sexta-feira, 15 de abril de 2016

Contas mal feitas e contas por fazer...

A crise eterna...
No primeiro jornal da RTP, pela manhanzinha,  surgiu a notícia que dava conta de que teria sido o Banco de Portugal a sugerir às Instituições Financeiras  Europeias  as medidas de resgate aplicadas a esse colosso da Finança Mundial que é o BANIF, o Banco Nacional da Madeira,  com  expressão pouco mais do que regional. Esta notícia contraria assim as declarações do Governador do Banco de Portugal,  o qual delega toda a responsabilidade nas Instituições Financeiras Internacionais. Terá sido mais um esquecimento ?

Ainda na RTP,  no programa chamado As Palavras e os Atos,  discutiu-se o crédito mal parado nos Bancos portugueses e como resolver esse problema que,  segundo dizem,  afecta bastante a capacidade dos Bancos para conceder crédito a quem  dele precisa para continuar a sua actividade. Pelo o que percebi,  a coisa não está fácil e basicamente os Bancos,  com tantos milhões  perdidos  correm sérios riscos de falência.

Com tanta discussão à volta dos Bancos,  contas secretas em paraísos fiscais,  Bancos Bons e Bancos Maus,  Banqueiros caídos em desgraça,  com o Regulador da Banca Nacional a dizer hoje uma coisa e amanhã  outra,  com contas que hoje revelam lucros mas que amanhã, sem se perceber como,  apresentam enormes prejuízos,  dou por mim,  perdoem-me a imodéstia,  como  o último dos honestos bancários,  competência concretizada no desempenho exemplar  das funções,  tudo documentado e comprovado.  Assim,  se há alguém que poderia dar uma lição de moral,  seria este que vos escreve.  Agora,  reformado,  limito-me a assistir à catástrofe...

Tá?!...

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A Mocidade Portuguesa: Deus, Pátria e Família.

No dia de ontem,  foi com grande tristeza,  choque e estupefacção que  tomei conhecimento de uma notícia que relatava a agressão por parte de duas  alunas de uma  Escola próxima de Braga  a uma Professora durante uma aula. A Docente,  que padece de cancro,  foi violentamente agredida com puxões de cabelo,  pancadas na cabeça,  tudo acompanhado de  insultos.  As razões que terão motivado a agressão não foram divulgadas. No entanto,  nada,  mas mesmo nada, poderá jamais justificar tal comportamento.

A verdade é que a noção de respeito pelos mais velhos,  pelo Mestre que nos transmite conhecimentos,  está cada vez mais esbatida. Que tipo de educação terão os Pais destas crianças passado para as suas filhas que  terá,  nas suas mentes,  validado esta agressão ? Antigamente,  o bom professor era aquele que exigia trabalho,  que premiava o empenho e que tudo fazia para que,  num futuro não muito distante   os seus alunos estivessem preparados para as dificuldades da vida,  pessoal e profissional. Hoje,  o Bom Professor é o que passa os meninos e  meninas,  sendo que o Professor que tenha a ousadia de exigir trabalho,  empenho,  concentração,  esforço,  persistência, entre outras "barbaridades",  é  intimidado pelos seus próprios  Colegas,  Direcção da  Escola,  Pais e Mães  e, o impensável noutros tempos, pelos próprios Alunos.  É premiado o facilitismo,  valorizado o que é aparente, marginalizado quem tenta remar contra uma maré de mediocridade.

Que falta faz uma Mocidade Portuguesa. Instituição que valorizava o companheirismo,  os valores morais e sociais básicos de respeito pelos outros,  seria hoje,  mais  do que nunca, necessária para ensinar  a estas criancinhas como se devem comportar em sociedade e o respeito que devem a quem, a troco de um ordenado, quase miserável,  se dispõe a ensinar-lhes algo. Já dizia Salazar... DEUS - PÁTRIA - FAMÍLIA.

Tá?!...

terça-feira, 12 de abril de 2016

Contrastes, que o tempo se encarrega de acentuar...

12 de Abril de 2016 Vs 12 de Abril de 1928.

O bebé Armando, em Luanda,  fotografado com os seus saudosos Pais..há 88 anos ..






Ao abrir o facebook, na Net, hoje, dia 12 de Abril de 2016, as primeiras figuras que se me depararam foram a que acima reproduzo, em que, logo na primeira, estou eu aos cinco meses de idade, rodeado pelos saudosos e muito queridos Pais, Maria Helena e Domingos José Baptista, em Luanda (Angola), estes, infelizmente, já falecidos..

Surpresa agradável, que me  emocionou bastante, pois, ao longo do dia, tenho vindo a receber tantas mensagens, felicitando o meu 88º aniversário, entre a quais sobressaio as que me são enviadas pela Família, que está dispersa por esse Mundo fora. Só que acontece que já nem me  lembro .muitas vezes, da cara de alguns Amigos, que lá se vão lembrando desta data, em memória de festejos que celebrávamos. em conjunto, em tempos que já lá vão... e que não voltam mais !.


Não fugindo à regra, os meus descendentes, Filhos e Netinhas, teimaram comigo, a meio do dia, em irmos celebrar a data, a despeito da ausência da minha saudosa Esposa, Alvarina Teresa, que nos  saudava a partir do Céu, para onde Deus a tinha chamado, num Restaurante, em Olhão, que nos serviu de uma forma, quase que presidencial, denominado BOM D+

Posteriormente, saudaram-me com um belíssimo bolo, e champanhe, já em casa, que me permitiu  uma salvaguarda de emoções cardíacas  que, em casos desta natureza, não sendo bem conduzidas, e tratadas, podem, por vezes, vir a conduzir a... dolorosas complicações mortíferas!...

Restaurante BOM ..Olhão-.


O bolo de aniversário...

O Autor (Velho do Restelo Grisalho)...

88 anos já vividos...

 Até para o Ano, se Deus quiser...

Tá?!...

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Seja bem-vinda, menina Isabel...


Um sorriso milionário...
O sangue angolano que me corre nas veias prega-me por vezes partidas fazendo com que fale muitas vezes  com o coração e não propriamente com a razão. Já em ocasiões anteriores tenho aqui manifestado a minha simpatia pela empresária angolana e filha do presidente daquele país,  Isabel dos Santos,  uma mulher de forte personalidade,  simpática,  sempre de sorriso no rosto,  charmosa e inteligente. O facto de ser a  mulher mais rica de África e uma das mais ricas do Mundo,  com uma fortuna pessoal avaliada em  cerca de três  mil milhões de Euros,  gera frequentemente a antipatia das pessoas. Como pode a filha do presidente de um dos países africanos em que a população vive em condições mais miseráveis ser tão rica ? Bem, isso também não sei explicar,  mas,  não sendo eu uma autoridade fiscal ou financeira,  também não me caberá fazê-lo. O que é certo é que tanto dinheiro,  influência política e financeira,  bem como um faro especialmente apurado para os negócios,  podem dar muito  jeito.

O império dos Santos em Portugal.
A sua presença em Portugal, financeiramente falando,  não é de agora. Participações na operadora de telecomunicações NOS, no Banco BPI e em muitas outras empresas por este País fora,  tornaram-na  uma cara conhecida dos portugueses. No entanto,  a sensação que fica,  a quem não é propriamente um especialista em economia,  é de que a participação económica e financeira desta empresária poderia ser mais efectiva e visível.

Tantos milhares de milhões de Euros (um número tão grande que nem consigo imaginar o que poderia fazer com tal fortuna  pessoal) poderiam bem ajudar a criar empregos,  aumentar a produtividade e a produção nacional e,  sem dúvida,  contribuir decisivamente para a resolução de uma crise que parece eterna e para a diminuição de um défice orçamental   que teima em aumentar,  apesar das constantes declarações dos sucessivos governos em sentido contrário.

Assim, porque não aprofundar a relação Portugal/Angola,  nos últimos tempos algo conturbada pela via judicial (suposto envolvimento do Vice-presidente de Angola num caso de corrupção),  por intermédio da bonita e rica Isabel dos Santos,  o que seria certamente benéfico para ambas as partes.

Costuma-se dizer  "Seja bem vindo quem vier por bem...". E se trouxer uns quantos milhões, melhor ainda.

Cumprimentos,

                    Armando Baptista.
                    (Português de Angola ).
                    (Nascido em Luanda,  a 12 de Abril de 1928)

Tá?!...


domingo, 10 de abril de 2016

Forte indignação !...

Ontem, dia 09 de Abril de 2016, DIA DOS COMBATENTES, pelas 20h00, liguei a televisão, RTP1, a fim de acompanhar o noticiário quanto aos acontecimentos do dia, pois estava ansioso por  verificar o que se passara, especialmente quanto às manifestações patrióticas relacionadas com a celebração do Dia que é dedicado aos heróicos Combatentes.

Qual não foi a minha surpresa, e espanto, ao verificar que, no momento em que Sua Excelência, o Presidente da República Portuguesa, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, iniciava o seu discurso, repentinamente, a televisão sobrepôs à sua digna imagem relatos do futebol, da Liga e dos jogadores em campo, bem como propaganda comercial, pelo que considerei isto uma ofensa à dignidade do que se celebrava, honradamente, aos que tinham dado a sua vida pela Pátria. Sobrepor o futebol a um acto quase que religioso, que se cumpria nesta data ?  É demais .... a nossa Televisão tem que ser repreendida !.

Imagens colhidas em relação a este  assunto:























Tá?!...

Nos dias de hoje, isto já não acontece...

O Autor...
Pois, este " bebezinho", que aqui vemos,  todo contente,  é o Armando (Mandinho), autor deste blog, fotografado em Cabinda (Angola), nascido em Luanda, a 12 de Abril de 1928.

Hoje, este  "gajo", vive em Olhão, cidade onde pensa vir a ser soterrado, aquando da sua partida para junto da que foi sua Esposa (Alvarina Teresa), que já  repousa, eternamente no Céu, em Paz e Descanso.

Os  dois  maninhos...
Meu saudoso irmão,  José Duarte (Zé Bate), aqui também fotografado a meu lado, quando ambos vivíamos em Cabinda, há  mais de meia centena de anos, quando adulto exerceu funções laborais em Angola, como funcionário dos CTT e exímio e competente operador na  Marconi. Certo dia, em Luanda, contou-me ele o seguinte:

Como sabem,  na época Natalícia, Portugal estando no hemisfério Norte, tem um clima cujas temperaturas chegam a tingir graus negativos, e, ao invés, em Angola, nessa época, estando no hemisfério Sul, o calor é tanto, que só nos apetece é tomar banhos nas praias de águas cálidas. Até as funções de horários de trabalho, diferem bastante, entre Portugal Continental e Angola, na mesma ocasião.

Naquele tempo, não existiam ainda carreiras de aviação, nem televisões, e as comunicações entre a Metrópole e o Continente Africano, limitavam-se tão-somente às comunicações através dos fios  telegráficos e edições temporárias emitidas, exclusivamente,  pela Emissora Nacional, Lisboeta.

Contou-me, esse meu saudoso Irmão, que tinha acabado  de receber a noticia telegráfica, pelo cabo-submarino, salvo erro, a informação  de que o primeiro prémio da Lotaria de Natal,  fora para Angola, dando conta do número que fora premiado. Ora, como ainda estavam à venda os bilhetes da Lotaria, em Luanda, àquela hora, dessa mesma edição, haveria ainda  a possibilidade, em Luanda, de adquirir o bilhete de lotaria  que continha o número mais premiado, que se supunha  estar na livraria Lello. Disse-me, esse meu Irmão, que nem sequer deu um passo para ir comprar o bilhete sorteado, pois conhecia, antecipadamente o número do bilhete de lotaria que continha o primeiro prémio da Lotaria de Natal. E fê-lo, em obediência ao cumprimento que assumira, quando admitido na Empresa, de Guardar Sigilo, temporário, de toda a informação que  recebesse do Continente Europeu. Já vão decorridos muitos anos, e,  que me lembre, não sei quem fora o Novo Rico que adquirira tal bilhete premiado.

Coisas do Passado, que já não voltam...

Tá?!...

sábado, 9 de abril de 2016

Mr. Marcelo Rebelo de Sousa.

Os dois irmãos, em Cabinda.(Angola).
Esta fotografia foi tirada em Cabinda (Angola), na qual eu, Armando, aos 5 anos, apareço ao lado do meu saudoso irmão, José Duarte (o Zé Bate), com 3 anos, já falecido em  Luanda..

Sempre tivemos  uma vida em conjunto - mais ou menos - até ao momento em que tivemos que nos separar, por um período mais prolongado, que, por razões em matéria do meu  grave estado de saúde, dias antes da celebração da independência de ANGOLA, fui metido a bordo de um avião, com destino a Lisboa, a fim de ser socorrido por médicos, que na altura eram inexistente em Luanda.

Esta prosa, vem a agora a propósito do seguinte:

Muito mais tarde após da efectivação da "exemplar descolonização", o meu saudoso irmão, ex-funcionário da Marconi e dos C.T.T., teve que, igualmente, socorrer-se dos Hospitais, em Lisboa, devido também a doença que o afectou, tendo regressado, depois, a Luanda, após a sua melhoria de saúde.

Certo dia, numa das conversas, mas já aqui em Portugal, em que debatíamos as nossas interpretações de cariz político, que se iam desenrolando, no País, e fora deste Continente, teve o meu irmão o  seguinte desfecho... (e já lá vão  perto de três dezenas de anos...)

"...Em minha opinião, existe aqui em Portugal uma Alta Figura, que se um dia fosse Presidente da  República, Portugal ficaria muito bem servido e atingir-se-ia um clima de excelente convivência,  e de solidariedade... era o...

                                                             MARCELO REBELO DE SOUSA...

Tenho dito..

Tá?!...

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sonhar não custa...

Há quem diga que sou chato, que estou sempre a falar da mesma  coisa,  feito um Velho Rezingão,  sempre contra tudo e contra todos. Apelidado de "Velho do Restelo Grisalho" por uns,  irrealista  para outros,  gosto de pensar que sou,  na verdade, um sonhador.

Todas as noites sonho com o mundo melhor,  onde as crianças não passam fome,  a inveja e a ganância não passam  de palavras jamais concretizadas,  onde os mais Velhos têm um lugar especial,  sendo respeitados e acarinhados como elementos úteis da Sociedade e cuja experiência é inestimável,  em vez do tratamento próprio  de uma  "Peste Grisalha" que deve ser  erradicada. Neste Mundo perfeito com que sonho tenho sempre a meu lado,  sorrindo,  aquela que foi,  é e sempre será a minha amada Esposa,  Alvarina Teresa.  Apesar dos quase noventa anos,  continuo a sonhar. Efectivamente,  muitas vezes, e por limitações impostas pela idade,  pouco mais posso fazer do que isso mesmo, sonhar.

Assim,  há algum tempo,  publiquei uma Carta Aberta,  neste mesmo espaço,  dirigida a Sua Excelência,  o Presidente da República Portuguesa, Professor  Marcelo  Rebelo de Sousa,  onde dirigi um convite para que visitasse o Algarve e mais concretamente a bonita cidade de Olhão. Era apenas um sonho,  mais um,  pelo que,  na verdade,  nunca esperei que se pudesse vir a concretizar.  Por isso foi com enorme surpresa  e prazer que há dois dias recebi um email da Presidência da República, que reproduzo abaixo,  devidamente assinado pelo Chefe da Casa Civil do Presidente,  Fernando Frutuoso de Melo. Neste documento oficial fica a promessa de que, "assim que seja oportuno,  Sua Excelência o Presidente da República terá muito gosto em visitar a região do Algarve e a cidade de Olhão" (sic.).


Continua a ser apenas um sonho. Mas,  quem sabe,  um dia se possa tornar realidade e terei assim concretizado um momento especial para qualquer cidadão português,  que é receber na sua cidade,  na sua casa,  o Chefe de Estado da República Portuguesa.

Sonhar não custa...

Tá?!...


quarta-feira, 6 de abril de 2016

...A quebra do silêncio dos BONS .....





Aqui estão sepultados,  no Cemitério de Olhão, heróicos Combatentes que, pela Pátria, "marcharam contra os  canhões", na guerra do Ultramar.

Foi a propósito do início da leitura do livro, de autoria de João Peres, com o título "MEMÓRIAS", que me atrevo a "rebuscar" o sentimento que me ocorre, acerca do que se "desenrolou" ao redor de um clima, em que eu também estive "infiltrado", pois reverte-se  de um panorama em que uma dor só a sente quem tem a ferida, ou seja a morte dos Ente Queridos  !....

Quero com isto expressar, sentimentalmente, o desgosto, e a dor, que, logo nas primeiras páginas deste prestigioso Livro (vem descrito), teriam  sentido os Familiares, como em muitas outros circunstancias, se viram perante o que tomo a liberdade de identificar, como fonte esclarecedora.


 

 

Para melhor interpretação,  transcrevo. e sublinho o sentido que pretendo seja dado com  esta minha "filosofia" de que o SILÊNCIO DOS BONS, por vezes só é quebrado quando estamos já junto a Deus, no Céu Eterno...

..."Quando ainda tinha muito para dar e viver não resistiu a um problema de saúde que se tornou fulminante.

Faleceu em 1 de Fevereiro de 2014, tendo os familiares, amigos, colegas e estudantes universitários acompanhado o féretro para  última morada no Talhão dos Combatentes, no Cemitério 16 de Junho, em Olhão.  Residia em  Olhão.. ".

A força do Destino... de Todos Nós !....

                                                            *******************

Sem pretender subestimar a valiosa obra literária de autoria do Grande e Ilustre Obreiro, João Peres,  digno Presidente  do  Núcleo de Olhão da Liga dos Combatentes, ouso aqui reproduzir uma fotomontagem extraída da também grandiosa obra literária, que, em tempos, o Círculo de Leitores publicou, titulada "A Guerra de África", da autoria do também excelente Escritor, José Freire Antunes, que emitiu uma imagem, que me fez recordar, um episódio comigo ocorrido em Angola (Luanda), que foi o seguinte:

Nunca estive, propriamente, aos tiros na selva africana, para abater o inimigo que se opunha à estabilização política assumida por Salazar, na época, mas compartilhei da reactividade de acções tendentes à estabilização de um clima de paz e ordem, na terra onde nasci - Angola.

Certo dia, um familiar muito próximo, devidamente fardado (infelizmente já falecido), tinha acabado de chegar, vindo do mato, e ao  aproximar-se da minha  pessoa, desdobra um grande volume, e o que Ele me mostrou... uma série de catanas, todas elas ainda fresquinhas e abarrotadas de puro e fresco sangue, proveniente de combates sucedidos durante a noite anterior... e que cheiro  nauseabundo !....

             
As facadas... no mato, tombando o feroz inimigo...

Capa de Livro.



Tá?!...

domingo, 3 de abril de 2016

Levantai hoje de novo, o Esplendor de Portugal..

Ontem, dia 2 de Abril de 2016, na Biblioteca Municipal José Mariano Gago, em Olhão, pelas 15h00 deu-se inicio a uma homenagem colectiva..."A todos os Homens e Mulheres que serviram as Forças Armadas Portuguesas na guerra do Ultramar, quer na frente, quer na retaguarda, cumprindo missões onde superaram sacrifícios, vicissitudes e demonstraram coragem e heróico patriotismo", palavras estas inserida no livro "Memórias-Combatentes na guerra do Ultramar", da autoria de João Peres, que foi sujeito a apresentação pública, e muito apreciado.


                              Organização da Liga dos Combatentes, do Núcleo de   Olhão

Foi muito apreciada a Exposição, na abertura, contendo fotografias de cenários vividos naquela  conturbada época, de clima de guerra, expostas por todo os recantos da sala onde se aglomeravam centenas e centenas de visitantes, entre os quais reconheci alguns como afáveis Amigos e distintos Compatriotas.

Como sempre, sempre que me surjam temas que se relacionem com actos praticados , por quem quer que seja, mas que se compaginem com o maior respeito de "reconhecimento a tanto  esforço, a tanto sacrifício, a tantos mutilados e a todos os que  caíram no teatro de guerra ou por sua causa", e  que me toquem no coração, publico blogs como este, tal como o que ontem, respeitosamente fiz oferta de uma cópia aos distintos Organizadores deste evento, em que, nem uma palavra de agradecimento me foi pronunciada nos discursos emitidos, pela distinta  Mesa da Direcção, deste  importante  convívio...

Imagens colhidas pela minha singela máquina fotográfica:












O autor destas linhas, acompanhado por um representante das Forças Armadas






A Todos... um  feliz  Domingo (03/04/2016)  e Bem  Hajam!
                                            
Fotocópia do blog emitido em 2 de Abril de 2016:

Fotocópia do folheto incluído no interior do Livro "Memórias":


Relendo uma vez mais o que vem inserido neste "panfleto", acima, de João Peres, não estou discordante do seu teor,  mas... (há sempre um "mas"...) muito embora, esteja de pleno de acordo quando diz: "Hoje, vive-se em paz, está longe o tempo da guerra, da mobilização, da partida para África e a incerteza do regresso. Por isso os Combatentes do Ultramar merecem o maior respeito das gerações após 25 de Abril que devem identificar-se com estes testemunhos e prestar um sentido reconhecimento a tanto esforço, a tanto sacrifício, a tantos mutilados e a todos os que caíram no teatro de guerra ou por sua causa..."

Consideremos, no entanto, que houve discordâncias, quando, uma digna Personagem, em tempos idos, declarara publicamente, ter considerado que a descolonização portuguesa "foi exemplar"...



Tem o Autor deste  famoso Livro toda a razão em ter considerado que, após o25 de Abril, acedemos todos a um clima de Paz e Sossego, pois a partir de então, deixaram-se de utilizar as armas de guerra, e o  uso de  balas, que só serviam para matar... matar !


No entanto  houve  reversos à anterior situação beligerante, que, como todos sabem, provocou "exílios forçados" a milhares de boas Famílias, que, sempre trabalharam árdua e honestamente  para que se edificassem as ex-Colónias Ultramarinas, e que no final perderam os seus haveres, terrenos, etc., por lhes ter sido tudo destruído.

Fui, no passado,   em Angola, terra onde nasci - vai fazer perto de noventa anos-, de entre outras capacidades  laborais, exerci,  com êxito ,como a de chefia directiva e contabilística,   em várias Empresas,  e, por último,  já   na  actividade  bancária,  documentalmente comprovado.

 Fui   inicialmente  integrado,  também,  na fundação , ( e inauguração)  em conjunto,  num  dos maiores Bancos que existiam, antes da Independência de Angola, o  agora extinto, - o ex-Banco Totta-Standard de Angola,- e,  por motivos de saúde (entre outros), passei a auferir , já aqui em Portugal, de ,uma simples pensão de reforma,bancária,  equivalente ao salário mínimo a que tem direito um simples Aprendiz da Banca...

Tá?!...