domingo, 11 de setembro de 2016

Quem muito dorme, pouco aprende...

É fantástica a coincidência... Em menos de meia  hora, fui abordado por três acontecimentos simultâneos, que,  muito me surpreenderam....

 1º- Estava lendo mais uma pagina do "doloroso" Livro, que me emprestaram por pouco tempo, titulado "Holocausto em Angola", muito raro, cujo autor, (já falecido), Dr. Américo Cardoso Botelho, deixa-nos  "boquiabertos .   perante  as suas narrativas, por si assistidas pessoalmente, muito cruéis,  enquanto foi presidiário em Angola,   durante  fases de grandes criminalidades exercidas  por  opositores ao regime  que se instalara na fase  da  recente  independencia angolana.

- Eis o Livro, que, por via de um e-mail que acaba de ser recebido, e que na realidade se tornou muito raro, a emitente do e-mail, diz que falou directamente com o editor "Nova Vega" que disse que o livro não foi retirado do mercado. Queriam fazer nova edição, mas a viúva e os filhos não autorizaram. Será por medo de represálias ?

Ño mesmo momento em que lia o e-mail,  estava de livro aberto,  lendo o seguinte na página 293 da  qual reproduzo, somente, as seguintes frases, de autoria do Autor:

"O impacto desta maquinação: do MPLA no Lubango foi tal que o próprio Comissário Provincial se viu obrigado a pedir contas aos agentes da tal barbárie. Entretanto, é descoberto o segredo, mal disfarçado , da Tundavala - um  precipício de cerca de dois mil metros, na Serra da Leba, onde tinham sido despejados os cadáveres aos montes, no contexto de processos de " limpeza  polírica".-

Quer dizer... os prisioneiros foram atirados  para o fundo do precipício, se calhar ainda com vida..

3º - No mesmo preciso momento, curiosamente, estava revendo umas filmagens que fizera em Angola, muito antes da independência  em que se viam as  fendas  de terra,  que eram , precisamente, as que  vinham descriminadas na pagina do famosos livro, acima referido...

Fendas da Tundavala - dois mil metros - Angola.













Tá?!...

sábado, 10 de setembro de 2016

Há coisas do Arco da Velha...

Há tempos, passando junto de um dos  recipientes colocados na rua pela Câmara Municipal, para recolha de lixo doméstico, estava posto junto a tampa do mesmo, este aparelho com um aspecto que me  despertou, pela sua luminosidade, e que, ao aproximar-me mais, notei que era um aparelho para  cassetes, ainda em muito bom estado o que veio a comprovar após uma experiência, em casa, a que o submeti. Pergunto, porque razão atiraram um aparelho destes, para o caixote do lixo, se ainda estava novo ? Teria sido um lapso ?...

Aparelho encontrado no lixo... ainda novo !

Bem, face a esta particularidade, achei extemporânea a visão que Pessoa Amiga me aconselhara,   para  mandar para o lixo, cassetes muito antigas, que mantenho guardadas, há longos anos, pois , dizem-me que melhor que este tipo de gravações, VHS que são já antigas, existem agora os DVD's que resistem muito mais, pois são de melhor material, para gravações. Contudo, faço tenções de nunca me separar dos VHS, onde tenho coisas muito sérias, e valiosas, gravadas no antigamente. Será um espólio muito  valioso que deixarei para a Família, quando eu for desta para melhor...

Arquivo de cassetes VHS, com filmagens extraordinárias... e inesquecíveis ".

Já agora, algumas ligeiras passagens filmadas, e guardadas nestas cassetes, já são imagens quase centenárias, no tempo em que  ainda tinha saúde e talento, para filmagens que fiz em todo o território de Angola, algumas até com muito risco e perigosas... pois até havia leões, jacarés, elefantes, que eu confrontava, sem medo, pois todos nascíamos em Angola...

O Autor:

O Autor, Armando.


O Autor. Armando,  quanto não  tinha . ainda, cabelos brancos.
                                                     As pescarias no rio Cuanza...


Até os temíveis  jacarés eram pescados...



O  jacaré acabado de ser pescado...


Foz do rio Cuanza

Um pargo com 30 quilos...

A Família também pescava.



No barquito ,  navegando no rio Cuanza.
France - o maior paquete do mundo- em Luanda..

Navio americano à  saída do cais, em Luanda.
Em breve, se Deus quiser, darei mais imagens, célebres... por mim filmadas.

Nota posterior... o aparelho acima descrito acaba de avariar... (um dia depois...)  é "mistério " !...

Tá?!...

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Convulsões, agora esquecidas, que precederam a independência de Angola......

Continuo entusiasmado, embora ainda  um tanto adoentado, na leitura da obra literária, muito comovente, de autoria do Médico, já falecido, Américo Cardoso Botelho, Livro que muito raramente surge no mercado livreiro, intitulado "HOLOCAUSTO EM ANGOLA".

Composta por 611 páginas, incluindo algumas fotos, o autor relata o que presenciou, quando esteve preso, numa cadeia em Angola, que muito impressiona, pela forma como dá conta do que viu nas barbáries cometidas aos presos, que eram aos milhares, que eram conduzidos à morte por fuzilamentos..

Há contudo, certos relatos, no livro, que me impressionaram, na medida em que me senti um tanto protagonizado nos relatos que o autor descrevia, nesta deslumbrante obra.

Fez-me lembrar uma certa ocasião, em que responsável pela Direcção contabilística do Banco Totta- Standard de Angola, em Luanda (Angola), certa manhã, estando já, no escritório, em funções laborais diárias, fui submetido a um breve contacto vindo de um Dirigente pertencente ao Conselho da Revolução, Ministro das Finanças, Saydi Mingas, que me entregara o seguinte documento, de que reproduzo em fotocópia:


Transcrição da parte final do documento acima  fotocopiado:

Determino:
O  adiamento "sine die" da assembleia Geral do Banco Totta-Standard de Angola, convocada para hoje,  24 de Março de 1975.
O  MINISTRO DO PLANEAMENTO  E FINANÇAS
(ass. SAYDI MINGAS.)
 



Soube mais tarde, que fui consultado para ter a missão de me pronunciar sobre os planos em perspectiva que conduziria todo o Activo do Banco, para a futura posse da nova administração   gestora, após a independência de Angola. Felizmente que, dias depois, tive que desligar-me de todas as directivas que aglutinavam os novos modelos contratuais bancários, pois, por principio, jamais consentiria o que veio a acontecer, mais tarde... a extinção total do Banco Totta-Standard de Angola.

Tive que pedir licença, entretanto, sem vencimento, a fim de me deslocar a Lisboa, para efeitos de internamento hospitalar, devido a doença rápida e grave que me atacou.

Entretanto, celebrou-se a Independência de Angola, estando eu, nessa data, numa clínica hospitalar, em Lisboa, e...

Resultado histórico... Extinção, DEFINITIVA, do BANCO TOTTA-STANDARD DE ANGOLA.

Tá?!...

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Oh, Dr. Luis Ribeiro ...


Claro que ficará surpreendido pela publicação da sua fisionomia "semi-sorridente", neste meu blog, que ficará para a história dos "não vencidos da vida "... (ahahahah)

Lembrei-me disto, face a uma "tortura" que um seu  aluno lhe causou, quando, em conversa amena, me foi contando as "burrices"  que os  seus vastos explicandos lhe  atormentam  o cérebro...  pois como digno e   inteligente Professor que é, fica exaltado em casos em que pretende avaliar a inteligência e capacidade de aprenderem  as lições que dá aos seus Alunos, e... Alunas ...

É certo que, face à cansativa deslocação para a assistência domiciliária aos seus vastos Alunos, utiliza a bicicleta, com a qual  chega a percorrer quase meia centena de quilómetros, por dia!!! Seria mais vantajoso que utilizasse o seu automóvel Rolls Royce.

E o que me contara há dias, foi o seguinte:

Fez a seguinte pergunta a um seu aluno, a fim de avalizar a capacidade de aprendizagem da nova juventude...

Qual é a  capital  da China ?  Resposta imediata do aluno.... o JAPÃO !.

Cumprimentos deste seu BLOGUISTA...

Tá?!...

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Essa agora !....

Sinto-me "traumatizado" com uma notícia que acabo de ver na Televisão, que fotografei e reproduzo de imediato...









Sob o titulo "LIBERDADE  RELIGIOSA", pode ler-se o seguinte:

"Vera Jardim diz que crucifixos não devem estar nas escolas"

Ao longo do período em que estiveram espelhadas estas imagens no écran do meu  televisor ouvia-se uma voz que dava conta das razões que sublinhavam os motivos, ou razões, que  motivaram o programa em curso. As minhas dificuldades auditivas impediram, porém, que eu ouvisse os comentários que eram, simultaneamente, emitidos.

Mas, pergunto eu, agora, o porquê do impedimento de se afixarem nas paredes das salas de aulas, em que se administram aos alunos, os ensinamentos  básicos, que caracterizam os princípios mais sérios do inicio das nossas vidas ? Ensinam, o ABC, a história de Portugal, a matemática, a geografia, a caligrafia,  ginástica, o Hino Nacional, a moral cívica , etc. etc., incluindo a própria Religião !...

Lembro-me, que, no tempo da minha infância, tanto em Angola, como até aqui em Portugal, um crucifixo  aparecia sempre pendurado, numa das paredes da sala de aulas e era  respeitado, muitas vezes até acompanhado pelas figuras de Salazar e Carmona. E nunca houve "porrada ", a sério, por causa disso...

Houve até um dia, ainda estudante, em Carnide (Lisboa), em que fui solicitado para fazer um espectáculo teatral, infantil, para que a representação fosse admirada pelo Papa, que nessa  altura fizera uma visita, rápida, a Portugal. E lembro-me que começava assim...

..." Querido Santo... quem é Aquele pendurado  naquele  cruz ? Aquele, meu Filho, é Jesus... que nos salvou... e já não  me lembro dos resto, pois já  lá vão mais de oitenta anos...

A foice do tempo jamais demolirá o que nos ficou na mente quando éramos ainda crianças inocentes.,. vivendo em clima de Paz...

Hoje, ate os jovens se debatem, apoiados no alcoolismo, ao cúmulo de se agredirem até ao ponto de  atingirem o  ..."até sempre "...

Tá?!...

domingo, 4 de setembro de 2016

Palavras... leva-as o vento...

Num recente blog  em  que dirigia  uma carta aberta a sua Excelência a Ministra da Justiça,  Exma. .Dra.,  Francisca Van Dunem,  reproduzi uma parte de um texto inserido na Obra Literária " Holocausto em Angola", de autoria do Exmo. Doutor . e Escritor, Américo Cardoso Botelho, já falecido,  e que segundo se apregoa, tal livro está proibido de circular em Portugal.
 Transcrevo, portanto, a parte em questão:-



"Os enganados da reconstrução nacional
O apelo

            Em Portugal como em Cabo Verde, em S.. Tomé, no Congo, na Zâmbia e no Zaire, há centenas de milhar de angolanos ali refugiados independentemente das suas opções políticas, esses angolanos devem regressar à sua Pátria,   Nós criaremos condições para o seu repatriamento embora as condições que temos de viver hoje não nos permitam fazer uma entrada massiva de centenas de milhar de pessoas, nós procuraremos encontrar condições para que os nossos compatriotas não continuem  a sofrer fisicamente e moralmente os efeitos do exílio e também para que não sofram a humilhação de estarem fora da sua Pátria quando nós já estamos independentes."
(Jornal de Angola,  20.08.78".

Por  diversas vezes tive a oportunidade de justificar o motivo que me levou a não ter  podido  assistir ao acto celebrado  no dia  da Independência de Angola, País onde nasci,  e fui baptizado, há 88 anos, porque, dias antesda celebração  oficial, fui atacado por uma grave doença, para cuja cura não existiam médicos em Luanda, na altura, e, para salvamento, fui metido a bordo de um avião, com urgência,   que me transportou para a cidade de Lisboa,  para internamento hospitalar.

Decorridos muitos meses,  sentido melhoras, ( devido a tratamentos),  perante os noticiários divulgados  através da imprensa   jornalística,     entendi  ser conveniente  dirigir-me  à Embaixada Consulado de Angola, em Lisboa, afim de propor a minha oferta de trabalho, na terra onde nasci- Angola (Luanda), afim de colaborar, com o meu honesto e dedicado esforço, em tudo que me  fosse  possível , contribuindo para o futuro  Esplendor de Angola 

Inesperadamente, e sem qualquer justificação em relação à resposta que me foi enviada,  ainda hoje não a entendo, na medida em que sempre fui um exemplar trabalhador, em várias actividades exercidas, com dignidade, êxito e honradez, em empresas sediadas tanto em Angola, como no Estrangeiro, documentalmente comprovado.

Eis a carta que me foi envida pela Embaixada de Angola,  naquela data.




Transcrição da carta acima fotocopiada:-

  Serve a  presente para comunicar a V. Excia., que a sua  oferta de prestação de serviços na Republica Popular de Angola, não foi aceite.

Embaixada da República  Popular de Angola em Portugal, Lisboa, 29 de Julho de 1982.


Cést la vie...

Tá?1...

sábado, 3 de setembro de 2016

Segunda Carta Aberta a Sua Excelência a Ministra da Justiça, Doutora, Francisca Van Dunem.

Mantenho acesa, embora com certa dificuldade, a leitura da célebre obra literária, cujo autor,  Dr. Américo Cardoso Botelho (já falecido), descreve o que presenciou durante a sua longa "clausura" nas prisões a que esteve  submetido, em Angola, livro com o titulo "Holocausto em Angola ", que, segundo dizem estar proibida a sua  divulgação, aqui em Portugal, no qual são relatados surpreendentes e chocantes atrocidades a que estiveram submetidos os "prisioneiros", nos momentos  antes de terem sido fuzilados, cujos corpos são atirados para os "caixotes do lixo ". Entre algumas  das vítimas que foram cruelmente dizimadas, infelizmente estiveram dignas Figuras Familiares  de  Vossa Excelência, segundo reza a história.

O Livro a que me refiro foi-me emprestado por pessoa Amiga, que o obteve fora  das nossas fronteiras.

O Autor do livro "Holocausto em Angola", segundo descrito pelo também Escritor, António Barreto, extraído da Internet, passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980,

Nasci em Luanda, no ano de 1928, e após ter terminado os Estudos Escolares, exerci várias actividades laborais em Empresas Nacionais e Estrangeiras, sempre com muito êxito, baseado na honestidade, honradez e respeito, ( documentalmente comprovado), incluindo o exercício de Chefia contabilística e directiva num Banco em que fui um dos protagonista da sua inauguração (BTSA), agora extinto, e, actualmente, por motivos de doença grave, e repentina, acabei por vir a viver em Portugal, actualmente na situação de reforma.

Assisti à emissão televisiva acerca da entrevista que foi transmitida, na qual Vossa Excelência  divulgou um belo discurso relativamente a abertura do ano judicial, que muito me agradou.

Faço votos para que o País venha a beneficiar da Paz, Solidariedade e Fraternidade, que resulte das actividades exercidas por parte de Vossa Excelência, como Ministra da Justiça, de que tanto  necessitamos. Bem haja, e ... FELICIDADES

Em homenagem a Todos os que vieram a sofrer as atrocidades cometidas no período antes e após a independencia de Angola, este lindo ramo de flores, que rodea este assombroso Livro, quase que silenciado ao Mundo.

Sua Excelência, a ministra da Justiça, Dra. Francisca Van Dunem, no dia de abertura do ano judicial.
Com todo o respeito,

Armando Baptista.
Olhão.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Isto também é muito "raro"...

É verdade que o tempo escoa das nossas mentes, muita coisa que esteve silenciada, tal como o que vou apresentar, de seguida, neste blog. Tenho divulgado pela mesma via, que veio parar às minhas  mãos, por empréstimo, um Livro que se anuncia ter sido proibido circular em Portugal. Esse livro tem o titulo "Holocausto em Angola", de autoria do Dr. Américo Cardoso Botelho (Médico) que esteve preso nas masmorras em Luanda, por razões políticas, e que já faleceu. Como disse, o livro foi-me emprestado por Pessoa Amiga, que o obteve fora das nossas fronteiras.

Tenho dedicado muitas horas na sua leitura, e, em certas páginas, encontro inscritos certos textos que me impressionam, como que vou transcrever.
Pagina 184.
"Os enganados da reconstrução nacional
O apelo
Em Portugal, como em Cabo Verde, em S. Tomé, no Congo, na Zâmbia e no Zaire, há centenas de milhar de angolanos ali refugiados. Independentemente das suas opções políticas, esses angolanos devem regressar à sua Pátria. Nós criaremos condições para o seu repatriamento, embora as condições que temos de viver hoje  não  nos permitam fazer uma entrada massiva de centenas, de milhar de pessoas, nós procuraremos encontrar condições para que os nossos compatriotas não continuem a sofrer fisicamente e moralmente os efeitos do exílio e também para que não sofram a humilhação de estarem fora da sua Pátria quando nós já estamos independentes.
Jornal de Angola, 20.06.78."

Adianta o texto que só uma reduzida parte tentou o regresso.

Pois muito bem, de "paleio" está o mundo cheio.

Pessoalmente, por razões de saúde, fui forçado a um "exílio", na data de independencia, a fim de me tratar em Lisboa, num internamento hospitalar, e, quando  melhorei, junto da Embaixada de Angola, em Lisboa, accionei todos os meios legais, a fim de regressar à minha terra Natal (Angola)  disponível para  ali trabalhar, de novo, dentro das minhas capacidades laborais (Técnicas). E querem saber qual a resposta que me foi dada ? Leiam a carta que a Embaixada me enviou..


A política é assim ... "machadadas" sobre "machadadas"..

Tá?!...

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Carta aberta a sua Excelência, Ministra da Justiça - Portugal.

A SIC Notícias, em programa emitido há cerca de seis horas, noticiou que nesta precisa data, deu-se inicio à abertura do Ano Judicial, aqui em Portugal, e, em destaque, emitiu a imagem em que a figura da mui ilustre Ministra da Justiça, Draª. Francisca Van Dunem, sobressai com um discurso, que muito me agradou.
 

Há aqui uma curiosa coincidência... é que ao fim da tarde, após grande esforço, lá consegui chegar ao fim com a leitura de uma grande obra literária, denominada "Holocausto em Angola", de autoria do já falecido, Dr. Américo Cardoso Botelho, de que faço uma reprodução, respeitável, visto que esta obra  continua a não estar disponível no mercado livreiro, porque, conforme  se anuncia, está proibida  a sua edição. Livro que veio parar  às minhas mãos, por empréstimo, por pessoa que o  adquiriu fora  das nossas fronteiras.


A simpatia e elevado respeito que nutro pela nossa Distinta Ministra da Justiça, acima referida, até porque, também foi vítima de injustiças que, em Angola, lhe foram "crispadas", como também, igualmente, algumas me chegaram a doer, visto ter sofrido "tempestades" que antecederam a data de independência, da terra onde nasci, Angola (Luanda).

Friso que nesta obra literária, a crueldade e mortalidades são factos de permanente descrição por parte do Autor, que relata ter presenciado, pessoalmente, e vitima, de acções criminosas, que, ao longo de  anos de "guerrilhas" levaram à cova, milhares e milhares de crianças e adultos,  que os assassinos-criminosos maltratavam, sem olhar, muitas vezes, "a quem"...

Eis um quadro, por exemplo, que vem publicitado na obra literária que acima se reproduziu, e que suponho estar aqui retratado um seu Familiar, que foi vítima de atrocidades cometidas em Angola.

Extraído do Livro "Holocausto em Angola".
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Senhora Ministra da Justiça:

Rogo a Deus que sempre a proteja de tantas maldades como as que vem descriminadas no Livro que o Autor, Américo Cardoso Botelho, confirma ter pessoalmente assistido, enquanto enclausurado nas prisões, em Angola, nas quais sofreu os piores dias da sua vida. E que no nosso querido Portugal, jamais se apliquem tão horrorosos castigos, e que a verdadeira Justiça seja sempre o seu modo de actuação, enquanto condutora daquilo que todos nós, Portugueses, desejamos... Paz e Fraternidade.

Extraí, do Livro, certas passagens, impressas no meu "calejado" computador, que vai aturando as vicissitudes próprias de um "Velho do Restelo Grisalho", como eu, com perto de noventa anos de idade.


Cópias extraídas do Livro.

Com os respeitosos e saudáveis cumprimentos,

Armando Baptista - Olhão.