quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

"... Para Angola, rapidamente e em força"...

 Lembro-me, de, em Angola, em Abril de 1961, ao anoitecer, preparando-me,após um dia de intenso trabalho no escritório, para ir tomar um "duche" porque o calor era imenso, ter ouvido, pela rádio, esta célebre frase, proferida por Salazar. "Para Angola, rapidamente e em força !". Posteriormente,  fui informado que Salazar proferira tal comunicação, por se ter apercebido que o inicio da guerra colonial em Angola, não era apenas uma guerra de catanas, mas por movimentos organizados e apoiados por potências internacionais.


Um facto curioso, que me foi dito ao ouvido, na altura, por um vizinho, que até era jornalista, ligado a um jornal nortenho, de Angola, "Jornal do Congo", transmitiu-me uma versão, relacionada com o acontecimento, ora transmitido e espalhado pelo Mundo, cuja versão não reputo ser verdadeira ou falsa...

Diz-me ele: sabe porque razão Salazar acaba de proferir semelhante comunicação?...

Respondi, "...não sei e desconheço em absoluto o que se teria passado, pois a nossa distância geográfica é abismal ( Portugal/Angola) e, como sabe, o nosso dia-a-dia, aqui em Luanda, é... trabalhar...trabalhar e, à noitinha, um rápido  duche para refrescar-nos..."

Pois fique sabendo, que a minha direcção do Jornal do Congo, encarregara alguém de confiança, para pessoalmente fazer entrega do "Jornal do Congo" directamente às mãos de Salazar, e, este, reparara que, em  primeira página, lia-se o seguinte "Este jornal não  foi visado pela censura".

Salazar perguntara porque razão o jornal não tinha sido visado pela censura, ao que responderam que os Visores tinham sido massacrados e mortos no norte de Angola. Foi, então, que a partir daí, as "coisas" tomaram o rumo que é conhecido por todos....

No meu programa "bloguista", anterior ao presente, reproduzi, na integra, uma carta publicada no Facebook, subscrita por Ana Isabel Oliveira, por cuja leitura se apercebe a amargura e tristeza por ter que abandonar o seu País por razões que se prendem com as graves dificuldades com que se vive, presentemente no País que tanto ama - Portugal !.

Estou em crer, que, se uma carta destas tivesse sido   entregue  no tempo em que o Dr, Oliveira Salazar, comandava os destinos do País, ter-se-iam, pelo menos, face as justas queixas que atormentavam a subscritora da dita carta,  tomado as providencias necessárias  e atempadas como  esta:

Rapidamente e em força. abrir portas que  conduzam  a um bom e feliz Futuro de vida. a todos os Portugueses,  radicados neste encantador País, PORTUGAL, sem que tenham que sentir a necessidade de fugir às intempéries...

Tá?!...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Mais uma deserção compulsiva...

 No Facebook encontrei publicada uma interessante carta, dirigida ao nosso Excelentíssimo Senhor Presidente da República, o Professor Aníbal Cavacop Silva, a qual reproduzo, na íntegra, abaixo:
CARTA ABERTA DE MAIS UMA QUE PARTE

Exmo. Sr. Presidente da República,

Começo hoje o meu caminho de saída. Saio do meu país levando comigo os meus trinta anos, os meus sonhos, a minha força e vontade de trabalhar. Saio do meu país escorraçada por uma economia podre e corrupta; por políticas sujas e elitistas; por políticos que há mais de trinta anos governam as suas vidas ao invés de governar o país. Onde o senhor se inclui, Sr. Presidente da República.

Começo hoje o meu caminho de saída. E deixo para trás um país que premeia o trabalho com pedidos de sacrifícios, o esforço de uns com a opulência descarada da vida de outros, os sonhos com frustração e desespero. Deixo um país a lutar pelo futuro e levo comigo a mágoa de não ficar para a luta. Mas a minha vida já esperou de mais; o meu filho de dois anos já esperou demais, já deve demais. Viver neste país tem sido uma teimosia que, para mim, termina agora.

Não sei se volto. Farei parte da grandiosa diáspora que V/ Ex.ª se farta de elogiar e louvar em folclóricos eventos, de gente que foi escorraçada do seu país? Serei um dos brilhantes cérebros em que os país investiu e que, estupidamente, mandou embora? Serei um dos repetidos exemplos daqueles que só depois de deixar o país alcançam o respeito do mesmo país que os ignorou enquanto lutavam por ele? Serei uma pessoa, mais uma, uma cabeça e um corpo a lutar num país que não é o seu? Isso, de certeza.

Deixo o meu país e sei que vou encontrar oportunidades novas e novos desafios. Mas não vo-lo agradeço. E dispenso os discursos paternalistas de que "há males que vêm por bem", de que devo receber com entusiasmo as dificuldades da minha vida porque elas escondem oportunidades imperdíveis. Dispenso esse discurso porque o meu país me retirou a possibilidade de escolha. Dispenso o seu paternalismo. A sua pena. O seu desprezo pela classe a que pertenço. Dispenso os seus discursos, os seus silêncios, as suas palavras, as suas reservas em contribuir para a governação de um país onde é Presidente da República. Dispenso-o.

Ainda assim, dirijo-me a si, porque, contra a minha concordância e o meu voto, é o Presidente da República do meu país. E tem responsabilidades, E devia pagar pela culpa que tem no estado a que as coisas chegaram. E como não paga, tem, ao menos, de me ouvir.

Começo hoje o meu caminho de saída. De si, Sr. Presidente da República que se dispensa de o ser, dispenso tudo. De si e de todos aqueles que, neste momento, encaminham o meu país para o abismo.

Ana Isabel Oliveira
 A carta, acima, escrita em bom português, permite, por esse facto, perceber a amargura que vai na alma de quem a escreveu. A tristeza por ter que abandonar o País que ama e que é o seu está bem espelhada nas palavras que escreveu, as quais dirigiu ao nosso querido Presidente da República, num  procedimento que ameaça virar moda. Se cada português que se vir obrigado a abandonar Portugal, por força das circunstâncias criadas pela actual conjuntura, decidir enviar uma carta ao Presidente, os CTT não terão mãos a medir. Provavelmente terão até que contratar mais pessoal para o efeito... enfim,  sempre pode ajudar a criar alguns empregos...
Fora de brincadeiras, é um enorme desperdício de dinheiro e recursos públicos estar a formar técnicos altamente especializados que depois irão colocar as suas capacidades e a sua inteligência ao serviço de terceiros, os quais não gastaram um cêntimo na sua formação. Isto é ainda mais escandaloso quando pensamos  nos milhares de milhões de euros que desaparecem em buracos sem  fundo e que poderiam e deveriam ser utilizados para criar riqueza, emprego e evitar a interferência de Troikas na nossa soberania. Por este andar,  qualquer dia só cá ficam os políticos e reformados, os quais só não fogem porque as suas miseráveis pensões não lhes permite. E aí ficariam só os políticos a governarem-se a si mesmos,  coisa  que de resto já fazem...

Nesta publicação são feitos vários comentários. Alguns despertaram a minha atenção e passo a citá-los:


 Pois é, será que depois de um processo de descolonização desastroso iremos ter uma vaga de emigração, igualmente desastrosa ? A dor de abandonar a terra Natal, essa é a mesma...

As pessoas,  talvez derivado da actual situação de crise parecem andar de cabeça perdida e dizem coisas cujo sentido é nulo. O que é isso de ser Retornado ? Um Retornado é tão português como qualquer outro cidadão que nunca tenha saído de Portugal, Continental e Ilhas. A diferença é que o Retornado foi obrigado a abandonar a sua terra, que também ela era Portugal, deixando para trás bens materiais  e imateriais, como sejam as amizades, os amores e o apego a uma terra onde sempre viveram. Agora são tão portugueses de Portugal como qualquer outro. Porque raio iriam ter interesse numa qualquer vingança contra Portugal ? A vingança seria apenas contra si próprios... Quem faz um comentário como o acima reproduzido deve andar a ver demasiados filmes e imagina na sua cabeça alguma teoria  da conspiração sem sentido. Tenham juízo e preocupem-se com o que é realmente importante para que Portugal saia,  graças ao esforço de Todos, da situação entristecedora em que se encontra...

Tá?!...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Conhecem-se os verdadeiros HOMENS e/ou MULHERES, na adversidade !

Os HOMENS  e/ou as MULHERES (com letra maiúscula), revelam-se, como verdadeiros Amigos,  quando o mar está "encapelado" e nos suga para as profundidades abismais, pelas injustas agressividades e ofensas. É então, aí, que se avalia a adesão defensora e socorrista de quem defende e está do lado da  verdade e requer JUSTIÇA a quem fora INJUSTIÇA DO  !

Diz o povo que "elas cá se fazem e cá se pagam "...

Em Angola, havia um vizinho (Engenheiro) que não acarinhava os pedintes que lhe batiam à porta a pedir  uma simples esmola, e, em gestos  pouco amigáveis, mandava-os embora. Esse vizinho, usufruía de largos rendimentos. Era pouco comunicável e chegamos a ter um ligeiro "desentendimento" pela forma , pouco  amigável, como às  vezes nos "entendiamos."

Os anos foram passando, até que, certo dia, o cavalheiro produziu um insulto que atingiu um membro da minha Família, na sua honorabilidade, e daí,  levantou-se um  processo-crime, contra ele, junto das Autoridades competentes.


Decorrido o tempo final  da legislatura, o que veio a descobrir-se: A vítima, que fora antes o alvo do insulto produzido pelo tal vizinho, era uma Mulher  que, dada as suas bondosas actividades, nos Institutos  apropriados, cedia o seu próprio sangue para socorrer vitimas de acidentes vasculares, ou  outros, e.. (note-se a coincidência) uma das vitimas que ela acabava de salvar, era  exacta e precisamente  o  tal Engenheiro (mau vizinho).!...  Ela perdoou-lhe...


Tá?!...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Mercado fatal...

Após ontem, Domingo, ter visionado a magnífica série que retrata o regresso a Portugal dos cidadãos que habitavam em Angola, quando ocorreu o processo de Independência do território, de título "Depois do  Adeus ",  cujos episódios gravo religiosamente em DVD, vi-me embalado para o programa que se seguiu, o muito conhecido "Prós e Contras". O tema colocado a debate era a problemática das drogas,  mais precisamente das chamadas " smart shops". Aparentemente nestas lojas são vendidas substâncias,  de forma legal, cujo efeito é em tudo semelhante ao de outras drogas consideradas ilegais.

O debate contou com a presença de muitos especialistas. Muito se falou e disse. Pessoas conhecedoras do problema referiram a dificuldade em controlar substâncias que estão constantemente a ser modificadas, numa estratégia de "gato e do rato", em que os legisladores estão permanentemente um passo atrás.

O uso de substâncias que alteram a realidade é tão antigo como o próprio ser humano. Sempre existiu e sempre existirá. Por muito sucesso que episódicas apreensões de droga queiram apregoar, é lícito acreditar que a "guerra" contra as drogas está a ser perdida. Seguramente que por cada carga apreendida, cem passarão incólumes. Será lógico prosseguir com uma política de combate ao tráfico, fadada para o fracasso e que apenas serve para continuar a encher os bolsos dos traficantes ?

Por outro  lado, o que é uma droga e qual o critério que deve orientar a sua ilegalização ? Vejo rapazes e raparigas,  que nem quinze anos terão, a fumar  e a beber, sem que haja grande controlo. Portugal e os Países desenvolvidos em geral gastam  milhões em anti-depressivos, ansiolíticos e outros comprimidos, como se da pílula da felicidade se tratasse. Tudo isto são drogas altamente viciantes e nocivas para a saúde individual e até pública. Perguntem a qualquer fumador o quanto é difícil deixar de fumar e a qualquer fumador passivo o quanto é desagradável levar com o fumo dos outros. Então porque não são estas drogas também ilegais ?

Penso que seria mais importante e até frutuoso investir nas razões que levam as pessoas ao consumo dessas substâncias, legais ou ilegais. É a mãe que se suicida, levando consigo, para o além, os seus filhos, depois de ter "emborcado" uma dúzia de comprimidos, é o adolescente que fuma como um adulto e bebe ainda mais, apenas porque os Pais não lhe dão a atenção devida, preferindo mitigar a sua consciência com mais uma consola de jogos ou um novo telemóvel de última geração...

Provavelmente, colocarmos de lado muita da hipocrisia reinante, focarmos a nossa atenção nas razões e não nas consequências e darmos importância àquilo que é realmente importante,  como as relações humanas hoje tão desvalorizadas, a amizade, o amor e a Família, retirando valor àquilo que, na verdade,  nada vale mas que corrompe a nossa sociedade: o materialismo, a inveja e a ganância.

Tá?!...

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Um aniversário "bloguista"...


Este "LUANDENSE" foi iniciado numa data carnavalesca, ou seja, a 22 de Fevereiro do ano 2012, com  programas "bloguistas" que espelham pensamentos e obras por parte de quem tem tido um percurso de vida muito longo, e que, flagelado pela dor que uma viuvez produziu, ao fim de sessenta anos de feliz  matrimónio, viu partir, a seu lado, para sempre, o que mais amava na vida - A  ESPOSA, que por tal motivo, recorreu ao mundo bloguista, a fim de suavizar o tormento da solidão e da saudade.

Muita coisa já foi escrita, e lida pelos seus dezassete mil visualizadores - visitantes - e que vou registando em pequenos "livrinhos", que amontoei, como a foto, acima, mostra.

Nascido em Luanda - Angola - é natural que me desperte atenção tudo quanto se relacione com a terra que  me viu nascer no ano de 1928!


Nessa perspectiva, um anúncio lido recentemente  no jornal "Correio da Manhã", despertou-me a curiosidade o artigo expresso no seu conteúdo.

Porquê o "domínio da língua chinesa  (Mandarim)" num Pais, africano, em que a língua portuguesa é a dominante pela população, em geral ???!!!...

Se bem que, nos tempos da minha juventude e enquanto estudante, nas escolas havia disciplinas que faziam parte do final do Curso Universitário, como o aprender a falar em Inglês, Francês, Alemão, Espanhol e que me recorde o Mandarim nunca fizera parte de disciplinas académicas.

Lembro-me dos Dignos Professores, Pimentel (o Fatal), a temível e grande Professora  universitária, a quem lhe chamavam "a Periquita", o padre Pereira (Professor de Latim), bem como de outras saudosas figuras, que embora não no campo de aprendizagem de línguas estrangeiras, noutra aérea, como o enfermeiro Boavida, que  livrou muita gente de sofrimentos hostis, do Capitão Magro Romão, como presidente da Câmara Municipal e simultaneamente Comandante de Policia, e que se levantava às cinco horas da madrugada a fim de, no seu automóvel, percorrer, àquela horas, obras iniciais na construção civil que não estivessem dentro das condições programadas e acordadas, ele próprio, com ajuda, destruía ou derrubava , de imediato, o que estava a ser construído "fora da Lei", e mandava depois pôr tudo nos "eixos", e que o levou depois a ser "enxutado" de novo para a Metrópole, por razões não óbvias, o Sinaleiro que com a sua farda e montado num pedestal, ia disciplinando o caótico trânsito que se ia amontoando num cruzamento  difícil e que à medida que assinalava a sua bandeirola, ia cantando e dançando o "samba", a Dª. Ermelinda que, na sua esplanada/café, à beira-mar, na ilha de Luanda, volta e meia  lá ia dar um "socorrismo" a um banhista em situação aflitiva, o bater dos tacos de madeira sobre o asfalto derramado na construção de uma estrada, cantando (trabalho que hoje uma máquina movida a gasolina, leva  meio-dia a concluir e que antes, o mesmo trabalho executado pelos meios braçais, levava  três a quatro dias... enfim, lembranças de que, infelizmente, muitos não podem  relatar, por terem partido já para o Além...

O tempo vai ceifando...

o autor
À saudosa Esposa





Uma  Fazenda em Angola
Terra querida...

O Pensador...

Cemitério - Luanda

O tempo corre, a saudade fica...

Tá?!...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

... ainda as amizades...


Após uma aturada pesquisa, e porque nisso tinha interesse, consegui encontrar o editorial publicado originalmente no "Jornal de Angola". Passo a transcrever o artigo de opinião que foi publicado na edição de 6 de Fevereiro último.

Editorial

Crescemos juntos

06 de Fevereiro, 2013
Os amigos conhecem-se nos momentos difíceis. Os angolanos sabem estender a mão da amizade a todos os que precisam, sem olhar a conveniências ou retornos. Portugal é um país amigo e mais do que isso: o Executivo definiu-o como um parceiro estratégico. Porque partilhamos um património fabuloso, que é a Língua Portuguesa, ferramenta de trabalho dos poetas Agostinho Neto, António Jacinto, Camões, José Craveirinha ou Alda Espírito Santo, a que proclamou em versos grandiosos que é nosso o solo sagrado da pátria.
Estamos a desenvolver uma cooperação sólida. Os povos de Angola e Portugal estão ligados por laços históricos e culturais. Mas há amizade de fresca data, a que surgiu com o Movimento dos Capitães, que se juntou a nós em 25 de Abril de 1974. Essa amizade é agora tão forte que faz esquecer séculos de colonialismo e seus horrores. O 25 de Abril libertou os portugueses mas também ajudou à libertação definitiva dos angolanos. Os episódios marcantes da História comum têm que ser valorizados na justa medida em que estreitamos os laços de amizade e de cordialidade.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, está entre nós. E como acontece com todos os governantes portugueses, é recebido com consideração, respeito e amizade. Por ele mas também pelo Povo Português que aqui representa. Ao ouvir as suas declarações ontem, no Palácio da Cidade Alta, não pudemos deixar de pensar no abismo que separa a sua intervenção de outras protagonizadas por políticos com grandes responsabilidades e que descem ao patamar do insulto contra os governantes angolanos, envenenando as relações com ódios e ressentimentos de todo injustificados.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português teve uma atitude que, também pela sua simplicidade, mostra a grandeza do povo que representa. Paulo Portas disse aos portugueses que cá vivem e aos que lutam em Portugal contra os efeitos da crise económica e financeira que, no último ano, as exportações portuguesas para Angola aumentaram mais de 30 por cento e isso contribuiu para ultrapassar a crise em que se encontra mergulhada a Zona Euro e que fustiga particularmente Portugal, querido país irmão, porque a sua economia aberta o deixa particularmente vulnerável.
Temos a certeza de que somos acompanhados pelos angolanos neste voto: que daqui a um tempo, com a cimeira bilateral agora anunciada, Paulo Portas regresse a Angola e anuncie que Portugal saiu da crise e continua a caminhar de mãos dadas com Angola para o crescimento económico e o progresso. Só um povo que sofreu décadas de guerra compreende o sofrimento dos outros. E o desemprego é um flagelo que faz sofrer portugueses e angolanos.
De um lado e do outro, em Angola e Portugal, há esforços gigantescos para criar riqueza e postos de trabalho. Se formos capazes de criar sinergias, vamos seguramente crescer juntos. Portugal tem muito para oferecer a Angola nesta fase da reconstrução nacional. E a colaboração de quadros especializados portugueses e conhecedores de Angola não é o menos importante, pelo contrário. Portugal pode transferir para Angola tecnologia, conhecimento, investigação, mão-de-obra especializada e ajudar a promover o comércio, a agricultura e o turismo, sectores fundamentais na criação de emprego e no
combate à pobreza.
Angola tem matérias-primas que fazem falta à economia portuguesa. O crescimento económico que Angola regista liberta também fundos apreciáveis para investimentos num país que, além de falar a mesma língua e partilhar connosco um mundo de gostos e afectos, é uma potência mundial na área do turismo e desenvolveu serviços ao nível do melhor que existe no mundo. A amizade que nos une tem se servir para crescermos juntos e não apenas para declarações de boas intenções que depois não têm correspondência na vida real, tais são as forças de bloqueio prontas a prejudicar uma relação que se quer exemplar dentro do relacionamento entre África e Europa.
A visita de Paulo Portas mostra que o futuro continua a ser o melhor activo dos dois países. A amizade vai sempre a tempo e os governos de Luanda e Lisboa estão a fazer tudo para que as relações entre os dois países sejam fortalecidas e atinjam o patamar que foi definido pelo Presidente José Eduardo dos Santos: Portugal é um parceiro estratégico.
O que está em jogo é tão grandioso que os pequenos acidentes de percurso, as atitudes disparadas com acrimónia por sectores da política portuguesa, as faltas de respeito e as deslealdades que prosperam em Lisboa contra Angola e nos magoam, não vão conseguir destruir a nova relação que nasceu com o 25 de Abril de 1974, se reforçou com a cooperação institucional e lavou a mancha do colonialismo, abrindo de par em par as portas à amizade e cerrando as páginas dolorosas da dominação colonial. Os nossos irmãos portugueses dizem que a maior conquista do 25 de Abril foi a liberdade. Para nós foi a liquidação do colonialismo e também a liberdade. Isso criou o caldo democrático que alimentou a nossa amizade. Temos tudo para crescer juntos.

Quero acreditar, do fundo do coração, que estas não são palavras vãs, pois, como dizia o outro "palavras, leva-as o vento...".

Infelizmente os políticos são mestres na decepção e na aparência de algo que, frequentemente, não é verdadeiro. Sendo o jornal em questão o órgão oficial do presidente angolano, um político "rato velho", acompanhado, na ocasião por um "ratinho português", tudo isto não passará de marketing político. Se assim for, é pena. Muito teriam, ambos os países, a ganhar...

Em contraponto aos elogios, recordemos que, recentemente, o mesmo jornal publicou, por diversas vezes, artigos nada abonatórios e pouco amigos de Portugal, do qual fica o exemplo abaixo:


"Jornal de Angola" com novo ataque a portugueses

Publicado em 2012-11-30 no  Jornal de Notícias




O "Jornal de Angola" publicou mais um artigo de opinião atacando duramente os portugueses, com comentários xenófobos e críticas a Pacheco Pereira e Ana Gomes.
O texto, assinado por Rui Ramos e publicado na quarta-feira, surge após editoriais violentos. O mais polémico é do dia 12, em que aquele diário criticava o que diz ser uma "campanha contra Angola", após notícias da abertura do inquérito-crime sobre o envolvimento de altos dirigentes angolanos em crimes de branqueamento de capitais.
Depois disso, o diretor do jornal, José Ribeiro, escreveu dois artigos: um contra a imprensa portuguesa; outro, segunda-feira, a atacar "as elites portuguesas" e os políticos, acusando Pacheco de ser "grosseiro e malcriado".
Já na passada quarta-feira, num cenário em que ridiculariza o povo português, Rui Ramos destaca, entre os desempregados, os "largos milhares" que "vão para Alcântara" para tentar um visto para Angola. Além de acusar os portugueses de racistas, diz que quem faz fila para o visto "são os desgraçados, arruinados, miseráveis de um país no abismo" e "outros vivem disto". Os outros são "os candongueiros, os fugitivos dos impostos, mas também os intelectualóides que já foram paridos com um livro na mão". "Passam lá de madrugada" e "ao verem aquela bicha espumam como cão vadio" e "murmuram pretos de merda".
E "ninguém liga a esses pereiras gayvotas de rabo gordo", continua.
Depois, refere-se a Ana Gomes como "uma gaja de Sintra", que "fala de longe aos desesperados de migalhas". E a Pacheco como "aquele Pereirinha gorduxoso esquisito".

Estes "desaguisados" têm sido referenciados por várias fontes e constituem mesmo a origem de algum mal-estar entre Portugal e Angola, leia-se "portugueses e angolanos", expresso em algumas atitudes menos agradáveis de ambos os lados, com inscrições racistas pintadas em paredes e comentários jocosos sem razão real de ser. Mais um exemplo?

Insultos a Portugal continuam no Jornal de Angola


A campanha e os insultos a Portugal e aos portugueses continuam em força no Jornal de Angola. Depois do editorial e dos artigos de opinião do director, José Ribeiro (aqui e aqui), no passado dia 28 de Novembro, foi publicado um novo texto, desta vez assinado por um Rui Ramos que, entre outras coisas, acusa os portugueses de “racistas”, classifica-os de “desgraçados”, “miseráveis”, “candongueiros” e dedica especial atenção a Pacheco Pereira (o “Pereirinha gorduxoso e esquisito”) e a Ana Gomes (“uma gaja de Sintra que está bem instalada na Europa e vem aqui cuspir perdigotos”). Sendo o Jornal de Angola o órgão oficial do MPLA, o partido no poder, estas sucessivas críticas e acusações assumem especial relevância no relacionamento entre os dois Estados. No entanto, não se conhecem reacções por parte das autoridades portuguesas. Fica aqui o texto em questão:
“Privilegiados contra desesperados
28 de Novembro, 2012

Milhares de portugueses desesperados formam diariamente filas intermináveis nos Centros de Emprego e outros largos milhares ainda é noite e lá vão para Alcântara na tentativa esperançosa de conseguir um visto para Angola, a nova Terra da Promissão.
O povo português é tradicionalmente um povo pobre, povo de olhar o chão para ver se encontra centavos, tostões ou cêntimos. Mas de repente votou num poder que lhe abriu as portas do paraíso artificial. Desatou a contrair empréstimos para comprar primeira, segunda e terceira habitação, carros para cada membro da família, computador para cada membro da família, cão para cada membro da família, um telemóvel por cada operadora para cada membro da família.
Os bancos fizeram o seu trabalho de casa, deram empréstimos a cada membro da família, deram cartões de crédito, cinco para cada membro da família, até bebé tem cartão de crédito e empréstimo bancário em Portugal.
Narizes empinados, até pareciam ricos. Parecia que estavam a crescer, a subir. Tinha até motorista de autocarro 463 que não parava na paragem quando trabalhadora cabo-verdiana tocava. Trabalhar para pretos?
Menina mais castanha era chamada de “suja”, vai para a tua terra. Presidente da Câmara de Lisboa apanhou sol desde os tempos dos avós e muitas pessoas chamavam-lhe “o preto da Câmara”. Gostam muito de chamar “pretinho”, gostam mesmo.
De repente acabou a teta da loba, secou, voltou ao que era, como sempre foi: país muito pobre. Quase dois milhões no desemprego para o resto da vida. Prosperam negócios ilegais, nas cervejarias trafica-se droga na cara da polícia, à luz do dia assaltam-se pessoas e supermercados impunemente, a polícia diz que não pode fazer nada.
Então chegam notícias, não de Preste João, mas da teta angolana: tem leite enriquecido.
Chiu, não chama mais preto, eles não gostam e não te dão visto. E então a procissão de nossa senhora da esperança avança para Alcântara, enche o passeio como uma jibóia. Marcam lugar, vão rápido no bar, menina, uma bica bem escura, eu não sou racista. Na bicha só se ouve “eu não sou racista, nunca fui, eu nunca chamei preto a ninguém, acho que me vão dar visto…
Esses são os desgraçados, arruinados, miseráveis de um país no abismo. Outros vivem desses. Os candongueiros, os fugitivos dos impostos, mas também os intelectualóides que já foram paridos com um livro na mão. Passam lá de madrugada quando voltam para casa e ao verem aquela bicha espumam como cão vadio, põem cara de podre e murmuram “pretos da merda”, passam na bicha e trombeiam “aquilo lá é uma ditadura, os chineses comem pessoas…”.
Ninguém liga a esses pereiras gayvotas de rabo gordo. Depois quando acordam a meio da tarde voltam lá – e lá está a bicha – outra bicha interminável, para recolher os vistos, os intelectualóides trombilham de novo, despenteados, casposos e com a boca suja (intelectualóide lusitano não lava os dentes): “ide lá, ide, ide lá fazer filhos mulatos…”
Derrotada em Sintra, à beira da exaustão nervosa, depois de três horas no IC19, Ana Gomes chega a Alcântara e fala de longe aos desesperados de migalhas: “Eu sou amiga de Angola, eu nunca falei mal de Angola, quem falou mal foi o doutor Pacheco Pereira, eu nunca fui à Jamba, eu nunca vi o Savimbi, eu não pus nome de Savimbi no meu filho, quem pôs foi o João…” Os zombies lusitanos não a ouvem, nem a ela nem ao tal Pereira, os ciumentos, os despeitados, os preconceituosos, os vozinhas finas, cheios de raiva por causa daquelas bichas longas, cada pessoa que ali chega desesperada que chega à bicha é mais uma cárie naqueles dentes sujos: “não, não, não estão a chegar mais, doutor, diga-me que não estão a chegar mais…”.
Quem chega atrasado à interminável bicha diária e não ouviu, pergunta quem é aquela nervosa com aqueles tiques esquisitos. Um desesperado lhe diz, desinteressado: é uma gaja de Sintra que está bem instalada na Europa e vem aqui cuspir perdigotos gozando connosco, como aquele Pereirinha gorduxoso esquisito que brinca com a nossa miséria.
Então o desesperado alcança a porta e uma luz se abre, chora de alegria pela primeira vez há muito tempo, sai do mundo escuro dos mortos e entra no mundo luminoso da esperança.”


Afinal, em que é que ficamos ? Somos Amigos ou não ? Ou só somos amigos quando o Portas lá vai em passeio ? Enfim, decidam-se, para bem de todos...



Tá?!...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

"Bandeira branca", sinal de Paz...




Para bom entendedor, meia palavra basta....

No entanto, através da imprensa diária e em programas televisivos, vamos sentindo o desânimo  que o crescimento das dificuldades tem vindo a "flagelar" a grande maioria populacional. Um bom relacionamento entre Portugal e Angola, viriam facilitar transacções, de  toda a ordem, que beneficiariam, em toda a escala, excelente convivência para que TODOS se sentissem FELIZES  !...

********************************************************************************

A  pedido,  por  parte  de  Leitores mais atentos aos meus "blogues", vou adicionar, redimensionando, todo o texto que compõe o "Editorial a que se refere o  presente programa, para facilidade de leitura.
********************************************************************************

Texto integral:

" Jornal de Angola" aponta Portugal como mais do que um "país amigo".
Editorial publicado no segundo dia da visita oficial  de Paulo Portas a Angola reconhece ao ministro português diferenças relativamente a outros políticos, que o diário estatal acusa de descerem ao "patamar do insulto contra os governantes angolanos"

Portugal é hoje apontado no editorial do diário estatal "Jornal de Angola" como mais do que um " país amigo", numa altura em que o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, efectua uma visita oficial ao país.
"Os amigos conhecem-se nos momentos difíceis. Os angolanos sabem estender a mão da amizade a todos os que precisam, sem olhar a conveniências ou retornos.
Portugal é um país amigo e mais do que isso: o executivo definiu-o como um parceiro estratégico", é como começa o primeiro parágrafo do trexto, intitulado "Crescemos juntos".
"Ao ouvir as suas declarações ontem no Palácio da Cidade Alta, não pudemos deixar de pensar no abismo que separa a sua intervenção de outras protagonizadas por políticos com grandes responsabilidades e que descem ao patamar do insulto contra os governantes angolanos, envenenando as relações com ódios e ressentimentos de todo injustificados", lê-se no editorial.
Paulo Portas, que foi recebido terça-feira pelo  Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, a quem classificou como "um dos grandes lideres africanos", anunciou que Portugal e Angola realizam este ano a sua primeira cimeira bilateral.
"Estamos a desenvolver uma cooperação sólida. Os povos de Angola e Portugal estão ligados por laços históricos e culturais", salienta o "Jornal de Angola" que recorda os efeitos do 25 de abril de 1974, que assinala "ajudou à libertação definitiva dos angolanos".
O diário destaca ainda da declaração de terça-feira de Paulo Portas as referências à importância do crescimento das exportações portuguesas para Angola, "Temos a certeza de que somos acompanhados pelos angolanos neste voto: que daqui a um tempo, com a cimeira bilateral agora anunciada, Paulo Portas regresse a Angola e anuncie que Portugal saiu da crise e continua a caminhar de mãos dadas com Angola para o crescimento económico e o progresso", acentua o editorial.
O "Jornal de Angola" sublinha também os "esforços gigantescos" nos dois países para a criação de riqueza e postos de trabalho,  frisando que, se for possível criar sinergias,  Portugal e Angola vão "seguramente crescer juntos".
Portugal "tem muito para oferecer a Angola nesta fase da reconstrução nacional" e a "colaboração de quadros especializados portugueses e conhecedores de Angola não é o menos importante, pelo contrário", salienta o jornal angolano, considerando que Portugal pode transferir para Angola tecnologia, conhecimento, investigação, mão de obra especializada e ajudar a promover o comércio, a agricultura e o turismo, sectores fundamentais na criação de emprego e no combate à pobreza.
"Angola tem matérias-primas que fazem falta à economia portuguesa. O crescimento económico que Angola regista liberta tambem fundos apreciáveis para investimentos, num país que, além de falar a mesma língua e partilhar connosco um mundo de gostos e afetos, é uma potência mundial na área do turismo e desenvolveu serviços ao nivel do melhor que existe no mundo", assinala.
                                                   (....)

A concluir, o editorial defende que o que está em jogo "é tão grandioso, que os pequenos acidentes de percurso, as atitudes  disparadas com  acrimónia  por sectores da política portuguesa, as faltas de respeito e as deslealdades que prosperam em Lisboa contra Angola e magoam não vão conseguir destruir a nova relação que nasceu com o 25 de abril de 1974"
"Temos tudo para  crescer juntos", termina o texto.

************************

Por favor, relevar qualquer palavra mal dactilografada, pois os meus 85 anos de idade não dão para mais...

Tá?!.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Desirmanações ? Não !...

O meu berço natalício, firmou-se numa terra chamada Angola, na sua capital, Luanda, onde permaneci, estudei e trabalhei  até que, os ventos da historia, empurraram-me para um País (terra Natal  dos meus Antepassados, Portugal), após um fervilhar de doenças de que fui vitima, pouco antes da data em que Angola passara ao estrado  independente. A ausência de médicos, especialistas, em Luanda, na altura, assim o aconselhara..

A caminho dos meus perto de noventa anos, de idade,  para  "afugentar" a dor que provém do estado de  uma recente viuvez, ainda dedico algum tempo a fazer alguns trabalhos "bloguistas", que a Net dispõe,  utilizando um computador, pois viver em silêncio e num isolamento, não existe alento...

Despertou-me a atenção um programa  inserido na dita Internet, com data recente, que  vou tentar transcrever, em parte, para melhor interpretação do que se pretende evidenciar:


"Editorial do Jornal de Angola aponta Portugal como " país amigo".

"Portugal é hoje apontado no editorial do diário estatal Jornal de Angola como mais do que um "país amigo, numa altura em que o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, efectua uma visita oficial ao país."

"Os amigos conhecem-se nos momentos difíceis. Os angolanos sabem estender a mão da  amizade a todos os que precisam, sem olhar a conveniências ou retorno. Portugal é um pais amigo e mais do que isso: o executivo definiu-o como um parceiro estratégico", é como começa o primeiro paragrafo do texto, intitulado "Crescemos juntos".

Segue-se mais uma série de textos, todos eles conducentes a um bom clima de entendimento e, sobretudo,  de paz e boa harmonia.

Chega a ter um sabor enternecedor, toda a extensão do documento, que aqui se inclui fotocopiado e com uma ligação (link) ao original.

Ainda bem que de ambas as partes se vai içando a "Bandeira  Branca "...

Como em anteriores "trabalhos", sob este contexto, frisei,  que a extensão territorial de Angola é tão vasta e rica, mesmo que para lá sejam encaminhados bons Médicos, Engenheiros, Enfermeiros(as), Calceteiros,  Professores (e alunos também), Pedreiros, Corretores, Banqueiros e/ou Bancários, Cozinheiros(as), Comerciantes, Negociantes, etc. etc. e ... jamais os  corruptores  (por indesejáveis), TODOS TERIAM,   ENTÃO, A OPORTUNIDADE DE ASSEGURAR UM LUGAR AO SOL, COM SOSSEGO, PAZ E ENTENDIMENTOS RECÍPROCOS.

Querem um exemplo? Notem bem no anúncio que vem publicado  hoje, num jornal muito popular:

Tá!...

Feliz Aniversário, Cristiano Ronaldo !!!...

Começo por dizer, antes que  seja acusado de "vira casaquismo", que não me move qualquer tipo de animosidade contra o jornal "Correio da Manhã", bem pelo contrário. É uma publicação pela qual tenho a maior estima e respeito, sendo um leitor assíduo da mesma.

Tenho publicado, por diversas vezes,  textos em que, aparentemente, exprimo o meu desagrado pelas escolhas editoriais do supra mencionado Diário. Isso não me impede de apreciar a leitura do mesmo. É um jornal que, apesar de um certo "espalhafato", é uma publicação irreverente e que traz a público muitas situações que devem ser denunciadas e  cujo conteúdo é de elevada importância para qualquer cidadão informado.

Compreendendo a necessidade imposta pelo rumo editorial do jornal, o que refiro frequentemente é o destaque exagerado dado a assuntos, cuja importância real e efectiva, no que ao País diz respeito, é muito reduzida.

É só Ronaldo, Ronaldo e mais Ronaldo !... Ou então o Messi e as suas brigas com o Ronaldo, o que, no fundo, nos faz voltar ao mesmo...

Ontem era capa do "Correio da Manhã" o roubo do relógio do Cristiano Ronaldo, avaliado em quase cento e quarenta mil euros (NOTA: quem é que anda com um relógio, cujo valor dava para comprar uma casa, no pulso ???!!!). Mas,  objectivamente, o que é que isso me interessa ? Posso sentir pena do Rapaz ? Não me parece, pois nos tempos de crise que correm, alguém que ostente tal riqueza saloia não é merecedor de grande simpatia, opinião seguramente partilhada  por muitos portugueses.

Com tantas coisas graves a acontecer,  não haveria algo mais a propósito e de interesse geral para noticiar ? Compreendo o interesse mórbido que tal notícia poderá despertar, mas o interesse real é reduzido...

Hoje é o Ronaldo outra vez. O Jovem fez 28 anos. Parabéns a Você !!!  Se bem que continuo a achar que poderíamos ser brindados com coisas de cariz mais importante,  aceito o assinalar do aniversário de um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Sempre é melhor do que o furto do relógio  de diamantes.

Ao comentar estas minhas impressões  com a Senhora da banca de jornais e revistas,  esta respondeu-me imediatamente:
" ...sabe porque vendi tantos jornais esta manhã ?... Porque traziam a fotografia do Ronaldo..."

Afinal isto do "só Ronaldo" também tem coisas positivas:
  • É o povo que esquece,  ainda que por instantes, as desgraças do dia-a-dia;
  • É o jornal "Correio da Manhã" que ganha mais colorido na sua capa,  atraindo leitores, o que aumenta as vendas, beneficiando a  empresa e os seus trabalhadores;
  • É a Senhora do Quiosque que vende mais jornais, com benefício contabilístico para o seu negócio;
  • É o dono do café que vê as pessoas sentadas nas suas mesas a lerem alegremente as últimas tropelias do Ronaldo;
  • É a empresa responsável pela distribuição das publicações que traz as suas carrinhas mais cheias porque se vendem mais jornais;
  • ......................
Até o Messi se juntou à festa...
Enfim, um sem número  de benesses que resultam da existência de um Ronaldo, de um Messi e de outras figuras ditas públicas.

Afinal, nem tudo é mau ! Por isso,  do fundo do meu coração, os meus parabéns,  votos de felicidades e que andes ainda muitos anos por  aqui a vender jornais ! Força Cristiano ! E hoje, vamos lá a ganhar esse jogo contra o Equador. Para, durante duas horas, esquecermos as crises, as vigarices e as crueldades deste Mundo...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

PORRA !!!....(sem ofensa...)

Peço imensa desculpa aos queridos Leitores, do termo "porra" titulado, pois é a primeira vez, na vida, que aplico semelhante palavra (porra), em artigos por mim, aqui, publicados !


Mas a emoção, ao ler na primeira página do distinto jornal e muito popular, "Correio da Manhã ", ao dispor nas bancas jornalísticas de hoje -  5 de Fevereiro de 2013 -  impressionou-me de forma a sentir algo que, como notícia de primeira página (salvo opinião contrária) certamente haveriam outras, também muito (mais) importantes que mereceriam, da mesma forma, igual destaque no tratamento noticioso.

Não se pretende, contudo, subestimar, de forma alguma, o valor e o sentido noticioso da notícia publicada,   em jornal que muito aprecio e respeito, mas, em minha opinião, considerei excessivo o destaque dado à notícia, face aos graves problemas que assolam, de momento, a nossa querida Pátria - Portugal !...

Por exemplo, no  panorama que a Internet disponibiliza sob o titulo "noticias", vem uma informação, que reputo poder vir a produzir benéficos resultados nas relações entre Angola e  Portugal, como a seguinte, que transcrevo, sem intuitos de "partidarismos":

---" Portas em Angola durante dois dias. O ministro de Estado e dos Negócios estrangeiros, Paulo Portas, inicia esta terça-feira uma visita de dois dias a Angola. Visita oficial a Angola nos intreresses comuns entre Angola e Portugal".

Angola, terra onde nasci, ajudei a criar riquezas, constituí Família e onde repousam os Restos Mortais de  muitos dos meus queridos e saudosos membros de Família.

Sempre fiz um juízo, muito personalizado, acerca do que renasceria, para bem de Todos, do que seria transformar em realidade o seguinte entendimento:

"ÉRAMOS, NA ALTURA. SEIS MILHÕES DE HABITANTES, NO TERRITÓRIO ANGOLANO,  MAS SE PARA LÁ TIVESSEM IDO  SESSENTA MILHÕES... TODOS  VIRIAM  A TER  UM  DIGNO  LUGAR  AO  SOL, SEM DISTINÇÕES."

Em terra tão vasta ...e muito rica  !!!...

Tá?!...