sábado, 13 de abril de 2013

12 de Abril de 1928 = 12 de Abril de 2013....

São, no tempo, 85 anos de diferença, pois, contabilisticamente, é assim, na  realidade...

 Para  o Universo são 24 horas em que o Mundo gira, diariamente, em redor do seu eixo central, mas... para o autor destes textos, são precisa e exactamente 85 anos percorridos, na vida, ao longo de uma extensa estrada construída, com altos e baixos, cujo embate com a meta final, só Deus determinará.

O casamento em Cabinda, Maria Helena e Domingos.
De um casamento religioso, celebrado no norte de Angola, Santo António do Zaire, em 1926, veio ao Mundo um robusto bebé, que nasceu numa casa junto ao mar, em Luanda, em 12 de Abril de 1928 chamado Armando (o Mandinho) e que decorridos mais dois anitos, um novo rebento  nasceu, na Lunda, Vila Henrique de Carvalho,  (norte de Angola), o José Duarte (Zé Bate) para   fazer companhia ao seu irmãozito mais velho, o  Armando (Mandinho).


O Mandinho. Lindo.!.
Os dois maninhos, Armando e José Duarte


O Mandinho
















Deus chamara, posteriormente, à sua presença, a querida Mãe destes dois irmãos, em Luanda, e, partir desse infeliz acontecimento, tudo se alterou, consolidando percursos de vida muito diferenciados, dai para diante, incluindo ramificações no seio  familiar.


Pois o mais velhinho (eu), após terminados os estudos académicos, em Luanda, tornou-se um exímio e honesto trabalhador, tendo aplicado  toda a sua acção laboral, em Angola, Moçambique, África do Sul e posteriormente em Portugal. Esteve incorporado na vida Militar, onde se destacou com honra e dignidade, em respeito à sua Pátria.

Em Angola, o Armando (eu) casou-se com uma encantadora Menina, chamada Alvarina Teresa, de cujo santo matrimónio vieram ao Mundo  dois maravilhosos Filhos, a Ana Paula e o Álvaro Manuel, hoje já casados e com Filhos, que me deram a felicidade de conviver com as minhas muito querida Netinhas.


O "general" Armando

O casalinho, Alvarina e Armando







Deus chamou à sua Divina Presença, o Anjo que sempre me acompanhou, durante sessenta anos de feliz matrimónio: a minha Santa e Saudosa Mulher, Alvarina Teresa, que repousa lá no Céu, vai a caminho de três anos o seu falecimento.

Há uma canção que diz ... "por morrer uma andorinha, não acaba a primavera "...











Pois,  isso  é só  na canção, que ecoou  por esse mundo fora., aliás,  muito aplaudida.

A felicidade conjugal...

O sofrimento causticante, real, e em que não há palavras que possam expressar a dor que se sente, é quando "a ferida só dói a quem a tem", e que nos isola do mundo real e se é atingido  por uma espiral, difícil de explicar, por palavras, e se mergulha num silêncio que acompanha a solidão, em consequência do  falecimento de Alguém  muito querido, com  quem privámos a maior parte da nossa vida. É um sentimento muito vulnerável que se sente, e... nestas circunstâncias... diz-se um adeus ao doce sabor da Primavera,  período em que os nosso sorrisos eram "virginais"...

Pessoal Maior, do BTSA
Ora, este ilustre  Octogenário, numa fase da sua vida em que colaborou, com os seu conhecimentos, e longa experiência na criação de novos valores empresariais, com pleno êxito (documentalmente comprovado), contabiliza, no seu "curriculum"  laboral integração numa equipe de profissionais na matéria, a fundação de uma  prestigiosa instituição bancária, em Angola, que se manteve até à data de independência de Angola, BANCO TOTTA-STANDARD DE ANGOLA, em cujos quadros foi integrado como Chefe de Contabilidade, na Direcção Financeira do dito Banco. Porém, vicissitudes ligadas ao processo de descolonização, acabou por ser "catapultado" para organizações sediadas em Portugal, tendo,  por motivos ligados ao sistema de saúde, sido colocado na situação de Reformado, mas, por razões estatutárias, com direito a uma pensão de reforma, a mínima no sector bancário, equivalente à de um Aprendiz da Banca...

...e culminando com a prosa antecedente, foi  este o último beijo que trocámos...

O ultimo beijo em dia de aniversário -   Cacela (Algarve)
                            em  dia  de aniversário - 10 de Junho de 2010 ... e Deus seja Louvado !

12 DE  ABRIL DE 2013
12 de Abril de 2013




sexta-feira, 12 de abril de 2013

... e se a "moda" pega ?...

                                       * HORTAS  COMUNITÁRIAS  * ...


Não há a intenção de critica com o sentido de malícia, mas tão-somente uma apreciação de algo que presumo ser o resultado do turbilhão dos acontecimentos hostis, que, diariamente, tanto a imprensa escrita e/ou falada, tanto insistem em "causticar" tanto os ouvidos e a vista dos Ricos como dos Pobres ou Remediados... (passe o sentido  humorístico)!

Num tranquilo bairro, em que, nos últimos anos foram edificados belíssimos edifícios, que albergam já centenas, senão milhares de moradores, medeiam entre eles, espaços livres, onde, anualmente, crescem plantas e florescem, papoilas e um sem número de diversa vegetação, consoante vão surgindo as estações climatéricas, verão, outono, inverno e primavera.

Surgiram, no meio disto tudo, idéias, por parte de alguém, em aproveitar espaços com certa dimensão, que, pela forma como são tratados os terrenos intermédios, se pretende cultivar qualquer coisa, que nos pode conduzir a impressão de poder vir a ser batatas, alface, coentros, milho, produtos agricolas adequados  ou até flores.


A ideia, em principio, pode revelar que haja ainda quem se queira dedicar a agricultura, embora em limitados espaços de terreno, e que aproveita estes "cantinhos" que o sol banha diariamente.

Será que deste panorama  possa vir a surgir  uma sugestão, a ser aproveitada pelos Responsáveis Governamentais no sentido de aproveitamento dos  terrenos, ainda livres, e que possam produzir, "academicamente",  frutos e/ou  artigos alimentares, para combater as dificuldades existentes de meios de sobrevivência  humana ???...

Aqui fica o alvitre de um "bloguista", que acaba de completar 85 anos de nascimento...

Tá?!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"TEMPO DE GLÓRIA"...

"Tempo de Glória", filme de Edward Zwick, com Mattew Broderick, Denzel  Washington e Morgan Freeman, EUA, 1980, que o canal 1, transmitiu, "in illo tempore", e que foi  gravado, numa cassete tipo Beta, que hoje  pode ser considerada uma preciosa relíquia, pois já não existem, ou pelo menos difícil de encontrar, aparelhos próprios, para que os possamos exibir. Existem sim, novos tipos de cassetes, os denominados VHS - ja ultrapassados pelos discos  DVD´s - salvo erro...

Não há dúvida que, através dos tempos, novos engenhos, discográficos, superaram em qualidade e aperfeiçoamento, imagens e cenários que, "no antigamente", eram engenhosamente obtidos através das ultrapassadas e menores cassetes de fitas magnéticas (vide  a fotografia  incluída neste programa).

Filosoficamente, há riquezas - antigas - que se  diluíram, ou repousam em "caixotes de lixo", cujas relíquias dificilmente poderão ser ultrapassadas pelo  simbolismo de épocas dificilmente equiparadas aos tempos actuais.


Em muitas destas antigas cassetes figuram imagens colhidas por intermédio de máquinas de filmar, que relembram saudosos momentos, como por exemplo um movimentado "batuque" ao luar, num sertão africano (em Angola), em  noite muito quente, a que assisti, que degenerou numa corrida campestre, cujo prémio, final eram  umas latas de sardinhas algarvias e garrafas de cerveja Cuca, vozes de alguns  cantores (embora não célebres, mas lindíssimas), enfim... um  passado que já não volta mais, num contraste com o que só se vê hoje... cus bambaleantes de. encantadoras bailarinas, semi-nuas, gritos e vozes de cantores e cantoras que mais parecem ser o troar do velho Tarzan.!!!..

Se bem que, existem na prateleira das recordações, imensas gravações em cassetes de célebres tenores, como Pavaroti, Plácido Domingo, José Carreras, Caruso e tantos outros cujas vozes encantaram todo o Mundo.

Portanto, nas "maquinetas" do passado, a maioria irreparáveis, repousam registos de maravilhosas  vozes  e cenários que deslumbraram  milhões e milhões dos seus apreciadores e ouvintes, em que entre eles me incluo, mesmo à entrada da celebração dos meus "calejados" 85 anos !

Tá?!...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Recordando Angola...

Pessoa Amiga, residente  na cidade do Porto, encaminhou-me,  recentemente,  páginas de uma revista, que o Jornal de Noticias insere, periodicamente, titulada Notícias Magazine, 05 Set. 2010, em que, devido ao assunto, destaquei as páginas dedicadas ao tema Histórias de África..

Com todo o respeito e devida  vénia, por inspiração, colhi, como fonte produtora  para a presente publicação, o teor contido nas  páginas do supra dito Magazine.

Titulo do artigo em questão,  subscrito pela Jornalista Susana Torrão.

"A professora do bairro".

Relata o que foi a vida de uma Professora, que leccionou em Angola (Manuela Pacheco) nos tempos do dito "colonialismo", mas para se ter  uma melhore  ideia, do que a autora pretendia  com a sua exposição,transcreve-se, "copiosamente", a história que fora publicada , então, em letra de imprensa:

"...O amor de Manuela Pacheco pelo ensino nasceu de um par de sapatos com uma mala a condizer. Tinha 16 anos quando pediu o  conjunto de acessórios. A resposta da mãe foi clara: " Não tos dou.  Se os quiseres, trabalha" "eu queria mesmo muito, pus-me a pensar, e lembrei-me de dar explicações em casa. Depois tomei-lhe o gosto", recorda hoje a antiga professora.  Fez formação em Angola, continuou com as explicações mesmo antes de ter o diploma e, aos 22 anos, estreou-se como professora primária oficial na Escola de São Paulo de Luanda. Só abandonou o ensino  quando não a deixaram continuar mais.
"No primeiro dia como professora cheguei a casa a chorar", recorda. A escola  ficava num bairro operário, com muita prostituição, e as meninas, com 5 ou 6 anos, tinham uma vivência e uma linguagem que a deixaram chocada. Mas depois do impacte inicial acabou por se sentir como peixe na água. 

(há, aqui, um pequeno salto do texto...)

As fotografias de Salazar,  Américo Tomás e do cardeal Cerejeira estavam nas salas de aula, mas Manuela não se lembra de pressões sobre o que era ensinado

(mais um pequeno salto)


Ao contrário  do que acontecia em Lisboa, as turmas  eram mistas,. Mas em Luanda, tal como cá,, o uniforme era obrigatório em todos os graus de ensino.  Ainda hoje defende essa prática:  " O uniforme, a bata branca, permitia que ninguém se distinguisse pelas roupas", diz. As clivagens sociais eram  reveladas por pormenores como quem chegava à escola de carro e quem vinha a pé, mas dentro da turma " a diferença era  conseguida pelos resultados que cada um tinha na escola".

(de novo, alguns ressaltos do texto)

» Quer como aluna quer enquanto professora,  Manuela sempre teve turmas multirraciais, mas as desigualdades existiam: " Os negros tinham menos acesso ao ensino. E também era visível no tipo de habitações:  nós vivíamos em vivendas e, na maioria, eles vinham de cubatas com chão de terra batida" Era este o caso de muitos  dos seus alunos,  noutra escola em que ensinou, já casada. no Bairro  Popular nº 2.  Foi ali que assistiu à entrada da UNITA  em  Luanda. " Não estávamos lá, mas a escola foi bombardeada, bem como as casas dos alunos

(encurtando o texto final)

Saiu de Angola deixando a porta de casa encostada e a chave do carro na ignição, "para não terem de estragar nada".

E, este "conto" relatado (parcialmente) vem  relembrar o que efectivamente se passou com muito boa gente que fez toda a sua vida em Angola e que, pelas razões, que todos  já  conhecem, se viu na contingência de  ter que abandonar tudo quanto o seu trabalho produzira, ao longo de anos., em ANGOLA... e acabou  por  ficar, depois, sem nada !...

Mas a vida , por vezes, surpreende-nos com factos curiosos, que moldam a nossa existência...

... a todo o momento, só se houve falar em crise... mais crise... e só crise, .a  repercutir-se até  longínquas paragens deste tumultuoso  hemisfério...

... pelo que acontece... às vezes ...

... para que não venha a faltar "o pão de cada dia", já  há Doutores e Pessoas Diplomadas a aceitar empregos, nem que seja para apanhar fruta da época em Zonas Agrícolas, deste lindo PORTUGAL !.

Tá?!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Tá tudo maluco ?!...

O Benfica ganhou  2-0 ao desgraçado do Olhanense, cujos jogadores ameaçaram fazer greve por não receberem  salário devido desde Dezembro de 2012. O que valeu foi o Sindicato dos  jogadores profissionais ter intervido,  via de garantia,  tendo pago parte dessa dívida. Mas o  Benfica ganhou, e isso é que interessa ao Zé Povinho. Mais de seis milhões de Portugueses terão uma semana melhor...

Entretanto o Tribunal Constitucional,  esses malandros,  decidiram vir em defesa da Lei fundamental do País e dos Portugueses, chumbando vários pontos do Orçamento do Estado, considerados violadores dessa mesma Lei.  Indignados, elementos do Governo e do PSD  trataram de criticar o TC,  acusando-o de ir contra os interesses de Portugal,  sugerindo uma "suspensão" da Constituição por via de compromissos assumidos com os Senhores da Troika.


Na Coreia vive-se um clima de enorme tensão. O seu líder , Kim Jong-Un, depois de uma juventude passada na Suíça, onde recebeu a sua formação, parece ter entrado numa espiral de loucura,  ameaçando morder a mão de quem lhe deu de comer, por via de ameaças de um ataque com armas nucleares à Coreia do Sul,  Estados Unidos e Japão. Escusado será dizer quais as consequências de tal guerra. Não se pense que só porque a Coreia é lá longe,  nós não seriamos afectados. Seria uma catástrofe global, de consequências inimagináveis.

 Na  Europa são cada vez mais as notícias de economias em dificuldades. É o Chipre, Portugal, Espanha, mas também França e Reino Unido, países habitualmente imunes a estas coisas...


Mas o que é tudo isto ?  O Benfica ganhou,  está em primeiro lugar e isso é  o que importa. Tudo o resto são pormenores de pouca importância... O Mundo até pode acabar,  desde que o Benfica ganhe, o Ronaldo marque mais uns golos e que a Teresa Guilherme apresente  mais um Big Brother para imbecil ver. Há que distrair as massas enquanto as vão triturando sem que disso se apercebam...

sábado, 6 de abril de 2013

Força motora do ex-Escudo ($) e do Euro (€) » BANCÁRIOS !

A uma  distância geográfica que me separa da organização sindical a que, por força legislativa, me mantenho articulado, pois a Sede própria do Sindicato a que pertenço SINDICATO DOS  BANCÁRIOS DO NORTE está na cidade do Porto e eu resido na área algarvia, ou seja, na cidade de Olhão - Olhão da Restauração !

Veiculado pela caixa do correio, tenho vindo a receber, "do meu Sindicato", montanhas de envelopes contendo documentação proveniente de todas as tendências sindicais, assinalando que, na data de 9 de Abril, haverá ELEIÇÕES do SBN,  mobilizando os Sócios para uma forte participação nesse acto eleitoral.

O estado de saúde que me tem afligido nos últimos  tempos, com inclusão de internamento hospitalar,   impediu-me, infelizmente, de poder participar, com o meu voto, na urna de recolha dos respectivos recibos.

São muitos os Colegas que se prestam a  contribuir com a sua  virtual colaboração na constituição directiva de um prestigiado Organismo Sindical, que no País tem sido um veículo de dinamização de PROGRESSO E SÃ ESTABILIDADE, EM TODOS OS SENTIDOS - O SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO NORTE.

Pressinto que entre todos os (ou as) Colegas, que se candidatam a  tais cargos, de índole gestora, sejam eles quem forem, reina  um entusiasmo no sentido de que nos seus actos e decisões se sobreponha sempre o SENTIDO DE JUSTIÇA, IGUALDADE E BEM ESTAR, a aplicar a quem tem desempenhado funções e cargos, com dedicação e honradez.

Felicidades para um bom  Futuro...

Tá?!...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Aluno desde a infância até... à morte !

Bem dizia eu , no meu  ultimo blog, que, por sentir melhoras no aspecto de saúde ..."agora vão ter que continuar a ler aquilo que eu para aqui vou debitando"...

A "caldeira" dos meus 85 anos, "reacendeu", e aqui estou, desta vez, munido de um sentimento de gratidão, a quem, com a sua oferta, me fez transportar a um período encantamento só superável pela doce vida que  se desfruta, então, enquanto passamos pela idade escolar...

Eis o motivo de tanta  emoção...

Durante o dramático período da  II Guerra Mundial, em Angola (terra da minha naturalidade) vivia-se em conformidade com as circunstâncias que a beligerância  universal permitia que, naquele território se mantivesse um clima de Paz e relativa tranquilidade...

Neste contexto, a juventude, na altura,  tinha por missão, a aprendizagem que os encaminharia para a vida laboral, com base  em  Livros noutros instrumentos escolares para  aprendizagem, em  que me incluía, aos 12 anos de idade.

Por insuficiência de Escolas para o ensino, Salazar criou um Diploma que determinava  que se instituísse, em Luanda, uma Escola Comercial, idêntica às que existiam na Metrópole. Assim, foi instalada no Palácio do Comércio (ainda em fase final de construção) em  Luanda, onde fui um dos primeiros alunos ali a ser admitido e frequentar conjuntamente com outros "compatriotas" , da mesma idade.

A nossa aprendizagem, ao longo do curso, foi conduzida por Professores qualificados e após os bons resultados, foi a partir daí que as minhas funções no capitulo laboral, incidiam essencialmente em números (na altura "Angolares", depois  "Escudos" e finalmente "Euros") sempre com finalidades de resultados anuais, entre Débitos e Créditos, Balancetes e Relatórios explicativos das actividades Empresariais, nas quais eu era responsável.

Tenho presente que, no final do curso, após 5/6 anos, obtive resultados razoáveis, tais como Estenografia (10), Direito Comercial e Economia Politica (13), Tecnologia das Mercadorias (14), Contabilidade e Escrituração Comercial (13), Português (12), Francês (14) (tinha uma namorada francesa...), Inglês (12)  e comportamento Excelente !...

Ora bem... naquele  saudoso tempo a disciplina de Português e Geografia, embora o estabelecimento estivesse situado numa avenida em Luanda (Angola), tínhamos que aprender todos os capítulos da História de Portugal, desde D. Afonso Henriques até a implantação da República e, essencialmente a língua portuguesa, com todo o seu vocabulário, incidindo sempre  nas estrofes de Camões, Eça de Queirós, Guerra Junqueiro e toda a literatura que envolvesse temas propensos a troca de opiniões...

Antecedendo ao dia de hoje (5 de Abril de 2013) ao abrir a portinhola da caixa do correio, fiquei "abismado" com um grosso volume que lá se encontrava dentro, e, ao retirá-lo... que grande e maravilhosa surpresa me causou ao desembrulhar o vistoso volume:

  ... o livro de autoria do Professor  Dr. Antero Simões, titulado  O MEU IRÓNICO E TRÁGICO EÇA  DE QUEIRÓS.

Pois regressei, naquele momento,   a uma  aula  em que, já lá vão meia centena de anos, se debatia, entre os alunos, os escritos do grande Eça de Queirós.... E esta ,hein ?!..

Tá?!...


...

O descanso do guerreiro...

Nos  últimos tempos vi-me acometido por problemas de saúde. Será da idade, dirão alguns. De facto as oito décadas e meia começam a pesar.  Já não estou em forma para correr a maratona. Ainda assim,  há quem esteja,  infelizmente, pior.

Ainda assim foram dias complicados. A chuva e o frio fora do tempo só complicaram. Mas o pior foi o desfalecer e mau estar que se instalou em mim. Foi de tal forma que tive que ser  hospitalizado para  um melhor cuidado. Esse cuidado tive já oportunidade de agradecer,  pela sua excelência, aos profissionais de saúde que tão amáveis e atenciosos foram.

Vi a vida a andar para trás.  As dores e achaques de vária ordem pareciam  ter vindo para ficar. Felizmente, apesar de não estar ainda a 100%, sinto-me bem  melhor,  graças a Deus. Sinal disso são estas palavras que vou dactilografando agora com mais vigor. Curiosamente parece que há pessoas que avaliam o meu estado de saúde pelo volume de publicações que vou aqui deixando. Quando vêem uma produtividade reduzida preocupam-se,  imaginando que poderei estar bastante doente. Pois,  meu filho,  para já, ainda aqui estou.
Não te  preocupes e recebe um abraço do teu velho Pai. Ah,  claro que este enorme abraço é extensível a todos os Amigos e Família que tanto me ajudaram e apoiaram nestes dias difíceis. Um Bem-Haja para Todos e agora vão ter que continuar a ler aquilo que eu para  aqui vou debitando...

Tá?!...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

" Orfãos de Idade"...

...A importância atribuída aos Bens materiais prevalece sobre o valor intrínseco do capital humano.
Infelizmente para muitos,  o velho é aquela peça de mobiliário que passou de moda, que já não encaixa em nenhuma decoração, por isso é colocado no "depósito".

In Jornal Região Sul,  coluna de opinião de Maria José Pacheco

A vida custa. Cada vez mais.

O ritmo a que as pessoas (não) vivem  obriga a negligenciar a família. Falo dos mais velhos,  muitas vezes abandonados e isolados,  mas até das crianças,  negligenciadas e deixadas à sua sorte, depositadas em escolas e ATL's, que ficam incumbidos de ensinar o que os pais não podem (ou não querem) transmitir aos seus descendentes.

Voltando aos  velhotes.  É verdade que o avançar da idade traz problemas de saúde  com os quais nem todos estão capacitados para lidar. Aí faz sentido procurar ajuda, eventualmente até, o deslocamento do idoso para uma instituição que o possa apoiar  condignamente. Mas nunca,  jamais, depositá-lo em caixotes em que se aglomeram velhotes e velhotas, em condições indignas e mesmo sub humanas,  como demonstrado em diversas reportagens televisivas sobre lares ilegais para a terceira idade.

Por outro lado há que não desistir do cidadão idoso só porque quando faz anos o bolo fica cheio de velas. A sabedoria inerente à experiência da vida é,  em muitas culturas, tidas como inferiores, um tesouro inestimável. Em tribos mais ou menos isoladas o convívio entre os anciãos e os mais jovens é algo vital para a transmissão do conhecimento, dos valores e, em última análise, para a sobrevivência do próprio grupo. Porque teimamos nós,  a dita civilização ocidental, digital e digitalizada, em desperdiçar esse conhecimento, essa experiência de valor virtualmente incalculável ?

Confiamos demasiado na tecnologia. Se ela falhar, e vai falhar, como vamos  recuperar a informação que  decidimos colocar no triturador de idosos ? Iremos voltar à idade da pedra ? Iremos esquecer tudo e começar de novo ?

Tá?!...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

...Verdade ... ou MENTIRA ? [ 1 DE ABRIL..]...

SERÁ QUE  É DESTA VEZ QUE AS TELEVISÕES , E OS JORNAIS, ANUNCIAM  SÓ BOAS  E NÃO "ARREPIANTES"  NOTÍCIAS ???...

VAMOS VER  !!!...