segunda-feira, 10 de março de 2014
A cápsula do tempo
Como será o mundo daqui a cinquenta anos ? E daqui a cem ? Ainda por cá andaremos ? Há quem diga que a humanidade caminha a passos largos para o Apocalipse. Há cientistas que afirmam que devido às alterações do clima o verão poderá ter seis meses dentro de cinco décadas. Outros, mais à frente no tempo prevêem a possibilidade de, dentro de cem anos, podermos controlar a meteorologia, comunicar através de pensamento ou, imagine-se, viver para sempre. Até Deus parece querer enviar sinais e avisos através dos seus Arautos, via, por exemplo, aparições de Santos e Santas. Há quem veja o Terceiro Segredo de Fátima como a previsão do fim do Mundo.
Independentemente do que vier a acontecer, será o destino, pouco ou nada poderemos fazer. Apenas tentar que a nossa contribuição para o Mundo seja a melhor possível. Pode ser que o Destino mude...
Tá?!...
domingo, 9 de março de 2014
Dia internacional da Mulher - 8 de Março...
Comemora-se, internacionalmente, a 8 de Março, o dia do "diamante" mais puro que há na Terra...
Há várias razões para isso. Consultando as enciclopédias e estando atento aos programas televisivos, damos conta da existência actual, e no passado, de Grandes Vultos Femininos que se destacaram, gloriosamente, na história, por acções patrióticas e/ou de fervor religioso, que permanecem registadas nos instrumentos acima definidos.
O "Diamante" que me acompanhou em todas as vicissitudes ligadas ao longo do percurso da vida matrimonial, durante sessenta anos, perdi-o, numa chuvosa manhã, enquanto sentada a meu lado, sorrindo meigamente, e nos seus lindos olhos pressenti o Adeus Eterno da ... despedida...
Repercutindo o sentimento contido nos versos acima, a experiência dos meus oitenta e seis anos de permanência, enquanto viva, na Terra, não foge da verdade se disser que, ao Homem não lhe poderá ser cultivada uma feliz vivência, se lhe faltar a Mulher que, com o seu Amor (quando é franco), lhe cuida das lides diárias, como acertar os lençóis da cama onde pernoitou e teve sonhos delirantes, tratar do mata-bicho e o cafézinho da ordem, telefonar para o emprego avisando que o carro não pegou e que só o "maximbombo" é que virá salvar a pátria, que a camisa luxuosa perdeu um botão e que terá que ser cosida,
que aos barulhentos filhos, e netas, não faltem as beijocas e recomendações à sua partida para as Escolas, que no Natal, á mesa não faltassem as deliciosas "rabanadas" que só as Mulheres sabem fazer, dada a sua experiência e poder natural de saber conduzir os caminhos certos e felizes da Vida, com a ternura e beijinhos herdados de Progenitores Divinos.
A MULHER !
Há várias razões para isso. Consultando as enciclopédias e estando atento aos programas televisivos, damos conta da existência actual, e no passado, de Grandes Vultos Femininos que se destacaram, gloriosamente, na história, por acções patrióticas e/ou de fervor religioso, que permanecem registadas nos instrumentos acima definidos.
O "Diamante" que me acompanhou em todas as vicissitudes ligadas ao longo do percurso da vida matrimonial, durante sessenta anos, perdi-o, numa chuvosa manhã, enquanto sentada a meu lado, sorrindo meigamente, e nos seus lindos olhos pressenti o Adeus Eterno da ... despedida...
Repercutindo o sentimento contido nos versos acima, a experiência dos meus oitenta e seis anos de permanência, enquanto viva, na Terra, não foge da verdade se disser que, ao Homem não lhe poderá ser cultivada uma feliz vivência, se lhe faltar a Mulher que, com o seu Amor (quando é franco), lhe cuida das lides diárias, como acertar os lençóis da cama onde pernoitou e teve sonhos delirantes, tratar do mata-bicho e o cafézinho da ordem, telefonar para o emprego avisando que o carro não pegou e que só o "maximbombo" é que virá salvar a pátria, que a camisa luxuosa perdeu um botão e que terá que ser cosida,
que aos barulhentos filhos, e netas, não faltem as beijocas e recomendações à sua partida para as Escolas, que no Natal, á mesa não faltassem as deliciosas "rabanadas" que só as Mulheres sabem fazer, dada a sua experiência e poder natural de saber conduzir os caminhos certos e felizes da Vida, com a ternura e beijinhos herdados de Progenitores Divinos.
"Valeu a pena ter pensado o que pensei.
Valeu a pena ter sentido o que senti,
Valeu a pena ter amado a quem amei,
Valeu a pena ter vivido o que vivi "..........
Domingo, 9 de Março de 2014 - 10h00 - ouvindo a Sacra Missa transmitida pela RTP1.
Tá?!...
sexta-feira, 7 de março de 2014
Convergências...
Em complemento de algumas considerações efectuadas em blogs antecedentes ao presente, acerca do volumoso espaço vegetativo , tipo mato, adianto que se tem mantido, há anos, situação análoga, não obstante terem sido construídos, no local, modernos e grandes edifícios em zonas livres disponíveis , em consonância com os dispositivos que norteavam, na época, a construção civil.
Com isto, a cidade de Olhão da Restauração, ficou mais enriquecida com o acréscimo de um novo e grandiosos Bairro,modernizado com a implementação das novas regras de circulação automóvel, novas Instituições Escolares, Escritórios, Estabelecimentos comerciais, (muitos deles chineses) , Restaurantes, instalações modernas de Delegações Bancárias. etc. etc.
Nesta área,- Rua dos Restauradores- , foi muito recentemente inaugurada uma Edificação Histórica em memória e homenagem aos Combatentes do Ultramar que se bateram heroicamente e faleceram em defesa da sua Pátria Portuguesa.
Em toda a extensão lateral que une a Avenida D. João VI ( ex 125) e o recinto, a norte, onde se situa um Posto de Assistência Medico-Social, lado-a-lado ao moderno super mercado Ria Shopping, , a meio da subida ( ou descida, conforme o caso), existe uma árvore, muito esguia, com uma altura que deve ja atingir os cem (100) metros, que a comparo à resistência dos bravos heróis que cultivaram em África a língua portuguesa. É que nem os ventos a cem à hora, nem as tempestades atmosféricas., nem os ventos da historia que nos dão cabo da paciência em relação a impostos e subsídios, conseguiram derruba-la. E lá continua, firme e "altiva" , na expectativa de bons ares que a deixem viver muitos anos sem sobressaltos...
Tá?!...
Com isto, a cidade de Olhão da Restauração, ficou mais enriquecida com o acréscimo de um novo e grandiosos Bairro,modernizado com a implementação das novas regras de circulação automóvel, novas Instituições Escolares, Escritórios, Estabelecimentos comerciais, (muitos deles chineses) , Restaurantes, instalações modernas de Delegações Bancárias. etc. etc.
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| Monumento em homenagem aos Heróis do Ultramar. |
Nesta área,- Rua dos Restauradores- , foi muito recentemente inaugurada uma Edificação Histórica em memória e homenagem aos Combatentes do Ultramar que se bateram heroicamente e faleceram em defesa da sua Pátria Portuguesa.
Em toda a extensão lateral que une a Avenida D. João VI ( ex 125) e o recinto, a norte, onde se situa um Posto de Assistência Medico-Social, lado-a-lado ao moderno super mercado Ria Shopping, , a meio da subida ( ou descida, conforme o caso), existe uma árvore, muito esguia, com uma altura que deve ja atingir os cem (100) metros, que a comparo à resistência dos bravos heróis que cultivaram em África a língua portuguesa. É que nem os ventos a cem à hora, nem as tempestades atmosféricas., nem os ventos da historia que nos dão cabo da paciência em relação a impostos e subsídios, conseguiram derruba-la. E lá continua, firme e "altiva" , na expectativa de bons ares que a deixem viver muitos anos sem sobressaltos...
| A árvore dos cem metros de altura...corajosa ! |
Tá?!...
Hortas comunitárias...
Venho repetir o que alinhavei no meu blog anterior, titulando-o ... "Sol para que te quero", nos termos seguintes:
"... Admiro muito aqueles que, por motivos vários, se vêem obrigados a partir, em direcção a destinos bem mais frios e, quiça deprimentes, a troco de melhores salários mas nem sempre de melhor qualidade de vida. Se não podemos ter tudo o que queremos, pelo menos aproveitemos tudo o que temos...!..
Nesta minha interpretação, não deixo igualmente de incluir, e compreender, os que, também por motivos vários, se aventuram a trocar o nosso belo clima ( do Minho ao Algarve), e acolherem-se a territórios onde os mosquitos são mais abundantes , "espingardistas", clima arduamente mais quente e , raramente primaveril - como seja, por exemplo , Angola....
E também presenciamos o inverso, isto é, pessoas que, embora de pele escura, provavelmente oriundas de antigas províncias ultramarinas, lançarem-se a aventuras, extraordinariamente benéficas, como seja, aproveitamento de áreas onde só havia capim passarem a ser cultivadas e mantidas por braços humanos, criando as ditas "hortas comunitárias" onde passaram a ser cultivadas alfaces, couves, milho e outros géneros horticulas , . para bem da saúde publica: Eis exemplos do género:
:
Tá?!
"... Admiro muito aqueles que, por motivos vários, se vêem obrigados a partir, em direcção a destinos bem mais frios e, quiça deprimentes, a troco de melhores salários mas nem sempre de melhor qualidade de vida. Se não podemos ter tudo o que queremos, pelo menos aproveitemos tudo o que temos...!..
Nesta minha interpretação, não deixo igualmente de incluir, e compreender, os que, também por motivos vários, se aventuram a trocar o nosso belo clima ( do Minho ao Algarve), e acolherem-se a territórios onde os mosquitos são mais abundantes , "espingardistas", clima arduamente mais quente e , raramente primaveril - como seja, por exemplo , Angola....
E também presenciamos o inverso, isto é, pessoas que, embora de pele escura, provavelmente oriundas de antigas províncias ultramarinas, lançarem-se a aventuras, extraordinariamente benéficas, como seja, aproveitamento de áreas onde só havia capim passarem a ser cultivadas e mantidas por braços humanos, criando as ditas "hortas comunitárias" onde passaram a ser cultivadas alfaces, couves, milho e outros géneros horticulas , . para bem da saúde publica: Eis exemplos do género:
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Ora bem ...inteligentemente sempre existe quem aproveite o que temos aqui, de belo, no nosso cantinho à beira mar plantado .. PORTUGAL. !...
| Panorama geral - Prédios altíssimos - e vastíssimo capim à sua volta ... |
Tá?!
Sol para que te quero...
Finalmente o Sol ! Fartos de água, frio e ventos, é com gosto que acolhemos o Astro Rei e o calor que, por esta altura, dá já um ar da sua graça.
Aproveitando a benesse, decidi a empreender um passeio pelas pitorescas ruas de Olhão da Restauração. A cara das gentes parece outra, contagiada pela boa disposição solarenga. Segundo sei há estudos científicos que mostram uma relação entre o estado do tempo e a disponibilidade das pessoas para estarem bem dispostas. Portugal, e mais concretamente o Algarve, pode ter os seus problemas e as suas limitações, impostas por um clima restritivo de origem superior, leia-se governamental. Mas este céu azul ninguém nos tira, esta luz que nos entra pelos olhos e nos enche a alma.
Admiro muito aqueles que, por motivos vários, se vêem obrigados a partir, em direcção a destinos bem mais frios e, quiçá, deprimentes, a troco de melhores salários mas nem sempre de melhor qualidade de vida. Se não podemos ter tudo o que queremos, pelo menos aproveitemos tudo o que temos...
Tá?!...
Aproveitando a benesse, decidi a empreender um passeio pelas pitorescas ruas de Olhão da Restauração. A cara das gentes parece outra, contagiada pela boa disposição solarenga. Segundo sei há estudos científicos que mostram uma relação entre o estado do tempo e a disponibilidade das pessoas para estarem bem dispostas. Portugal, e mais concretamente o Algarve, pode ter os seus problemas e as suas limitações, impostas por um clima restritivo de origem superior, leia-se governamental. Mas este céu azul ninguém nos tira, esta luz que nos entra pelos olhos e nos enche a alma.
Admiro muito aqueles que, por motivos vários, se vêem obrigados a partir, em direcção a destinos bem mais frios e, quiçá, deprimentes, a troco de melhores salários mas nem sempre de melhor qualidade de vida. Se não podemos ter tudo o que queremos, pelo menos aproveitemos tudo o que temos...
Tá?!...
quinta-feira, 6 de março de 2014
Há lendas e lendas...
Como tenho vindo a programar em meus blogues anteriores, acabei por vir parar , acidentalmente, de "para quedas", nesta acolhedora cidade de Olhão, depois de muitas lutas por uma sobrevivência digna e honrosa, em Angola (terra onde nasci), que por motivos de saúde , só com o recurso a actos Clinicos especializados em Portugal, na altura das "descolonizações" encontraria alguma salvação.
Como a idade foi pesando, o recurso à ajuda da "moleta" permite deslocações na via publica, pelo que, a maior parte do tempo é passado no cantinho da saleta onde "matraqueio" as teclas do meu computador..
Uma encantadora Senhorinha, minha vizinha, Sónia, apercebendo-se que sou um "apaixonado" pelos acontecimentos históricos renascidos aqui em Olhão, como a epopeia que afugentou as tropas francesas invasoras do nosso País, comandadas por Junot, subalterno de Napoleão , e que motivou que valentes pescadores/marinheiros, olhanenses, no caíque "Bom Sucesso", atravessassem o oceano Atlântico, em toda a sua extensão, para levar ao Rei D. João VI, exilado no Brasil, a noticia da independência de Portugal, fez-me a oferta, de um disco, em que vem gravada uma lenda que apaixonou muita gente, e, que, apoiando-me numa programação que o Jornal " O Olhanense" acaba de publicar, com a devida vénia, e respeito, passo a
transcrever:
"No sítio do Moinho do Sobrado, havia antigamente uma casa, onde aparecia â janela, noite fora, uma formosa mulher vestida de branco. O único que se atrevia a andar por aquelas bandas â noite era um sujeito de meia idade - o compadre Zé - que se embriagava e adormecia na rua, sem receio. A mulher de branco aproximava-se do bêbado, fazia-lhe meiguices e até se sentava a seu lado.
O compadre Zé contava a sua hist+oria sem convencer ninguém a deslocar-se ao local para a comprovar. No entanto, o compadre Zé tinha um amigo mais jovem que se iria casar brevemente. Aproveitando-se do evento, promete ao amigo oferecer-lhe um seu terreno como prenda de casamento, caso ele tivesse a coragem de o acompanhar a ver o fantasma.
Este transido de medo, lá foi à aventura atendendo ao grande jeito que lhe fazia a prenda.
Sentou-se numa pedra, junto ao Moinho do Sobrado, e esperou pelas doze badaladas. Nesse momento surge da porta do Moinho uma mulher vestida de branco até aos pés. O vestido terminava numa bainha esfarrapada, a cobrir-lhe os pés descalços A mulher aproximou-se com a face envolta num véu e uma flor nos cabelos loiros..
Julião, assim se chamava o amigo do compadre Zé, pergunta-lhe quem era e donde vinha.
-Sou a desditosa Floripes- respondeu, numa expressão triste.
-O que faz por aqui ?
-Sou uma moura encantada. Quando a minha raça foi expulsa da província, viu-se o meu pai obrigado a partir, sem poder prevenir-me. Eu tinha um namorado que também fugiu e aqui fiquei sozinha, à espera a cada momento que o meu pai me viesse buscar. Numa noite em que esperava, vi ao longe a luz de uma embarcação. A noite era de tormenta e o barco escangalhou-se de encontro aos rochedos. Não era o meu pai que ali vinha, era o meu namorado, que foi engolido pelas ondas. Soube o meu pai deste funesto acontecimento e vendo que não lhe era possível vir buscar-me, encantou-me de lá.
Julião, penalizado com a triste história, logo pensou em oferecer-se para salvar a moura e perguntou:
-Existe algum meio de a salvar?
-Há sim- respondeu a moura.
-Que meio ?
-É necessário que um homem me dê um abraço, à beira de um rio, e me fira no braço contíguo ao coração. Logo que tal aconteça, irei de imediato para junto dos meus familiares. Mas existe uma dificuldade.
-Que dificuldade - perguntou Julião, quase resolvido a ser o seu libertador.
-O homem que me abraçar e me derir terá de me acompanhar até África, atravessar o oceano com duas velas acesas e casar comigo à chegada.
-Isso é que eu não poderei fazer. Já tenho casamento marcado com a minha Aninhas.
-Então continuarei novamente encantada - respondeu a moura soluçando - - Até agora, ninguém se atreveu a tanto sacrifício!
A moura continuou o seu encantamento durante muito tempo ainda, sentada no cais com os pés na água, esperando o seu pai voltar de África. Era por vezes vista no cais, sempre de noite, a conversar com um menino de olhos grandes e com gorro encarnado. Seria o menino algum mouro que ali também ficou encantado ? Ninguém sabe responder.
Alguns olhanenses mais antigos acreditavam tanto nesta lenda que diziam que a Floripes era vista também durante o dia a fazer compras em lojas, onde pagava com uma moeda de ouro e sempre desaparecia sem receber o troco. Ainda hoje, quando alguém por qualquer razão não recebe o troco, se diz "és como a Floripes, não queres a torna".
A Floripes foi também a personificação do medo do transcendente. Quando se quer acautelar alguém, ainda se diz "vê lá se te aparece a Floripes!".
****************
Este trecho foi copiado, não até ao seu final, mas, quem tiver a oportunidade de ver e escutar a gravação completa em disco DVD, ficará a conhecer mais pormenores, sucintos a esta lenda, como por exemplo, a lenda dizer que Floripes chegou a comer ao coração de um interveniente nos seus amores falidos.
..
Aqui fica, uma vez mais, um agradecimento. à encantadora Vizinha SÓNIA, pela oferta de um precioso disco DVD relatando uma das velhas Lendas Algarvias...
Como a idade foi pesando, o recurso à ajuda da "moleta" permite deslocações na via publica, pelo que, a maior parte do tempo é passado no cantinho da saleta onde "matraqueio" as teclas do meu computador..
Uma encantadora Senhorinha, minha vizinha, Sónia, apercebendo-se que sou um "apaixonado" pelos acontecimentos históricos renascidos aqui em Olhão, como a epopeia que afugentou as tropas francesas invasoras do nosso País, comandadas por Junot, subalterno de Napoleão , e que motivou que valentes pescadores/marinheiros, olhanenses, no caíque "Bom Sucesso", atravessassem o oceano Atlântico, em toda a sua extensão, para levar ao Rei D. João VI, exilado no Brasil, a noticia da independência de Portugal, fez-me a oferta, de um disco, em que vem gravada uma lenda que apaixonou muita gente, e, que, apoiando-me numa programação que o Jornal " O Olhanense" acaba de publicar, com a devida vénia, e respeito, passo a
transcrever:
A LENDA DA MOURA FLORIPES
"No sítio do Moinho do Sobrado, havia antigamente uma casa, onde aparecia â janela, noite fora, uma formosa mulher vestida de branco. O único que se atrevia a andar por aquelas bandas â noite era um sujeito de meia idade - o compadre Zé - que se embriagava e adormecia na rua, sem receio. A mulher de branco aproximava-se do bêbado, fazia-lhe meiguices e até se sentava a seu lado.
O compadre Zé contava a sua hist+oria sem convencer ninguém a deslocar-se ao local para a comprovar. No entanto, o compadre Zé tinha um amigo mais jovem que se iria casar brevemente. Aproveitando-se do evento, promete ao amigo oferecer-lhe um seu terreno como prenda de casamento, caso ele tivesse a coragem de o acompanhar a ver o fantasma.
Este transido de medo, lá foi à aventura atendendo ao grande jeito que lhe fazia a prenda.
Sentou-se numa pedra, junto ao Moinho do Sobrado, e esperou pelas doze badaladas. Nesse momento surge da porta do Moinho uma mulher vestida de branco até aos pés. O vestido terminava numa bainha esfarrapada, a cobrir-lhe os pés descalços A mulher aproximou-se com a face envolta num véu e uma flor nos cabelos loiros..
Julião, assim se chamava o amigo do compadre Zé, pergunta-lhe quem era e donde vinha.
-Sou a desditosa Floripes- respondeu, numa expressão triste.
-O que faz por aqui ?
-Sou uma moura encantada. Quando a minha raça foi expulsa da província, viu-se o meu pai obrigado a partir, sem poder prevenir-me. Eu tinha um namorado que também fugiu e aqui fiquei sozinha, à espera a cada momento que o meu pai me viesse buscar. Numa noite em que esperava, vi ao longe a luz de uma embarcação. A noite era de tormenta e o barco escangalhou-se de encontro aos rochedos. Não era o meu pai que ali vinha, era o meu namorado, que foi engolido pelas ondas. Soube o meu pai deste funesto acontecimento e vendo que não lhe era possível vir buscar-me, encantou-me de lá.
Julião, penalizado com a triste história, logo pensou em oferecer-se para salvar a moura e perguntou:
-Existe algum meio de a salvar?
-Há sim- respondeu a moura.
-Que meio ?
-É necessário que um homem me dê um abraço, à beira de um rio, e me fira no braço contíguo ao coração. Logo que tal aconteça, irei de imediato para junto dos meus familiares. Mas existe uma dificuldade.
-Que dificuldade - perguntou Julião, quase resolvido a ser o seu libertador.
-O homem que me abraçar e me derir terá de me acompanhar até África, atravessar o oceano com duas velas acesas e casar comigo à chegada.
-Isso é que eu não poderei fazer. Já tenho casamento marcado com a minha Aninhas.
-Então continuarei novamente encantada - respondeu a moura soluçando - - Até agora, ninguém se atreveu a tanto sacrifício!
A moura continuou o seu encantamento durante muito tempo ainda, sentada no cais com os pés na água, esperando o seu pai voltar de África. Era por vezes vista no cais, sempre de noite, a conversar com um menino de olhos grandes e com gorro encarnado. Seria o menino algum mouro que ali também ficou encantado ? Ninguém sabe responder.
Alguns olhanenses mais antigos acreditavam tanto nesta lenda que diziam que a Floripes era vista também durante o dia a fazer compras em lojas, onde pagava com uma moeda de ouro e sempre desaparecia sem receber o troco. Ainda hoje, quando alguém por qualquer razão não recebe o troco, se diz "és como a Floripes, não queres a torna".
A Floripes foi também a personificação do medo do transcendente. Quando se quer acautelar alguém, ainda se diz "vê lá se te aparece a Floripes!".
****************
Este trecho foi copiado, não até ao seu final, mas, quem tiver a oportunidade de ver e escutar a gravação completa em disco DVD, ficará a conhecer mais pormenores, sucintos a esta lenda, como por exemplo, a lenda dizer que Floripes chegou a comer ao coração de um interveniente nos seus amores falidos.
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Aqui fica, uma vez mais, um agradecimento. à encantadora Vizinha SÓNIA, pela oferta de um precioso disco DVD relatando uma das velhas Lendas Algarvias...
quarta-feira, 5 de março de 2014
O corropio vertente da vida...
Era com este material e papelada que no meu tempo desempenhava funções laborais directivas em inúmeras empresas exercidas, sempre com honra e dignidade (documentalmente comprovado),numa Terra, onde o "Escudo" era a moeda corrente, e posteriormente veio o "Escudo Angolano".
E, até certa altura, nada se podia fazer, sob o ponto de vista oficial, se não fosse utilizado o célebre papel selado, pelo qual haveria que se desembolsar, por cada folha, uns escuditos..

Linearmente, com o progresso, vieram então novas "invenções" - com o decorrer dos tempos - pelo que, em sua substituição, começou-se a lançar mão a alterações em sistemas de tecnologia produtiva, abrangente a todo o tipo de trabalho, com características muito especificadas, que modificou em profundidade, sobretudo o antigo sistema de contabilização comercial, e, essencialmente, na actividade bancária, com o surgimento dos Computadores (Informática, via Internet)
.
Com um curriculum laboral, sempre distinguido e documentalmente comprovado pelos serviços prestados com a maior honestidade e zelo, em diversas Empresas (nacionais e estrangeiras), onde dediquei grande parte da minha actividade, incluindo a Bancária, (tanto em Angola como em Portugal Continental), por vicissitudes ligadas ao processo da "exemplar descolonização", estatutária e regulamentado pelo Governo na época, em relação aos que tinham vindo do Ultramar, foi-me concedida uma única pensão de reforma, a mínima no sector bancário, equivalente à de nível de Aprendiz da Banca!
E, assim , martelando no teclado, e... como a Internet é um Mundo, fui descobrindo cenários que me fizeram relembrar acontecimentos há muito tempo vividos, em Angola (terra de naturalidade), como por exemplo, um certo dia, estando sentado à secretária de trabalho, um colega, dirigiu-se-me fazendo a seguinte pergunta: "O Colega sabe o que se está passando neste momento em Lisboa ?". Respondi, "Não, diga-me o que se passa ?..." A notícia era esta ..." Um posto de Comando Revoltosos, está a levar a efeito uma Revolução em Portugal.."
... Era o 25 de Abril, de 1974.
Agora, com os meios posta à nossa disposição na busca de relatos e comentários expostos na Internet, relativos a cenários de um passado distante, uma foto, por se relacionar com Bancários, despertou a atenção, por se enquadrar na época que decorria o célebre 25 de Abril ...
![]() |
| A Grande Classe Bancária ... |
Tá?!...
segunda-feira, 3 de março de 2014
Novidade ?...
em que vem inserido uma explicação, de que ressalto o seguinte:
"Estatuto Editorial Jornal Dica da Semana
1- O Jornal Dica da Semana é um semanário de distribuição gratuita, porta-a-porta, que tem como principal objetivo assegurar ao leitor o direito de ser informado com verdade, rigor e isenção. A Dica da Semana pretende ser uma publicação autónoma e independente do seu proprietário em termos de conteúdos e publicidade, de maneira a ir ao encontro de um público mais abrangente, criando uma maior proximidade e afinidade com os leitores.!"...
De seguida, uma série de "instruções" estatutárias , que, poderão ser acompanhadas pela leitura do jornal agora distribuído, porta-a-porta.
Assim sendo, passamos a ser beneficiados, com a distribuição "gratuita", ( segundo o Estatuto) de mais uma nova fonte de informações, que poderão vir a ser de muita utilidade para aproveitamento do "Zé Povinho"-
As melhores felicitações por tal "benéfica" iniciativa..
Tá?!....
domingo, 2 de março de 2014
A esperança é grande consoladora...
Vai a caminho de três meses, que, acerca da catástrofe que levou Estudantes Universitários para o fundo dos oceanos, desaparecidos , de tal maneira, em que só dias mais tarde foram encontrados, prodigiosamente, os seus corpos , após intensas buscas levadas a efeito, por Agentes da Marinha Portuguesa, que publiquei este blogue, " esperançoso":»
.
Ouço, agora, a todo o momento, pela televisão, e leio nos jornais, que algo de muito preocupante,- acções beligerantes - estão a passar-se no Mundo, que nos pode "empurrar" para uma situação análoga à que conduziu à eclosão de uma guerra mundial, em que bastou, numa altura ,a deflagração de um bomba atómica, para em segundos, acabar com a vida de inocentes seres humanos, como , aliás, é do conhecimento generalizado.
A crença no sentido de virem a ser encontradas, nas buscas, os cadáveres dos Estudante....resultou no que toda a Gente ja´sabe- apareceram , dias depois, todos os corpos, que depois, foram sepultados em Terra Firme.
************
Faltam , agora, 3 anitos para atingir os meus 90 (noventa) anos de idade .. ( se lá chegar !...).
Vivi, ao longo dos tempos, como aliás, é natural, períodos bons , menos bons, alguns cheios de mel e, não rara vezes, outros, um tanto "avinagrados.".
Um dos momentos mais belos e felizes da vida, foram os que me levaram ao altar, em Luanda (Angola) para colocar a aliança matrimonial, no maior Tesouro, que tive - a encantadora Esposa, -chamava-se Alvarina Teresa..- Foram Sessenta anos da aliança dourada, matrimonial, encaixada nos dedos das mãos.....
E o momento mais caustico , . foi... sentada serenamente a meu lado, olhando-me um pouco sorridente, directamente nos meus olhos, e, fechando-os de seguida... "desejou.me" um ETERNO ADEUS., porque Nossa Senhora acabava de a vir buscar, para a transportar para junto de Deus. no Céu. Seria perto das 12 horas do dia 12 de Novembro de 2010. Que Deus a descanse em Paz.
A despeito do turbilhão dos sucessivos e enfadonhos acontecimentos mundiais que a toda a hora nos vai apavorando, como a expectativa de eventuais deflagrações de "declarações de guerra", mantenhamos a Esperança nos homens do poder para agirem de forma intencional para que não prejudiquem os que ainda mantém a Fé em Nossa Senhora no sentido de permanência de clima de
PAZ, e SOLIDARIEDADE
ente os Homens ( e Mulheres) de BOA VONTADE... - Que Nossa Senhora nos livre do Inferno ..
Imagem centenária...
Olhão, 02 de Fevereiro de 2014...- Domingo.
Tá?!..
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Ouço, agora, a todo o momento, pela televisão, e leio nos jornais, que algo de muito preocupante,- acções beligerantes - estão a passar-se no Mundo, que nos pode "empurrar" para uma situação análoga à que conduziu à eclosão de uma guerra mundial, em que bastou, numa altura ,a deflagração de um bomba atómica, para em segundos, acabar com a vida de inocentes seres humanos, como , aliás, é do conhecimento generalizado.
A crença no sentido de virem a ser encontradas, nas buscas, os cadáveres dos Estudante....resultou no que toda a Gente ja´sabe- apareceram , dias depois, todos os corpos, que depois, foram sepultados em Terra Firme.
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Faltam , agora, 3 anitos para atingir os meus 90 (noventa) anos de idade .. ( se lá chegar !...).
Vivi, ao longo dos tempos, como aliás, é natural, períodos bons , menos bons, alguns cheios de mel e, não rara vezes, outros, um tanto "avinagrados.".
Um dos momentos mais belos e felizes da vida, foram os que me levaram ao altar, em Luanda (Angola) para colocar a aliança matrimonial, no maior Tesouro, que tive - a encantadora Esposa, -chamava-se Alvarina Teresa..- Foram Sessenta anos da aliança dourada, matrimonial, encaixada nos dedos das mãos.....
E o momento mais caustico , . foi... sentada serenamente a meu lado, olhando-me um pouco sorridente, directamente nos meus olhos, e, fechando-os de seguida... "desejou.me" um ETERNO ADEUS., porque Nossa Senhora acabava de a vir buscar, para a transportar para junto de Deus. no Céu. Seria perto das 12 horas do dia 12 de Novembro de 2010. Que Deus a descanse em Paz.
A despeito do turbilhão dos sucessivos e enfadonhos acontecimentos mundiais que a toda a hora nos vai apavorando, como a expectativa de eventuais deflagrações de "declarações de guerra", mantenhamos a Esperança nos homens do poder para agirem de forma intencional para que não prejudiquem os que ainda mantém a Fé em Nossa Senhora no sentido de permanência de clima de
PAZ, e SOLIDARIEDADE
ente os Homens ( e Mulheres) de BOA VONTADE... - Que Nossa Senhora nos livre do Inferno ..
Imagem centenária...
Olhão, 02 de Fevereiro de 2014...- Domingo.
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sábado, 1 de março de 2014
Alcatruzes benéficas na vida...
Uma vez mais, ao passar junto das bancas que expõem os seus artigos à vista do publico, notei que de entre os imensos jornais , e revistas, expostos, destacava-se o jornal regional "Brisas do Sul".. Adquirido o numero 171 deste jornal, após descansada leitura, em casa, numa página do seu interior conteúdo literário, verifiquei a inclusão de um artigo meu "bloguista", titulado " O clarão das recordações". Obrigado pela gentileza!.
Uma curiosa particularidade, que me despertou francamente, a atenção, foi um artigo subscrito por Sandra Santos, acerca dos 38 Anos de actividade jornalística do Director e Editor, Luís Gerardo Viegas.
Notei a história do seu grande percurso nas lides jornalísticas, e reparei numa circunstância descrita no seu curriculum, que nascido em Olhão, "viveu a sua adolescência e juventude na então aldeia piscatória da Fuzeta, concelho de Olhão, onde fez a instrução primária e as suas funções profissionais exerce-as, em paralelo desde desde sempre com a pesca profissional e o jornalismo profissional."
Sucedeu-lhe, a certa atura, o mesmo que eu próprio também senti, quando me vi, por razões emergentes do processo da "exemplar descolonização" de Angola, a sensação de ter sido atirado para a "prateleira"..
Como relata Sandra Santos, no seu artigo, que "Como não era homem para ficar parado, à espera de outras oportunidade..." acabou por sair vitorioso das " outras oportunidades..."
Porém, a "rábula" desta minha programação assenta no seguinte:
. Sendo uma Pessoa que eu desconhecia inteiramente, quando caí de "pára-quedas", nesta linda cidade de Olhão, não deixo de reconhecer , efectivamente, a sua capacidade de visão que abrange muitos aspectos construtivos, pois, lá foi descobrir que um velhote, que eu sou, com 86 anos de idade, que se entretém a publicar algumas "aventuras" no seu cantinho "bloguista", na Internet, com 40.264 visualizações de página e com 19.931 (dezanove mil, novecentos e trinta e um) visitantes de outras galáxias), por todo o mundo, neste preciso momento, serviu de base para ter a honra de ter sido publicado no número do jornal acima fotocopiado, de que é Digno Director. Bem haja !...
Tá?!....
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