sexta-feira, 4 de março de 2016
Noticias frescas !...
O País tem sido abalado nos últimos tempos por uma sucessão de notícias perturbadoras que podem bem ser prova de que finalmente está tudo louco.
Em Lagoa, no Algarve, um jovem de apenas quinze anos foi encontrado morto, apenas a cem metros de casa, com sinais evidentes de estrangulamento, depois de ter sido dado como desaparecido há cerca de uma semana. Coincidência, ou talvez não, o padrasto, de nacionalidade brasileira, terá viajado para o seu país Natal no dia do desaparecimento. A mãe, entrevistada por vários canais de televisão afirmou sempre desconhecer o paradeiro do filho e quaisquer razões que pudessem justificar o desaparecimento. Colegas de escola da vítima reportaram queixas do jovem relativamente à sua relação com o padrasto. Noticias recentes dão conta de que a progenitora terá dito aos amigos e colegas do filho para mentirem à polícia, aparentemente para encobrir o homem com quem vivia, padrasto da vítima.
Sou sincero, tenho acompanhado minimamente o caso mas com dificuldade dadas as minhas limitações físicas auditivas. No entanto, ainda assim, pude perceber que alguma coisa estaria errada naquela mãe quando prestava declarações às câmaras de televisão. Uma mãe que é mãe é suposto estar desesperada, eventualmente descontrolada, quando um filho desaparece, e não aparentar apenas uma ligeira preocupação adequada ao desaparecimento de um cão ou de um gato. É apenas uma sensação mas que poderá, ou não, ser confirmada num futuro breve.
Noutro plano, foi noticiado que a ex-ministra das finanças, Maria Luís Albuquerque, irá trabalhar para uma consultora financeira que, entre outros, esteve envolvida no caso BES. Acrescente-se que a ex-ministra continuará a exercer o seu cargo de deputada na Assembleia da República. Pode não ser ilegal, mas é certamente moralmente condenável, levando inevitavelmente a comentários e naturais suspeitas de " negócios pouco claros". Será que a Senhora não arranjava um emprego menos polémico ? Ou será que o salário oferecido compensa a chatice e a maçada de tão negativas suspeições ?
Ainda, foram anunciadas várias detenções de personalidades com alguma responsabilidade nos cargos que desempenham ou desempenharam. Um dos detidos foi o ex-procurador Orlando Figueira, suspeito de corrupção num processo que envolve o vice-presidente de Angola, Manuel Vicente. Outro detido VIP foi o ex-presidente do Benfica, Manuel Damásio. Suspeito do desvio de mais de sete milhões de euros (no âmbito de negócios que envolviam, entre outros, o agora caído em desgraça ex-empresário de futebol, José Veiga) Damásio foi detido pelas autoridades. Na verdade, esta detenção acaba por nem surpreender se tivermos em conta que este mesmo Senhor, quando era presidente do Benfica e dono da cadeia de lojas Braz & Braz, declarado como rendimento mensal o miserável salário mínimo...
E assim vai a República Portuguesa...
Tá?!...
quarta-feira, 2 de março de 2016
Actos de coragem precisam-se...
Há coisas que não têm explicação. Vejamos o caso do pai de família abatido a tiro há dias por terríveis malfeitores que, ao fugirem da polícia viram o seu carro de fuga despistar-se e, por via disso se viram obrigados a procurar novo veículo. Por infelicidade, aquele pai passava, acompanhado da mulher e filhas, por aquele local e ao ser ameaçado pelos bandidos continuou a marcha. Frustrados, os vilões dispararam atingindo o homem na artéria femural. Tentando proteger a família, o pai continuou a conduzir até à segurança, vindo a morrer vítima de hemorragia grave. Tudo isto apenas porque estavam no sítio errado à hora errada...
Na TV passou um filme que mm impressionou e que relatava a história de um pai disposto a tudo, inclusive a abdicar da própria vida para que o seu filho, necessitado de um transplante cardíaco pudesse sobreviver.
São estes exemplos que mostram o que é ser humano: cuidar e amar aqueles que para nós mais importam, custe o que custar.
Tá?!...
Na TV passou um filme que mm impressionou e que relatava a história de um pai disposto a tudo, inclusive a abdicar da própria vida para que o seu filho, necessitado de um transplante cardíaco pudesse sobreviver.
São estes exemplos que mostram o que é ser humano: cuidar e amar aqueles que para nós mais importam, custe o que custar.
Tá?!...
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Bancários em organização sindical...
A propósito de uma questão muitas vezes abordada neste espaço, o Sindicato único para o sector bancário, tema há muito discutido e estranhamente pouco consensual, recebi por estes dias uma carta do Sindicato dos Bancários do Norte (SBN), dando conta de uma Assembleia Geral para discussão do tema e eventual criação do referido Sindicato. Como os Estatutos prevêem é necessária a aprovação dos Associados e uma participação superior a 51% de votantes. Juntamente com a carta recebi toda a papelada, incluindo registo de correspondência, para poder votar. Defensor, há muito, do tal Sindicato Único, foi com enorme entusiasmo que procedi ao preenchimento e envio de toda a documentação.
O Sector Bancário é a mola que faz mover a economia. É com tristeza que vejo ultimamente os escândalos que têm afectado a Banca, com a falência de Entidades de referencia como o BES. Em processos onde a culpa parece sempre morrer solteira, a transparência é sistematicamente ausente, com os responsáveis a atirarem a culpa para cima uns dos outros.
Entretanto, o Novo Banco, antigo BES, vai despedir 500 funcionários, conforme o noticiado. Noticias semelhantes sobre outros Bancos ensombram o futuro de milhares de trabalhadores. Cada vez mais os Bancos parecem existir para se servirem a si próprios e aos seus milionários administradores, deixando aqueles que todos os dias dão a cara em balcões por todo o País e os clientes para segundo plano.
Posso orgulhar-me de ter pautado a minha vida profissional bancária por uma seriedade e honestidade incontestáveis, tudo comprovado por documentos, em que me preocupei em servir as Instituições, as Pessoas, não tirando qualquer proveito pessoal, mesmo quando tal era aceitável e concedido por certificação documental (recordo a época em que, doente, me desloquei à África do Sul e me foi concedida autorização para efectuar as despesas necessárias à conta do banco e, ainda assim, não gastei um único Rand dessa fonte, tendo suportado todas as despesas a título pessoal). Todos assim fossem e muitos destes escândalos não existiriam.
Espero que seja desta que o Sindicato Unificado se torne realidade. Só unidos poderemos combater interesses ocultos e comportamentos corruptivos que destroem a imagem do Bancário e da Banca junto do comum cidadão.
Para demonstrar aos intervenientes que têm a missão de agrupar as decisões legislativas condutoras a um saudável equilíbrio de compromissos, que conduzirão a uma melhoria de condições de vida no que diz respeito à conjuntura assistencial que aos dignos Bancários lhes é por direito confiada, aqui deixo alguns exemplos a que tive que ser submetido, num recente passado, em razão, e por ter vindo, a residir na zona Sul do País (Algarve), e que, pelo facto de pertencer a zona de jurisdição sindical do Norte, sucedeu-me o seguinte:
Presentemente, a situação mantém-se normalizada, subjacente a normais divisões Sectoriais-Regionais, de ordem Sindical, no que à actividade Bancária diz respeito.
A perspectiva de que venha a ser criado um Só e Único Sindicato da actividade bancária, estou certo que constituirá um grande passo para que PORTUGAL, afinal um país tão pequeno, não tenha que se dividir em diferentes regiões sindicais para uma única classe laboral, e apenas vir a existir um ÚNICO SINDICATO NACIONAL DE BANCÁRIOS, pondo fim à política separatista (quem sabe, separar para reinar...) dentro da actividade no ramo financeiro que gera o País.
Estou ainda a lembrar-me de uma situação que, não há muito tempo, me preocupou, antes do falecimento da minha querida Esposa. Foi o facto de termos tentado irmos viver para um Lar de Idosos, que estava enquadrado, por força da sua localização geográfica, próximo de Lisboa, na área sindical bancária do Sul e Ilhas. Os nossos intepelo motivo de sermos abrangidos pelos regulamentos sindicais bancários da área geográfica do Norte. Será que Portugal, agora, mantém-se dividido, sindicalmente , repartido em três zonas (?) Norte, Centro e Sul ?.
Lembro-me, também, que enquanto trabalhei na Banca, em Angola, (terra da minha naturalidade), que era raro ver-se um bancário que tenha sido despedido (ao contrário do que hoje notícia diriamente...), pois sempre fora uma profissão muito conceituada e de elevada aceitação.
Tá?!..
O Sector Bancário é a mola que faz mover a economia. É com tristeza que vejo ultimamente os escândalos que têm afectado a Banca, com a falência de Entidades de referencia como o BES. Em processos onde a culpa parece sempre morrer solteira, a transparência é sistematicamente ausente, com os responsáveis a atirarem a culpa para cima uns dos outros.
Entretanto, o Novo Banco, antigo BES, vai despedir 500 funcionários, conforme o noticiado. Noticias semelhantes sobre outros Bancos ensombram o futuro de milhares de trabalhadores. Cada vez mais os Bancos parecem existir para se servirem a si próprios e aos seus milionários administradores, deixando aqueles que todos os dias dão a cara em balcões por todo o País e os clientes para segundo plano.
Posso orgulhar-me de ter pautado a minha vida profissional bancária por uma seriedade e honestidade incontestáveis, tudo comprovado por documentos, em que me preocupei em servir as Instituições, as Pessoas, não tirando qualquer proveito pessoal, mesmo quando tal era aceitável e concedido por certificação documental (recordo a época em que, doente, me desloquei à África do Sul e me foi concedida autorização para efectuar as despesas necessárias à conta do banco e, ainda assim, não gastei um único Rand dessa fonte, tendo suportado todas as despesas a título pessoal). Todos assim fossem e muitos destes escândalos não existiriam.
Espero que seja desta que o Sindicato Unificado se torne realidade. Só unidos poderemos combater interesses ocultos e comportamentos corruptivos que destroem a imagem do Bancário e da Banca junto do comum cidadão.
Para demonstrar aos intervenientes que têm a missão de agrupar as decisões legislativas condutoras a um saudável equilíbrio de compromissos, que conduzirão a uma melhoria de condições de vida no que diz respeito à conjuntura assistencial que aos dignos Bancários lhes é por direito confiada, aqui deixo alguns exemplos a que tive que ser submetido, num recente passado, em razão, e por ter vindo, a residir na zona Sul do País (Algarve), e que, pelo facto de pertencer a zona de jurisdição sindical do Norte, sucedeu-me o seguinte:
- Houve um ano em que o 13º mês só abrangeu os sindicalizados nas zonas Centro e Sul, do País, enquanto que aos sindicalizados do Norte, o 13º mês acabou por ser mais tarde atribuído, face a justas reclamações assumidas por parte dos da Zona Norte, em que fui um dos protagonistas reclamantes.
- Como a minha assistência médica junto dos SAMS, em Faro, é condicionada a uma nova numeração identificadora, que condiciona a separação e ligações intermédias em matéria de pagamentos, chegou até a acontecer ter-me sido descontado, pela zona Norte, na minha pensão de reforma, o valor de consultas médicas efectuadas nos SAMS-Sul ...há 7 (sete) anos atrás ! Situações como esta, não se tornaram a repetir, porque houve o bom senso de se ter revisto as condições em que são elaborados os ajustes de contas, internamente, entre as distintas Zonas Sindicais Bancárias, actualmente existentes.
Presentemente, a situação mantém-se normalizada, subjacente a normais divisões Sectoriais-Regionais, de ordem Sindical, no que à actividade Bancária diz respeito.
A perspectiva de que venha a ser criado um Só e Único Sindicato da actividade bancária, estou certo que constituirá um grande passo para que PORTUGAL, afinal um país tão pequeno, não tenha que se dividir em diferentes regiões sindicais para uma única classe laboral, e apenas vir a existir um ÚNICO SINDICATO NACIONAL DE BANCÁRIOS, pondo fim à política separatista (quem sabe, separar para reinar...) dentro da actividade no ramo financeiro que gera o País.
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| (E.T.- Oficio recebido na época) |
Estou ainda a lembrar-me de uma situação que, não há muito tempo, me preocupou, antes do falecimento da minha querida Esposa. Foi o facto de termos tentado irmos viver para um Lar de Idosos, que estava enquadrado, por força da sua localização geográfica, próximo de Lisboa, na área sindical bancária do Sul e Ilhas. Os nossos intepelo motivo de sermos abrangidos pelos regulamentos sindicais bancários da área geográfica do Norte. Será que Portugal, agora, mantém-se dividido, sindicalmente , repartido em três zonas (?) Norte, Centro e Sul ?.
Lembro-me, também, que enquanto trabalhei na Banca, em Angola, (terra da minha naturalidade), que era raro ver-se um bancário que tenha sido despedido (ao contrário do que hoje notícia diriamente...), pois sempre fora uma profissão muito conceituada e de elevada aceitação.
Tá?!..
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Doces memórias que o cruel tempo jamais apagará..
Pois bem, como tantas vezes já por aqui referi, volta e meia lá retorno aos arquivos sem fim que, com carinho, vou mantendo em secreta homenagem a todos os que partilharam comigo tantos momentos maravilhosos de uma vida em família e com amizades que perduram no tempo, muitos deles, fruto da imparável passagem do tempo, já desaparecidos.
No meio de tanta coisa, filmes, fragmentos sonoros, livros, cartas, fotografias e documentos de todo o tipo, guardados preciosamente como se de um arquivo nacional, entrincheirado numa qualquer Torre do Tombo, consigo sempre descobrir, ou redescobrir, tesouros que testemunham vivências de outros tempos, muito diferentes do que hoje acontece.
Como tudo na vida, houve momentos bons, outros nem por isso. No entanto, e porque recordar os maus momentos não traz nada de bom, bem pelo contrário, prefiro olhar para os bons, imaginando que tal harmonia e felicidade ainda hoje perdura. Apesar de saber que tal não é verdadeiro, gosto de me enganar e viajar, nem que seja por breves minutos, para aqueles lugares onde, juntamente com a Família, Amigos e Colegas, fui tão feliz.
Sorrio ao rever velhas imagens, tremidas e esbatidas pelos anos, e quando fecho os olhos continuo a vislumbrar esses momentos que, eu sei, já passaram e não voltam mais. Mas, como diz o poeta, "Recordar é viver" e quando recordo consigo imaginar as conversas, os risos, os ruídos de fundo e até os cheiros, como por exemplo o cheiro do peixe, acabado de pescar no enorme rio Cuanza, enquanto assava num braseiro com carvão incandescente.
Vejo passar à minha frente a Esposa já falecida, os Filhos, ainda jovens e inocentes ou os Colegas e Amigos em divertidas brincadeiras, em convívios que nesse tempo eram correntes mas que hoje, infelizmente, parecem ter desaparecido.
Acredito que, tal como eu, muitos dos Retratados irão gostar de recordar tais momentos, pelo que, quase num espírito de missão, venho, aproveitando as tecnologias de que, feliz ou infelizmente, hoje dispomos, partilhar pedaços do tempo cristalizados numa película digital.
Espero que gostem pelo menos tanto quanto eu gostei...
Tá?!...
No meio de tanta coisa, filmes, fragmentos sonoros, livros, cartas, fotografias e documentos de todo o tipo, guardados preciosamente como se de um arquivo nacional, entrincheirado numa qualquer Torre do Tombo, consigo sempre descobrir, ou redescobrir, tesouros que testemunham vivências de outros tempos, muito diferentes do que hoje acontece.
Como tudo na vida, houve momentos bons, outros nem por isso. No entanto, e porque recordar os maus momentos não traz nada de bom, bem pelo contrário, prefiro olhar para os bons, imaginando que tal harmonia e felicidade ainda hoje perdura. Apesar de saber que tal não é verdadeiro, gosto de me enganar e viajar, nem que seja por breves minutos, para aqueles lugares onde, juntamente com a Família, Amigos e Colegas, fui tão feliz.
Sorrio ao rever velhas imagens, tremidas e esbatidas pelos anos, e quando fecho os olhos continuo a vislumbrar esses momentos que, eu sei, já passaram e não voltam mais. Mas, como diz o poeta, "Recordar é viver" e quando recordo consigo imaginar as conversas, os risos, os ruídos de fundo e até os cheiros, como por exemplo o cheiro do peixe, acabado de pescar no enorme rio Cuanza, enquanto assava num braseiro com carvão incandescente.
Vejo passar à minha frente a Esposa já falecida, os Filhos, ainda jovens e inocentes ou os Colegas e Amigos em divertidas brincadeiras, em convívios que nesse tempo eram correntes mas que hoje, infelizmente, parecem ter desaparecido.
Acredito que, tal como eu, muitos dos Retratados irão gostar de recordar tais momentos, pelo que, quase num espírito de missão, venho, aproveitando as tecnologias de que, feliz ou infelizmente, hoje dispomos, partilhar pedaços do tempo cristalizados numa película digital.
Espero que gostem pelo menos tanto quanto eu gostei...
Tá?!...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Os bons sagrados momentos familiares..
Ontem, Domingo, 21 de Fevereiro de 2016, estava para aqui, solitário, às primeiras horas do dia, quando surgiu a ideia de organizar e promover um encontro de família, daqueles à moda antiga. Estes convívios familiares eram especialmente apreciados pela saudosa Esposa, Alvarina Teresa, que fazia imenso gosto e disso quase uma missão. Era um enorme prazer observar a felicidade estampada no rosto de cada um, enquanto se conversava sobre os mais diversos assuntos, na altura sem interrupção dos telemóveis e outros artefactos electrónicos que teimam em intrometer-se na nossa vida, apesar de, claro, serem muito úteis.
Talvez com saudades desses tempos, passou-me pela cabeça uma ideia: "E se fossemos, todos juntos, almoçar e aproveitar para meter a conversa em dia, como nos bons velhos tempos, aproveitando o facto de ter presentes quase todas as Netinhas ?"
Se bem o pensei, melhor o fiz. Telefonei de imediato para a Filha, a quem incumbi a preciosa missão de estabelecer os contactos necessários à concretização de tão ambicioso projecto. A ideia foi acolhida com grande entusiasmo, e enquanto se procedia aos contactos, fui organizando todo o material para que pudesse efectuar o registo vídeo do momento, mas sempre ansioso por notícias.
Finalmente, já passava do meio dia quando me apareceram à porta. Enfiados, como sardinhas em lata, nos carros das Netas, lá fomos nós até ao local eleito para a reunião familiar tão desejada. Foram momentos muito alegres, como já há algum tempo não experimentava. A determinada altura, posso até jurar ter sentido junto a mim a presença daquela para quem estes momentos eram tudo no mundo: a Esposa, Mãe, Avó, Sogra, Alvarina Teresa, que, do seu cantinho do Céu, sorria com gosto.
São momentos muito especiais, em que, por algum tempo esquecemos as tristezas da vida e ficamos felizes apenas por estarmos juntos...
Tá?!...
Talvez com saudades desses tempos, passou-me pela cabeça uma ideia: "E se fossemos, todos juntos, almoçar e aproveitar para meter a conversa em dia, como nos bons velhos tempos, aproveitando o facto de ter presentes quase todas as Netinhas ?"
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| A Família toda junta... |
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| Onde está a Fada dos dentes ?.. |
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| Um cafézinho para a mesa do canto... |
São momentos muito especiais, em que, por algum tempo esquecemos as tristezas da vida e ficamos felizes apenas por estarmos juntos...
Tá?!...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Fruto da época em que vivemos...
Ao vasculhar entre os meus arquivos, papéis, gravações áudio e vídeo, cartas, enfim, um nunca acabar de memórias, revejo momentos que efectivamente fazem parte de um passado que, como passado que é, já não volta. É como a água que corre o rio, debaixo da ponte. Depois de passar já não volta atrás. A não ser que algum cientista maluco invente uma máquina do tempo, o que lá vai, lá vai, apenas podendo ser contemplado como uma pintura na parede de um museu da vida.
Esta sensação de que a vida naquele tempo, seja qual for esse tempo, é que era boa, não me larga. Certamente muitos me chamarão "chato" por estar sempre a falar da mesma coisa, mas a verdade é que os dias decorriam de outra forma, sem aquela ansiedade de tentar perceber o que iria fazer naquele dia. Sem computadores, Internet, facebooks, telemóveis e mais de duzentos canais na televisão (cuja maioria jamais vemos), a vida corria mais lentamente, sem aquele sentimento de que estávamos a perder alguma coisa.
Hoje temos muito mais do que aquilo que necessitamos. O material é valorizado muito acima do sentimental e, no entanto, vivemos permanentemente insatisfeitos. Isto deve-se provavelmente ao facto de, apesar da procura constante do bem material que, esperamos, irá satisfazer aquele vazio, esquecermos o bem mais precioso, escasso e não renovável que é o TEMPO. Vivemos numa vertigem permanente, sempre com pressa para ir a algum lado sem nunca lá chegar.
Noutros tempos, sem o facebook e outras ilusões de realidade virtual, as pessoas viam-se obrigadas a conviver, conversar e olhar olhos nos olhos, costume tão em desuso nos dias que correm e que para os mais jovens é mesmo desconhecido. Ouço dizer que têm mais de mil amigos e fico surpreso mas rapidamente me apercebo que tudo não passa de uma ilusão criada por mentes cada vez mais solitárias.
Noutros tempos as crianças e jovens saiam de casa, brincavam na rua, conversavam e riam. Hoje, permanecem entre quatro paredes, mentindo a si próprios, vivendo uma vida cada vez mais parecida com a de um vegetal que, impossibilitado de se mover, permanece no mesmo lugar toda a sua vida.
Consequência dessa insatisfação, surgem notícias de que as pessoas andam cada vez mais deprimidas, dependentes de químicos receitados pelo médico apenas para conseguirem suportar o facto de estarem vivas. Depois, surgem notícias de uma mãe ou de um pai que matou os filhos apenas por não suportar a ideia da vida. Que civilização é esta em que uma mãe prefere a morte dos seus filhos porque viver é insuportável ?
Notícias recentes dão conta de que a mulher que matou as duas filhas, afogadas no rio Tejo, foi detida por infanticídio. Entretanto, o marido e pai das crianças já veio a público acusar a mulher, que o acusara de maus tratos, de violência psicológica sobre si e sobre as crianças, ao impedi-las de ver o pai. No meio disto tudo, as crianças inocentes, perderam a vida. Porquê tudo isto ? Que mundo é este que estamos a criar e que vamos deixar para os nossos filhos e netos ?
Desculpem estes desabafos, próprios de um Velho do Restelo Grisalho, triste e cansado, muitas vezes angustiado com as premonições que, qual Nostradamus, vai vendo reveladas perante os seus olhos cansados. Apenas resta ter esperança e que o dia de amanhã possa ser melhor do que o de hoje...
Tá?!...
Esta sensação de que a vida naquele tempo, seja qual for esse tempo, é que era boa, não me larga. Certamente muitos me chamarão "chato" por estar sempre a falar da mesma coisa, mas a verdade é que os dias decorriam de outra forma, sem aquela ansiedade de tentar perceber o que iria fazer naquele dia. Sem computadores, Internet, facebooks, telemóveis e mais de duzentos canais na televisão (cuja maioria jamais vemos), a vida corria mais lentamente, sem aquele sentimento de que estávamos a perder alguma coisa.
Hoje temos muito mais do que aquilo que necessitamos. O material é valorizado muito acima do sentimental e, no entanto, vivemos permanentemente insatisfeitos. Isto deve-se provavelmente ao facto de, apesar da procura constante do bem material que, esperamos, irá satisfazer aquele vazio, esquecermos o bem mais precioso, escasso e não renovável que é o TEMPO. Vivemos numa vertigem permanente, sempre com pressa para ir a algum lado sem nunca lá chegar.
Noutros tempos, sem o facebook e outras ilusões de realidade virtual, as pessoas viam-se obrigadas a conviver, conversar e olhar olhos nos olhos, costume tão em desuso nos dias que correm e que para os mais jovens é mesmo desconhecido. Ouço dizer que têm mais de mil amigos e fico surpreso mas rapidamente me apercebo que tudo não passa de uma ilusão criada por mentes cada vez mais solitárias.
Noutros tempos as crianças e jovens saiam de casa, brincavam na rua, conversavam e riam. Hoje, permanecem entre quatro paredes, mentindo a si próprios, vivendo uma vida cada vez mais parecida com a de um vegetal que, impossibilitado de se mover, permanece no mesmo lugar toda a sua vida.
Consequência dessa insatisfação, surgem notícias de que as pessoas andam cada vez mais deprimidas, dependentes de químicos receitados pelo médico apenas para conseguirem suportar o facto de estarem vivas. Depois, surgem notícias de uma mãe ou de um pai que matou os filhos apenas por não suportar a ideia da vida. Que civilização é esta em que uma mãe prefere a morte dos seus filhos porque viver é insuportável ?
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| Uma família destroçada... |
Desculpem estes desabafos, próprios de um Velho do Restelo Grisalho, triste e cansado, muitas vezes angustiado com as premonições que, qual Nostradamus, vai vendo reveladas perante os seus olhos cansados. Apenas resta ter esperança e que o dia de amanhã possa ser melhor do que o de hoje...
Tá?!...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Dar o peito às balas...
Viva o Benfica ! Depois de ter perdido com o F.C. do Porto para o campeonato nacional, em pleno Estádio da Luz, e que permitiu ao Sporting recuperar a liderança, nada melhor que uma vitória na famosa Liga dos Campeões para animar as hostes.
Após noventa e um minutos com zero a zero, o jogador brasileiro Jonas lá fez o golito da ordem que permite viajar até à Rússia em vantagem. Ficou tão entusiasmado, o jogador, que até, no calor do momento, decidiu despir a camisola e lançá-la para a bancada, o que valeu um cartão amarelo e a felicidade do sortudo que a apanhou.
Esperemos que, com a vitória encarnada, o Povo fique mais animado. Pode ser que sirva até de estímulo à produtividade nacional. Benfiquista satisfeito trabalha sempre melhor ! Na verdade, é sempre uma boa alternativa ver o futebol em substituição das notícias deprimentes que nos chegam todos os dias...
Tá?!...
Após noventa e um minutos com zero a zero, o jogador brasileiro Jonas lá fez o golito da ordem que permite viajar até à Rússia em vantagem. Ficou tão entusiasmado, o jogador, que até, no calor do momento, decidiu despir a camisola e lançá-la para a bancada, o que valeu um cartão amarelo e a felicidade do sortudo que a apanhou.
Esperemos que, com a vitória encarnada, o Povo fique mais animado. Pode ser que sirva até de estímulo à produtividade nacional. Benfiquista satisfeito trabalha sempre melhor ! Na verdade, é sempre uma boa alternativa ver o futebol em substituição das notícias deprimentes que nos chegam todos os dias...
Tá?!...
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Quando os milagres acontecem...
Há coisas do arco da velha, francamente inexplicáveis, que por momentos nos deixam boquiabertos, sem saber o que pensar. Quando tal acontece, é vulgar atribuir tais acontecimentos a fenómenos verdadeiramente milagrosos, fruto da acção de um Deus que opera de forma misteriosa.
Vem isto a propósito de algo que me aconteceu ontem, Domingo, 14 de Fevereiro de 2016, dia de S. Valentim, padroeiro dos namorados. Como faço frequentemente, decidi, apesar do mau tempo, chuva, vento e frio, ir visitar a campa da minha saudosa Esposa, no Cemitério de Olhão. Assim, contra ventos e marés, enfiei-me no meu velho carro e pus-me a caminho. Durante o percurso a tempestade tornou-se ainda mais furiosa. O vento quase impedia o movimento do velho automóvel e a chuva embatia implacável no vidro da frente, de tal forma que as escovas que deveriam afastar a torrente mostravam-se quase incapazes de lhe fazer frente. Ao chegar ao Cemitério, a borrasca era tão atemorizadora que as pessoas procuravam com grande dificuldade proteger-se da fúria de S. Pedro. Decidido a prestar a minha homenagem àquela que foi o Amor da minha vida, saí corajosamente do carro e dirigi-me para o Cemitério.
Cansado de lutar contra a intempérie, sentei-me num banco logo à entrada do Jardim Eterno. Foi nesse momento que comecei a sentir que algo estava a mudar. Em meu redor parecia começar a formar-se uma capa protectora que impedia a tempestade de me atingir, ao mesmo tempo que um raio de luz solar irrompia de entre as nuvens, aquecendo-me e parecendo iluminar o caminho. Surpreendido, levantei-me e, começando a caminhar, fiquei ainda mais maravilhado ao perceber que o raio de luz me acompanhava, protector, indicando o caminho a seguir. Senti uma calma, uma Paz imensas, sentindo simultaneamente que algo, ou alguém, me acompanhava, materializado naquele raio luminoso que me aquecia e confortava.
A minha companhia luminosa escoltou-me até ao meu destino, a morada eterna da minha Esposa, tendo-se, surpreendentemente, imobilizado exactamente no local onde também eu me imobilizei. Enquanto conversava com Aquela que foi minha Companheira, Amiga, Amada e Confidente, pude testemunhar que, à minha volta, as condições climatéricas se iam tornando mais favoráveis, parecendo corresponder ao diálogo que mantinha com a minha Alvarina Teresa.
Por ser uma história tão incrível, não contei a ninguém, com receio que achassem que tinha perdido de vez o juízo. De facto, estes acontecimentos são tão incríveis, difíceis de descrever, de explicar e de, em última análise, entender, que só posso classificá-los como pertencendo à categoria dos Milagres, um verdadeiro Milagre do dia dos namorados...
À memória da que mais amei na vida - Alvarina Teresa - Que Deus a tenha em Eterno Descanso...
Tá?!...
Vem isto a propósito de algo que me aconteceu ontem, Domingo, 14 de Fevereiro de 2016, dia de S. Valentim, padroeiro dos namorados. Como faço frequentemente, decidi, apesar do mau tempo, chuva, vento e frio, ir visitar a campa da minha saudosa Esposa, no Cemitério de Olhão. Assim, contra ventos e marés, enfiei-me no meu velho carro e pus-me a caminho. Durante o percurso a tempestade tornou-se ainda mais furiosa. O vento quase impedia o movimento do velho automóvel e a chuva embatia implacável no vidro da frente, de tal forma que as escovas que deveriam afastar a torrente mostravam-se quase incapazes de lhe fazer frente. Ao chegar ao Cemitério, a borrasca era tão atemorizadora que as pessoas procuravam com grande dificuldade proteger-se da fúria de S. Pedro. Decidido a prestar a minha homenagem àquela que foi o Amor da minha vida, saí corajosamente do carro e dirigi-me para o Cemitério.
Cansado de lutar contra a intempérie, sentei-me num banco logo à entrada do Jardim Eterno. Foi nesse momento que comecei a sentir que algo estava a mudar. Em meu redor parecia começar a formar-se uma capa protectora que impedia a tempestade de me atingir, ao mesmo tempo que um raio de luz solar irrompia de entre as nuvens, aquecendo-me e parecendo iluminar o caminho. Surpreendido, levantei-me e, começando a caminhar, fiquei ainda mais maravilhado ao perceber que o raio de luz me acompanhava, protector, indicando o caminho a seguir. Senti uma calma, uma Paz imensas, sentindo simultaneamente que algo, ou alguém, me acompanhava, materializado naquele raio luminoso que me aquecia e confortava.
A minha companhia luminosa escoltou-me até ao meu destino, a morada eterna da minha Esposa, tendo-se, surpreendentemente, imobilizado exactamente no local onde também eu me imobilizei. Enquanto conversava com Aquela que foi minha Companheira, Amiga, Amada e Confidente, pude testemunhar que, à minha volta, as condições climatéricas se iam tornando mais favoráveis, parecendo corresponder ao diálogo que mantinha com a minha Alvarina Teresa.Por ser uma história tão incrível, não contei a ninguém, com receio que achassem que tinha perdido de vez o juízo. De facto, estes acontecimentos são tão incríveis, difíceis de descrever, de explicar e de, em última análise, entender, que só posso classificá-los como pertencendo à categoria dos Milagres, um verdadeiro Milagre do dia dos namorados...
À memória da que mais amei na vida - Alvarina Teresa - Que Deus a tenha em Eterno Descanso...
Tá?!...
O Amor humano é o melhor tesouro na vida......
Ultimamente tenho sido surpreendido com a seguinte publicação, diária, proveniente da equipe do facebook, como de seguida reproduzo através da foto seguinte:
Sendo assim, gostaria que daqui a 1 ano, fosse igualmente reproduzida a seguinte foto-montagem, a fim de se poder recordar algo de muito curioso e de extrema dedicação de tipo familiar:
Sucede que, após a minha viuvez, que me traumatizou, depois de um feliz casamento que perdurou sessenta felizes anos, fiquei a viver sozinho, e toda a minha existência solitária, neste mundo, passou a ser ajudada e orientada por todos os membros da família, mas, havia um "contratempo" que dificultava, às vezes, rápidas soluções de origem doméstica, que era a distância geográfica que nos separava, e que em certos casos, atingia cerca de 20 quilómetros. de permeio,
A comida, ou seja, as refeições diárias, que eram dantes tratadas pela minha Santa e Saudosa Esposa, Alvarina Teresa, passou então a ser orientada pela Filha e Netas, que, a todo o momento me vigiavam, com o receio de eu não vir ser vitima de qualquer dolorosa situação, que viesse a surgir devida à ausência dos "bons tratos" que a minha Alvarina, sempre me dedicou.
E querem uma prova do que acabo de dizer ? Aqui estão os almoços (e jantares) que os meus "salvadores". me deixavam, no frigorífico, maravilhosos para os meus gostos, pois nenhum dos meus "descendentes" desejaria... que eu viesse a morrer de fome!... (ahahahahahah).
Tá?!...
Sucede que, após a minha viuvez, que me traumatizou, depois de um feliz casamento que perdurou sessenta felizes anos, fiquei a viver sozinho, e toda a minha existência solitária, neste mundo, passou a ser ajudada e orientada por todos os membros da família, mas, havia um "contratempo" que dificultava, às vezes, rápidas soluções de origem doméstica, que era a distância geográfica que nos separava, e que em certos casos, atingia cerca de 20 quilómetros. de permeio,
A comida, ou seja, as refeições diárias, que eram dantes tratadas pela minha Santa e Saudosa Esposa, Alvarina Teresa, passou então a ser orientada pela Filha e Netas, que, a todo o momento me vigiavam, com o receio de eu não vir ser vitima de qualquer dolorosa situação, que viesse a surgir devida à ausência dos "bons tratos" que a minha Alvarina, sempre me dedicou.
E querem uma prova do que acabo de dizer ? Aqui estão os almoços (e jantares) que os meus "salvadores". me deixavam, no frigorífico, maravilhosos para os meus gostos, pois nenhum dos meus "descendentes" desejaria... que eu viesse a morrer de fome!... (ahahahahahah).
Tá?!...
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
As loucuras saudáveis do "Velho do Restelo Grisalho"..
Mais um Carnaval ! E não, não estou a falar dos debates na Assembleia da República onde os políticos se disfarçam de acordo com os interesses do momento. Estou sim a falar do genuíno, do verdadeiro Carnaval, o qual na região algarvia tem grandes tradições. Os mais conhecidos são os de Loulé, Tavira e Moncarapacho. Este último, ocorrendo na bonita vila algarvia, freguesia do Concelho de Olhão, tem características muito próprias, contando com a participação da população local, nacionais e estrangeiros, mas também despertando a curiosidade e interesse de pessoas de todo o Algarve ou de outras regiões do País.
É uma festa de cariz popular, sem a pompa e espectacularidade de outros carnavais, como Ovar, Estarreja ou Mealhada, em que os tractores habitualmente agrícolas têm, também eles, um dia diferente. Decorados por voluntários, homens, mulheres e muitas crianças, que fazem questão de deixar a sua marca, satirizam de forma ingénua e sem maldade as personalidades políticas, do meio artístico ou até personagens de histórias de fantasia.
Sendo uma festa simples, mas na qual todos se divertem, não tem o destaque televisivo e noticioso de outras festas do género. É prato do dia, por esta altura, em todos os telejornais vermos imagens de carnavais mais luxuosos, como Veneza e, principalmente, o Rio de Janeiro. Aqui, nas quentes terras de Vera Cruz, que os portugueses, noutros tempos, deram a conhecer ao Mundo, é um fartote de mulheres bonitas com muito pouca roupa. Assim, não é difícil entender a desigualdade de tratamento jornalístico face a tão apelativos argumentos. Realmente, umas mamocas ou um rabiosque mobilizam muito mais gente do que a traseira de um velho tractor. Ainda assim prefiro a ingenuidade e a simplicidade das gentes de Moncarapacho.
No Domingo de Carnaval, dia 9 de Fevereiro, tive a felicidade de, graças à amável e sempre bem-vinda companhia da Filha, poder participar na festa carnavalesca de Moncarapacho, a pouco menos de dez quilómetros da minha residência. Equipado com o material de reportagem, câmara de filmar ao ombro, apoiado na sempre presente "muleta", lá fui eu. E que festa foi !... Pessoas simpáticas, crianças sorridentes, foi um momento em que pude, por momentos, esquecer as notícias tristes, as tragédias que teimam em assombrar o dia-a-dia. Durante um hora não morreu nenhuma criança de fome, nenhuma família perdeu a vida nas águas frias do Mediterrâneo e até os políticos pareceram pessoas sérias.
Face à quase ausência de notícias relativamente ao Algarve carnavalesco, decidi substituir os profissionais da televisão e fiz, então, a minha reportagem. Colocando até a minha integridade física em risco, dada a proximidade das enormes rodas dos tractores, consequência do entusiasmo quase juvenil (foram várias as ocasiões em que amáveis desconhecidos, parceiros de festa, me puxaram para evitar males maiores), lá fui recolhendo as imagens que, depois de tratadas, aqui vos deixo, para memória futura. Um dia alguém vai rever estas imagens e dizer:
"Este tipo era mesmo maluco...!"
Espero que gostem...
Tá?!...
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