada, deu o exemplo e não  deixava que outros responsáveis pusessem o pé em ramo verde.
Quando morreu viraram-lhe os bolsos do avesso e só descobriram cotão e meia dúzia de contos, que ele amealhara para os seus gastos pessoais."


                                                   ********************
  Pergunto eu,   que  vale  ter sido honesto, íntegro, trabalhador, e cumpridor com as Leis, ao longo de toda a vida, como nêste caso exemplar ???...

Vejamos o panorama descritivo inserido no texto acima - um mundo às avessas ...

Porém, as mesmas linhas de pensamento e formas de agir (como as do ilustre estadista), sempre  se compaginaram com a minha maneira de ser...

...por isso não sou nem rico nem proprietário de qualquer valor materialmente relevante:
  •  um velho carro, um computador, uma cama para dormir  sossegadamente e...
  • uma Imagem de Nossa Senhora, que minha  santa Mulher adorava  e que acompanhou a minha Mãe à sepultura, em Angola.




Olhão, Junho de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

* Portugal * Angola *....



O Hino Nacional "Angola Avante",

"Um só Povo uma só Nação"

é entoado, na grande Angola, após a sua  Independência e consequente "separação" do País que a engrandeceu, durante vários séculos, Portugal, substanciado pelo esforço e dedicação  à terra dos que lhe  prestaram um contributo insofismável - os Trabalhadores de igual  criatividade e de qualquer ordem epidérmica...

              Brancos, Pretos, Mestiços ou Outros !..




 Em minha  memória, permanece eternamente o respeito pelas pessoas que repousam neste Cemitério, as portas de Luanda (Angola),  falecidas (e que já cá não devem estar), pois é mais que centenário o toque do sino, à entrada, quando  anunciava mais um enterro, de alguém que amávamos... tal como Minha  própria  Mãe, que  aqui repousa, após uma doença, incurável, na época...

                 Paz às suas Almas  ...


                                                                *******************

Relendo uma edição dedicada a Angola, de 2010, "Nova Angola", intitulada "A imagem de  um País novo". Na pág. 95 vem inserido o seguinte: "De acordo com o ACNUR mais de 100 mil angolanos vivem ainda no estrangeiro, como refugiados, enquanto que outros 500 mil já regressaram a Angola..."  e na pág. 45, o seguinte reconhecimento: ... "que da parte angolana há alguns constrangimentos que a lei angolana impõe à concessão de vistos de múltiplas entradas...".

                                                                *******************

Nascido em Angola (Luanda), onde  trabalhei e exerci cargos de elevada responsabilidade, em empresas nacionais, bancárias e estrangeiras, sempre com dignidade, honra e comprovada competência laboral. Dias antes da  data de independência de Angola, tive necessidade de me socorrer de actos clínicos, que só existiam em Lisboa, para onde fui urgentemente transferido, e, por tal circunstância, não me foi possível estar presente ao içar da nova bandeira de Angola.

Por razões que desconheço, tanto mais que no meu último registo criminal ,emitido em  Luanda, nada consta e na parte politico/partidária, fui sempre muito bem acolhido e aceite, sem quaisquer crispações,   após uns dias da independência, fui  informado que todo o recheio deixado na minha residência, em Luanda (quando parti para  a Metrópole) fora totalmente destruído. Familiares meus foram testemunhas, posteriormente, do que se lhes deparou, perante as destruições cometidas, certamente por anónimos..

Vicissitudes que surgiram após tais acontecimentos, na altura, Março de 1982, Em contacto com a Embaixada da República Popular de Angola, em Portugal, foi-me  transmitido, epistolarmente, pelo Embaixador, Adriano João Sebastião, que eu "possuía  todas as possibilidades de regressar à terra Natal bastando, para tanto, uma decisão firme e sem  influencias, de minha parte". Acrescentava  ainda que "não havia condições prévias para o regresso de angolanos à República Popular de Angola". No entanto, informava que a minha carta fora enviada ao Ministério das Finanças da República Popular de Angola.

Pois, subscrita pelo mesmo Embaixador, em Julho do mesmo ano, fui confrontado, surpreendentemente,  pois não encontrava quaisquer motivos de impedimento, com um ofício com  teor do seguinte texto:

"Serve a presente para comunicar a V. Excia  que a  sua oferta de prestação  de serviços na República  Popular de Angola  não  foi  aceite."

Vá-se lá saber porquê... e, já perto do final da vida (85 anos) irei para a cova com as mesma dúvidas! Pois, que me lembre, nunca fiz mal a ninguém...


Tá?!...

PORTO - Noite de S. João...

                    PORTO...



Na noite de S. João, " Sardinha  de S. João...pinga no pão..."

Na segunda cidade de Portugal,  Porto, a 24 de Junho de cada ano,
festeja-se o nascimento de S. João Baptista, com o ritual "alho porro",  que tantas saudades me deixaram, em noite inesquecível, há longos anos atrás, num divertimento popular, em que as nossas cabeças foram "gentilmente" marteladas, pela noite fora, com vigor - mas com amor - pelos  ilustres e simpáticos(as) festejantes, que celebram a data com os ditosos, saboroso e inesquecíveis vinhos do Porto.

Sem desprimor para os restantes, Gente Nortenha, bem-hajam ! E um  " tchim -.tchim"  na taça  erguida
à VOSSA  SAÚDE  !...

Porquê seis mil visualizaçoes em 4 meses?...



É neste conjunto, servindo de estante, em cujas prateleiras , vou agrupando livros de famosos  autores, assim como, registos de programas televisivos, de merecido interesse, bem como outras recordações, de uma vivência (a caminho dos noventa anos), decorridos sempre sob a égide da dignidade, respeito e honradez..
 Quis o destino, que após sessenta anos de um feliz
"acordo" matrimonial, realizado na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Luanda (Angola), minha Santa Mulher (Alvarina Teresa) tenha dado, por fim, ao cumprimento do juramento assumido,,,

...ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE  !...

E, assim para colmatar uma " dolorosa" solidão, trespassada, por momentos afectivos, fui  confrontado por uma doença "benéfica"... que são os blogues que a Internet dispõe, mesmo para quem tem momentos de profunda  tristeza.



E. foi, nestas circunstâncias, que me dediquei, para afastamento dos momentos do silêncio, que vão causticando e fragilizando as mentes de quem a  saudade passou a ser uma eterna acompanhante!

No percurso dos meus humildes e despretensioso textos "bloguistas", é natural que venham a despertar alguma curiosidade/atenção por parte de alguém, que ainda se lembre deste "velhote angolano-português". 

O que me desperta a curiosidade, é, o interesse do elevado dos número de "visitantes", dos meus "trabalhos", num período, que decorre desde o início de Fevereiro deste ano (2012) - JÁ  SUPERIOR  A SEIS  MIL ... a quem desde já, fico muito reconhecido...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Reminiscências...



Numa das minhas andanças pelo Mundo, em missão de serviço, na actividade bancária, calhou poder filmar e fotografar, em época muito agitada, no plano financeiro internacional, as Torres Gémeas, ainda em fase de acabamento, na cidade de New York, portanto já lá vão  longos anos de distância.

Porém, a  maldade dos homens, levou-os a, pelo uso de aeronaves como mísseis tripulados, a destruir estes grandiosos edifícios...

Conquanto que noutras partes do mundo a maldade enferma em termos destruidores de certas maravilhas opulentas, aqui, em Portugal, felizmente, e a despeito de algumas vicissitudes ligadas ao empobrecimento, ainda florescem, na ditosa primavera, encantadoras paisagens em recantos muitas vezes afastados dos nosso olhares, o que representa  vivermos, por enquanto, um verdadeiro clima de PAZ.




Mas não se julgue que estamos isentos de, ao sairmos da nossa porta de casa, a caminho do café, confrontarmos com um luxuoso Lancia, que há mais de dois anos, "repousa adormecido", impedindo a passagem de transeuntes, com a agravante de reterem um  mal cheiroso lixo, não raras vezes "acoitando" bicharada, como ratazanas, etc.


À semelhança , com o espectáculo desta natureza, enferma pela cidade, um "batalhão" de viaturas, que vão apodrecendo, com o tempo, e por  vezes estacionadas em locais que prejudicam o trânsito automóvel (e não só) que com a contratação de "desempregados", dar-se-ia uma limpeza, generalizada, a esta encantadora cidade de Ohão.

Tá?!...