sábado, 17 de agosto de 2013

Afinal, para quê ?!...

A pergunta parece extemporânea, mas tem um sentido prático...




Estas duas fotografia , retratam  álbuns onde permanecem  outras tantas fotos,(talvez mais de um milhar), que são  reflexos incidentes de actos e acções exibidos, em tempos muito distantes,  por Gente muito querida, cujas poses relembram momentos muito felizes, e, em certas circunstâncias, menos felizes.





Casos há que nalgumas fotos, já bolorentas, devido aos  número de anos então decorridos (nalguns casos mais de cem) ressalta-nos um sentimento de saudade, pelo amor e dedicação que tais Queridos, e Queridas, dispensaram, enquanto existentes à superfície da Terra.




Já se contam pelos dedos das mãos, os que, no seu íntimo, dão real sensibilidade, e valor, quando perante   imagens que lhes façam relembrar velhos tempos de felicidade e amor, que jamais  retornaram.

Porém nos casos em que se está perante uma figura causando sentimentos por falecimento de Alguém,  muito querido, que já tenha partido para o Céu , as reacções, nesse caso,  são de total  foro intimo, e muito pessoal.

No  trabalho, exposto, são repassadas  fotografias de excelente qualidade original, e como acima  afirmo, outras, então, dada a sua longevidade, colhem e sofrem de algumas deficiências.

O mérito está na forma como os Leitores aceitam, de boa fé,  tais dificuldades relativas à captação e  reconhecimento das intransigências sofridas pelo uso dos antiquados materiais apoiantes.

Quem observa uma foto em que a sua imagem surge ainda com a chupeta ao canto da boquinha, e agora, só de bengala é que consegue movimentar-se, devido a idade muito avançada,até sorri... de troça !

Numa  paisagem, em que marido e mulher, juntos, à mesa num jardim, regado com champanhe,  celebravam, jovial e alegremente, o aniveráario de um deles, agora, motivado por um  agreste divórcio  entre  ambos, a Esposa vê, com relutância, a foto em  que a vida ainda jovem, lhe sorria,. 

Um velho irmão, perante a visão de um dos meus blogs, reconheceu o outro  irmão que dele deixara, há muitos anos de ter noticias. Belo, feliz e curioso acontecimento, este!.

Cada visitante, dos meus ligeiros e humildes  trabalhos, bloguistas, tem o seu modo próprio de apreciar e avaliar o que vê e lê... e analisar, ou comentar, o que lhe venha à cabeça .

Há um ditado que diz "uma imagem vale mais que mil palavras.".

Séniors...
Hoje em dia, as pessoas dizem já não terem a mesma paciência, que tinham,  para dedicarem uma parte do seu tempo, a olhar para "palhaçadas", nos  álbuns de Família.

Por isso, permanecem, quase que eternamente, nas prateleira dos armários onde se guardam as velhas recordações, os  ditos "Livrinhos" e... lá chegará o dia em que acabarão por apreciar tais Registos, em momento de isolamento e "clausura" impostos pelo estado de saúde a cada virtuoso Sénior...

É o Sucesso da intransigência que a própria natureza impõe aos que acabam, mais tarde, por vir a ser vitima da indiferença demonstrada quando pronunciam...o " Para quê ?" ... "Que valor tem isso ?!"
 

Ta?!...

" OS NOSSOS HERÓIS "...

Agosto de 2013. Verão quente. E com "o sol raiando entre as trevas de um claro  dia"..., o "Pessoal" que está gozando as suas justas e merecidas férias. vai-se encaminhando em direcção às belíssimas praias algarvias, "abraçadas" a esta encantadora cidade de Olhão, da Restauração, utilizando barcos da carreira e, em muitos casos, as suas  próprias e reluzentes  embarcações, accionadas por potentes motores, movidos a gasolina, e também  à vela, ao sabor dos ventos.

O vigor dos meus  activos oitenta  e seis anos de idade, não pode ir além, e exceder o manejo das teclas que movimentam o velho computador, posto à minha disposição,  para "manobrar simples  blogs" informáticos.Os  86 anos de idade, vividos sempre com dignidade,  chegam ao ponto de nos tornarmos  "cativos"  de uma clausura que impede confrontar-nos com temperaturas altas, constantes no periodo do verão. E ficamos em casa aguardando que os ponteiros do termómetro não  ultrapassem os vinte graus centigrados.

Olhão, terra de Boa Gente trabalhadora, activa, em que os Pescadores contribuem, nas sua faina, a dar vida, com o seu belíssimo pescado, no engrandecimento e progresso na actividade turistica.


Também existem heróis, mesmo em humildes localidades, cujas façanhas passam, por vezes, despercebidas. A que vou relatar, porém, teve um impulso universal, pela sua  incredualidade, e, enquanto me foi possível, desloquei-me em tempos, para  dialogar  pessoalmente com uma das testemunhas que protagonizou tal efeito histórico, e que dizem ser ainda a que se mantém viva.

Ja reproduzi um breve historial reportado  em livro, doméstico, sobre esta história, recorrendo a fontes que considerei credíveis, descrevendo a viagem  empreendida por José Belchior, da ilha da Culatra, até Porto Seguro, no Brasil, 51 anos decorridos desta Odisseia.

Este jovem  e grande lutador, Culatrense, numa "casca  de noz" com 6,5 mts. chamada "NATÁLIA ROSA" aventurou-se por esse Oceano Atlântico, como se de uma normal ida de Ohão à Culatra se tratasse.

Foi em 1500 Álvares Cabral numa Caravela ...
Foi em 1808 os bravos olhanenses, no caíque "Bom Sucesso" dar a noticia ao Rei D. João VI, exilado então no Brasil, da expulsão dos franceses invasores da nossa terra portuguesa.

.
Segundo os dados colhidos em fontes diversas, Belchor, com uma pequena bússola e as estrelas (01.10.58)  ali chegou ao Brasil a 01.10.1959 !


E que dizer, espantosamente, de sua Mulher Felismina Inês, que o acompanhou, já grávida, nessa gloriosa viagem ?...

Uma  empolgante aventura que, por razões de um "Amor Proibido" (que só a eles diria respeito) mereceria uma reportagem cinematográfica, que esgotaria, certamente, lotações onde fossem exibidos tais filmes...

Observem:

Manél da Bateira, entrevistado pelo Autor deste blog, lembrou-nos a epopeia marítima vivida há largos anos, nesta sua terra, Culatra, em que o seu amigo Bélchior fugiu para o Brasil,  num pequeno barco, levando consigo a amiga Felismina Inês, por razões amorosas, cujas viagem, na altura, foi manchete em toda a imprensa mundial.

Entrevista entre o autor (Armando) e o entrevistado (Mnél da Bateira)-Culatra
Fim.

Tá?!...
                                                   
Vivam Todos...

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A história do " 7 " (número sete)...

Estávamos reunidos, numa sessão em que se pretendia apurar o coeficiente de inteligência  dos participantes, a fim de se apurar qual o que iria ser escolhido para presidir um clube, em perspectiva, que regularizaria um sistema em que se proporcionasse um meio indicativo que tivesse o condão  de prever  quais os números que virão a ser sorteados, nos  próximos  "euromilhões."..  Difícil, não é verdade?...

Pois, entre  o pessoal, destaca-se um "inteligente" que diz ter a consistência necessária, paro o referido cargo.

Como assim ?... Pergunta o presidente da mesa...

Pois o Senhor presidente, neste quadro, a lápis, ou a tinta, escreva o numero 7 (sete), está bem ?

E vai o  incrédulo, que presidia a sessão, escreve assim...



Está mal escrito, Senhor ! Está incompleto... Então porquê ?, perguntam-lhe...

Como era uma reunião de pessoas com princípios religiosos, foi dada a seguinte explicação:

Como diz a sétima evocação (na Lei de Deus)... "Não desejar a mulher do próximo ..."

Corta...corta ...
                      
                       
E assim se começou a escrever o número sete, como devia ser ...


Que tal a graça, apenas com  um  fim humorístico ?......


Tá?!...

Não despertem o dragão ...

Ligo a televisão. O gatilho da arma, o troar do canhão,  os gritos agonizantes dos feridos e o silêncio ensurdecedor da morte é tudo o que ouço.  As imagens de horror que acompanham a TENEBROSA banda sonora fazem-me desviar o olhar. É a irracionalidade  no seu expoente máximo.


No Egipto centenas, senão mesmo milhares,  de pessoas são barbaramente chacinadas por um esquadrão de execução vestido com uniformes das forças policiais. Na  terra dos Faraós,  onde prosperou uma das civilizações mais avançadas à época,  está instalado o caos e o horror. Notícias fornecem números de vítimas sempre crescentes. Começou por se falar em cerca de trezentos mortos, as ultimas informações falam em quase setecentos. Feridos são mais de quatro mil. No meio de tanta vítima dou por mim a pensar que provavelmente alguns dos policias eram familiares daqueles que se manifestaram e que foram depois atacados.


Qual a razão destes comportamentos ? Será alguma reminiscência primitiva, originária em atitudes meramente animalescas,  será um caso de loucura colectiva? Outra hipótese: a ganância ! A ambição pelo poder,  pelo dinheiro, pela capacidade de esmagar quem se nos opõe, cega e enlouquece. Se tivermos em conta o descontentamento da população  em geral , podemos estar face ao despertar de um dragão de fogo vivo, capaz de causar danos  irreparáveis no tecido da civilização.

Haja bom senso. Parem para olhar. Vejam o que estão a fazer aos vossos filhos, o que ensinam aos vossos netos e,  senhores da guerra,  senhores do dinheiro,  percebam que quando exterminarem  todos os que vos enfrentam,  apenas faltará acabar com vocês mesmos,  pois então não haverá ninguém para vos aclamar...

Tá?!...

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

"Faz bem sem olhar a quem"

15 de Agosto de 2013 * Feriado  Nacional * Assunção da Virgem Santa Maria .

Este "Luandense", acaba de ser presenteado, por um distinto Professor, Dr. Luís Ribeiro, de um  trabalho literário, cujo  texto, de sua autoria, titulado "Gratidão", revela pensamentos que afloram aos cérebros dos que vêm ao mundo até ao  momento em que, em sua homenagem, se acendem as velas do  seu  eterno Adeus...

Pois, o "Luandense", que sou  eu  próprio, que comunga, igualmente as mesmas ideologias contidas em tal  presente literário, sensibilizado por tal "amizade", toma a iniciativa de, adicionar mais alguns pensamentos, com raiz e inspirado no percurso da sua longa vivência, de 86 anos, e antes que o coração deixe de bater de vez.

Em recente  blog, titulei o  programa, e,  filosoficamente, embora não seja perito na matéria, diria eu que...  "O pior inimigo é um falso amigo"...  E pela experiência adquirida ao longo da vida, cheguei a conclusão, que, infelizmente... isso é uma grande verdade!

Produto de uma falsa amizade, ja fui vitima de inflamáveis atitudes praticadas por quem eu mantinha toda a confiança e amizade e que, em momentos dramáticos, acabei por ser traído, injustamente, pelo  tal "Amigo", provocando-me, por isso, certos  prejuízos, sanados posteriormente.

E, uma outra verdade nua e crua, vem mencionada, no  mesmo texto, que reproduzo:

"A constatação de que a maior parte dos que julgávamos nossos amigos afinal se afastaram definitivamente E começamos a sentir-nos sós,  mesmo que acompanhados".

E vou terminar, com emoção, o que, transcrevo, a seguir, a parte final do texto em questão, com a qual dou a minha concordância pessoal:

"E agradecemos especialmente àqueles que nos AJUDARAM  a viver.  Se é a família, se são os amigos, isso é irrelevante. São apenas palavras, o que importa são os gestos e o sentimento... E isto é a vida, uma condição frágil e inconstante que um dia termina, para todos, sem distinção de credo, condição social ou cor política. Somos pó, somos água e aos elementos regressaremos um dia..."



 Obrigado Amigo !


Tá?!...

Gratidão

Por vezes dou por mim a pensar no impensável. Penso e repenso que o pensamento de hoje é diferente do pensam,ento de ontem, o qual, por sua vez, difere do pensamento de há uma semana e este ainda diverge do que pensava há um ano ou dois. Ainda, os sentimentos mudam, o olhar altera-se e a realidade dispersa-se, num caleidoscópio de sensações mutáveis de acordo com a idade, a era, a vivência e a envolvência.

Na infância tudo parece vibrante de energia. A curiosidade imensa mantém os sentidos em permanente alerta. O qê, porquê, como, quando, onde? Chega a ser saturante para que tem que "aturar" os petizes, sedentos de sabedoria e conhecimento do que os rodeia.

Um pouco mais tarde (no que parece ser uma eternidade, na altura, mas que agora sei serem apenas, quando muito, uma dúzia de anos) são as amizades da adolescência, as primeiras paixões assolapadas, o primeiro beijo e tudo o resto, tudo pela primeira vez. E que bem que sabe!!!! A antecipação do desconhecido, a projecção sobre a tela da imaginação e finalemnte a concretização, nem sempre condizente com o ansiado. Mas tudo é novo, tudo é fresco. A energia e vontade imensas fazem-nos sentir imortais, parece que vamos viver para sempre e que quando tivermos 30 anos será já o início da velhice.

Aos 30, afinal verificamos que não estamos assim tão velhos. Os rostos parecem mudar, não nos apetece fazer as mesmas coisas e o mundo parece ser outro. Na verdade, quem muda somos nós. Claro que o mundo à nossa volta não se mantém imutável, mas sem dúvida que a percepção que temos dele é agora, ao início da terceira década, diferente, muito diferente, ainda que possamos não ter verdadeira noção desse facto. Temos ainda bastante energia mas não estamos tão
disponíveis para a desperdiçar em correrias loucas. "A partir de agora é mais sopas e caldos de galinha", parecemos pensar. É uma idade perigosa, de transição, em que, ao deixarmos a louca juventude, receamos pela vida que aí vem. E seremos assim tão imortais?

Quarenta (40). A idade da mudança. Mudança de uma vida imortal para outra em que compreendemos a caducidade do que se insinuava perene. Aquela pequena dor que insiste em permanecer, a despeito das pomadas e comprimidos, a energia que falta para acompanharmos os mais miúdos, a falta de paciência para aturarmos imbecilidades. A constatação de
que a maior parte dos que julgávamos nossos amigos afinal se afastaram definitavamente. E começamos a sentir-nos sós, mesmo que acompanhados. Sensação estúpida e irracional.

Mas depois vem o deslubramento da realidade e a percepção de que, no meio do caos aparente, a realidade pode ser bela e cativante, bastando para isso ajustar a visão para um comprimento de onda mais, digamos, positivo. As desgraças e os problemas não desaparecem se os igoramos mas também não se resolvem se desesperarmos. E se
olharmos com atenção, com olhos de ver, como se usa dizer, verificamos que a nossa Casa é um berlinde azul recheado de maravilhas, conspurcadas, demasiadas vezes pela maldade e ganância humanas, mas que conseguem, ainda assim, maravilhar-nos com frequência. E depois, há as pessoas. Encontramos algumas pelo caminho que nos conseguem deixar felizes, ou infelizes, porque as pudemos conhecer. E aí, fechamos os olhos e agradecemos por tudo o que nos foi permitido ver e sentir, por todos aqueles que encontrámos pelo caminho, os bons e os maus, pois todos nos ensinaram a viver. E agradecemos especialmente àqueles que nos AJUDARAM a viver. Se é a família, se são os amigos, isso é irrelevante. São apenas palavras, o que importa são os gestos e o sentimento.... E isto é a vida, uma condição frágil e inconstante que um dia termina, para todos, sem dinstinção de credo, condição social ou cor política. Somos pó, somos água e aos elementos regrressaremos um dia...


Texto por Luis Ribeiro.....

As fotos acima foram premiadas no concurso de fotografia do Smithsonian de 2012.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Epidemia anti-sorriso...

Vamos ver se nos entendemos -..." Reaccionário"  não significa ser do contra, na  minha  óptica , mas, sim, dar relevo e actuar  reagindo, sempre , no melhor sentido, para que o imperfeito seja substituído pelo perfeito... Entendido ?...

Faço alusão a esta  apimentada questão, na medida em que já fui apelidado de " Reaccionário"  por,  nalguns dos meus blogs  emitir opiniões em defesa do principio que devia assentar, e respeitar,   sempre, em todas as decisões, governamentais, ou civis, o sentido básico do que é Igualdade, Fraternidade, Solidariedade, Amor, Tranquilidade, Sossego e, essencialmente, a PAZ.!

Como sempre, não pretendo subestimar qualquer tipo de actividade, ou trabalho, que seja conducente a prazeres e distracções que o bom Povo bem merece.

Todavia, atrevo-me, aqui, a emitir uma opinião, senão um reparo.

O "meio"  que veio  revolucionar a comunicação inter-povos, alicerçado em espantosas e incríveis imagens  televisivas, sem duvida que foi a Televisão.

Temos hoje um vasto campo de escolha de trabalhos programados, em qualquer altura, para serem visionados através dos Televisores espalhados por todos os cantos do Pais.

Decorridos sessenta anos de um feliz casamento, celebrado em Luanda,  fiquei viúvo, e, como tal, tudo mudou na vida. Embora apoiado pela Família, vejo-me a braços com uma  atroz solidão. Para preencher o vazio  criado em meu redor, e colmatar a solidão,  recorro a duas fontes: o computador, onde  projecto  os meus blogs, e à Televisão..


E aqui reside o meu desabafo. Tenho ainda bem presente que, quando surgiram as primeiras edições, jamais se vira o que hoje é permanente assistirmos - Beijos e  mais beijos, boca a boca, muito prolongados, que os artistas persistem em repeti-los frequentemente... Um balancear de "traseiros" acompanhados por equipes que mais parecem ser fantoches disfarçados (sem ofensa).


Alem disso,diálogos muito "azedados"  e então com caretas facetadas que fazem lembrar certos animais que vegetam na selva.


Maneiras de apreciar sessões, na esperança de se  ouvirem, antes, bons concertos musicais, em  horas mais  adequadas aos Velhotes que anseiam ir para os lençóis da cama, perto das badaladas da meia noite...

Claro que o futebol, está sempre fora de causa, não é ?...

Tá?!...

A faixa preta....

Despertou-me certa atenção, e algum  espanto, o que acabo de observar num programa  que a RTP está divulgando através de espectáculos teatrais, que se tornaram públicos, para divertimento, durante  este período de férias, das populações residentes em vários locais do País. Na minha perspectiva, é uma excelente iniciativa, para não ser só futebol...futebol... e mais futebol !...

Em certo espectáculo, composto por tocadores experimentados, em acordeão, no seu alinhamento e  vestidos com simplicidade, de  harmonia com o calor que se tem vindo a sentir, neste verão, destacava-se um elemento, encasacado, em cujo braço esquerdo ostentava uma larga faixa preta, significativa de sinal de luto, pela morte de algum familiar seu.

Num certo período, no século passado, era comum vermos pessoas que, devido À morte de parentes familiares, usarem por largo tempo faixas pretas, geralmente no seu braço esquerdo. Quando nos cruzávamos com a Pessoa, implicitamente  eram-lhe dados os sentimentos de pesâmes

Ainda me lembro que, há muitos anos, familiares meus (geralmente tios) mantinham esse sinal de luto, quase sempre no casaco, no braço esquerdo, por longo tempo, como manifesto de situação de amizade, luto, e em memória de algum  familiar, recentemente falecido.

Este tema, em certa medida um tanto desagradável, mas, o que é certo, é que, presentemente, não tenho notado a aplicação do mesmo critério, por analogia a ideias que, sobre  este ponto de vista, se aplicavam  em tempos idos, não muito distantes...

O que mudou ?...

Ingratidão superflua...

A vida, nos dias que correm, apresenta-se-nos com os mais diversos desafios que se transformam  em dilemas que podem levar à tristeza e desespero.

Rodeados de tecnologias  que há meia dúzia de anos eram apenas um sonho de um qualquer cientista louco ( é ver os jovens,  quais zombies, de olhos pregados nos telemóveis a comunicar com quem está longe mas a ignorarem  quem está a seu lado) imaginamos  um mundo de ilusão em que podemos fazer tudo. A realidade é, porém,  bastante diferente. A tecnologia,  apesar de tudo o que de bom nos traz, envolve-nos, consumindo de forma cruel o tempo que imaginávamos nosso.

Entretidos com o acessório, esquecemos o importante. Ainda que inadvertidamente,  deixamos de dar importância devida a quem a merece, de dispensar uma palavra,  um gesto ou apenas um sorriso a quem deles precisa. Sem darmos conta, tornamo-nos escravos de uma vivência que de vida nada tem. Imaginamos o tempo contado quando ele é na verdade infinito. Há apenas que geri-lo doutra forma, tendo a noção da realidade real, por oposição à realidade que é virtual.

É necessário que deixemos de adiar aquilo que não faz sentido adiar. Porque um dia pode ser um dia tarde demais...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Filmes que o vento não levou...

Há quem tenha em casa ,  na sua  "caixinha de surpresas",  recordações de felizes momentos  que  adoçaram  a  vida, e, outros há que,  para  delicio colectivo,  possuem  gravações cinematográficas,  obtidas  através desta   maquina  de filmar,  em  que  certos cenários  estão gravadas situações que nos fazem, até, chegar as lágrimas  aos olhos.  Eu sou um desses "salvador"  e conservador de épocas resplandecentes.


Recordo, por exemplo, e estão  gravados em filmes, , uma ocasião em que nos metemos  numa canoa para subirmos o rio Cuanza, em Angola, para  pescarmos pargos de setenta quilos, e, de repente uma das canas de pesca vergou-se  de tal forma , que só após uma tenaz luta,  fomos surpreendidos que o que estávamos pescando  não se tratava de um  peixe mas sim de um jacaré que, felizmente, não era de grandes dimensões. Mas só a muito custo, e  só com a ajuda de  um arpão, é que conseguimos atrai-lo e meter no interior da canoa.

Há filmagens surpreendentes,  que fui colhendo ao longo das minhas andanças pelo Mundo fora, , e que, neste  " big caixote dourado " preservo, a coberto da ceifa que  o tempo possa vir um  dia  a aniquilar...





 Tá?!