terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Brincadeiras...

Os tempos, na realidade, não estão para brincadeiras.... O frio afugenta  a vontade de uma banhoca nas na praia,  os noticiários na televisão anunciam  ainda mais "icebergs", os jornais, por sua vez,  não há maneira de publicarem uma boa noticia, como seja, os aumentos de ordenados e salários, que vamos ter  a  gasolina ao preço da batata doce, e que, ao chegarmos à véspera do dia  Natal,  púnhamos o sapatinho na chaminé para que a prenda do Pai Natal seja a  distribuição pelos necessitados, do produto do primeiro prémio do euro-milhões  que iria iluminar, ainda mais, a Árvore de Natal.. Será ? Que bom seria....

Mas, como tristezas  em nada nos abona, e nem pagam dívidas, e como não temos outro remédio senão suportá-las, vamos tentando, da melhor maneira possível, evadir-nos  de novos  maus momentos que possam vir a surgir nos próximos degraus, a pisar,  na escadaria da vida ! Tenhamos Fé...

Todavia, no calendário de cada ano, há assinalada  uma data , que nos proporciona alguns bons  momentos de distracção e certo  aliviamento - o 1º de  Maio...

Nestas paragens sul- algarvias (Olhão, Fuzeta, Tavira) festeja-se a data como demonstram as foto-filmagens, que se seguem, e não há zangas ...:

Não me fuziles a mim...

...absolvam os meus pecados...

























Pseudo- estúdio...

As imagens aqui reproduzidas, foram obtidas por captação projectada de filmes da máquina de filmar.. São já bastante antigas e, por tal motivo, algumas saíram com alguma deficiência, e, como não sou técnico, não saiam melhoradas.

Tá?!...

Matacanhas...

Cá estou eu a  massacrar, de novo,  a paciência dos estimados leitores (ou leitoras) destes meus ingénuos blogs, mas a insistência resido no facto de, tanto ao abrir o televisor como ao ler, seja que jornal for,  verificar que, o ponto central mais importante dos noticiários, incide, de um modo geral, e sobrepondo-se a factos de maior relevância, no ...futebol... mais futebol ...Ronaldo, e outros que tais. Não censuro nem pretendo pôr em causa a predominância destes factos, mas... desculpem-me o atrevimento de assemelhar tanta evidência futebolística  associando  ao "incómodo" que as matacanhas causam, quando as  coisas  passam a ser excessivas....

Em  Angola, quando era miúdo, muitas vezes, na Escola,  havia rapazes que se queixavam de muita comichão e dor nos pés, e que eram  socorridos, depois, por pessoal  experiente. E as dores incomodativas, nos pés, eram, então, eliminadas

Para quem não sabe, a matacanha é uma espécie de pulga que geralmente se aloja nos dedos dos pés, quando os cuidados de higiene são poucos. São quase do tamanho de uma pequena ervilha, e causam um mal estar terrível..

A titulo de inocente brincadeira.. fazem-me lembrar ,  certos  "foliões", que, com directivas governativas e/ou administrativas se "entranham" nos "pezinhos" de quem luta, árdua e dignamente por uma honrada subsistência  de vida!.

 

Tá?!...

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Miraculoso...

As coisas em Angola, na altura, não andavam, já, lá muito tranquilizantes, mas  houve um curto espaço de tempo em que ainda  houve um ligeiro "crepúsculo"  esperançoso de que as coisas iriam melhorar, o que, infelizmente, não sucedeu.

Viveu-se, na realidade,  à custa da intervenção rápida militar, ordenada por Salazar, no célebre discurso  "Para Angola e em Força",  quer se acredite ou não, um curto clima de "confiança" e esperança no futuro, que acreditámos, que resultou começarmos a andar, de novo, tranquilamente pelas ruas e darmos corpo a todas as actividades laborais, fabris, estudantis e a tudo quanto fosse criar  um bom ambiente de segurança pessoal.

Mas, outros ventos "venenosos" e gananciosos,  começaram, mais tarde, a surgir, de vários quadrantes,  incluído o nefasto poder, por parte  de alguns "apátridas", que  conseguiram desmantelar o bom clima que começara a surgir na "província ultramarina" de Angola.

Deu-se o "caos", como toda a gente se deve  lembrar. E a partir daí era o "salve-se quem puder."

Chegou a haver tiros, mortes e... felizmente, um grande número de habitantes, ainda  conseguia recorrer  aos meios que lhes era disponível, para poderem salvar as suas vidas e os seus pertences.

No meio  deste "turbilhão", a ser forçado a abandonar a terra onde nasci,  por razões várias, sobretudo de saúde , que se agravava de dia para dia, recolhiam-se, à partida, os artigos e objectos que  mais interessassem, e ... vamos à vida !

Muitos anos decorreram,  muita coisa se passou, muitos " trambolhões" foram dados,  tudo consequência  de vicissitudes ligadas  ao processo da descolonização...

Inesperadamente, no meio de um conjunto de livros, de reduzida dimensão, que consegui salvar, aquando da partida,  esquecidos e à guarda de um Familiar, acabo de descobrir, agora, passados tantos anos, que uma das "relíquias" que conseguira  que sobrevivesse, milagrosamente, à tormentosa despedida, é esta divina imagem:



   Nossa Senhora do Rosário de Fátima
                                 

Tá?!...

Vidências...

Prever o futuro, saber o amanhã, foi sempre  um desejo de todos os seres humanos que passaram sobre a terra, é desejo dos que por cá andam, será dos que amanhã virão.

Mas qual o interesse da saber o dia que ainda está para chegar ? Porquê preocuparmo-nos com o amanhã, se esquecemos o ontem e ignoramos o hoje ? Tristezas, frustrações, levam muitos a recorrer a práticas menos convencionais, esperançosos de que outros possam mudar aquilo que os próprios não conseguem alterar. Não conseguem ou não querem...


Ouvimos, vemos e lemos muita lamentação. É a crise, é o Governo que não presta, a Troika que nos anda a enganar e o raio da vida que não quer nada connosco. Mas depois,  que fazemos para tentar alterar a situação ? Pouco ou nada... Mas se o assunto é futebol, um senhor que disse mal do Ronaldo, "...ai que me vou a ele !!!". É o típico português, ignorar o que é importante e exagerar o acessório, apenas porque é mais fácil e mais confortável.

Já agora, porque não vamos todos ao bruxo ? Mal não deve fazer e pior que muitos "feiticeiros" que andam por aí não deve fazer. E sempre ficamos de consciência mais tranquila quando deixamos à responsabilidade de outrem a resolução de problemas cuja importância apenas a nós interessa.

Por mim, cá vou passando os dias, hoje um dia,  amanhã outro, sempre um dia mais velho que  o anterior. Há dias melhores, outros menos bons,  mas não me deixo ficar sentado no banco do jardim, a ver os passarinhos pousar. Embora a idade já pese,  prefiro tentar fazer, a deixar simplesmente o tempo passar em direcção ao final que é comum a todos... E, assim, digo:




Não deixem para amanhã o que podem fazer hoje, pois, então, pode ser tarde demais...


Tá?!...

domingo, 1 de dezembro de 2013

1640 «» 2013 = { 1 de Dezembro }...

O 1º de Dezembro de 2013, calhou ser Domingo, dia em que se comemora a restauração da independência de Portugal,( noutros tempos, feriado nacional). Muitos idosos, como eu,  lá conseguiram dormir em paz,  porque, felizmente, ainda se consegue ir vivendo em relativo sossego. !.

Já que se fala em paz e sossego, veio-me à ideia, que nos dias calorentos de Verão, aqui, em Olhão, não  tem  havido  razões de queixa  de grandes sobressaltos atmosféricos que tenham  impedido ou invalidem os ricos passeios que, ao longo do anos, se tenham  projectando, no meio familiar.

E, para comprovar, aqui vão algumas imagens que relembrarão belos dias, de calendário, que "adocicaram" muitos amadores de pesca e nadadores que, utilizando  belos  meios navais, puderam gozar das relíquias  marés e das ondas que banham, por exemplo, a encantadora ilha do Farol

Comando do barco...








Ilha do Farol















Ilha do Farol - Algarve ...




 Ilha do Farol

Olhão...
Muito agradável...

Tá?!...

Surpreendente.. !

Inseri num dos meus blogs, há já algum tempo, referindo-me ao meu passado e vivência  em Luanda, terra onde nasci, há oitenta e seis anos, uma foto da casa onde se processou o meu nascimento. e, sobre a mesma foto, acabo de ser prendado com um comentário que um "patricio", certamente da mesma  idade, e desconhecido,  me faz vir à memória, alguns curiosos dados que o tempo foi ceifando.

A foto, à esquerda,  foi a que  despertou a atenção do "compatriota" angolano, sobre a qual, teve a amabilidade de pormenorizar alguns  excertos, de que já não me lembrava. Esta foi a casa onde nasci.

 Na  foto, a direita, tinha 1 ano de idade e, aos 25, era enriquecido com uma linda Esposa, com quem me casei, em Luanda, e, infelizmente já falecida em  Portugal.





Lembrou-me este Amigo, de infância, cujo paradeiro continuo a desconhecer, que...

"...Via por uma das fotografias colocadas por mim, que residia na área do BUNGO,  como  êle, numa altura em que a estação radiotelegráfica da Marconi era na mesma zona (anteriormente estaria situada na parte superior das barrocas depois do cemitério, local a onde mais tarde nasceu o bairro Miramar...) Por essa altura haveria a carreira de tiro nas proximidades.

A construção do porto comercial também terá tido o seu inicio, presumivelmente  na mesma altura

Dia da inauguração do porto de Luanda, a que assisti, por convite.

(Apontamentos sobre os comentários de Luis Lima):  

A  retenção das areias depositadas depois da dragagem foi feita com pedra usada na construção da barreira (enrovamento), e, a mesma  pedra teria sido usada para os primeiros esporões de pedra feitos na então praia de banhos na ilha de Luanda.
A Textang nasceu no edifício que  teria sido construído. para a 1ª fábrica de fósforos de Angola
Na mesma área, falando do BUNGO,  relembra o facto de,se calhar, ainda poder haver alunos que tenham  estudado na Escola 11 ( dos Caminhos de Ferro).
Com o tempo,  foram remodelados pelos Caminhos de Ferro, muitas vias que atravessavam a meio da cidade de Luanda, tal como o prolongamento da linha férrea até aos morros da Samba (praia do Bispo).

                                             ============================                              

Na minha criação, lembro-me ainda, que, a água antes de ser consumida à nossa mesa, era previamente fervida e depois filtrada .

Os Petromax, eram o meio de podermos viver e ter ter luz em nossas casas, pois iluminação publica estava ainda sendo projectada.

Tínhamos que tomar às refeições um comprimido de quinino por dia, para afastarmos o perigo das  perigosas febres, e paludismo.

Dias de chegada de qualquer navio de passageiros, vindo de Lisboa, que fundeavam ainda ao largo da baía, por não existir ainda cais acostável, era chamado "Dia de S. Vapor" dia festivo.

Ainda não existiam antibióticos (penicilina), e os tratamentos eram  feitos à base de produtos naturais.

Toda a gente usava capacetes, pois o Sol, e o calor, eram  aterradores.

Não havia casa onde não se dormisse sem o mosquiteiro; os mosquitos eram como os "impostos" (aterradores).

Felizmente que  há  coisas que  evoluíram, favoravelmente e sob o ponto de vista humanitário: os indígenas (os criados, como se designavam na data) dormiam, antigamente, sobre esteiras, pois "camas", para eles, na maioria, era um luxo inacessível.

Hoje, até um percurso de 100 metros... só de automóvel, alguns ate´da  classe.. "Roll Royce "...


... Passaram-se perto de três séculos ...

Tá?!...