sexta-feira, 4 de março de 2016

Noticias frescas !...


O País tem sido abalado nos  últimos  tempos  por uma sucessão de notícias perturbadoras que podem bem ser prova de que finalmente está tudo louco.

Em  Lagoa,  no  Algarve,  um  jovem de apenas quinze anos foi encontrado morto,  apenas a cem metros de casa,  com sinais evidentes de estrangulamento,  depois de ter sido dado como desaparecido há  cerca de uma semana. Coincidência,  ou talvez  não,  o padrasto,  de nacionalidade  brasileira, terá viajado para o seu país Natal no dia do desaparecimento. A mãe,  entrevistada por vários canais de televisão  afirmou sempre desconhecer o paradeiro do filho e quaisquer razões que pudessem justificar o desaparecimento. Colegas de escola da vítima reportaram queixas do jovem relativamente à sua relação  com o padrasto.  Noticias recentes dão conta de que  a progenitora terá dito aos amigos e colegas do filho para mentirem à polícia,  aparentemente para encobrir o homem com quem vivia,  padrasto da vítima.

Sou sincero,  tenho acompanhado  minimamente  o caso mas com dificuldade dadas as minhas limitações físicas auditivas. No entanto,  ainda assim,  pude perceber que alguma coisa estaria errada naquela mãe quando  prestava declarações  às câmaras de televisão. Uma mãe  que é mãe é suposto estar desesperada,  eventualmente descontrolada,  quando um filho desaparece,  e não aparentar apenas  uma ligeira preocupação adequada ao desaparecimento de um cão ou de um gato. É apenas uma sensação mas que poderá,  ou não,  ser confirmada  num futuro breve.

Noutro plano,  foi noticiado que a ex-ministra das finanças, Maria Luís Albuquerque,  irá trabalhar para uma consultora financeira que,  entre outros, esteve envolvida no caso BES. Acrescente-se  que a ex-ministra continuará a exercer  o seu cargo de deputada na Assembleia da República. Pode não ser ilegal,  mas é certamente moralmente condenável, levando inevitavelmente  a comentários  e naturais  suspeitas de " negócios pouco claros". Será que a Senhora não arranjava um emprego menos polémico ?  Ou será que o salário oferecido compensa  a chatice e a maçada de tão negativas suspeições ?

Ainda,  foram anunciadas várias detenções   de personalidades com alguma responsabilidade nos cargos que desempenham ou desempenharam. Um dos detidos foi o ex-procurador Orlando Figueira, suspeito de  corrupção num processo que envolve o vice-presidente de Angola, Manuel Vicente.  Outro detido VIP foi o ex-presidente do Benfica, Manuel Damásio.  Suspeito do desvio de mais de sete milhões de euros (no âmbito de negócios que envolviam,  entre outros,  o agora caído em desgraça ex-empresário de futebol,  José Veiga)  Damásio foi detido pelas autoridades. Na  verdade,  esta detenção  acaba por nem  surpreender se tivermos em conta que este mesmo Senhor,  quando era presidente do Benfica e dono da cadeia de lojas Braz & Braz,  declarado como rendimento mensal o miserável salário mínimo...

E assim vai a República  Portuguesa...

Tá?!...

quarta-feira, 2 de março de 2016

Actos de coragem precisam-se...

Há coisas que não têm explicação. Vejamos o caso do pai de família abatido a tiro há  dias por terríveis  malfeitores  que,  ao fugirem da polícia viram o seu carro de fuga despistar-se e,  por via disso se viram obrigados a procurar novo veículo. Por infelicidade,  aquele pai passava,  acompanhado da mulher e filhas,  por aquele local e ao ser ameaçado pelos bandidos continuou a marcha. Frustrados,  os vilões dispararam atingindo o homem na artéria femural. Tentando proteger a família,  o pai continuou a conduzir até à segurança,  vindo a morrer vítima de hemorragia grave.  Tudo isto apenas  porque estavam no sítio errado à hora errada...

Na TV passou um filme que mm impressionou  e que relatava a história de um pai disposto a tudo, inclusive a abdicar da própria vida  para que o seu filho, necessitado de um transplante cardíaco pudesse sobreviver.


São estes exemplos que mostram o que é ser humano: cuidar e amar aqueles que para nós  mais importam, custe o que custar.

Tá?!...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Bancários em organização sindical...

A propósito de uma questão muitas vezes abordada neste espaço, o Sindicato único para o sector bancário,  tema há muito discutido  e estranhamente pouco consensual,  recebi por estes dias uma carta do  Sindicato dos Bancários do Norte (SBN), dando conta de uma Assembleia Geral para discussão do tema e eventual criação do referido  Sindicato. Como os Estatutos prevêem é necessária a aprovação dos Associados e uma participação superior a 51% de votantes. Juntamente com a carta recebi toda a papelada,  incluindo registo de correspondência, para poder votar. Defensor, há muito, do tal Sindicato Único, foi com enorme entusiasmo que procedi ao preenchimento e envio de toda a documentação.

O Sector Bancário é a mola que faz mover a economia. É com tristeza que vejo ultimamente os escândalos que têm afectado a Banca,  com a falência de Entidades de referencia como  o BES. Em processos onde a culpa parece sempre morrer solteira, a transparência é sistematicamente ausente, com os responsáveis a atirarem a culpa para cima uns dos outros.

Entretanto, o Novo Banco, antigo BES, vai despedir 500 funcionários, conforme o noticiado. Noticias semelhantes sobre outros Bancos ensombram o futuro de milhares de trabalhadores. Cada vez mais os Bancos  parecem existir para se servirem a si próprios e  aos seus milionários administradores,  deixando aqueles que todos os dias dão  a cara em balcões por todo o País e os clientes para segundo plano.

Posso orgulhar-me de ter pautado a minha vida profissional bancária por uma seriedade e honestidade incontestáveis, tudo comprovado por documentos, em que me preocupei em servir as Instituições, as Pessoas, não tirando qualquer proveito pessoal, mesmo quando tal era aceitável e concedido por certificação documental (recordo a época em que, doente, me desloquei à África do Sul e me foi concedida autorização para efectuar as despesas necessárias à conta do banco e, ainda assim, não gastei um único Rand dessa fonte, tendo suportado todas as despesas a título pessoal). Todos assim fossem e muitos destes escândalos não existiriam.

Espero que seja  desta que o Sindicato Unificado se torne realidade. Só unidos poderemos combater interesses ocultos e comportamentos corruptivos que destroem a imagem do Bancário e da Banca junto do comum cidadão.

Para demonstrar aos intervenientes que têm  a missão de agrupar as  decisões legislativas condutoras a um saudável equilíbrio  de compromissos, que conduzirão a uma melhoria de condições de vida  no que diz respeito à conjuntura assistencial que  aos dignos Bancários lhes é por direito confiada, aqui deixo alguns exemplos a que tive que ser submetido, num  recente passado, em razão, e por ter vindo, a residir na zona Sul do País (Algarve), e que, pelo facto  de  pertencer a zona de jurisdição sindical do Norte, sucedeu-me o seguinte:

  • Houve um ano em que o 13º mês só  abrangeu os sindicalizados nas zonas Centro e Sul, do País, enquanto que aos sindicalizados do Norte, o 13º mês acabou por ser mais tarde atribuído, face a  justas reclamações assumidas  por parte dos da Zona Norte, em que fui um  dos protagonistas reclamantes.

  • Como a minha assistência médica junto dos SAMS, em Faro, é condicionada a uma   nova numeração identificadora, que condiciona a separação e ligações intermédias em matéria de pagamentos, chegou até a acontecer  ter-me  sido descontado, pela zona Norte,  na minha pensão de reforma, o valor de consultas médicas  efectuadas nos SAMS-Sul ...há 7 (sete)  anos atrás !  Situações como esta, não se  tornaram a repetir, porque houve o bom senso de se ter revisto as condições em que são elaborados os  ajustes de contas, internamente, entre as distintas Zonas  Sindicais Bancárias, actualmente existentes.
Devo acrescentar, que , não obstante a minha assistência médica, medicamentosa e de enfermagem, estar sujeita a condicionalismos resultantes da barreira que divide as áreas sindicais bancarias (Norte/Centro/Sul e Ilhas), sempre que tenho necessidade de me socorrer dos SAMS-SUL E ILHAS,  em Faro,  tenho sido sempre ali  muito bem recebido ,  com  muito carinho, por parte   de Todo o Pessoal que naquele organismo presta  um serviço exemplar. Bem hajam.

Presentemente, a situação mantém-se normalizada, subjacente a normais divisões Sectoriais-Regionais, de ordem Sindical, no que à actividade Bancária diz respeito.

A perspectiva de que venha a ser criado um Só e Único Sindicato da actividade bancária, estou certo que constituirá um grande passo para que PORTUGAL, afinal um país tão pequeno, não tenha que se dividir em diferentes regiões sindicais para uma única classe laboral, e apenas vir a  existir  um  ÚNICO SINDICATO NACIONAL DE BANCÁRIOS, pondo fim à política separatista (quem sabe, separar para reinar...) dentro da actividade no ramo financeiro que gera o País.



(E.T.- Oficio recebido na época)

Estou ainda a lembrar-me de uma situação que, não há muito tempo, me preocupou, antes do falecimento da minha querida Esposa.  Foi o facto de termos  tentado  irmos viver para um Lar de Idosos, que estava  enquadrado, por força da sua localização geográfica, próximo de Lisboa, na área sindical bancária do Sul e Ilhas. Os nossos intepelo motivo de  sermos abrangidos pelos regulamentos sindicais bancários da área geográfica do Norte. Será que Portugal, agora, mantém-se dividido, sindicalmente , repartido em três zonas (?) Norte, Centro e Sul ?.

Lembro-me, também, que enquanto trabalhei na Banca, em Angola, (terra da minha naturalidade), que era raro ver-se um bancário  que  tenha sido despedido (ao contrário do que hoje notícia diriamente...), pois sempre fora uma profissão muito conceituada e de elevada aceitação.

Tá?!..


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Doces memórias que o cruel tempo jamais apagará..

Pois bem,  como tantas vezes já por aqui referi, volta e meia lá retorno  aos arquivos sem fim que,  com carinho,  vou mantendo em secreta homenagem a todos os que partilharam comigo tantos momentos maravilhosos de uma vida em família e com amizades que perduram no tempo,  muitos deles,  fruto da imparável passagem do tempo, já desaparecidos.

No meio de tanta coisa, filmes, fragmentos sonoros, livros, cartas, fotografias e documentos de todo o tipo,  guardados preciosamente como se de um arquivo nacional, entrincheirado numa qualquer Torre do Tombo, consigo sempre descobrir, ou redescobrir, tesouros que testemunham vivências de outros tempos, muito diferentes do que hoje acontece.

Como  tudo na vida,  houve momentos bons,  outros nem por isso. No entanto, e porque recordar os maus momentos não traz nada de bom, bem pelo contrário, prefiro olhar para os bons, imaginando que tal harmonia e felicidade ainda hoje perdura. Apesar de saber que tal não é verdadeiro, gosto de me enganar e viajar,  nem que seja por breves minutos,  para aqueles lugares onde,  juntamente com a Família,  Amigos e Colegas,  fui tão feliz.

Sorrio ao rever velhas imagens,  tremidas e esbatidas pelos anos,  e quando fecho os olhos continuo a vislumbrar esses momentos que,  eu sei,  já passaram e não voltam mais. Mas,  como diz o poeta,  "Recordar é viver" e quando recordo consigo imaginar as conversas,  os risos,  os ruídos de fundo e até os cheiros,  como por exemplo o cheiro do peixe, acabado de pescar no enorme rio Cuanza, enquanto assava num braseiro com carvão incandescente.

Vejo passar à minha frente a Esposa já falecida,  os Filhos, ainda jovens  e  inocentes ou os Colegas e  Amigos em divertidas brincadeiras,  em convívios que nesse tempo eram correntes mas que hoje,  infelizmente,  parecem ter desaparecido.

Acredito que,  tal como eu,  muitos dos Retratados irão gostar de recordar tais momentos, pelo que,  quase num espírito de missão, venho,  aproveitando as tecnologias de que,  feliz ou infelizmente,  hoje dispomos,  partilhar pedaços do tempo cristalizados  numa película digital.

Espero que gostem pelo menos tanto quanto eu gostei...


Tá?!...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Os bons sagrados momentos familiares..

Ontem, Domingo, 21 de Fevereiro de 2016, estava para aqui, solitário, às primeiras horas do dia,  quando surgiu a ideia de organizar e promover um encontro de família,  daqueles à moda antiga. Estes convívios familiares eram especialmente apreciados  pela saudosa Esposa, Alvarina Teresa, que fazia imenso gosto e disso quase uma missão.  Era um enorme prazer observar a felicidade estampada no rosto de cada um, enquanto se conversava sobre os mais diversos assuntos,  na altura sem  interrupção dos telemóveis  e outros artefactos electrónicos que teimam em intrometer-se na nossa vida,  apesar de,  claro,  serem muito úteis.

Talvez com saudades desses tempos,  passou-me pela cabeça uma ideia: "E se fossemos, todos juntos,  almoçar e aproveitar para meter a conversa em dia,   como nos bons velhos tempos, aproveitando o facto de  ter presentes quase todas as Netinhas ?"
A Família toda junta...
Se bem o pensei,  melhor o fiz. Telefonei de imediato para a Filha,  a quem incumbi a preciosa missão de estabelecer os contactos necessários à concretização de tão ambicioso projecto.  A ideia foi acolhida com grande entusiasmo,  e enquanto se procedia aos contactos, fui organizando todo o material  para que pudesse efectuar o registo vídeo do momento,  mas sempre ansioso por notícias.

Onde está  a  Fada dos dentes ?..
Finalmente,  já passava do meio dia quando me apareceram  à  porta. Enfiados, como sardinhas em lata,  nos carros das Netas,  lá fomos nós até ao local   eleito para a reunião familiar tão desejada.  Foram momentos muito alegres,  como já há algum tempo não experimentava. A determinada altura,  posso até jurar ter sentido junto a mim a presença daquela para quem estes momentos eram tudo no mundo: a Esposa,  Mãe, Avó,  Sogra,  Alvarina Teresa,  que,  do seu cantinho do Céu, sorria com gosto.

Um cafézinho para a mesa do canto...


São momentos   muito especiais, em que, por algum tempo esquecemos as tristezas da vida e ficamos felizes apenas por estarmos juntos...

Tá?!...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Fruto da época em que vivemos...

Ao vasculhar entre os meus arquivos,  papéis,  gravações áudio  e vídeo, cartas,  enfim,  um nunca acabar de memórias,  revejo momentos que efectivamente fazem parte  de um passado que,  como passado que é,  já não volta. É como a água que corre o rio,  debaixo da ponte. Depois de passar já não volta atrás.  A não ser que algum cientista maluco  invente uma máquina do tempo,  o que lá vai, lá vai,  apenas podendo ser contemplado como uma pintura na parede de um museu da vida.

Esta sensação de que a  vida naquele  tempo,  seja qual for esse tempo, é que era boa,  não me larga. Certamente muitos me chamarão "chato" por estar sempre a falar da mesma coisa,  mas a verdade é que os dias decorriam de outra forma,  sem aquela ansiedade de tentar perceber o que iria fazer naquele dia. Sem computadores,  Internet,  facebooks,  telemóveis e  mais de duzentos canais na televisão (cuja  maioria jamais vemos),   a vida corria mais lentamente,  sem aquele sentimento de que estávamos a perder  alguma coisa.

Hoje temos muito mais do que aquilo que necessitamos. O material é valorizado muito acima  do sentimental e,  no entanto,  vivemos permanentemente insatisfeitos.  Isto deve-se  provavelmente ao facto de,  apesar da procura constante do bem material que,  esperamos,  irá  satisfazer  aquele vazio, esquecermos o bem mais precioso, escasso e não  renovável que é o TEMPO. Vivemos numa vertigem permanente,  sempre com pressa para ir a algum lado sem nunca lá chegar.

Noutros tempos,  sem o facebook e outras ilusões de realidade virtual,  as pessoas viam-se obrigadas a conviver,  conversar e olhar olhos nos olhos,  costume tão  em desuso  nos dias que correm e que para os mais jovens é mesmo desconhecido. Ouço dizer que têm mais de mil amigos e fico surpreso mas rapidamente me apercebo que tudo não passa de uma ilusão criada por mentes cada vez mais solitárias.

Noutros tempos as crianças e jovens saiam de casa,   brincavam na rua,  conversavam e riam. Hoje,  permanecem entre quatro paredes,  mentindo a si próprios,  vivendo uma vida cada vez mais parecida com a de um  vegetal que,  impossibilitado de se mover, permanece no mesmo lugar toda a sua vida.

Consequência  dessa insatisfação,  surgem notícias de que as pessoas andam cada vez mais deprimidas, dependentes de químicos receitados pelo médico apenas para conseguirem suportar o facto de  estarem vivas.  Depois,  surgem notícias  de uma mãe ou de um pai que matou os filhos apenas por não suportar a ideia da vida. Que civilização  é esta em que uma mãe prefere a morte dos seus filhos porque viver é insuportável ?

Uma família destroçada...
Notícias recentes dão conta de que a mulher que matou as duas filhas,  afogadas no rio Tejo, foi detida por infanticídio.  Entretanto,  o marido e pai das crianças já veio a público  acusar a mulher, que o acusara de maus  tratos, de violência psicológica sobre si e sobre  as crianças,  ao impedi-las de ver o pai. No meio disto tudo,  as crianças inocentes,  perderam a vida. Porquê tudo isto ? Que mundo é este que estamos a criar e que  vamos deixar para os nossos filhos e netos ?

Desculpem estes desabafos,  próprios de um Velho do Restelo Grisalho,  triste e cansado,  muitas vezes angustiado com as premonições  que, qual Nostradamus,  vai vendo reveladas perante os seus olhos cansados. Apenas  resta ter esperança  e que o dia de amanhã possa ser melhor do que o de hoje...

Tá?!...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Dar o peito às balas...

Viva o Benfica ! Depois de ter perdido com o F.C. do Porto para o  campeonato nacional,  em pleno Estádio da Luz, e que permitiu ao Sporting recuperar a liderança, nada melhor que uma vitória na famosa Liga dos Campeões para animar as hostes.



Após noventa e um minutos com zero a zero,  o  jogador brasileiro Jonas lá fez o  golito da ordem que permite viajar até à Rússia em vantagem. Ficou tão entusiasmado, o  jogador, que até,  no calor do momento, decidiu despir a camisola e lançá-la para a bancada, o que valeu um cartão amarelo e a felicidade do sortudo que a apanhou.

Esperemos que,  com a vitória encarnada, o Povo fique mais animado. Pode ser que sirva até de estímulo à produtividade nacional. Benfiquista satisfeito trabalha sempre melhor ! Na verdade,  é sempre uma boa alternativa ver o futebol em substituição das notícias deprimentes que nos chegam todos os dias...

Tá?!...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Quando os milagres acontecem...

Há coisas do arco da velha,  francamente inexplicáveis,  que por momentos nos deixam boquiabertos, sem saber o que pensar. Quando tal acontece,  é vulgar atribuir tais acontecimentos a fenómenos verdadeiramente milagrosos, fruto da acção de um  Deus que opera de forma misteriosa.


Vem isto a propósito de algo que me aconteceu ontem,  Domingo,  14 de Fevereiro de 2016, dia de S. Valentim,  padroeiro dos namorados. Como faço frequentemente,  decidi,  apesar do mau tempo,  chuva,  vento e frio,  ir visitar a campa da minha saudosa Esposa,  no Cemitério de Olhão. Assim, contra ventos e marés,  enfiei-me no meu velho carro e pus-me a caminho.  Durante o percurso a tempestade  tornou-se ainda  mais furiosa. O vento quase impedia o movimento do velho automóvel e a chuva embatia implacável no vidro da frente, de tal forma que as escovas que deveriam afastar a torrente mostravam-se quase incapazes de lhe fazer frente.  Ao chegar ao Cemitério,  a borrasca era tão atemorizadora que as pessoas procuravam com grande dificuldade proteger-se da fúria de S. Pedro.  Decidido a prestar a minha homenagem àquela que foi o Amor da minha vida,  saí corajosamente do carro e dirigi-me para o Cemitério.

Cansado de  lutar contra a intempérie,  sentei-me num banco logo à entrada do Jardim Eterno. Foi nesse momento que comecei a sentir que algo estava a mudar. Em meu redor parecia começar a formar-se uma   capa protectora que impedia a tempestade de me atingir, ao mesmo tempo que um raio de luz solar irrompia de entre as nuvens,  aquecendo-me e parecendo iluminar o caminho. Surpreendido,  levantei-me e,  começando a caminhar,  fiquei ainda mais maravilhado ao perceber que o raio de luz me acompanhava,  protector,  indicando o caminho a seguir.  Senti uma calma, uma Paz  imensas,  sentindo simultaneamente que  algo,  ou alguém,  me acompanhava,  materializado naquele raio luminoso que  me aquecia e confortava.

A minha companhia luminosa escoltou-me até ao meu destino,  a  morada eterna da minha Esposa,  tendo-se,  surpreendentemente,  imobilizado  exactamente no local onde também eu  me imobilizei. Enquanto  conversava  com Aquela que foi  minha Companheira,  Amiga,  Amada e Confidente, pude testemunhar que, à minha volta,  as condições climatéricas se iam tornando mais favoráveis, parecendo corresponder ao diálogo que mantinha com a minha Alvarina Teresa.

Por ser uma história tão incrível,  não contei a ninguém,  com receio  que achassem que tinha perdido de vez o juízo. De facto,  estes acontecimentos são tão incríveis,  difíceis de descrever,  de explicar e de,  em última análise,  entender, que só posso classificá-los como pertencendo à categoria dos Milagres,  um verdadeiro Milagre do dia dos namorados...


À memória da que mais amei na vida - Alvarina Teresa - Que Deus a tenha  em Eterno Descanso...

Tá?!...

O Amor humano é o melhor tesouro na vida......

Ultimamente tenho sido surpreendido com a seguinte publicação, diária, proveniente da equipe do facebook, como de seguida reproduzo através da foto seguinte:


Sendo assim, gostaria que daqui a 1 ano, fosse igualmente reproduzida a seguinte foto-montagem, a fim de se poder recordar algo de muito curioso e de extrema dedicação de tipo familiar:

Sucede  que, após a minha viuvez, que me traumatizou, depois de um feliz casamento que perdurou sessenta felizes anos, fiquei a viver sozinho, e toda a minha existência solitária, neste mundo, passou a ser ajudada e orientada por todos os membros da família, mas, havia um "contratempo" que dificultava, às vezes, rápidas soluções de origem doméstica, que era a distância geográfica que nos separava, e que  em certos casos, atingia cerca de 20 quilómetros. de permeio,

A comida, ou seja, as refeições diárias, que eram dantes tratadas pela minha Santa e Saudosa Esposa,  Alvarina Teresa, passou então a ser orientada pela Filha e Netas, que, a todo o momento me vigiavam, com o receio de eu não vir  ser vitima de qualquer dolorosa situação, que viesse a surgir  devida à ausência dos "bons tratos" que a minha Alvarina, sempre me dedicou.

E querem uma prova do que acabo de dizer ? Aqui estão os almoços (e jantares) que  os meus "salvadores". me deixavam, no frigorífico, maravilhosos para os meus gostos, pois  nenhum dos   meus "descendentes" desejaria... que eu viesse a morrer de fome!...  (ahahahahahah).





Tá?!... 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

As loucuras saudáveis do "Velho do Restelo Grisalho"..



Mais um Carnaval !  E não,  não estou a falar dos debates na Assembleia da República onde os políticos se disfarçam de acordo com os interesses do momento. Estou sim a falar do genuíno, do verdadeiro Carnaval,  o qual na região algarvia  tem grandes tradições.  Os mais conhecidos são os de Loulé, Tavira e Moncarapacho. Este último,  ocorrendo na bonita vila algarvia,  freguesia do Concelho de Olhão,  tem características muito próprias, contando com a participação da população local,  nacionais e estrangeiros,  mas também  despertando a curiosidade e interesse de pessoas de todo o Algarve ou de outras regiões do País.

É uma festa de cariz popular,  sem a pompa e espectacularidade de outros carnavais, como Ovar,  Estarreja ou Mealhada,  em que os tractores habitualmente agrícolas têm,  também eles,  um dia diferente. Decorados por voluntários,  homens, mulheres e muitas crianças, que fazem questão de deixar a sua marca,  satirizam de forma ingénua  e sem maldade as personalidades políticas,  do meio artístico ou até personagens de  histórias de fantasia.

Sendo uma festa simples,  mas na qual todos se divertem,  não tem o destaque televisivo e noticioso de outras festas do género. É prato do dia,  por esta altura, em todos os telejornais vermos imagens de carnavais mais luxuosos,  como Veneza e,  principalmente,  o Rio de Janeiro.  Aqui,  nas quentes terras de Vera Cruz,  que os portugueses,  noutros tempos,  deram  a conhecer ao Mundo,  é um fartote de mulheres bonitas com muito pouca roupa. Assim,  não é difícil entender a desigualdade de tratamento  jornalístico face a tão apelativos argumentos. Realmente,  umas mamocas ou  um rabiosque mobilizam muito mais gente  do  que a traseira de um velho tractor. Ainda assim prefiro a ingenuidade e a simplicidade das gentes de Moncarapacho.

No Domingo de Carnaval,  dia 9 de Fevereiro, tive a felicidade de,  graças à amável e sempre bem-vinda companhia da Filha,  poder  participar na festa carnavalesca de Moncarapacho,  a pouco menos de dez quilómetros da minha residência. Equipado com o material de reportagem,  câmara de filmar ao ombro,  apoiado na sempre presente "muleta",  lá fui eu. E que festa foi !... Pessoas simpáticas,  crianças sorridentes, foi um momento em que pude,  por momentos,  esquecer as notícias tristes,  as tragédias que teimam em assombrar o dia-a-dia. Durante um hora não morreu  nenhuma criança de fome, nenhuma família   perdeu a vida nas águas frias do Mediterrâneo  e até os políticos pareceram pessoas sérias.

Face à quase ausência de notícias relativamente ao Algarve carnavalesco,  decidi substituir os profissionais da televisão e fiz,  então,  a minha reportagem.  Colocando até a minha integridade física em risco, dada a proximidade das enormes rodas dos tractores, consequência do entusiasmo quase juvenil (foram várias as ocasiões em que amáveis desconhecidos,  parceiros de festa,  me puxaram para evitar  males maiores), lá fui recolhendo as imagens   que,  depois de tratadas, aqui vos deixo,  para memória futura. Um dia alguém vai rever estas imagens e dizer:

"Este tipo era mesmo maluco...!"

Espero que gostem... 
Tá?!...