domingo, 9 de fevereiro de 2014

O seio da vida...

Iniciei o meu  "bloguinha"  de ontem,  8 de Fevereiro,  com o seguinte "sermão da montanha "..."Há blogues e blogues... uns escrevem muito, mas dizem nada. Outros pouco dizem mas muito pensam ser. Outros mantêm-se no seu cantinho, à espera do dia que nunca chega, o seu momento de glória, em que alguém repara que existe. Penso, logo existo.."

E esse "momento de glória" acaba de me  bater, suavemente à porta...  precisamente quase à mesma hora em que as  autoridades competentes,  emitem  um alerta,  avisando que se aproxima, lá para o fim da tarde, um grande temporal.

E qual a razão para  este meu  "bolorento espalhafato" ???... Satisfez-me um comentário que a querida leitora dos meus blogues me endereçou, TERESA MONTEMOR, nos seguintes termos:

"Todos os dias tenho de visitar os seus blogues, o sr. é extraordinário, só pode falar assim quem o conhece - bjs."

 Pois fico muito  sensibilizado com semelhantes "elogios", que penso desmerecer, pois o sentido que pretendo impregnar nos meus escrito, é tão somente, se possível, ajudar alguém a olhar o mundo de forma diferente. desprovida de  ódio, de molde a afastar as  más  vagas da vida, nem sempre calmas...


Lágrimas de emoção...
Pensando como afastar as más vagas da vida...
Bem, isto é, ... mal.

ÚLTIMA  HORA !

 Como se averbou a meio deste blog, esperava-se um temporal para o final da tarde, não é verdade ?...

Pois,  como é costume dizer-se, o  Homem põe... e Deus dispõe..

E assim aconteceu.... Os ventos determinaram que o desejado encontro de futebol entre Benfica e Sporting não se realizasse, e fosse adiado tal esperado encontro, por motivos de segurança, devido a queda de pedaços de cobertura do stadium, provocada pelos fortes ventos que se levantaram, que se espalhavam pelo campo relvado, que podiam vir a causar danos  aos espectadores sentados nos lugares que tinham  adquirido para assistir ao jogo

E é assim a "valsa" da vida.
.

Uma imagem vale por mil  palavras...

Tá?!...

Razoabilidade...



Manhã chuvosa de 9 de Fevereiro de 2014. Domingo, e porque os meus ossos  já não me facilitam uma  fácil deslocação até as portas da Igreja, limito-me a assistir à Missa através de um  programa  que a televisão está transmitindo ... a solenidade  dominical  que neste momento, numa  Igreja, se celebra , na capital do País.

Simultaneamente ao som da referida  celebração religiosa,  vou martelando as teclas gastas do meu computador,  num frenesim próprio  provocado  pela  saudosa  ausência  de  quem  jamais  me esquecerei... a minha querida Mulher,  Alvarina Teresa, que Deus tenha !....

Perante  um oratório que alberga uma santa imagem de Nossa Senhora,  que tem mais de cem anos de existência,( a imagem),    vou  assim , acompanhando  os actos religiosos da  referida  celebração.

Anseio que semelhante imagem,  possa ajudar alguém a olhar o mundo, de forma diferente à que a  dita crise nos  "desgoverna", através do seu  manto caridoso.. . Que a estupidez dos malfeitores, se afogue, para sempre, no. remoinho das ondas alterosas ,que por vezes  assolam  aos seus  maliciosos espíritos.

Que o sofrimento que "caustica"   os que  não sentem a mínima  felicidade em seu redor, seja demolido, nem que seja à  à força  da Razão,  ou da inteligência  e  da  Justiça  Humana..


Que Nossa Senhora abençoe os "Homens e Mulheres de Boa Vontade..."


Tá?!...

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Palavras libertas ao vento...

Há blogues e blogues... uns escrevem muito,  mas dizem nada. Outros pouco dizem mas muito pensam ser. Outros mantêm-se no seu cantinho,  à espera do dia que nunca chega,  o seu momento de glória,  em que alguém repara que existe.

Penso logo existo... Não espero reconhecimento,  não procuro a glória ou aquele momento  eureka que muitos ambicionam.  Apenas martelo  as teclas gastas,  num frenesim próprio de uma festa tropical. Ao sabor da maré,  umas vezes vazia, outras cheia,  deixo-me levar pela brisa que sopra no momento. Nada mais interessa...

Depois,  se possível,  ajudar alguém a olhar o mundo de forma diferente,  através dos olhos de um ancião que há muitos anos percorre as vagas da vida,  nem sempre calmas. Muitas vezes procuro mostrar algo que não está certo,  que não devia ser assim. Qual serviço de utilidade pública,  NÃO REMUNERADO, acciono o alarme à espera  que alguém ouça. Está aí alguém ?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ventos do antigamente...

Inspirado pela leitura dos imensos livros que me tem sido oferecidos, por Pessoas que se apercebem que sou um "louquinho" por tudo quanto se trate de temas relacionados com a vida em Angola, aqui vai  mais um "episódio", para não fugir à regra, porque, assim, enquanto vou alinhavando as "historietas" o meu espírito fica aliviado, e afastado, durante algum tempo, de um mau conselheiro, que é a  SOLIDÃO (na velhice).

Tinha eu atingido a escala  da maioridade, e, terminados os estudos superiores escolares e cumprido o serviço militar obrigatório, em Luanda (Angola), uma das ocupações dentro do profissionalismo, a que me submeti, foi, em determinada altura, ter assumido a chefia contabilística, de um jornal diário "O Comércio" que se  editava na capital angolana - Luanda.

Recordo, que um determinado colaborador do jornal, dedicava-se a publicitar, numa das  páginas, artigos que demonstrassem o que estava mal, com fotografias, na via publica da cidade. Esta página era sempre  muito apreciada. por parte dos leitores

Não me julgando nenhum  "especialista" na matéria,  vou, no entanto, tentar ser um "reles  imitador" do aludido "escritor", na intenção de, apreciada as causas, poder contribuir com um rasgo de "boa-vontade", para  que haja um ligeiro beneficio para melhoria de tudo quanto possa ser "menos bom", isto é,  transformar o "menos bom" em "o melhor possível "...

Surpreendentemente, durante o acostumado passeio  matinal , com o meu fiel amigo, cãozito  Pelinha, deparámo-nos com os cortinados  corridos nas  montras de um estabelecimento, muito apreciado pela População, e que, era   frequentado por clientes assíduos - chama-se "Chá & Café". Como local, de atendimento ao público, na esplanada, é muito agradável, seria pena que isto  venha a ser prenuncio da  tal "25ª hora", do referido estabelecimento.




O agora...

" Chá &  café".....
Local muito aprazível...agora vazio...
...e o antes
Esplanada onde, antes, muito boa gente se reunia, confortavelmente

Aproveitando a "deixa" para assinalar o que me parece ser "menos bom", aqui fica, a cinquenta metros de distância, uma situação, o que me parece conter algum risco "visual", que é o caso de uma viatura, tipo comercial, cujo estacionamento do tipo "permanente", na esquina do passeio, impede que haja boa visibilidade, num cruzamento em que circulam centenas, senão milhares de veículos, de toda a categoria. As fotos melhor elucidam...





Dificulta a visibilidade....pode facilmente  causar acidentes...
..
Tá?!...

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Praxes, para que te quero ?

Há dias pude acompanhar o programa " Prós e Contras",  difundido pela RTP,  o qual se debruçava,  desta  vez,  sobre as praxes académicas em Universidades  portuguesas e que nos últimos tempos tanto têm  dado que falar em consequência da tragédia ocorrida na praia do Meco e que vitimou seis jovens estudantes da Universidade Lusófona.

Presentes no debate estavam representantes das Universidades, dos Estudantes, de defensores e críticos a esta prática tão enraizada nas tradições académicas.

Nos últimos anos  temos,  no entanto,  vindo a assistir a um aumento de denúncias de práticas de praxes que,  para além de indignas,  colocam em  risco a saúde e mesmo a vida de Estudantes acabados de ingressar no ensino superior. No referido programa e de uma forma geral em toda a comunicação social muitas razões para tal têm sido apontadas e que vão desde a simples estupidez natural,  até ao desejo de vingança pelas humilhações sofridas aquando da própria praxe,  ou ainda a um clima de  medo e pressão,  justificados pela necessidade de integração  num novo grupo.

Muitos falaram, mas  pareciam a medo. Gostaria eu de lá ter estado e, levantando a mão,  solicitaria uma intervenção:
"Caros Senhores,  foi com atenção que ouvi as vossas doutas opiniões. Estranho, no entanto, ninguém se ter atrevido a pôr o dedo na ferida,  referindo o que,  verdadeiramente, motivou este programa,  ou seja,  a morte de seis jovens vítimas,  tudo indica,  de uma qualquer estúpida praxe. Parece-me importante admitir esta possibilidade,  face às informações disponíveis e que,  cada vez mais, nos levam a pensar que não se tratou de mero acidente. Chamemos os bois pelos nomes,  em vez de rodeios e rodriguinhos que não nos levam a lado nenhum...".

Talvez seja o destino do nosso Portugal,  o medo de encarar a verdade e assumir o erro. Procuramos sempre fugir com o rabo à seringa,  sacudindo a água do capote e esperando que passe a borrasca. Esperemos que,  mais uma vez,  a culpa não morra solteira e que justiça seja feita à memória de seis Jovens,  com a vida toda pela frente,  e que deixaram órfãos Pais, Irmãos, Amigos e Namorados ou Namoradas...

Que Nossa Senhora proteja aqueles que o Homem não soube proteger..















(Da Universidade do Algarve - Faro
(Outras intervenções )
Tá?!...

Equilíbrio precário...

Todos nós temos momentos em que nos vemos forçados a exercer verdadeiros números  de equilibrismo,  por razões que podem  ser diversas. Pode ser necessário equilibrar as finanças,  para que o pouco dinheiro chegue para tudo, durante todo  um mês. O equilíbrio pode também ser exigido nas relações do dia-a-dia,  para não mandarmos para  o outro lado aquele indivíduo tão chato que nos inferniza a vida diariamente.

Depois é com gosto observar que até os animais irracionais se prestam a equilibrismos arriscados,  inconscientes,  talvez,  do perigo a que se sujeitam. Ou então,  nem por isso,  pois sabem bem onde pisar e somos nós que todos os dias,  desequilibrados, nos arriscamos a cairmos sem rede da corda da vida em que, precariamente,  nos vamos mantendo.

Observemos então um valente felino que,  sem o saber,  se tornou estrela de cinema..


Tá?!...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Coincidências espantosas...

Chamou-me a atenção, quando  me aproximava da minha residência, um objecto que brilhava à luz do  sol,  no sopé de um contentor do lixo doméstico, que alguém teria  deitado  para a lixeira, que colhi , rapidamente, do chão. Embrulhado numa saqueta brilhante, estava uma cassete, VCR,  ainda em bom  estado de conservação.

Quando me sentei  frente à escrivaninha, tive curiosidade em  ver o que  estava  registado na dita cassete, e... que espantosa curiosidade, que muito me chocou !...

Em Luanda (Angola), em Julho de 1959, a convite, ingressei nos quadros de pessoal  numa importante Empresa Internacional, como chefe e responsável do Departamento de Contabilidade, (Laboratórios Pfizer de Angola, Lda),  afim de ir  substituir  o ex-Encarregado do mesmo  Sector, que, a Policia do Estado, o prendera, na altura, porque vieram a descobrir que o mesmo fazia parte de um Comité politico, com elevado e importante cargo, para a  futura independência de Angola.

Certa  manhã, estando eu  a trabalhar no escritório  onde exercia as minhas funções contabilísticas, batem-me à porta e, o que vejo entrar: ... Um Senhor,  de tez morena, ainda jovem, acorrentado, que vinha  acompanhado por dois Policias do Estado, porque  me queriam, simplesmente,  conhecer.!

Feitas as despedidas de cortesia, mas estranhando tal e inesperada visita, fiquei a saber, mais tarde,   que era um  importante  elemento de um Partido, denominado MPLA.

Qual não é agora o meu espanto, ao  rebobinar a  cassete  encontrada no chão, continha o registo televisivo de actos políticos decorridos já há longos anos, em que figurava  uma entrevista  que fora realizada   numa reunião em que estiveram presentes o Senhor Presidente da Republica e o Senhor Primeiro-Ministro de Portugal,  e relativa a um Congresso onde estiveram,  reunidos Elementos do Governo de Angola. E, de entre os entrevistados, destacou-se o tal  Protagonista,  que  me visitara anos atrás, no meu escritório  na Pfizer, e  que nunca  mais  tive noticias  de tão  importante Figura Governamental: Sr. André Franco de Sousa.!..







(Ressalvo, porém,  eventual  ou  incorrecta imaginação, pois  a semelhança é indecifrável)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Perfume de Mulher...

Não sei porquê, mas  o que tenho vindo a ver na televisão acerca do dramático caso da praia do Meco, mas, por qualquer razão inexplicável, veio-me à memória um filme que vi há muitos anos, cujo enredo também se associava a problemas existentes  numa Universidade, envolvendo situações relacionadas com comportamentos da vasta gama estudantil. Esse filme tinha o titulo de "Perfume de Mulher", cujo desempenho do estudante Charlie Simms, que nos tempos livres acompanhava Frank Slade, um coronel reformado cego, que contrata o jovem Charlie para viajar com ele para Nova Iorque e ter um final de semana inesquecível antes de morrer. Porém,  na viagem ele começa a interessar-se pelos problemas do jovem, esquecendo um pouco sua amarga infelicidade. O final do filme é surpreendente, dando uma lição de compostura. em Tribunal, salvaguardando a honra e dignidade do jovem companheiro, ao não ter comprometido nem acusado nenhum dos seus Colegas, pois que sobre todos recaía uma dura penalização.











                     



Ao volante do seu automóvel, o Coronel, embora cego, conduz a uma excessiva velocidade, de acordo com as instruções  de manobra que o aluno, ao lado,  lhe vai dando, ao longo do percurso da viagem.. Nunca chocou com ninguém, graças ao instrutor !....

Tá?!...

Burro à nora ...

Por vezes esqueço-me que já sou um velho, caduco, a caminho dos de 90 anos, reformado bancário (com  recente viuvez) com a mania de que ainda é capaz de ser um  exímio  Repórter, coisa que  nunca conseguiu  ser, pois para se ser  um verdadeiro Repórter é indispensável ter capacidade para exercer tal digna  profissão.

Mas, apesar de todos os inconvenientes apontados, ainda me vão perpassando certos pormenores, que me despertam alguma  curiosidade, como a que vou apontar de seguida:

Em local de grande visibilidade, bem perto da residência do autor, encontra-se uma nora, com finalidade decorativa, que, como esta, já poucas se vêem em funcionamento.

Isto faz-me retroceder a épocas tão distantes, em que as populações tinham um modo de viver tão diferente, dos tempos actuais, em que, para se obter um  simples jarro de água, basta agora  tão simplesmente manobrar a torneira, condutora deste líquido que nos é fornecido por sistemas camarários modernizados.

Já lá vai o tempo em que para se tirar água do poço, ver-se um burro a andar à volta da nora, com os olhos  vendados... horas e horas a fio. Coitado do burro!...










Tá?!...