Em tom de brincadeira, mas com um sentido muito respeitador, e nunca ofensivo, e só para suavizar o cálido ambiente que antecedeu a indigitação dos novos membros que passaram a constituir a nova "governamentação", imaginei um quadro expressivo que resulta quando festejamos e comemoramos, saudando algo de muito importante, como seja, a abertura de uma "valerosa" (termo de Camões, nos Lusíadas) garrafa de champanhe, em que na maioria dos casos, o sacarrolhas é posto de parte, por desnecessário.
Vamos imaginar que no interior da garrafa do delicioso champanhe, guardada há séculos, em vez do liquido saboroso, que se estava usando para o festejo, estavam salvaguardadas as " belíssimas" ideias dos que estavam sendo o alvo de tão acarinhada manifestação, e que o povo, de há muito, ansiava viessem à luz do dia.
Acabam de ser "protagonizados" tais "famosas ideias" , através da indigitação que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, anunciou, para a constituição do novo Governo e, como recompensa, a tal valiosa garrafinha, guardada há séculos, esvaziou o seu conteúdo, de tal forma que vamos passar a beneficiar, a partir de agora, da possibilidade de, a cada um de Nós, no próximo Natal, virmos a ser contemplados com as prendas com que há muito temos vindo a sonhar....
Noto, com grande fulgor, que, entre os eleitos digitalizados, para edificar o desejado PARAÍSO, que nos permitirá virmos, finalmente, dormir descansadamente, figura uma Personalidade, como Ministra da Justiça, uma compatriota, Angolana de Portugal, nascida, por isso, na mesma grande Nação, ANGOLA, onde também vim ao Mundo, há 88 anos. Seja Bem-Vinda !... (se vier por bem )!..
Tá?!...
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Revisão à carta aberta dirigida a Catarina Martins.- BE.
Foi há bem poucos dias que dirigi uma carta aberta a Catarina Martins, como abaixo comprovo..
Nessa carta fui bem claro, afirmando que não pertencia ao Partido, de que era "porta voz". nem tampouco querer embrenhar-me em qualquer questão, ou assunto, de cariz politico/partidária.
Simplesmente, pretendi, educada e respeitosamente, "brinda-la" com um elogio, que me perpassou pela cabeça, quando reparei numa sua foto inserida numa revista da actualidade...
Pareceu-me que no interior dos seus brilhantes olhos, visionava as cores da nossa bandeira portuguesa e, perante tal " milagrosa visão", sugeria-lhe que, se viesse a ser uma das candidatas eleitas, para o nosso próximo Governo, se enfileirasse num grupo, em que, colocada ao centro, cantasse ,bem alto , o nosso hino nacional -a Portuguesa.
Hoje, terça-feira, 24/11/2015, ao ter conhecimento da decisão assumida por Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, quanto ao eleitoralismo, estou convicto que ouvirei, tarde ou cedo, pela via televisiva, a ressonância da sua Voz, cantando, heroicamente,... a PORTUGUESA.
Tá?!... !
Nessa carta fui bem claro, afirmando que não pertencia ao Partido, de que era "porta voz". nem tampouco querer embrenhar-me em qualquer questão, ou assunto, de cariz politico/partidária.
Simplesmente, pretendi, educada e respeitosamente, "brinda-la" com um elogio, que me perpassou pela cabeça, quando reparei numa sua foto inserida numa revista da actualidade...
Pareceu-me que no interior dos seus brilhantes olhos, visionava as cores da nossa bandeira portuguesa e, perante tal " milagrosa visão", sugeria-lhe que, se viesse a ser uma das candidatas eleitas, para o nosso próximo Governo, se enfileirasse num grupo, em que, colocada ao centro, cantasse ,bem alto , o nosso hino nacional -a Portuguesa.
Hoje, terça-feira, 24/11/2015, ao ter conhecimento da decisão assumida por Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, quanto ao eleitoralismo, estou convicto que ouvirei, tarde ou cedo, pela via televisiva, a ressonância da sua Voz, cantando, heroicamente,... a PORTUGUESA.
Tá?!... !
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Evolução Natalícia...
Aqui estou eu, o Armando, quando nasci, em Luanda, a 12 de Abril de 1928.
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| Meses após o nascimento... |
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| Nascimento do Armando.... |
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| Armando, fotografado , pelo Avô (Joaquim do Carmo Ferreira), em Cabinda - Angola |
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| Armando, em Cabinda, já era refilão.... |
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| Aos 87 anos.. cheio de frio .... Portugal.. |
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| Em casa, a descansar, após extenuante trabalho... |
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| O autor a ser homenageado, no Banco Totta-Standard de Angola.- Sede em Luanda. |
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| Num Congresso, dando conta das ideias semi-politicas. |
A Providência é por vezes pródiga , em confrontar-nos com episódios que nos enchem a alma cheia de saudades, e que nos remetem para um panorama etéreo, que só os poetas saberão exprimir o que nos vai na alma.
Estamos já a poucos dias em que se vislumbram ideais para festejarmos a próxima época Natalícia, e, percorrendo as montras dos estabelecimentos comerciais, vamos sendo confrontados com Figuras enigmáticas que anunciam o espírito que renasce sempre e que nos empurram para que sejamos muito fraternos, para com os nossos semelhantes.
| Castelo Celestial... |
| Casamento, no Altar de Nossa Senhora, na Igreja, em Luanda, |
Por via postal, veio parar as minhas mãos , o convite do meu Sindicato dos Bancários do Norte, dando conta que se pretende cumprir a tradição de se festejar a quadra natalícia, e que por isso se realizará a Festa de Natal 2015, para os filhos do bancários, Região da SEDE, no Porto.
Ora, como estatutariamente, estou sindicalizado na região nortenha do País, e dado que por força disso, embora residente na zona Sul do País,- Algarve - tenho que me manter sempre articulado como se estivesse a viver , permanentemente , no Norte. Divisões regulamentadas por acordos estabelecidos por estatutos bancários Sindicalizados-
Ora , podendo haver filhos de bancários, que já tenham Netos, associei esta foto-montagem, na intenção de sobrevalorizar a ideia que o distinto Sindicato dos Bancários do Norte, teve, para também acolher os vindouros Netinhos, que virão a glorificar, ainda mais, a gloriosa e distinta Classe Bancária.
.Este Armando, agora reformado da Banca, que sobrevive de uma pensão de reforma, a mínima no sector, equivalente ao salário mínimo de um aprendiz da banca, e que no seu curriculum laboral , sempre exercido na base da honra e da dignidade, -documentalmente comprovado- chegou a exercer a função de Chefia Directiva, contabilística, num Banco , em que esteve integrado na sua equipe fundadora, ( Banco Totta-Standard de Angola), para alem de outras actividades em que trabalhou, em Empresas Nacionais e Estrangeiras , sempre com dignidade, e a contento, comprovado, conforme documentos originais , guardados, como ia dizendo, distrai-se a compor extractos da sua vida, por via bloguista, na Internet, bem como compartilhar com as minhas queridas Netinhas , e Filhos , que a minha saudosa Mulher me delegou, do seu Corpo e Alma.
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| Eis aqui, e agora, o Armando ( "Velho do Restelo Grisalho").... |
Tá?!...
Indiferenças... como interceptá-las ?
A despeito de por vezes me sentir um tanto "desprezado" quando rodeado de jovens, menos jovens, semi-adolescentes, pessoas mais adultas, e até por vezes, por "Seniores grisalhos", que entre si, conversam sob certos assuntos que em nada me dizem respeito e que até já me criam arrepios, como por exemplo, o Jesus do Benfica ter-se apaixonado pelo Sporting, que os deputados em assembleia legislativa muito se preocupam com a adopção de crianças por gays, que o Senhor "X" deu porrada na sua Mulher, não me sinto, no entanto, de igual forma, com a foto seguinte, pois, no meio de isto tudo, ainda sou beneficiado, apesar de perto dos noventa anos, do carinho e apoio que me dispensam as minhas queridas Netinhas e Filhos, que não permitem que eu venha a sofrer e morrer à fome e que, intimamente, me acompanham na dor que me persegue a todo o instante, por ter perdido, após sessenta anos de um feliz casamento, celebrado em Luanda, com a que mais amei na vida, a saudosa Esposa, Alvarina Teresa.
Ao ler a enunciada publicação, percebo, como já disse, que apesar de tudo, da tristeza e solidão, apenas pontualmente suavizadas pelas visitas da Família, sou realmente afortunado. Sobre a minha cabeça tenho um tecto, no frigorífico alguma comida, a companhia permanente do fiel Pelinha, a presença amiúde de filhos e netas, por isso tenho muito mais do que o Joaquim. Sem jamais o ter conhecido, já sinto a sua falta. Também eu digo, descansa em Paz, Joaquim.
Tá?!...
Tudo isto foi, de certa forma, despoletado por uma publicação, mais uma, no facebook em que, alguém, denunciava a morte de um sem abrigo, aparentemente personagem emblemática da baixa lisboeta. Joaquim, de seu nome, morreu sozinho, em silêncio, algures, numa das ruas por onde deambulava diariamente, de garrafa na mão. Poucos darão pela sua falta, mas a sua partida não passou totalmente despercebida, como é visível nas palavras que lhe foram dedicadas nesta hora:
Não te volto a dar a sandes.
DESCANSA EM PAZ JOAQUIM
Foi esta madrugada em plena baixa de Lisboa que morreu Joaquim.
Não era ator nem artista. Não era famoso, nem conhecido. Não tinha fama. Era só o Joaquim.
Era apenas um homem que tinha passado pela guerra, que tinha sido abandonado pela nação e pelo povo pelo qual lutou. Um homem cuja vida era passada entre um embrulho de papel e uma resma de jornais sendo estes o cobertor que noite após noite abraçava o seu corpo cansado das cicatrizes dos homens e das mulheres que por ele passavam e nem um olhar lhe dirigiam.
Era o Joaquim. Homem que não se achava merecedor de uma cama quente, de um duche tranquilizante, de um prato de sopa que lhe apazigua-se o rato que amiúde lhe roía o estômago. Era o Joaquim de botelha na mão, carro do mercado nas unhas com o qual transportava os seus bens mais preciosos.
O Joaquim...
O homem de sobretudo roto, barba comprida entrançada pela sujidade do ar, rugas profundas resultado de uma vida cansada, desnorteada, carente de um ombro amigo, de uma palavra de alento, de um sorriso infantil.
Morreu o Joaquim.
Aquele que sorria para todos sem troco, que brincava aos loucos com plena consciência do seu estado de miséria, aquele cujo os seres passavam e diziam:
- Este é que a leva bem sem preocupações.
Sim...
Foi esse o Joaquim que morreu.
O Joaquim que tu, eu e ninguém quer ser mas que ninguém está livre de lá chegar.
Morreu o Joaquim. Sem honras, sem reconhecimento. Profundamente esquecido por uma sociedade hipócrita e egoísta de falsos principais apregoados a vista de todos e olvidados em privado.
Morreu o Joaquim...
Aquele que um dia pode vir a ser qualquer um de nós.
Morreu e será enterrado em pleno silêncio.
Retirado do facebook
Ao ler a enunciada publicação, percebo, como já disse, que apesar de tudo, da tristeza e solidão, apenas pontualmente suavizadas pelas visitas da Família, sou realmente afortunado. Sobre a minha cabeça tenho um tecto, no frigorífico alguma comida, a companhia permanente do fiel Pelinha, a presença amiúde de filhos e netas, por isso tenho muito mais do que o Joaquim. Sem jamais o ter conhecido, já sinto a sua falta. Também eu digo, descansa em Paz, Joaquim.
Tá?!...
domingo, 22 de novembro de 2015
De boas intenções, o inferno está cheio...
Não basta projectar, ter o o propósito de fazer alguma coisa; o importante, e essencial, é fazê-la...
Sim, porque, leio e oiço, a todo o momento, os belos e reconfortantes ideais contidos em projectos que os Dignos Partidos submetem à população eleitoral, em períodos de eleições legislativas, sendo que, na altura própria de introduzir o boletim de voto na caixa onde se aglomeram os "papelinhos", que ditam as preferências partidarizantes, nem todos colaboraram, de igual forma representativa, porque, como se verificou, posteriormente, muita gente preferiu ficar em casa, descansadamente, e não votou, o que resultou, no caso em questão, ter sido o absentismo alcançar o "êxito da vitória", em percentagem muito elevada.
Tudo isto resultou num trambolhar de decisões finais, resultando que ainda hoje, Domingo, 22 de Novembro de 2015, se mantém a incerteza em quem Sua Excelência, o Presidente da Republica, escolherá para, de vez, ficar a governar-nos.
Seja qual for a decisão que venha a ser tomada, por Sua Excelência, sobre esta importante questão, mas, pessoalmente, gostaria que se baseasse no mesmo principio que eu assumira, e defendia, quando fui candidato a deputado a Assembleia da República, no ano de 1995, pelo PSN - Partido da Solidariedade Nacional, que assentava no seguinte:
Tá?!...
A razão nem sempre vence as paixões....
Sim, porque, leio e oiço, a todo o momento, os belos e reconfortantes ideais contidos em projectos que os Dignos Partidos submetem à população eleitoral, em períodos de eleições legislativas, sendo que, na altura própria de introduzir o boletim de voto na caixa onde se aglomeram os "papelinhos", que ditam as preferências partidarizantes, nem todos colaboraram, de igual forma representativa, porque, como se verificou, posteriormente, muita gente preferiu ficar em casa, descansadamente, e não votou, o que resultou, no caso em questão, ter sido o absentismo alcançar o "êxito da vitória", em percentagem muito elevada.
Tudo isto resultou num trambolhar de decisões finais, resultando que ainda hoje, Domingo, 22 de Novembro de 2015, se mantém a incerteza em quem Sua Excelência, o Presidente da Republica, escolherá para, de vez, ficar a governar-nos.
Seja qual for a decisão que venha a ser tomada, por Sua Excelência, sobre esta importante questão, mas, pessoalmente, gostaria que se baseasse no mesmo principio que eu assumira, e defendia, quando fui candidato a deputado a Assembleia da República, no ano de 1995, pelo PSN - Partido da Solidariedade Nacional, que assentava no seguinte:
Que nunca faltasse à mesa de um bom Chefe de Família, o "Pão Nosso de Cada Dia", e que, a um bebé, nunca faltasse, também, um simples biberon de leite..
| O autor... Armando. |
Tá?!...
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
O Poder Divino, salvar-nos-á...
Não sou nem quero ser nenhum "Nostradamus"com capacidades visionárias, na época, mas não me importo de ter que enfiar a carapuça, porque devido aos meus paleios, fui acusado de ser um "Velho do Restelo Grisalho", termo utilizado em discurso pronunciado, por alta figura governativa.
Não sou, nem pretendo ser, nenhuma pessoa "importante", mas mantenho a VAIDADE de poder desafiar, quem quer que seja, se tiver razões, de me acusar de ter sido, alguma vez, desonesto, traidor, sem princípios da boa convivência, hipócrita, e desumano. Que me atire a primeira pedra, se tiver motivo, ou razões, para tal... porque o respeito, sempre foi a base permanente da minha convivência, diária, para com os meus respeitosos Humanos !..E espero que assim continue a ser, até que os sinos do "Campo da Verdade" (cemitério) soem à minha entrada, já com perto de noventa anos !....
Os dias têm passado, seguidos de uma viuvez, que me transtornou, como seria natural, pois a quem mais amei na vida, a minha saudosa Mulher, partira para o Céu, certa manhã, onde vivíamos, e a meu lado, após um feliz casamento, celebrado há sessenta anos, na Igreja de Nossa Senhora, em Luanda (Angola).
Hoje, oiço e leio muita informação, acerca do que nos rodeia, a todos, e, faço um balanço, incrédulo, comparando o que era a nossa vida nos tempos Salazaristas, e nos actuais. Começo por ficar um tanto "preocupado" com uma noticia que acaba de nos ser transmitida, por via do telemóvel, que dá um alerta sobre uma breve utilização de armas químicas, em relação a contenda e atentado "terrorista", que, em Paris, amedrontou o mundo inteiro, colhendo a vida, traiçoeiramente, a muitos inocentes.
Em minha pobre e ingenuamente "grisalha", prevejo um futuro que se iguala, em parte, a uma época que se viveu nas vésperas da declaração da segunda guerra mundial, que foi a que resultou numa das maiores catástrofes mundiais, em que a pólvora e descobertas de indústrias químicas, produziram o rebentamento da "bomba atómica"....
Há um ditado que diz "A ESPERANÇA NUNCA MORRE "... Eu mantenho a fé e a esperança de que jamais haja repetição de clima igual que se viveu no passado, como acima se reporta, pois espero que o "medo" seja o principal factor que impedirá igual situação. Esse "medo" virá a ser materializado, e significativamente representado por quem um dia surgirá, e que com os seus poderes virginais, evitará que o Mundo venha a ser vitima de nova "bomba nuclear"...
Tá?!...
ÚLTIMA HORA... Após ter terminado este blog, ao fim da tarde, curiosamente, encontrei depositado na minha caixa do correio a Revista FEBASE, da Federação do Sector Financeiro, nº 57, de Novembro/2015.
Na página 23, da Revista, vem inserido um excelente artigo, sob o titulo "Refugiados", e em destaque a seguinte designação, cujo conteúdo despertou-me imediata curiosidade, e cuja leitura recomendo a toda a Gente...
Saudações e felicidades a Todos ...
Não sou, nem pretendo ser, nenhuma pessoa "importante", mas mantenho a VAIDADE de poder desafiar, quem quer que seja, se tiver razões, de me acusar de ter sido, alguma vez, desonesto, traidor, sem princípios da boa convivência, hipócrita, e desumano. Que me atire a primeira pedra, se tiver motivo, ou razões, para tal... porque o respeito, sempre foi a base permanente da minha convivência, diária, para com os meus respeitosos Humanos !..E espero que assim continue a ser, até que os sinos do "Campo da Verdade" (cemitério) soem à minha entrada, já com perto de noventa anos !....
Os dias têm passado, seguidos de uma viuvez, que me transtornou, como seria natural, pois a quem mais amei na vida, a minha saudosa Mulher, partira para o Céu, certa manhã, onde vivíamos, e a meu lado, após um feliz casamento, celebrado há sessenta anos, na Igreja de Nossa Senhora, em Luanda (Angola).
Hoje, oiço e leio muita informação, acerca do que nos rodeia, a todos, e, faço um balanço, incrédulo, comparando o que era a nossa vida nos tempos Salazaristas, e nos actuais. Começo por ficar um tanto "preocupado" com uma noticia que acaba de nos ser transmitida, por via do telemóvel, que dá um alerta sobre uma breve utilização de armas químicas, em relação a contenda e atentado "terrorista", que, em Paris, amedrontou o mundo inteiro, colhendo a vida, traiçoeiramente, a muitos inocentes.
Em minha pobre e ingenuamente "grisalha", prevejo um futuro que se iguala, em parte, a uma época que se viveu nas vésperas da declaração da segunda guerra mundial, que foi a que resultou numa das maiores catástrofes mundiais, em que a pólvora e descobertas de indústrias químicas, produziram o rebentamento da "bomba atómica"....
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| Será que os erros do passado, não muito distante, se vão repetir ?... |
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| Imagem de Nossa Senhora de Fátima... (tem perto de 100 anos ). |
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| Nossa Senhora de Fátima... |
ÚLTIMA HORA... Após ter terminado este blog, ao fim da tarde, curiosamente, encontrei depositado na minha caixa do correio a Revista FEBASE, da Federação do Sector Financeiro, nº 57, de Novembro/2015.
Na página 23, da Revista, vem inserido um excelente artigo, sob o titulo "Refugiados", e em destaque a seguinte designação, cujo conteúdo despertou-me imediata curiosidade, e cuja leitura recomendo a toda a Gente...
"Caminhamos para a terceira guerra mundial ?
Saudações e felicidades a Todos ...
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Até na morte somos diferentes...
Última hora ! Policia francesa faz uma intervenção nos arredores de Paris e há mortos a registar. Parece que abateu suspeito dos ataques de sexta-feira treze.
Outras notícias dão conta de que diversos acontecimentos como jogos de futebol e concertos foram cancelados por receio de novo ataque terrorista. Anda tudo com medo. Os terroristas já nem precisam de concretizar atentados. Basta um telefonema anónimo e uma ameaça de bomba para semear o caos e paralisar um país. Qualquer tipo com um telemóvel ou com uma moeda de cinquenta cêntimos para utilizar a cabine telefónica mais próxima pode ser um terrorista...
Ouve-se o hino francês por todo o lado. Entretanto há pouco mais de um mês um atentado na Turquia matou mais de cem pessoas. Não ouvi ninguém a cantar o hino turco. Na Nigéria os fundamentalistas islâmicos já mataram milhares de pessoas. Ninguém cantou o hino deste país. No Brasil uma cidade inteira foi dizimada pelo rebentamento negligente de uma barragem de uma empresa mineira. Não se ouviu o hino brasileiro.
Mundo hipócrita este...
Que Nossa Senhora de Fátima nos livre de termos que cantar o nosso hino, por tais motivos...
Tá?!...
Outras notícias dão conta de que diversos acontecimentos como jogos de futebol e concertos foram cancelados por receio de novo ataque terrorista. Anda tudo com medo. Os terroristas já nem precisam de concretizar atentados. Basta um telefonema anónimo e uma ameaça de bomba para semear o caos e paralisar um país. Qualquer tipo com um telemóvel ou com uma moeda de cinquenta cêntimos para utilizar a cabine telefónica mais próxima pode ser um terrorista...
Ouve-se o hino francês por todo o lado. Entretanto há pouco mais de um mês um atentado na Turquia matou mais de cem pessoas. Não ouvi ninguém a cantar o hino turco. Na Nigéria os fundamentalistas islâmicos já mataram milhares de pessoas. Ninguém cantou o hino deste país. No Brasil uma cidade inteira foi dizimada pelo rebentamento negligente de uma barragem de uma empresa mineira. Não se ouviu o hino brasileiro.
Mundo hipócrita este...
Que Nossa Senhora de Fátima nos livre de termos que cantar o nosso hino, por tais motivos...
Tá?!...
terça-feira, 17 de novembro de 2015
O tempo voa como as águias...
Se ainda estivesse vivo, no dia 12 de Abril de 2018, faria 90 anos que nasci na cidade de Luanda, no Bungo, nesta casa, à beira mar plantada...
Mas...recordando...
mas... romanceando, tem sido neste confortável e reduzido espaço, que, brincando com as teclas do computador, lá vou recordando momentos do passado, que me transportam a visões que, hoje, ao relembrar os (e as) grandes precursoras que foram intervenientes na minha juventude, e antes da velhice, por vezes me fazem esquecer que já são decorridos perto de oitenta e oito anos, que vim a este Mundo.
O meu saudoso Avô, Joaquim do Carmo Ferreira, que Deus tenha (sepultado, em tempos, sob honras militares) com a bandeira portuguesa, em Nova Lisboa (Angola), tirou-me a fotografia abaixo, que está por Ele assinada, quando morávamos todos ,na data, no Golungo Alto, no Norte de Angola, no dia 25 de Dezembro de 1931.
Mas a vida decorre com factos e acontecimentos, por vezes muito cruéis, como o sucedido há dois dias em Paris, que tirou a vida a muitos inocentes, invertendo e deturpando, por vezes, as verdades, por parte dos intervenientes e indesejáveis corruptos.
A Natureza foi criada, por algo muito intensamente interpretativo, e em que, diariamente, o Sol nos vai dando a bela luz e o bom sabor de calor, mas...apesar de se dizer que o sol quando nasce é para todos (por vezes não corresponde à realidade), sobrepõe-se, a tudo isto, no que ainda acredito... QUE DEUS É GRANDE, e que, tarde ou cedo, a sua mão justiceira, repousará no eterno infinito ...
Os anos vão passando, e o vento tudo leva, deixando os restos do seu mau tempo, à mercê das mentes humanas, que anseiam poder ainda vir a beneficiar do que rezam as sãs palavras da oração cristã "Livrai-nos do mal, Ámen ".
E com isto, cá vou alimentando a vã esperança de que esta minha "prosa" possa ainda a vir merecer, pelo menos, um simples aperto de mão, por parte do meu querido, ou querida, Leitor/a.
Humildemente, se despede, este "Velho do Restelo Grisalho", que, devido aos meus paleios, tenho sido acusado de possuir capacidades visionárias, qual Nostradamus, dos tempos modernos, capaz de, por entre palavras misteriosas prever o futuro na forma de um enigma. Só o que nunca consegui, foi ter alguma vez preenchido e acertado nos números premiados do boletim do "Euro milhões"...
Mas, mesmo com o meu amigo de quatro patas, ao colo, e já "grisalho", deixo de ter pensamentos que pressentem o aproximar dos sons das trombetas que se ouvem ao longe, anunciando tempestades, as quais deveríamos implorar a protecção de, como se diz popularmente..."Só se lembram de Santa Bárbara, quando troveja "...
Tá?!...
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| Casa onde nasceu o Armando... Luanda !.. |
mas... romanceando, tem sido neste confortável e reduzido espaço, que, brincando com as teclas do computador, lá vou recordando momentos do passado, que me transportam a visões que, hoje, ao relembrar os (e as) grandes precursoras que foram intervenientes na minha juventude, e antes da velhice, por vezes me fazem esquecer que já são decorridos perto de oitenta e oito anos, que vim a este Mundo.
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| O Armando - Luanda, em 30-9-1930 |
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| Armando - 25/12/1931 |
A Natureza foi criada, por algo muito intensamente interpretativo, e em que, diariamente, o Sol nos vai dando a bela luz e o bom sabor de calor, mas...apesar de se dizer que o sol quando nasce é para todos (por vezes não corresponde à realidade), sobrepõe-se, a tudo isto, no que ainda acredito... QUE DEUS É GRANDE, e que, tarde ou cedo, a sua mão justiceira, repousará no eterno infinito ...
Os anos vão passando, e o vento tudo leva, deixando os restos do seu mau tempo, à mercê das mentes humanas, que anseiam poder ainda vir a beneficiar do que rezam as sãs palavras da oração cristã "Livrai-nos do mal, Ámen ".
E com isto, cá vou alimentando a vã esperança de que esta minha "prosa" possa ainda a vir merecer, pelo menos, um simples aperto de mão, por parte do meu querido, ou querida, Leitor/a.
Humildemente, se despede, este "Velho do Restelo Grisalho", que, devido aos meus paleios, tenho sido acusado de possuir capacidades visionárias, qual Nostradamus, dos tempos modernos, capaz de, por entre palavras misteriosas prever o futuro na forma de um enigma. Só o que nunca consegui, foi ter alguma vez preenchido e acertado nos números premiados do boletim do "Euro milhões"...
Mas, mesmo com o meu amigo de quatro patas, ao colo, e já "grisalho", deixo de ter pensamentos que pressentem o aproximar dos sons das trombetas que se ouvem ao longe, anunciando tempestades, as quais deveríamos implorar a protecção de, como se diz popularmente..."Só se lembram de Santa Bárbara, quando troveja "...
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| Armando, já perto dos 90 anos... |
Tá?!...
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Prenúncio de mortes ?...
As trombetas, lá ao longe, já se começam a ouvir... Cá está. de novo, o ranhoso "Velho do Restelo Grisalho", a palrar, com as suas ideias atrozes, mercê de uma experiência assente em seus cansados ombros, de um passado, sobre o qual se apoiam alguns pressentimentos, que prevê, quanto ao futuro, que nos virá a bater à porta...
Foi com este paleio que iniciei a publicação alusiva à sexta-feira treze, a que chamam dia do azar. Já me têm acusado de possuir capacidades visionárias, qual Nostradamus dos tempos modernos, capaz de, por entre palavras misteriosas prever o futuro na forma de um enigma. Infelizmente foi o caso desta vez.
Efectivamente, nesse mesmo dia aziago, um pequeno exército do mal, em nome de um deus que só existe na cabeça doente destas pessoas, assassinou cruelmente cento e trinta pessoas, ferindo mais três centenas, apenas porque estavam no local errado à hora errada.
O atentado levado a cabo, como todos sabemos, em Paris, França, foi reivindicado pelo chamado Estado Islâmico, que de estado tem muito pouco e de islâmico ainda menos. De certeza que Alá não está nada satisfeito com estes falsos mártires que se fizeram explodir apenas para satisfazer o desejo de poder a qualquer custo de um qualquer líder político que a pretexto da religião conseguiu convencer estes desgraçados a fazerem-se ir pelos ares, levando, infelizmente, consigo centenas de inocentes.
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| As pessoas, assustadas, à saída do Estádio Nacional de França, após os atentados nesta sexta-feira 13, realmente azarada. |
Logo se fizeram conjecturas de que tais acontecimentos são consequência da entrada descontrolada de migrantes islâmicos na Europa. Uma notícia dá conta de que um dos terroristas terá entrado na Europa via Grécia no passado dia 3 de Outubro, há pouco mais de um mês, portanto.
Esta situação pode levar ao surgimento de um clima de intolerância, racismo e xenofobia. Esperando que tais sentimentos não levem a tristes acontecimentos e ao fomento do ódio, será ou não o receio de que, no meio de tanta gente que, de repente, invade a Europa, haja cruéis assassinos ? Coloco a seguinte pergunta: Se, subitamente, lhe batesse à porta um grupo de pessoas desconhecidas, afirmando fugirem da guerra, da fome e da miséria, dizendo que, por via disso Você teria que as deixar entrar e viver em sua casa, comer a sua comida e beber a sua água, será que os convidaria imediatamente a entrar, confiando cegamente na bondade de tais pessoas ?
Quanto aos inocentes, sinto uma enorme tristeza. Quem sabe se no meio das vítimas não estaria aquele ou aquela que, no futuro que agora é apenas uma conjectura, poderia descobrir, por exemplo a cura para o cancro...
Tá?!...
sábado, 14 de novembro de 2015
Memórias da Revolução.. causticantes...
Há certos momentos que nos empurram, repentina e inesperadamente, para reflexões, que o tempo se encarregou de ceifar, e que basta ouvir um ligeiro " RUÍDO ", para que a mioleira seja remexida e exaltar o que de há muito tem estado silenciado, e quase que já há perto de um século, retidos nos escombros do esquecimento. Esta prosa, vem a propósito de um programa que acaba de ser emitido pela RTP1, sob o titulo "Sexta às 9 " , seguido de um excerto, diariamente transmitido denominado "Memórias da Revolução".
O conteúdo dos programas que acima são reportados, baseia-se, quase sempre, em situações inerentes a casos de injustiças praticados ao longos dos anos, aos quais a televisão pretende dar certo destaque, e comenta-los, de seguida.
Há historias, e historietas, de episódios que advém de situações que emergiram da tão falada "exemplar descolonização", na qual fui um protagonista, de certo modo ignorado, que quase daria para um filme. São das tais "memórias da revolução", de que, vou procurar aqui relatar, com um fim de entretenimento..
Como inicio do "programa", dou conta que nasci em Luanda ( Angola), a 12 de Abril de 1928, onde perpetuam os ossos da minha saudosa Mãe, (Maria Helena), meu querido Irmão (José Duarte) e meu respeitável Avô (Joaquim do Carmo Ferreira), sepultado em Nova Lisboa, a coberto da honrosa bandeira de Portugal. Exerci, depois de concluídos os meu estudos estudantis, funções laborais, em Empresas nacionais, estrangeiras e Bancárias., com êxito e dignidade, conforme provam fotocopias de algumas cartas, que ainda tenha guardadas, das quais reproduzo cópia de alguns originais.
Quis o destino, que nas vésperas da independência de Angola, fui acometido por grave doença, que, para a sua cura, não tive outro remédio senão o de apanhar um avião da TAP e rumar , com urgência, para uma clínica sediada em Lisboa. Por tal motivo, não me foi possível assistir ao hastear da nova bandeira angolana, pelo que, tempos depois, não sei porque rezão, destruíram-me todo o recheio que tinha deixado na minha residência, em Luanda. Para encurtar factos, acabei por vir cair de "para-quedas" nesta acolhedora cidade de Olhão, onde, depois de sessenta anos de casado, minha saudosa e querida Esposa acabou por partir para a Eternidade, Junto de Deus, onde descansa em Paz.
Com o direito a uma pensão ( a mínima no sector bancário) cá vou vivendo, e, para me ir entretendo para afugentar a solidão, cá vão mais uns relatos do que tem sido a vida de um " Velho do Restelo Grisalho"...
São cartas abonatórias de Empresas onde prestei serviço e executei funções de Chefia Contabilística.
Aconteceu, certo dia, um certo "acidente", quando transitei de uma Filial Bancária, de Moscavide, para Matosinhos(no Porto), que provocou, em certa medida, a minha inesperada "catadupla" para a situação de Reformado Bancário, que passo a explicar.. Logo à minha apresentação à gerência da Filial bancária , para onde recentemente fora transferido, a pedido pessoal, notei logo a existência de uma grande divergência de animosidade entre o gerente e a Séde Central do Banco, porque havia ali qualquer coisa que não corria lá muito bem. Isso porque, talvez por uma questão de invejas, o gerente fora acusado de "beneficiar", inicita e monetariamente, a sua Esposa, negociante e proprietária de uma Camisaria, naquele mercado. Não correspondia à verdade, pois o gerente, pessoa honesta, cumpria rigorosamente as normas e regras impostas no exercício da sua actividade, como se provou mais tarde Certa tarde, um grupo policial, mandatado pelo sector jurídico para vir buscar o tal Gerente, ao sair do Banco, foi interrompido por um estampido de uma pasta atirada estrondosamente para o chão, em sinal de protesto, cujo autor é o mesmo que está´neste preciso momento alinhavando esta "novela", e que me lembre, gritei " este nosso Colega,( Raul Peixoto) que esta sendo levado pela Policia, como "gatuno", esta sendo injustamente conduzido pelos policias, pois entendo que, enquanto não for provada a sua inocência, considero um castigo o que injustamente lhe está sendo aplicado, e, quanto a mim esta sendo vitima , neste momento de uma atroz vergonha.".
Provou-se, de seguida, que eu estava dentro da razão.
Para o substituir, no dia seguinte apresentou-se ao serviço, um novo trabalhador bancário, para assumir a gerência, em substituição, e, com grande desplante, e vaidade, apregoava que fora Director de uma Agência Bancária, em Angola. Mas, como diz o Povo" a verdade vem sempre à tona da água", eu, que efectivamente exercera funções de chefia num outro Banco concorrente,, recebia, confidencialmente, papelada sobre os nomes dos responsáveis das suas agências espalhadas pelo país, e desmenti a arrogância do novo gerente, dizendo.. "O Senhor vem para aqui anunciar que era Director, mas eu tenho comigo a prova que o Senhor era "Caixa Móvel" e nunca foi director, como anuncia aqui arrogantemente"..
Claro que isto motivou grande "borborinho", e, aqui está a prova documental do que tenho vindo a relatar..
Sempre fui contra todo o tipo de injustiças praticada contra Colegas....
Fui vitima da vingança do meu novo gerente... que escreveu o seguinte e recebeu esta resposta:
"Mais informamos que hoje faltou ao serviço o n/colega Snr. ARMANDO BATISTA por motivo de doença...
..."... PS - ... Entendemos por bem manifestar a n/ preocupação relativamente ao estado de saúde ou ao estado psíquico deste funcionário, que, felizmente fora das horas de expediente de ontem e com o n/ Gerente em serviço exterior, teve um manifesto de desequilibro que provocou, naturalmente preocupação e tensão neste local de trabalho, tendo sido levado ao hospital."
E acrescenta mais o seguinte:
..."pois, uma Agencia ou qualquer Balcão, não pode estar exposta a imprevistos resultantes do estado de saude ou psiquicos de qualquer dos seus elementos, conquanto eventualmente, poderão até sentir-se mal colocados em qualquer desses casos..."
A resposta que veio de seguida da Direcção e Sede do Banco, foi esta:-:
..." O sucedido com este empregado poderá acontecer a qualquer outro que não se encontre em condições físicas ou psíquicas normais Como tal deverá ser submetido a tratamento médico adequado e só retomar o serviço depois de considerado apto pelos serviços clínicos que o têm vindo a acompanhar..."
Final da história.... Hoje sobrevivo com uma pensão de reforma, equivalente ao mínimo salário contratual na actividade bancária igual à de APRENDIZ DA BANCA... depois de ter sido Chefe e Componente de uma equipe que Fundou um dos maiores bancos que existia em Angola - BANCO TOTTA-STANDARD DE ANGOLA.
Tá?!...
O conteúdo dos programas que acima são reportados, baseia-se, quase sempre, em situações inerentes a casos de injustiças praticados ao longos dos anos, aos quais a televisão pretende dar certo destaque, e comenta-los, de seguida.
Há historias, e historietas, de episódios que advém de situações que emergiram da tão falada "exemplar descolonização", na qual fui um protagonista, de certo modo ignorado, que quase daria para um filme. São das tais "memórias da revolução", de que, vou procurar aqui relatar, com um fim de entretenimento..
Como inicio do "programa", dou conta que nasci em Luanda ( Angola), a 12 de Abril de 1928, onde perpetuam os ossos da minha saudosa Mãe, (Maria Helena), meu querido Irmão (José Duarte) e meu respeitável Avô (Joaquim do Carmo Ferreira), sepultado em Nova Lisboa, a coberto da honrosa bandeira de Portugal. Exerci, depois de concluídos os meu estudos estudantis, funções laborais, em Empresas nacionais, estrangeiras e Bancárias., com êxito e dignidade, conforme provam fotocopias de algumas cartas, que ainda tenha guardadas, das quais reproduzo cópia de alguns originais.
Quis o destino, que nas vésperas da independência de Angola, fui acometido por grave doença, que, para a sua cura, não tive outro remédio senão o de apanhar um avião da TAP e rumar , com urgência, para uma clínica sediada em Lisboa. Por tal motivo, não me foi possível assistir ao hastear da nova bandeira angolana, pelo que, tempos depois, não sei porque rezão, destruíram-me todo o recheio que tinha deixado na minha residência, em Luanda. Para encurtar factos, acabei por vir cair de "para-quedas" nesta acolhedora cidade de Olhão, onde, depois de sessenta anos de casado, minha saudosa e querida Esposa acabou por partir para a Eternidade, Junto de Deus, onde descansa em Paz.
Com o direito a uma pensão ( a mínima no sector bancário) cá vou vivendo, e, para me ir entretendo para afugentar a solidão, cá vão mais uns relatos do que tem sido a vida de um " Velho do Restelo Grisalho"...
São cartas abonatórias de Empresas onde prestei serviço e executei funções de Chefia Contabilística.
Aconteceu, certo dia, um certo "acidente", quando transitei de uma Filial Bancária, de Moscavide, para Matosinhos(no Porto), que provocou, em certa medida, a minha inesperada "catadupla" para a situação de Reformado Bancário, que passo a explicar.. Logo à minha apresentação à gerência da Filial bancária , para onde recentemente fora transferido, a pedido pessoal, notei logo a existência de uma grande divergência de animosidade entre o gerente e a Séde Central do Banco, porque havia ali qualquer coisa que não corria lá muito bem. Isso porque, talvez por uma questão de invejas, o gerente fora acusado de "beneficiar", inicita e monetariamente, a sua Esposa, negociante e proprietária de uma Camisaria, naquele mercado. Não correspondia à verdade, pois o gerente, pessoa honesta, cumpria rigorosamente as normas e regras impostas no exercício da sua actividade, como se provou mais tarde Certa tarde, um grupo policial, mandatado pelo sector jurídico para vir buscar o tal Gerente, ao sair do Banco, foi interrompido por um estampido de uma pasta atirada estrondosamente para o chão, em sinal de protesto, cujo autor é o mesmo que está´neste preciso momento alinhavando esta "novela", e que me lembre, gritei " este nosso Colega,( Raul Peixoto) que esta sendo levado pela Policia, como "gatuno", esta sendo injustamente conduzido pelos policias, pois entendo que, enquanto não for provada a sua inocência, considero um castigo o que injustamente lhe está sendo aplicado, e, quanto a mim esta sendo vitima , neste momento de uma atroz vergonha.".
Provou-se, de seguida, que eu estava dentro da razão.
Para o substituir, no dia seguinte apresentou-se ao serviço, um novo trabalhador bancário, para assumir a gerência, em substituição, e, com grande desplante, e vaidade, apregoava que fora Director de uma Agência Bancária, em Angola. Mas, como diz o Povo" a verdade vem sempre à tona da água", eu, que efectivamente exercera funções de chefia num outro Banco concorrente,, recebia, confidencialmente, papelada sobre os nomes dos responsáveis das suas agências espalhadas pelo país, e desmenti a arrogância do novo gerente, dizendo.. "O Senhor vem para aqui anunciar que era Director, mas eu tenho comigo a prova que o Senhor era "Caixa Móvel" e nunca foi director, como anuncia aqui arrogantemente"..
Claro que isto motivou grande "borborinho", e, aqui está a prova documental do que tenho vindo a relatar..
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| LISTA NOMINAL DOS GESTORES DE AGÊNCIAS NO PAIS |
Sempre fui contra todo o tipo de injustiças praticada contra Colegas....
Fui vitima da vingança do meu novo gerente... que escreveu o seguinte e recebeu esta resposta:
"Mais informamos que hoje faltou ao serviço o n/colega Snr. ARMANDO BATISTA por motivo de doença...
..."... PS - ... Entendemos por bem manifestar a n/ preocupação relativamente ao estado de saúde ou ao estado psíquico deste funcionário, que, felizmente fora das horas de expediente de ontem e com o n/ Gerente em serviço exterior, teve um manifesto de desequilibro que provocou, naturalmente preocupação e tensão neste local de trabalho, tendo sido levado ao hospital."
E acrescenta mais o seguinte:
..."pois, uma Agencia ou qualquer Balcão, não pode estar exposta a imprevistos resultantes do estado de saude ou psiquicos de qualquer dos seus elementos, conquanto eventualmente, poderão até sentir-se mal colocados em qualquer desses casos..."
A resposta que veio de seguida da Direcção e Sede do Banco, foi esta:-:
..." O sucedido com este empregado poderá acontecer a qualquer outro que não se encontre em condições físicas ou psíquicas normais Como tal deverá ser submetido a tratamento médico adequado e só retomar o serviço depois de considerado apto pelos serviços clínicos que o têm vindo a acompanhar..."
Final da história.... Hoje sobrevivo com uma pensão de reforma, equivalente ao mínimo salário contratual na actividade bancária igual à de APRENDIZ DA BANCA... depois de ter sido Chefe e Componente de uma equipe que Fundou um dos maiores bancos que existia em Angola - BANCO TOTTA-STANDARD DE ANGOLA.
Tá?!...
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