segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Picuinhas ? Não ! Reconhecimento..

É bem feliz, quem não tenha motivos para se importunar em agradecer alguém que lhe tenha sido muito acolhedor, numa inesperada  fase "negra" da vida.

Há, porém, o inverso  doloroso, que, não raras vezes, nos atormenta, até ao declínio da nossa existência. Cada um terá  a sua  razão, para se sentir "fragilizado" devido a algo "infeliz", que lhe tenha batido à porta.

Após o recente falecimento da minha santa e saudosa Mulher, cujo matrimónio, celebrado na Igreja do  Carmo, em Luanda, só a morte nos separou, após sessenta anos do juramento realizado  em altar nupcial.

Como consequência da separação, o isolamento e solidão, ceifaram, de imediato, o que de "belo" existia na vida... a boa e amorosa convivência matrimonial. E por essa razão, os efeitos dessa fragilidade, sentiram-se na saúde, e por determinações de ordem clínica, passei a ser um frequente cliente de uma Instituição Farmacêutica

O tempo foi passando, e a regularidade do abastecimento dos remédios e medicamentos específicos, por razões de distanciamento, passarem a ser fornecidos por outra Farmácia, também  famosa, diferente da primeira.

E aqui está, o que raramente sucede:

Recebo, agora, um telefonema, já perto da noitinha, que me sensibilizou bastante, e, que para melhor interpretação do que pretendo salientar, passo a alinhavar:

"... Levanto o auscultar, e oiço: "- é o sr. Armando? - Sou... daqui fala Isa Brito, enfermeira, na Farmácia Brito,  que o atendia quando vinha levantar os seus medicamentos , e, estou um pouco preocupada por o sr, há mais de um ano que não nos visita; terá a sua doença agravado ? Dê-nos noticias, pois estamos sempre prontas para o ajudar, pois reconhecemos o estado em que ficou  depois da morte da sua Esposa.

Hoje, dia 17 de Fevereiro, um simbólico ramo de flores, seria o maior "tesouro" de reconhecimento por tanta gentileza e amabilidade, cujas palavras soam "tão bem" mesmo quando a ferida é igualmente sentida mesmo por quem não a tem.

Bem haja:

Drª. Isa Brito.
Porta de entrada- Farmácia  Brito - Olhão.

Tá?!...

Mensagem do passado...

A propósito de um blogue anterior (Ver tempos idos) relato um pouco o historial da comunicação que antigamente se fazia via telégrafo, utilizando um sistema de código a que se chamou Código Morse, em homenagem  ao seu criador, Samuel Morse.

Tempos houve em que esta forma de comunicação era a única que permitia a troca de informação a longa distância. O Código não era simples, envolvendo um conjunto de caracteres representados por uma sequência de impulsos curtos (denominados pontos) e impulsos longos (traços). Para uma correcta e rápida transmissão da informação pretendida, o operador teria que ter a agilidade que anos de trabalho e formação poderiam conferir.

Em  território português a comunicação a longas distâncias era responsabilidade da Companhia Portuguesa Rádio Marconi. Postos de transmissão e retransmissão, espalhados um pouco por todo o lado,  permitiam a difusão dos sinais rádio, sem fios,  a grandes distâncias e de forma instantânea. Esta maravilha da tecnologia na altura é fruto do trabalho do italiano Guglielmo Marconi que desenvolveu um sistema rádio e que permitia transportar informação sem necessidade de fios e cabos,  por oposição ao sistema  telegráfico que  necessitava de ligação física efectuada por cabos. A história conta-nos que em 1866 foi instalado o primeiro cabo submarino transatlântico e que permitia colocar em contacto, de forma instantânea os continentes europeu e americano.

A informação era transmitida, então, usando o já referido Código Morse. Do conjunto de caracteres, a sequência mais conhecida é o SOS, sinal internacional de emergência e socorro. A sua origem e significado tem várias explicações, sendo a mais aceite aquela que afirma que SOS  significa "Save Our Souls", salvem as nossas almas.

Hoje esta tecnologia praticamente não se utiliza, sendo mais uma curiosidade histórica, que alguns procuram preservar em museus e grupos restritos de rádio amadores. Actualmente enviamos texto, imagens, vídeos,  documentos oficiais devidamente assinados e autenticados, à velocidade da luz. As possibilidades são infinitas, tecnologia hoje actual está ultrapassada em pouquíssimo tempo. Seguramente nem Marconi, Morse e outros grandes homens poderiam sequer sonhar com tais maravilhas, maravilhas essas que me permitem estar aqui,  neste cantinho da Internet, enviando diariamente mensagens a quem as queira receber. Que Deus dê ao Homem a sabedoria e o bom senso que permitam sábia utilização de tudo isto que temos hoje à nossa disposição. E todos os dias, há novas maravilhas...

Tá?!...

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Tempos idos...

                                                                                .-/-.././..-/...      ../.-./--/.-/---


                            "Adeus irmão.".

É a tradução dos sinais do código morse internacional, acima descrito, no início (traço, ponto traço, etc, )

Era com estes aparelhos que  eram emitidas as mensagens, que,  por telégrafo,  seguiam para os seus destinos, ainda  mesmo nos tempos da II guerra mundial, e que eram manipulados por  Profissionais  qualificados,  integrados nos sistemas da comunicação internacional.


O "Adeus irmão", que descrevi no início deste programa,  advém de um  pensamento que está cimentado,  para sempre,  no meu cérebro,  o Adeus ao meu Velho  e saudoso Irmão, José Duarte, (o Zé Bate), que, em Luanda (Angola) faleceu há poucos  meses, após uma doença que o martirizou bastante.

Nascido em Vila Henrique de Carvalho, na Luanda, terra dos diamantes, foi, na sua juventude um excelente estudante, e,  integrando-se nos serviços do Estado, sempre foi um cumpridor dos seus deveres profissionais, exemplarmente exercidos com  elevada dignidade, honra e  competência.

Pois a sua carreira acabou por ter um fim,  numa época em que o progresso dispensou os velhos accionadores de palavras, por via morse, dando lugar  a que dialoguemos, agora, boca a boca,  no momento, mesmo quer estejamos  distanciados no Polo Norte  e  o  Polo Sul.

Saudemos, agora, o bom trabalho que foi exercido por  estes heróis esquecidos.

..

Tá?!...

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Os prós e os contras...

O Alentejo é conhecido pelas suas vastas planícies,  outrora plenas de enormes cearas,  hoje terra de regadio graças ao milagre da barragem do Alqueva. É terra também de um povo que parece fechado sobre si próprio mas que,  com o hábito, se abre ao visitante,  mostrando uma enorme generosidade e uma hospitalidade única. Uma terra pobre cheia de "rica" gente.

A  pobreza material poderá vir a ser coisa do passado. Desde 2013 que uma empresa canadiana de exploração de minério de ouro promete construir um complexo para extracção do metal precioso. Tal iniciativa pode constituir uma agulha no enorme palheiro do desemprego que afecta a região.  Inúmeros postos de trabalho podem vir a ser criados e, com estes,  criada também riqueza. Claro que o ouro, esse, deve ir todo lá para  fora,  mas,  numa região tão
carenciada no que ao emprego diz respeito,  esta pode ser uma oportunidade para pôr os alentejanos, com fama de preguiçosos,  a trabalhar. Sem querer ofender,  e para quebrar o gelo,  que lá fora está frio,  recordaria aqui uma famosa anedota de alentejanos:

Sabem o que o alentejano faz ao fim de um dia de trabalho ? Tira as mãos dos bolsos ...

Brincadeiras à parte,  até porque tal anedotário é de todo injusto para com o povo do  Alentejo,  seria meritória iniciativa a criação de postos de trabalho que uma mina de ouro e sua exploração podiam proporcionar.

É este o futuro do Alentejo ?..Merece muito mais melhorias....
Claro que nem tudo são rosas. A exploração do ouro é uma das indústrias  mais poluentes devido à utilização maciça de metais pesados,  como o mercúrio,  para extracção e processamento do precioso metal. Tais poluentes representam séria ameaça ao solo e subsolo,  com contaminação mais que provável de reservas e cursos de água,  assim como culturas agrícolas,  fauna e,  eventualmente,  até o próprio ser humano. Tais complicações, diz quem sabe, poderiam prolongar-se por dezenas de anos,  mesmo após terminada a extracção. Reservas de água e conteúdo do solo teriam que ser permanentemente vigiados.  O programa  Biosfera,  emitido pela RTP,  apresentou há tempos uma excelente reportagem sobre o assunto. Esta pode ser visualizada AQUI.

Será que a riqueza  temporária  compensa os problemas ambientais e de saúde pública que se podem prolongar por muito e muito tempo ? Será que não deveríamos consultar a população da região afectada,  expondo previamente os prós e os contras ? Poderá ser encontrada  uma,  ou várias, soluções alternativas,  com recurso a outras riquezas,  como o turismo ainda sub-explorado na região alentejana,  nomeadamente tirando maior partido do enorme espelho de água da lagoa do Alqueva ? Teremos legitimidade para hipotecar o futuro dos nosso descendentes,  em prol de um lucro que pode bem nem ficar por terras portuguesas ?

Num mundo perfeito,  o ouro brilha. No mundo real,  esse brilho pode ser momentâneo e longínquo. A decisão não é fácil,  por isso, pede-se a quem de direito que tenha o bom senso de tomar a decisão adequada,  tendo em conta algo mais do que apenas o óbvio, o material,  ou seja,  o dourado €uro...

Tá?!...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cenários pouco agradáveis.

O que restou desta avezinha...
O que teria acontecido para que esta inocente avezinha tenha sido vítima de tamanha crueldade ao ponto de nem sequer  reconhecer-se, em principio, de que espécime de ave  se tratava. Encontrei-a, morta e desfeita, em pleno campo ajardinado (e relvado), bem perto de residências,  a poucos metros de distância.

 Teria sido atacada por lobos ?... .Não! ...pois aqui não existem lobos..

Atacada por outras companheiras de voo,  por  antagonismos ou perversidades conjugais ?  Não me parece , pois, esse tipo de adversidades, com essas características, específicas, só  em  seres humanos, infelizmente,  persistem.

Vitima da certeira  pontaria das " fisgas",  por parte  da garotada, a divertir-se ? Também  não ! ...pois esta nova geração até me parece que desconhecem o que é uma "fisga"....

Por caçadores, armados com espingardas, de fogo, à busca de aves a abater ? Improvável, pois se alguém fosse identificado com armas de fogo, em plena cidade, seria de imediato metido no "calabouço".

Por cães vadios, esfomeados ?  Huummm !!!......

Ou por alguém, que, num extremo de necessidade de comer algo, para  matar a fome, e encher a barriga,  com os pedaços da carne que esta avezinha lhe daria satisfação, abatendo-a, em pleno voo ? Creio que a esse extremo, felizmente, ainda não se chegou, e roguemos a Deus para que jamais isso venha a acontecer.

Mas, o que é certo, é que foi encontrada neste estado, em pleno  jardim publico, onde crianças de tenra idade se divertem a brincar ... tal  Ronaldo a chutar as  balizas definidas e dimensionadas  por pequenos pedregulhos... (desculpem o "gracismo").

São porém, espectáculos que  impressionam e que, por todos os meios, deveriam ser evitáveis da visão publica. !.

Pobre ave...

Tá?!..

O imparável avanço da civilização...

A civilização humana existe como tal há cerca de seis mil a oito mil anos. Neste período,  culturas nasceram,  cresceram e,  finalmente,  morreram,  enterradas depois sob as ruínas prova do seu engenho. Insensíveis a nostalgias e apreço pelo passado,  os novos conquistadores eliminavam os vestígios dos conquistados,  até como forma de marcar a sua superioridade,  pelo menos até à chegada da vaga que lhes iria suceder.

Dir-se-á  que tal comportamento é próprio de bárbaros,  inconscientes da necessidade de preservar memórias e ensinamentos. Mais ainda,  insensíveis  também  ao respeito  devido a outros seres vivos que connosco partilham este maravilhoso planeta que  insistimos em maltratar.

Infelizmente os bárbaros não desapareceram,  apenas mudaram o nome e vestem hoje outras roupas,  montados em cavalos movidos a vapor. Em nome do progresso,  barbaridades selvagens continuam a ocorrer,  em desrespeito por tudo e por todos,  logo em desrespeito por nós próprios.   Justificados pelo que se chama "interesse público" cometem-se demasiadas vezes actos que gostamos de acreditar serem apenas próprios de bárbaros selvagens. No entanto,  ao olharmos para o que vamos fazendo,  concluímos que bárbaros e selvagens continuamos a ser.

Derrubam-se  árvores de espécies protegidas,  constroem-se estruturas que são,  por si só,  um acto de poluição,  derrubam-se  os suportes que servem de habitação a espécies a que a Lei confere protecção.

Há uns anos filmei e fotografei o derrube de uma chaminé industrial,  de secção quadrada  ( o que é invulgar, segundo me disseram) onde habitava um casal de cegonhas. Não fiquei insensível e, na altura,  interroguei-me sobre a legalidade e justiça de tal acto. Respostas, até hoje,  foram nulas. Talvez seja consequência do interesse público,  tão apregoado,  que não interessa  perturbar. Atrever-me-ia,  no entanto,  a desclassificar o interesse como público,  remetendo para a esfera  do interesse de alguns, poucos,  em ganhar dinheiro com  um progresso muitas vezes ilusório. Deixo aqui algumas normas que orientam a intervenção  em estruturas sensíveis  no que ao bem-estar da nobre cegonha,  relevando uma interrogação quanto ao cumprimento e respeito por tais normas na situação que descrevi acima. Tudo é passado,  agora pouco há a fazer a não ser aprender com o que de errado fomos fazendo...

"[...] Procedimentos de natureza administrativa
obrigatoriamente associados a este tipo de intervenção tais como:
- A obrigatoriedade da prévia autorização emitida pelo ICNB - Instituto de
Conservação da Natureza e da Biodiversidade, a qual deve estar sempre presente
durante a intervenção.
- O preenchimento e envio ao GBAS, “Gabinete da Ambiente e Sustentabilidade da
EDP Distribuição” dos respectivos relatórios de execução (em anexo), após concluída
cada intervenção.
A actuação das entidades envolvidas, neste tipo de intervenções quer internas ou
externas, (PSE´s), deverá ser sempre harmonizada com as orientações ou
condicionantes constantes das licenças emitidas pelo ICNB.


ENQUADRAMENTO LEGAL
A legislação vigente relativa à protecção da Natureza, nomeadamente o Decreto-lei
nº 140/99 de 24 de Abril revisto pelo Decreto-lei n.º 49/2005 de 24 de Fevereiro,
estabelece uma série de disposições de natureza legal com vista a garantir a
protecção de aves protegidas, entre as quais se inclui a Cegonha Branca.
Aquela legislação determina de entre outras:
I A proibição de capturar, abater ou deter aqueles espécimes;
I A proibição de perturbar esses espécimes, nomeadamente durante o período de
reprodução, de dependência, de hibernação e de migração, desde que essa
perturbação tenha um efeito significativo relativamente aos objectivos do diploma;
I A proibição de destruir, danificar, recolher ou deter os seus ovos e ninhos mesmo
vazios;
I Deteriorar ou destruir os seus locais de repouso.
Aqueles actos poderão contudo ser excepcionalmente autorizados pela entidade
competente, (ICNB), mediante a emissão de licença específica para o efeito.
Especificamente sobre a remoção/transferência ou destruição de ninhos de cegonha
branca sem autorização prévia do ICNB, o referido Decreto-lei diz ainda que estes
actos, constituem, contra-ordenação punível com coima e que pode ainda
determinar, quando a gravidade da infracção o justificar, a aplicação de sanções
acessórias tais como:
a) A perda dos objectos pertencentes ao agente que tenham sido utilizados como
instrumento na prática da infracção;
b) A privação do direito de participar em arrematações ou concursos públicos que
tenham por objecto a empreitada ou a concessão de obras públicas, o fornecimento
de bens e serviços, a concessão de serviços públicos e a atribuição de licenças e
alvarás;
c) A suspensão de autorizações, licenças e alvarás.
Para além das coimas e sanções acessórias poderá ainda o ICNB intimar o infractor a
proceder à reposição da situação anterior à infracção."


in Manual de procedimentos EDP

O que estava...

... o que aconteceu.

Tractor aproximando-se da chaminé...

Vista aérea do local original- antiga foto, gentilmente cedida por Moldurolhão

Vista aérea do local original, gentilmente captadas na Moldurolhão
...
Ainda existia  o Estádio de futebol  Padinha- Olhão.
Foi nesta área, que, decorridos alguns anos,  se construiu um  grande  edifício, tipo comercial.
Aqui ficam  gravadas as manobras que levaram  o tractor a derrubar uma antiga  chaminé industrial que, no seu topo, protegia  um  ninho habitado, há muito, por  um casal de cegonhas.







Tá?!...

 ...

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Noticias "ANGONOTÍCIAS"

Alicerçado numa publicação  transmitida  via  Internet, e baseado nos  elementos  de informação jornalística  extraídos da mesma pagina , com a seguinte designação,  "11-02-2014 / Fonte Público",  ocorre-me vir  ocupar este espaço "bloguista",  preenchendo,   parcialmente,  uma  composição  de  textos  ali inseridos , na medida em que, como natural de Angola, onde exerci, honestamente,  a maior parte da vida laboral,e, que, por razões de saúde precária,  na dada da independência,  tive  que  me socorrer de  actos clínicos ,  na altura,  só existentes  em  Lisboa, que conseguiram  salvar-me  a vida.

Eis a transcrição dos textos acima referidos:-

"Espoliados de Angola e Moçambique reclamam pelos "bens perdidos" na descolonização.

 A associação de Espoliados de Angola e a Associação de Espoliados de Moçambique foram recebidos, na Assembleia da Repíblica, pelo PCP, na primeira audiência de uma nova ronda pelos partidos com assento parlamentar em Portugal.
À  saída da reunião, Vasco Rodrigues,  presidente da Associação de Espoliados de Moçambique,  explicou que estão a "reivindicar a indemnização" pelos  "bens perdidos durante a descolonização de Angola e Moçambique". Os espoliados pedem "essencialmente" aos partidos "que, junto do Estado português, façam com que um grupo de trabalho que foi formado em 2005 entre em actividade" para resolver "os problemas dos espoliados do Ultramar português", frisou.
Sem descartarem as obrigações dos Estados africanos que,  na sequência do 25 de Abril de 1974,  se tornaram independentes, as duas associações concentram a responsabilidade em Portugal, até porque muitos dos bens em causa foram entregues à guarda de embaixadas e consulados portugueses.
"......................."
Estimado em "um milhão e tal" as pessoas que viram os seus bens espoliados, as duas associações realçaram que "nunca foi feita uma avaliação" dos danos em concreto.
"Há uma série de factores que têm de ser vistos, porque até agora não sabemos do que estamos a falar", frisou Margarida Pinto, da Associação de Espoliados de Angola.
"Estamos â espera que se crie esse grupo de trabalho",  repetiu,  assinalando que entregaram " a relação de bens" ao Estado português e adiantando que o instituto Camões vai "começar a tratar ionformaticamente" esses documentos, de forma a estabelecer "os montantes" em causa.
As  duas associações pediram reuniões a todos os partidos com representação na Assembleia e, na sexta-feira, serão recebidos pelo Partido Ecologista Os Verdes. Na semana anterior, estiveram na comissão parlamentar de negócios estrangeiros e já pediram um encontro com a comissão de justiça. "São todos muito sensíveis,  mas até agora  não  há nenhuma [ decisão]", relatou Margarida Pinto.
A reivindicação é antiga, mas,  quase quarenta anos depois da descolonização,  aqueles que deixaram bens em Angola e Moçambique continuam â espera de uma compensação do Estado português.
Em Dezembro de 1994, deu entrada na Assembleia da República uma petição, com mais de cinco mil assinaturas, que reclamava " o direito dos ex-residentes no Ultramar a uma justa indemnização". A petição só foi debatida dez anos depois, altura em que o Governo, do PSD,  aprovou a criação de um grupo de trabalho interministerial para " estudar e propor soluções" que acabou por nunca avançar".

                              
(No final da página, -sector da Internet- ,  seguem-se Comentários, que, com todo o respeito,  não  vão  ser  transcritos, neste  meu  programa "bloguista". )

Contudo, reservo-me  o direito, de,  com as melhores das intenções, tecer alguns aspectos relacionados com o texto  acima reproduzido de um trabalho inserido no Jornal "Público".

Como  frisei,  a permanência definitiva em Portugal,  foi motivada, essencialmente,  por questões de doença,  impedindo , assim,  o  previsto  regresso imediato  a Angola, para alem de algumas outras  vicissitudes ligadas ao processo de descolonização da Terra onde nasci.

Por razões desconhecidas, tudo quanto deixei na minha  residência à qual  pensava  regressar,  em Luanda, foi-me totalmente destruído,  após a data da Independência...-( confirmado por Familiares residentes em Luanda)..

Certamente, o que me aconteceu há relativamente pouco tempo, terá igualmente  já  sucedido a  muita boa Gente, regressada do Ultramar:

... Deus ter chamado à sua Divina Presença, a  Esposa  (ou Marido) com quem  sempre conviveu  em   Ditoso Lar Conjugal. 

                                        Aproveitemos, na solidão e isolamento,  quem  nos faz companhia...
                                                                   


O Pelinha.. fiel Amigo !.

Tá?!...

O progresso monetário...

Através dos olhos de um velho ancião que há muitos anos percorre as vagas da vida, nem sempre calmas, procura mostrar algo que não está muito certo, que não deveria ser assim, qual serviço de utilidade publica,  não remunerado,  procura, se possível, ajudar alguém a olhar o mundo de forma diferente, accionando o alarme à espera que alguém ouça. Pergunto, está aí alguém  ?

Sou, portanto, um velho "jarreta", que nos tempos  em que as moedas, Escudo e Escudo Angolano,  eram as sólidas bases que ajudavam a progredir os mercados que sustentavam a construção de uma vivência, pelo menos, solidificadora.

O autor destas linhas, foi , no passado,  na terra onde nasceu (Luanda-Angola),  um honesto  Trabalhador,   que ajudou a accionar o progresso de várias empresas, na área contabilística, e, inclusivamente integrado numa equipe especializada que fundou e inaugurou o ex-Banco Totta-Standard de Angola.

Lembro-me que, noutros tempos, para que  um ancião pudesse levantar dinheiro, teria que se deslocar às Caixas e Balcões  existentes no Banco onde tinha os seus depósitos.  Não raras vezes,  para que chegasse a sua vez de ser atendido, junto ao Bancário, que lhe daria a "maçaroca", tinha que aguardar na bicha, longo tempo de espera.

Hoje, as coisas estão mais facilitadas (é o progresso...).  Basta ir a a um Multibanco e... em minutos, com o seu cartãozinho, e carregando umas teclas... toma lá as notinhas !....

Recordo-me que o Segredo Profissional do Bancário,  teria que ser religiosamente cumprido, sob pena de sujeitar a sanções, em caso de não cumprimento das cláusulas regulamentares. Não era permitido nem divulgar dados pessoais e muito menos numero e montante das contas pessoais.

Mas o que vejo hoje: Há clientes que se dirigem as Caixas Multibanco, a fim de accionarem os dados que lhe permitirão satisfazer os pedidos desejados, e, colherem depois, o ticket que sai dos aparelhos.

E aqui, está. a minha admiração:  O que antes era proibido facilitar, há casos, agora,  em  que o Cliente, depois de colher o ticket, atira-o para o chão , ou caixa de lixo,  em cujo papelinho vêem  divulgados montantes em saldo, número de conta e outros  dados, que, noutros tempos, eram confidenciais.



Tá?!...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Historias dos tempos da meninice ...

Olá ! Lembro-me, ainda, dos tempos em que adeptos do futebolismo, por vezes não lhes  sendo  possível estar de corpo presente no campo, em que se desenrolava a competição,  recorriam então  aos antigos aparelhos de rádio-receptores , as chamadas telefonias sem fios, (TSF), para  assim, poderem  ouvir  acompanhando o  desenrolar do desafio,  então  relatado pelo locutor de serviço. Equiparando,  agora, com a emissão de  blogues, via Internet,  só quem tenha computador  é que poderá  ter  acesso as publicações bloguistas. Assim, para  os que,  não tendo computador, e queira  ler os chamados "links", só pela  via da  impressora,  poderá ter essa possibilidade. Nestes termos,  lembrei-me de que num dos meus últimos blogues,  fiz um link, no texto, onde se lê " ..a história mítica do Pedro e do Lobo",  julgando que , deste modo,  permita, a quem não tem computador, mas à custa de qualquer impressora, poder saber que história é esta, que, vou, de seguida,  desenvolver:


O Pedro e o Lobo.

O Pedro era um pastor.  O seu trabalho era tomar conta das ovelhas enquanto pastavam.  Mas por vezes ficava aborrecido por estar sozinho,  sem ninguém com quem brincar e falar.
Um dia resolveu fazer uma brincadeira para se divertir. Desatou a gritar...- Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo !
Os fazendeiros que ouviram a gritaria desataram a correr para ajudar o Pedro a afugentar o lobo, mas quando chegaram lá não havia lobo nenhum.
O Pedro fartou-se de rir mas os fazendeiros não acharam piada nenhuma à brincadeira e foram- embora.
No outro dia o Pedro resolveu fazer o mesmo. Desatou a gritar:
- Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo !
Os fazendeiros correram para ajudar o Pedro,  mas não havia  lobo nenhum.  Os fazendeiros ficaram zangados e disseram - Este miúdo pensa que não temos mais nada que fazer !Ralharam com ele e foram-se outra vez embora.
                     Passados uns dias os fazendeiros ouviram o Pedro a gritar: - Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo !
                     E disseram uns aos outros: - Não nos vamos deixar enganar, Hoje ficamos aqui, e pronto.
                     O Pedro continuou a gritar porque desta vez era mesmo um lobo que lhe estava a matar as ovelhas...
                     -Porque é que ninguém me ajudou ?- perguntou o Pedro a chorar. Agora fiquei sem ovelhas...


Não te ajudámos porque pensávamos que era mais uma brincadeira - responderam os fazendeiros.

Moral da história:  Quando  a  nossa intenção é  pretender  enganar os outros, poderemos, mais tarde, vir   sofrer dolorosas consequências  dessas más atitudes.

Tá?!

Semeiam-se ventos, colhem-se tempestades ...

O Inverno  é época própria da chuva,  vento,  frio e tempestades. Chegam-nos imagens de planícies  inteiras,  cidades e vilas,  cobertas  por um lençol de água e lama,  fazendo lembrar verdadeiros oceanos nada pacíficos. As pessoas teimam em abandonar os seus pertences, os seus lares de sempre,  fruto de uma vida de trabalho e concretização de sonhos. Obrigados pelo avanço inexorável das águas,  auxiliados por equipas de socorro,  só em última instância acedem em abandonar o  que  é seu  e que tanto custou a construir.

A Força da natureza é implacável e nada podemos contra ela. Mesmo com toda a nossa tecnologia,  vergamo-nos  indefesos face à fúria dos elementos. Ondas de 20 metros açoitam as estruturas que o Homem ousou erguer demasiado perto desse monstro adormecido que é o mar,  varrendo tudo como se nada fosse. Estradas, linhas de caminho de ferro,  habitações,  tudo sucumbe como um mero castelo de cartas.

Afirmam os cientistas que tudo isto é resultado de uma alteração climática,  cuja causa principal é o próprio Ser Humano,  consequência mais ou menos directa das actividades próprias da civilização e que libertam para a atmosfera químicos que alteram a sua composição e dinâmica. Ao que parece estamos  condenados a sofrer com fenómenos climáticos cada vez mais extremos,  grandes tempestades,  seguidas de seca intensa e,  logo depois,  por nevões implacáveis.

Quiçá desejosos de seguir o exemplo da Europa dos "Poderosos",  ansiando que Portugal possa ser notícia,  mesmo que pelo piores motivos,  fontes noticiosas informavam ontem a meio da tarde que  o País seria atingido por uma terrível tempestade à qual até deram o nome,  Stephanie.  Sucederam -se reportagens que procuravam de forma quase mórbida confirmar esses receios.

Sendo certo que algumas regiões foram assoladas por episódios meteorológicos mais severos,  os piores receios não se confirmaram,  felizmente.  Insistindo na vidência,  as autoridades responsáveis  mantinham o  alerta vermelho para muitas regiões do País,  incluindo o Algarve,  onde um sol radioso nos brinda hoje  com o seu sorriso. Sem querer intrometer-me,  sugiro aos Senhores da Meteorologia que desviem os olhos dos monitores e olhem pela janela,  método há muito usado para avaliar o estado do tempo e que tão bons resultados dava antes de tão exacerbada  tecno-dependência.

Portugal é um Cantinho,  um Jardim,  com as suas  tempestades,  mas um porto de abrigo seguro quando comparado com outros Países. Devemos estar contentes e gratos com o que temos,  rogando que as coisas possam assim continuar. Não devemos querer ser notícia pelos piores motivos,  mas distinguirmo-nos  por aquilo que é positivo. Por último,  ocorre-me aconselhar prudência nos alertas,  senão corremos o risco de banalizar a  potencial tragédia,  caindo  numa armadilha que recorda a história mítica do Pedro e do Lobo...