terça-feira, 8 de agosto de 2017

LIVRO

                                    PARA QUE AS MEMÓRIAS NÃO SE APAGUEM

Alvarina   Teresa

Casamento - Alvarina  e Armando.
Não se trata de um nostálgico romance, mas sim espraiar de memórias de excertos de uma
vida "curtida" ao longo de largos anos, que o tempo vai ceifando.  Deus quis que viesse ao
Mundo, numa bela manhã de Abril -12- do ano 1928, em terra Angolana, bem perto do mar
junto ao porto acostável de Luanda. então em construção, um robusto menino chamado
Armando ( o Mandinho) fruto de um abençoado matrimónio, que teve lugar na cidade de
Santo António do Zaire, a sul do enclave de Cabinda, e apadrinhado pelo general Norton de
Matos.  Decorria então o ano de 1926, e, à saída da Igreja ,  desfilaram com um virginal en-
cantamento, os Pais (Maria Helena e Domingos José).  Já lá vão decorridos mais de 99 anos,
em que a encantadora Noiva teve o  privilégio de, no dia do seu Casamento, usar um vestido
vindo de Paris, fornecido pela  Boutique Pompadour.

Casamento dos Pais..
O Mandinho... Casa onde nasceu, em Luanda..   ...
Mais  tarde,  fruto da mesma religiosa união nupcial,  nascia em  Vila Henrique de Carvalho. Lunda, Saurimo, o segundo rebento, o José  Duarte ( Zé Bate) com uma cabeleira muito dourada,  que fez  jus aos diamantes que naquela terra eram abundantemente extraídos do solo angolano.

Armando e Zé Bate - ainda miudos.- Cabinda.

Zé Bate, em Luanda-  antes de ter falecido..
Recordo, emocionalmente, que de entre os Pioneiros,  realça-se a epopeia do meu sagrado   Avô,  JOAQUIM DO CARMO FERREIRA sepultado, na época, coberto com a Bandeira Nacional Portuguesa,  num Cemitério de Nova Lisboa, hoje Huambo (Angola) -  Paz â sua  Alma.,

A Familia Carmo Ferreira,  fotografada em Angola - há mais de uma centena de anos., com a  Mamã, Helena.


 A Mamã e os  Filhos que eram novos  meninos e  meninas que vieram ao ao Mundo...


No mês de Agosto de 1933,  a querida Maria Helena que está nesta foto,  Mãe do Armando ( Autor deste blog),  a feliz vivência desta  Familia, ,  foi fragmentada em  Luanda,  causada  pelo falecimento da Ditosa   jovem Mãe, MARIA HELENA,  que ficou sepultada no Cemitério de Luanda,  no mês de Agosto de 1933, após  sofrimento de grave doença que não perdoou.

A  força do destino traçou a todos os membros familiares. novos rumos, resultando  que  particu-
larmente, ao  Armando (Mandinho) e  o irmão José Duartre ( Zé Bate), que foram entregues aos
cuidados da Avó (Helena) e da tia Gabriela (Belela), tivessem embarcado, com destino a Lisboa, no vapor "Moçambique" ( paquete ainda movido a carvão) que acostou ao cais de Alcântara, (Portugal)
depois de vinte dias de viagem, numa tempestuosa tarde de inverno, portanto decorridos já mais de um século.

(continua)


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

PARA QUE AS MEMÓRIAS NÃO SE APAGUEM...

                                                      Capítulo 1 (n.º 3) do renunciado  LIVRO das memórias..

Prosseguindo   à   edificação    da  "montanha" que sobreviveu à desistência de se editar um Livro, sobre a  marcha de vida  sofrida  por  este  "Velho do Restelo Grisalho", de 90 anos,   e note-se  no  volume de papéis e  fotos recolhidas,    comprovativos das "historietas"  que se relacionem  com a   sua  auto- biografia...

Com a devida  vénia, e respeito,  atrevo-me a basear num trecho que sua Excelência o ex-Presidente da Republica,   Aníbal  Cavaco Silva, inseriu, na sua obra  Literária ( Quinta-Feira e Outros Dias) que transcrevo, pacialmente:- O meu acordo, Excelência....

"... Eu, que sempre recusei ser comentador da televisão ou da rádio, que tenho  aversão à  intriga política e partidária,, tanto ao gosto da comunicação social, e que  nunca me dediquei à  arte de seduzir  jornalistas"   ( A parte sublinhada é de autoria de quem emite o pressente blog).

Maquina de escrever, antiga, hoje substituída pelos computadores......


Caderno volumoso  onde estão resguardados documentos históricos e fotos..
 Já agora, mais uma historiazinha...

Estávamos atravessando um período muito "aquecido" pelo detonar das armas militares, precedente  da data  da Independência de Angola,  que estava sendo objecto de confrontos mortais, em  que  inúmeras vezes  as lavadeiras,  que trabalhavam no  bairro em que eu residia ( Bairro Prenda), passavam por  mim  e gritavam r " Mata branco... mata branco !..."

O que relato, passou-se  já há muitos anos, muito   antes da Independência de Angola.  Como no meu bairro existiam Escolas da Instrução Primária, frequentadas por muitos alunos, na maioria  filhos de Pais  Brancos,  volta e meia, durante a noite, estas Escolas eram assaltadas  por  negros ressabiados,  por vezes com o apoio de esquisitas  armas mortais.

Houve, então necessidade de se organizarem  pesquisas nocturnas, chefiadas por competentes militares. a fim de se  combaterem as agressões nocturnos  que estavam surgindo ao longo  do período  nocturno.

Como já   não  havia militares  disponíveis   para esse  exercício de pesquisas nocturnas,  e  rondas,  houve  necessidade de se socorrer a militares que tenham  passado à situação de  reserva..  Fui  "requsitado", por isso, ,  pelo Exercito ainda  existente, em Angola ,a colaborar  com a minha comparticipação no comando  na condução ds jeeps do Exercito, nas rondas  de  sondagens nocturnas, que se faziam  em todo o território.  Como fui militar, graduado, acedi   comparticipar nessas perigosas  buscas,  que se faziam durante toda a noite.. naquelas  zonas da cidade de Luanda.

Certa noite, em  que eu comandava  as equipes   rotativas, sentado  sempre ao lado do condutor da viatura,  em alerta constante vigilância,   e em que não chegou a haver nessa  noite  qualquer  tipo  de tiroteio, ordenei ao motorista que me conduzisse a casa, o que ele cumpriu, despedindo-se de  mim, com uma formalizada  continência, ao que eu correspondi com outra  militarizada. continência..

Mas... o que sucedeu  no instante em que nos despedimos, o  motorista pegou na metralhadora que  conduzia( em Luanda) , ao seu colo, durante toda a viagem,  deu conta que a metralhadora estava com o gatilho carregado, por engano,  e  pronto a fazer fogo,  a todo o momento, estando apontada, erradamente,    em  minha direcção, contrariamente aos regulamentos  do  Exército!

Foi por um   triz  que  escapei de ser morto, devido a uma  regra militar não cumprida... Nunca apontar uma arma ao seu  Comandante....

Considerei isto como um Milagre de Nossa Senhora de Fátima,-  e  em tempo de guerra...

Nessa altura, tinha dois filhotes,  que andavam a aprender o ABC, nas Escolas... ( em Luanda) e agora  tenho quatro encantadoras Netinhas, ( aqui em Portugal)  e, se Deus quiser, dentro em breve,serei promovido a  BISAVÔ

Ta?!...

 

 



domingo, 6 de agosto de 2017

A criança é sempre um tesouro a protejer...

Estou em vias de  vir a ser "catapultado" para a categoria de  BISAVÔ...   coisa que, hoje em dia merecia  ser tão  homenageada e eufórica,  tal como  foi o Benfica,  quando passou  à   categoria de grande " campeão....

Sinto-me  agora um felizardo, por  vir a ter conhecimento de  tão   agradável  notícia,   e só tenho pena que o mesmo  não tenha sucedido  à que mais amei na vida - a   minha saudosa  Esposa ( Alvarina Teresa) que repousa eternamente no Céu.

Por se tratar de "crianças",  que eu muito respeito e adoro,  sugere-me a ideia de vir agora relatar um recente acontecimento sucedido bem  perto da  minha  residência.

Sucedeu, que, a entrada do Infantário da Cruz Vermelha   Portuguesa,  onde  quase sempre  estão Pais e Mães de encantadoras  crianças, que vão sendo  entregues aos  cuidado das Senhoras Enfermeiras e Médicas, enquanto os Pais da ditas crianças  seguem depois com  destino  aos seus locais de trabalho.

Aconteceu, porém. que uma das vezes em que mais  me aproximava   do local em que os Pais. estavam reunidos,  uma  das crianças, e sem que ninguém  se  tivesse apercebido,  afastou-se do grupo,  afim de ir apanhar uma peça que estava perdida no meio da rua. De imediato apercebendo-me da intenção de criança, em vir  apanhar a  tal peçasinha que esteve  perdida no meio da rua tomei uma decisão. Não é que  no mesmo instante em que ela quis vir apanhar o tal brinquedo perdido na estrada,   à distancia já vinha um automóvel  aproximando-se, velozmente,   do mesmo local,  pelo o que, se  eu não tivesse tido  a coragem de  ter  rapidamente recolhido  o tal brinquedo, sujeitando-me a ter  um perigoso   choque   com a dita  viatura,  que vinha com velocidade  excessiva , esta  atropelaria perigosamente a própria  criança, até a poderia ter morto.

Milagrosamente, salvei o que há de mais encantador  neste universo -  os bebés (CRIANCINHAS) !..
O brinquedo perdido na rua.... salvo  pelo Autor...
Local onde esteve a " borboleta". perdida .....

Local do  Infantário da Cruz Vermelha - em Olhão

Portão da entrada...
...
.Tá?!...








...

PARA QUE AS MEMÓRIAS NÃO SE APAGUEM ...

                                             CAPÍTULO  1  (nº 2) do renunciado LIVRO das memórias.

Dada a reviravolta no que pensava antes, isto é,  realizar um LIVRO sobre as historias da minha vida,  reiniciei o trabalho  utilizando a velha máquina de escrever, para a escrituração não ser mamual. Mas  , a coisa correu mal, porque as letras  produzidas pela máquina de escrever, são tão reduzidas, que dificultam a leitura do  que fora escrito.  Portanto,   voltei   a utilização do teclado do computador como melhor forma de leitura  da minha escrita. A máquina de escrever já tem mais de 30 anos !

Portanto, vamos  ao  processo anterior, isto é,   produzir imagens e factos  pela via bloguista, e esquecer o  projectado LIVRO....
                                                                         Capitulo I - (nºº 2)

Vou iniciar a utilização deste processo...

Viviamos,  ainda em Luanda, quando se passou o seguinte:-

A minha saudosa e querida Mulher, (Alvarina Teresa) que, antes do nosso  casamento  religioso, fora admitida na Empresa SOREL,  representante dos tractores CATERPILLAR,  Sociedade Comercial regida, na altura, pelo Exmo. Senhor Sebastião de Carvalho Daun e Lorena - Pombal,  fora nomeada como sendo a gestora auxiliar  representativa do proprietário da  empresa,   Senhor Manuel Belford  Corrêa da Silva ( familia Paço dÀrcos ).

A  actividade laboral,  foi sempre muito intensa,  nesta Sociedade, pois eu próprio testemunhei,  pois fui o primeiro empregado admitido na Sorel, de onde saí, e trabalhei 15 anos, com dignidade exemplar, (documentalmente comprovado)  , por ter ingressado, entretanto,  na  actividade bancária,  a convite da Direcção do Banco Totta. em Angola..

A minha saudosa Mulher,  contou-me o seguinte, que me emocionou, naquele tempo.

Havia um empregado na Sorel,  de cor negra,  ( o Domingos) com cêrca de, mais ou menos,  50 anos,  que exercia a função de  contínuo, que se tornara muito  estimado por toda a gente   que trabalhavam na  mesma empresa. comercial (Sorel).

Certo dia, este  Trabalhador  ao chegar ao seu  emprego, de manhã cedo,   adoeceu repentinamente,  pelo que tiveram que chamar uma ambulância afim de o  transportar ao Hospital, para  ali ser socorrido.  Minha Mulher, contou-me então que, como gestora responsável,  acompanhou o doente até à chegada do Hospital, que era  um Estabelecimento Hospitalar, privado,  com muito boas condições de atendimentos urgentes.

Após imediatos cuidados dispensado ao Domingos, havia  necessidade de   o internar, mas, não existiam vagas para o  poder  receber, pelo que,  teve que se sujeitar  a  manter-se  sujeito  a  condições adversas, e perigosas,    para atingir  o  seu salvamento.

Todavia, nessa privada , e excelente, instalação hospitalar, existia, porém , um  especial  tipo de enfermagem  socorrista, , destinado apenas   ao  internamento de pessoas que fossem ricas, pois  os custos monetários eram extremamente elevados.

Diz minha Mulher, que telefonou a direcção da Sorel, a relatar a grave situação que surgira e que a resposta fora negativa,  isentando-se da liquidação  de tão elevado custo de  internamento.

Perante tão enervante situação de perigo, minha Mulher,  dera então   ordem para admitirem   o internamento do Domingos  nesse   quarto especial, pois iria contrair um empréstimo bancário com o  fim de solucionar  tão  grave problema. de ordem financeira.  E foi assim que o Domingos, mais tarde se salvou de morrer... e...  querem saber o que resultou desta acto de  fraternidade, praticado pela  estimada Mulher que mais amei na vida?

                             ---- quando viemos  "enxutados"  por um forçado "exílio", mercê da " Exemplar Descolonização", a caminho de Portugal,  os amigos (  pretos) que se quiseram despedir  da Madrinha Alvarina Teresa), eram todos Afilhados,  pois os Pais, à nascença, dos bebés,  todos desejavam que a minha  Esposa ( Alvarina Teresa) ,  fosse  Madrinha deles,

                             ... Produto da acção   de fraternidade  exercida, tempos antes ,  pela a antiga auxiliar-gestora da extinta empresa, angolana, SOREL.

               
 

Alvarina Teresa -   





(Virão,  mais  tarde,   outras  novidades.)

Tá? 





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sábado, 5 de agosto de 2017

Capitulo I (n´1) do renunciado Livro das memórias.



A partir da decisão de não promover o projectado  Livro de memórias, que fora, inicialmente,   perspectivado para nele serem   descritos extractos da  minha longa  vida,   passada em Angola ( e tambem em Portugal),  para   eliminar   a solidão e isolamento  consequentes  da viuvez, que já  foi  relatada  em blogs anteriores,   resolvi  socorrer-me,  de novo, ,  da utilização do computador ,  afim de passar o meu "causticante  tempo de imaginações profeticas",  a matraquear as teclas do  mesmo, para continuar a  reproduzir, o que falhou,  expondo   o vazio que ficara, quanto interrompi os meus "escritos", sobre  memórias de actos  ocorridos no passado,   durante o periodo de vivencia dos  meus  noventa anos...

Vou então por inciar  o novo sistema,  começando por  relatar situações, entre muitas outras,  que muto me custaram , como, a que, por exemplo, em que   fui progenitor....

Exerci muita  actividade,  numa altura em que estive ligado   â actividade  profissional bancária, em Portugal,   em que, por força de circunstancias  provenientes  de condições doentias, graves,   fui  abrangido por legislação  adequada,  que me  "catapultou" , forçosamente,  para a situação de Reformado. Naquela data,  não havia Sindicato  Bancário  Único, mas sim  a divisão de  três Sindicatos - SINDICATO DOS BANCARIOS DO NORTE, SINDICATO DOS BANCARIOS DO CENTRO   e SINDICDATO DOS BANCARIOS DO SUL E ILHAS. todos eles  com a sua propria legislação,   portanto com divisões constringenes.

Chegou a data de ser entregues, legalmente,  aos funcionários da  Banca , tanto  aos do  activo   como aos  os da situação de reforma,  o 14º mês.

Sucedeu que os  funcionários  do Sindicato dos Bancários do Norte. e aos seus   Reformados, (como eu),  não lhes  foi pago o 14º mês,  tendo, no entanto  sido  aos funcionarios dos outros  Sindicatos  ( Centro e Sul) liquidado  esse subsidio  do 14º mês.   Que tremenda desigualdade.  que me afectou.

Consegui, posteriormente, mediante uma   intensa intervenção que exerci  junto das Entidades Oficiais, incluindo as Europeias,  que aos dos Sindicato dos Bancários do Norte  lhes fosse liquidado o esperado 14º mês.   Atribuo esta grande  VITORIA  as minhas intervenções  que. executei, junto das Entidades Oficiais, pessoalmente, embora eu me considero... como... e    o  BURRO SOU EU  !...

Incluo algumas copias de certas cartas que cheguei a  receber - Já lá vão mais  de 25 anos....





 Tá?!...








sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Acontecimentos que nunca chegam a ser esquecidos



No blog que acabei de realizar, há horas, expressei a desilusão que me assolou, proveniente da noticia que acabo de receber, de que o projecto de  editar um  Livro, sobre as minhas "aventuras" ocorridas em Angola, no passado, e algumas já em Portugal  embora não se tratasse de um nostálgico romance, ficar-me-ia tudo  por um custo muito elevado, pelo o que desisti de levar para a frente ,  esta  ideia mantendo, contudo,  a vontade de vir expressar, por esta via,  factos  e acontecimentos recentes  realizados nos últimos meus  normais restantes dias de  sobrevivência neste Mundo.

No entanto, num dos espaços  prescritos no  blog anterior a este, fiz um relato das  inúmeras empresas onde prestei serviços  contabilístico, e directivos, em Angola, ( e em Portugal) ,   alguns até durante longos anos., de nenhum deles recebo qualquer indemnização, ou  numerário (dinheiro), que se tenha conotados com os tempo dispensados   durante as minhas actividades.   A única pensão de Reforma que me foi atribuída, foi a que se relacionava com o tempo de serviço ( e não só) na actividade bancária. onde prestei digno e exemplar trabalho contabilístico., documentalmente reconhecido.   Pensão de reforma, a mínima no sector bancário.

A única  Entidade que nesse aspecto de compensações legalizadas, foi honesta e fiel para comigo foi a única que mereceu louvores, mas,   houve uma interdição ,   que foi a maldita descolonização.... E querem saber porquê ?  Pois leiam a carta  que ne foi enviada pela  Empresa, onde, em Moçambique tínhamos  celebrado  um contrato, concordando com as clausulas seguradoras,  expresso na carta que  incluo--  Mas o problema imposto foi que para receber o dinheirinho a que tinha direito, teria que nessa altura ter  que  residir em Moçambique.

Claro que, como nessa altura , como estava tratando de um  forçado " exílio " consequente da " Exemplar Descolonização",   para  vir tratar-me  em Portugal, nunca  cheguei a receber dinheiro  absolutamente nenhum desta Companhia Seguradora.

.   Para melhor visão sobre a parte principal, assinalada,  que me leva a reproduzir a foto acima, transcrevo-a, de seguida:

"... Assim,  não existe nenhuma possibilidade de V. Exªª, receber o valor a que tem direito na localidade   onde  reside. "...

Pois eu residia na altura, em Luanda (Angola), e tinha-me que deslocar periodicamente a cidade de Lourenço Marques ( Moçambique), a fim de presidir a reuniões da  Pfizer Corporation, (Empresa Internacional) onde exerci um lugar laboral de chefia, e directiva, contabilística.


 E... há mais com que contar...

Tá?!...


Espraiar de memórias, antes da partida para o Céu...


Como incentivar sem possuir Eurosinhos ?

Não se trata de um nostálgico romance, mas sim espraiar de memórias de excertos de uma vida "curtida" ao longo de largos anos, que o tempo vai ceifando.

Publico, em páginas separadas,  textos que já tinha composto, com vista a emissão de um Livro, que tinha em vista realiza-lo, mas hoje, 3 de Agosto de 2017,  mudei de  ideias, e com o objectivo de adicionar episódios ocorridos que se operaram posteriormente a ultima edição do livro em perspectiva,  venho de novo, e mais tarde,- quando puder -   acrescentar situações ocorridas   em datas posteriores a ultima edição do  Livro, " suspenso "em Janeiro de  2010:

Todavia,  a principal ocorrência posterior à ultima  edição , que fora " interrompida",  de entre outras , também, muito causticadas,  foi o seguinte acontecimento:

Vitima de uma doença de que   a minha saudosa e  muito querida Esposa ( ALVARINA  TERESA) , com  quem me tinha casado em  em 12 de Dezembro de 1953, em Luanda, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, fora   atingida,  acabou por falecer, a meu lado,  no dia  12 de Novembro de 2010 .Foi a que mais amei na vida, e, apesar  da fatalidade do sucedido,  pressinto-a a todo o momento como se estivesse, fisicamente, e  sempre   junto a mim, como se ainda estivesse  viva..

Eis, agora, o que fora  escrito,  e interrompido, há anos.   Actualizarei ,  logo que as condições  de saúde me  permitam, o andar das coisas  que foram sucedendo, posteriormente......

Casamento em Luanda...















                                       ********************************************

E agora. a actualidade, 2017) contida neste volumoso  "guarda redes"...., em blogs seguintes...






Até breve,
                   ... se Deus  quiser.!.

Tá?!...




quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Futuro visto À DISTÂNCIA POR BINÓCULOS...

Sou um "Velho do Restelo Grisalho", como aliás me classificam os meus Parentes e Amigos mais chegados, dadas as minhas "resmunguices  causticantes", mas, ingénuas e inofensivas, provenientes  de um estado de saúde ligeiramente debilitado, que a própria Natureza impõe aos que entram na  passerele dos que ultrapassam, regra geral, os cinquenta e muitos anos, depois de ter exercido,  com honradez e dignidade, trabalhos profissionais, por vezes confrontados com  exercícios físicos, mentais e  intelectuais, cuja  actividade normal, não  raras vezes, era exercida à custa de muito suor,  sangue e por vezes até lágrimas.

Sou um Avô com perto  de 90 anos, que espera vir  ser eleito, brevemente, à categoria de BISAVÔ,  nascido em Luanda (Angola), e que por força de circunstâncias inultrapassáveis, consequente da "Exemplar  Descolonização", acabei  por vir  cair de "para quedas" neste glorioso País, à beira mar plantado... PORTUGAL. Neste território Europeu, após ter desempenhado missões de elevado grau de responsabilidades (na área contabilística), com pleno êxito (documentalmente comprovado), o acordo na esfera bancária que existiu na altura, conduziu-me a uma situação de Reforma, com direito  a pensão de reforma mínima existente, à data, na área da esfera BANCÁRIA.

Dia do Bancário Reformado

Conforme informamos na anterior edição, realizou-se no passado dia 27 de maio mais um encontro, o 15.º, comemorativo do Dia do Bancário Reformado.
Destinado aos bancários sócios do SBN e respetivos cônjuges ou companheiras(os), o evento, que este ano teve lugar no Restaurante Litoral, em Pombal, recolheu a adesão de 165 participantes, que beneficiaram de um aliciante programa que, como é habitual, mereceu o melhor acolhimento por parte de todos, testemunhado, aliás, pelas fotografias.
Perante esta participação, ficou desde logo a promessa de novo encontro, para o próximo ano.

 

Debilitado pelas maleitas resultantes da idade, agravado pela distância, lamento não poder estar presente nesta reunião que juntou reformados como eu. Da bela cidade de Olhão, da Restauração, à Vila de Pombal são talvez cinco centenas de difíceis quilómetros, quase impossíveis de alcançar para quem possui um velho carro de mais de vinte anos e que se encontra dependente da boa vontade e disponibilidade de familiares e amigos que têm, também eles, a sua vida e os seus afazeres. Mais, como sabido de ocasiões anteriores, seria uma oportunidade de me reunir com colegas em tempos nos quais os Sindicato Único é cada vez menos uma miragem e cada vez mais uma realidade.

Assim, como num sonho, imagino que se tivesse asas poderia voar. Como por magia o sonho concretiza-se e um par de asas imaginárias mas reais surgiu tal como uma borboleta. Mas cuidado, tal como a borboleta, todo o cuidado é pouco pois ao mais pequeno deslize as frágeis asinhas se podem desfazer e o sonho tornar-se um pesadelo. Mas sonhar não custa, pois não? Não acreditam, pois vejam...




















 Tá?!...

E o burro sou eu !....

Não pretendo agora vir  querer "magoar"  quem quer que seja, pelo facto de em muitas conversas que vou tendo com Familiares e Amigos, ter manifestado, enquanto dialogamos amistosamente, a     desconfiança e descrédito que atribuo aos pontos de vista  então manifestados pelos  interlocutores . Por vezes, até se chateiam  comigo por lhes afirmar que.... nunca  acredito em ninguéme em nada..., pois as aldrabices, de um modo geral, surgem mais tarde com o silêncio dos bons...

Hoje, por exemplo, acabo de ver na televisão esta noticia,  que  vem confirmar   o que  eu sempre disse.... não acredito que os incêndios não tenham  sido  iniciados  por mãos criminosas....

Eis aqui a prova do que eu sempre desconfiei..
Noticia  acabada de ser emitida, pela RTP1,  no noticiário das 13 horas. - 02/08/2017
Tá?!...

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Sob a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia...

Agosto, Segunda-feira, dia 1, o primeiro dia do oitavo mês do ano  de 2017.....

... Precedente  lá ao longe , no parapeito do  horizonte, este "Velho do Restelo Grisalho", continua a   manter  um  pressentimento do  que se aproxima,   anunciando  o   troar  dos vigorosos   tambores,  que virão   remexer  as  tranquilas  Pessoas que,   inocentemente,   ainda  vão acreditando  nas     expectativas  contidas  nas verdades  que viriam  expressas  no ....

                                                                  SILÊNCIO DOS BONS..
.
que fomentaria , e promoveriam, a  ansiosa,  Paz e Fraternidade, entre todo o Ser  Humano,  ainda existente  neste nosso Globo Terrestre.

Todo este dramático clamor vem ao meu quase centenário  e ingénuo cérebro,  em consequência    da  leitura dos jornais diários que são posto à venda, ainda de madrugada, e, sobretudo, pelo o que se vai ouvindo pelos  canais televisivos , que  relatam  programas,  alguns dos quais  chegam até a atingir  o grau  da  indecência,,.

Bem, como tenho frisado em programas bloguistas...  a Fé até pode mover  montanhas...

 Hoje,  ao sair de casa, a cerca de, mais ou menos,  vinte metrosaproximei-me do Núcleo Infantil que a Cruz Vermelha Portuguesa tem instalado, em Olhão, fronteiriço à minha própria residência,  e,  como habitualmente, assisto, normalmente, à aproximação de  Senhoras ( e por vezes de Senhores) que, na sua maioria, como Pais e Mães, conduzem nos seus carrinhos  de transporte , lindos e encantadores Bebés, e Filhos, que, ao longo do dia ficam a cargo dos "Auxiliares Assistentes",  no Edifício onde se situa o dito Núcleo  Infantil, enquanto os Progenitores caminham e seguem com destino os seus locais de Trabalho

E o pseudo "milagre" que aconteceu, passou-se, então, do seguinte modo:

Uma das Crianças que a Mãe  conduzia para o Nucleão acolhedor, quis, forçosamente, afastar-se, para atravessar a rua, a fim de acolher uma peça infantil, que, certamente alguém a teria deixado caída no meio da estrada, onde já circulavam viaturas automóveis de todo o tipo.

Sou Avô, em vias de vir a ser brevemente BISAVÔ, e, sempre atento as atitudes das pobres criancinhas, que muitas vezes nem sabem os perigos a que se submetem. Antecipei-me na  recolha da dita peça caída no chão da estrada, e evitando assim, que a tal  criancinha viesse a  ser  vítima  consequente  de  inesperado atropelamento pois ela  já se encaminhava, inconscientemente, para o local onde estava a tal peça, a fim de a  recolher,  por onde já circulavam várias viaturas automóveis.

Ainda sou dos que ainda acredita na Divina Protecção.. e, como  tal .. foi  menos uma vítima infantil.... para o  Céu....

Núcleo infantil - Cruz Vermelha - Olhão.

O brinquedo  de crianças, encontrado na rua....



O brinquedo i infantil  caído   na rua ...





Tá?!...

Nota adicional...

Com o presente blog, pretendi fazer uma curiosa, e inédita, experiência, que de seguida quero demonstrar, pois ninguém vai acreditar, naquilo que pretendi fazer... um exame  à realidade, e consciência, dos factos,  em  que o manto da fantasia subverte a verdade...

Iniciei o blog escrevendo que  ... "Agosto-Segunda-feira., dia 1." - é UMA PURA MENTIRA. !... 

pois a verdade está no seguinte, comprovado calendariamente:

o dia 1 de Agosto é... TERÇA-FEIRA !.

e não Segunda-feira como, erradamente, foi dito !.

O que achei mais curioso, é  que, dos  inúmeros estimados Leitores,  não houve, sequer  uma única vez em  que me tenham  chamado a  atenção  acerca deste  erro  na  troca  de data do dia da  semana.


Bem hajam...