sábado, 20 de junho de 2015

A verdade sem medo !...

Hoje decorrem as eleições para o Conselho Nacional do PDR, Partido Democrático Republicano,  com três listas a  concorrerem para este Órgão do Partido criado pelo Dr. Marinho e Pinto. Depois das lamentáveis cenas ocorridas a 24 de Maio último,  em que surgiram fortes suspeitas de instrumentalização do acto eleitoral por parte de uma seita religiosa,  o que levou mesmo à suspensão das referidas eleições,  o processo parece hoje estar a decorrer na normalidade.

É triste ver num Partido recém criado este tipo de cenas pouco abonatórias e que parecem revelar uma luta por um poder que não existe,  provavelmente na mira de interesses mais tarde concretizáveis. Esperemos que tudo isto não  mate à nascença um interessante projecto político,  social e económico que poderia mudar o País. Vamos acreditar que tudo vai correr pelo melhor.

No plano internacional Portugal esteve esta semana em destaque,  infelizmente pelos piores motivos. A Pátria Lusa foi considerada o quinto País mais corrupto do Mundo. Não é motivo de orgulho mas sim o resultado de vários acontecimentos mais ou menos recentes que têm abalado a reputação da justiça e  dos  governantes. São uns que desviam dinheiro de Bancos salvos sabe-se lá a que custo pelo Banco de Portugal  e que depois não sofrem quaisquer consequências,  ou ainda um ex-primeiro ministro preso por actos altamente duvidosos, mas que clama inocência face a todas as evidências.

Um já está lá dentro...

Entretanto, o jornalista angolano Rafael Marques veio numa entrevista afirmar que o poder em Angola apoia-se na corrupção. Não será propriamente uma surpresa,  num País em que mais de noventa por cento da população vive na miséria,  mas cujos governantes,  respectivos familiares e amigos,  acumulam enormes fortunas,  sendo mesmo considerados os mais ricos e poderosos do continente africano  e até do Globo. Será esta tendência para a corrupção uma herança dos tempos do colonialismo ? Não parece descabido pensar assim se recordarmos a "exemplar descolonização"...

Tá?!...

quinta-feira, 18 de junho de 2015

"Por mares nunca dantes navegados.."....

Acaba de ser posto à venda, nas bancas, o volume n.º 8, portanto o último da série que o Jornal "Correio da Manhã" tem vindo a publicar, e que  tem vindo a relatar os dramas vividos pelos portugueses, relativamente ao rescaldo  da "exemplar descolonização", "parida" por afectação por  determinados e temíveis "apátridas"... que hoje se julgam Donos e Senhores de tudo e de Todos, e que  ainda sobrevivem...


Não é fantasia nenhuma, o que  tem vindo a ser  relatado em função dos acontecimentos dramáticos a que estiveram subordinados os que, para se salvarem das atrocidades cometidas  no Ultramar,  tiveram que se socorrer de meios de transporte, até aos locais em que se sentissem mais seguros das "selvajarias" a que tiveram  sujeitos e que os conduziria a dramáticos sacrifícios mortais.

Diz-se que "a dor só  dói a quem a sente", e dentro desta popular filosofia, os jovens da actualidade não têm nem sentem o mesmo "ardor", (graças a Deus), que acutilou os Séniores idosos que sofreram com as atrocidades a que estiveram sujeitos, no distante passado. Estou incluído nessa "massa sacrificada", até porque, por razões de saúde,  motivadas pelos conturbados movimentos independentistas, a despeito de ser  natural de Angola, vi-me obrigado a  deslocar-me a Lisboa, na data da independência de Angola , por falta de médicos, na altura,  em Luanda . De imediato, vi-me  a braços com uma total destruição  de todos os  meus bens (honestamente adquiridos) que  eu tinha  sediados  na minha residência oficial  em  Luanda.,

Como actualmente resido  na cidade de Olhão, despertou-me a atenção um, trecho inscrito  no canto de uma página, no supracitado volume nº 8, que passo a reproduzir foto-graficamente:


 Por aqui se vê o drama a que estiveram sujeitos muitos portugueses para se safarem das "hostilidades" que os criminosos não hesitavam em retalhar os seus corpos. Uns vieram na celebre "Ponte Aérea, outros então socorreram-se do que lhes estava à mão, como, por exemplo, embarcando em frágeis embarcações, que, em muitos casos, nem chegaram a tingir os portos para onde se dirigiam, afundando-se...




Traineiras de Olhão também transportaram  Retornados.
Pois foi neste tipo de barcos, que muita gente se viu obrigada a embarcar, para se salvar, e que, como anuncia o texto  acima descriminado, algumas embarcações, deste tipo, ainda tiveram a sorte de chegar ao bom porto de Olhão.

Terá sido esta uma das traineiras  que transportou os refugiados de Angola em 1975 ?


O relato histórico  é  de conhecimento público,  embora alguns segredos jamais serão revelados,  até para proteger os interesses de alguns. No Arquivo da RTP é possível encontrar,  ainda assim, bastante informação de relevo.

Certos  trágicos episódios que relatam a epopeia dos refugiados portugueses vindos de Angola, infelizmente já não podem ser contados, ou relatados, em discurso directo, por refugiados que entretanto perderam a vida, e repousam eternamente num cantinho do Céu.

 Em Olhão, ou  seja, em  Olhão da Restauração,  foi  a cidade, onde acabei por cair de "para- quedas",  após  um  "exilio" forçado   a que todos tivemos que ser submetidos, resultante dos  acordos que certos "apátridas" estabeleceram entre si,  para que deixássemos Angola   à   mercê e nas mãos de certos " gentios" que  ficaram a beneficiar das riquezas que lá tinham sido produzidas pelos os que  tinham  sido agora   "enxotados" com a cobertura  e apoio de certos "apátridas", da mesma nacionalidade dos que  estavam  sendo  visivelmente  vitimados  e afugentados infamemente..

No cais  onde acostam as traineiras que regressam da captação de peixes de várias espécies,  assiste-se ,  com muita frequência,  o descarregamento de cestos contendo uma  das maiores  riquezas que o nosso mar nos contempla ... a famosa sardinha do Algarve.   Afinal Portugal é um País  rico dada a sua  industria  piscatória que é tão valiosa... tal  como o petróleo o  é para Angola !.














Silenciar o passado, considero uma injustiça, embora haja gente que actualmente quase  que cospe para o lado, com um ar de indiferença, e se sinta incomodada com os desabafos dos que  passaram tormentos injustos mercê dos interesses pessoais de  determinados "apátridas"...

Tá?!...

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Um glorioso e aventureiro passado...

Sensibilizado pela leitura do jornal local "O Olhanense", editado em 1 de Junho corrente, sob o título José Rodrigues Belchior, que "recorda a autêntica odisseia marítima do agora falecido José Belchior,  o heróico velejador que num saveiro de 6,5 metros fez a travessia do Atlântico, em toda a sua extensão, da ilha da Culatra ao Brasil. Na frágil embarcação " Natália Rosa", por razões amorosas, fez-se acompanhar, secretamente, pela sua amada Felismina Inês, de 27 anos, com quem se apaixonara, mas que  entre eles existia um grande problema de ordem familiar, o qual, foi secretamente silenciado até ao momento em que ambos já se encontravam  bastante longe da costa algarvia, pois a ilha da Culatra situa-se na barra que dá acesso marítimo à cidade de Olhão.


Ora bem. Vim de Angola,  em Setembro de 1975, quando tinha  ainda cinquenta anos de idade, por ter sido  afectado por  doença que me obrigou a socorrer-me de tratamentos médicos em Lisboa,  por em Luanda, na altura, não existir medicina adequada. Consequentemente, a função de chefia contabilística num Banco onde exercia tais funções, foi interrompida por essa razão, quando já entregue aos cuidados médicos em Lisboa, para tratamentos, fui alertado por comunicação oriunda de Angola, que, dada à passagem do Estado de Independência de Angola, o Banco, onde eu exercia funções de chefia, que eu deixara provisoriamente, tinha deixado de existir, e que o meu regresso a Angola, não era aceite, por razões inexplicáveis. Senti-me, portanto, a partir daí, como um forçado "exilado" do Ultramar Português, como consequência  da "exemplar descolonização", e actuação de certos "apátridas" portugueses, da época.

Perante factos consumados , em  que  na minha consciência nada me perturbava, na medida em que exerci sempre com dignidade e honra funções  laborais, e de chefia,  com pleno êxito, documentalmente comprovado, mantive-me, depois,  a trabalhar em Portugal, com dedicação e exemplar comportamento, conforme comprova a documentação arquivada, e, acabei por ser atirado, mais tarde,  para a situação de Reforma, na actividade bancária, com direito a uma simples  pensão que se  equipara  ao ordenado de um Aprendiz da Banca.

Como ainda me sentia ainda um tanto válido, mesmo depois de velho, acabei por cair de "para-quedas" na cidade de Olhão da Restauração. E foi nesta encantadora cidade, que vim a tomar conhecimentos de actos e feitos heróicos aqui protagonizados por gente dedicada a pesca e a artes marítimas. Foi assim que me entusiasmei a dedicar-me a escrevinhar blogs, relatando actos e feitos aqui praticados, no passado, por gente cá da terra. Por isso, um dos trabalhos que executei, foi o que se relaciona com o caso amoroso de Belchior com Felismina, conforme o caderno que aqui deixo fotocopiado. e que contem uma entrevista que fiz recentemente, com um dos Amigos nautas que se entendia, com o valente Belchior e a linda Felismina Inês.




Tá?!...

O seu a seu dono...

Em 13 de Junho do  ano corrente, face  a factos devidamente documentados pela cobertura noticiosa dada às comemorações do último 10 de Junho, data em que o Senhor Presidente de República atribuiu louvores a dignas Entidades de nacionalidade portuguesa, elaborei um blog, que reproduzo,  de seguida, uma cópia:

Sem qualquer sentido de  querer subestimar quem quer que fosse, no entanto, e sem querer menosprezar a figura de um dos condecorados, destaquei, e sem nada que me mova contra o costureiro que fora  distinguido com uma condecoração, fiz um comentário, sem nenhum sentido desprestigiante,  e repito,  sem nada que me mova contra quem quer que seja, que na minha cabeça de quase noventa anos,  encaixei  a ideia de que só  aos  que empunham uma arma em nome da defesa da sua  Pátria, e dão o seu sangue para  a defender, é que   mereciam  ser reconhecidos como heróis, do que quem pega, simplesmente, numa agulha e num dedal só para cozer e alinhavar vestimentas femininas.

Acabo, no entanto, de ser surpreendido, com a seguinte imagem inserida  na Net, de autoria  de pessoa que desconheço,  cuja brincadeira, em nada me satisfaz, pois daqui até se pode depreender  ter  havido  coligações com determinados o organismos, que se quiseram aproveitar, maldosamente, do meu ingénuoe sem sentido desprestigiantestrabalho bloguista, acima referido.


Tá?!...

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Venham muitos e bons !...

Há pouco mais de um ano publiquei neste espaço as primeiras notícias que davam conta da futura inauguração de um novo espaço de restauração e café,  que mais tarde veio a denominar-se Kubo Caffe.

O delicioso bolo...

... e a alegria de quem nos serviu !
O estabelecimento que precedeu o Kubo Caffe,  situado num  ponto central da cidade de Olhão,  com uma magnifica esplanada, engalanada por um grupo de árvores que proporcionam uma agradável sombra a quem desfruta do seu café ou chá,  teve que fechar portas. Apesar do espaço físico agradável, a antipatia e até incompetência no atendimento, afastaram os clientes, nos quais me incluía. Aqui relatei o incidente que me envolveu pessoalmente e que foi um exemplo típico da,  digamos, falta de jeito do proprietário do espaço, então chamado "Chá & Café",  para lidar com a clientela. Poder-se-ia pensar que o problema  estava nalgum tipo de comportamento menos correcto da  minha parte,  mas a verdade é que as queixas relativamente ao  péssimo atendimento eram recorrentes e envolveram pessoas de todo o tipo. Conheço,  inclusive,  em primeira mão,  por ser pessoa das minhas relações,  um outro caso bem semelhante ao meu. O encerramento,  por falta de clientes,  era,  pois,  uma questão de tempo.

Encerrado durante um par de meses,  o "Chá & Café" ressuscitou na forma do actual "Kubo Caffe". Acompanhei todo o processo e foi com gosto que lá estava no dia da inauguração,  máquina  fotográfica em  punho,  para provar uma taça de champanhe e testemunhar a abertura deste agradável café. Não faço estes elogios à procura de protagonismos ou a título publicitário. Faço-o apenas porque é verdade. Desde o primeiro dia sinto-me no "Kubo  Caffe" como em casa,   fruto da enorme simpatia e saber receber por parte das funcionárias e proprietários. Acredito ainda  que esta opinião  é partilhada por todos os clientes que têm a sorte de poder contar com tão magnífico e acolhedor espaço de convívio mesmo às portas da  bela cidade  de Olhão.
Até o Pelinha gosta do "Kubo Caffe"..

Um ano depois,  celebrou-se o primeiro aniversário,  com bolo,  champanhe e muita alegria. Acredito  que daqui a um ano o mesmo se repetirá. Estou certo que durante muitos anos. Eu,  enquanto puder e me quiserem  continuar a aturar,  lá estarei para tomar o meu chá das cinco...

Tá?!...

domingo, 14 de junho de 2015

À minha adorada netinha, Ana Carolina...

Festejas amanhã, dia 15 de Junho de 2015, 21 anitos... minha querida netinha, a mais nova  das minhas quatro e  muito queridas "refilonas"... mas encantadoras !

Muito prezo que possamos festejá-los alegremente, na companhia dos teus queridos Paizinhos, irmãs e amigos aqui residentes, e, com a ajuda de Deus, ainda levantarei a taça de champanhe saudando-te  pela a tua felicidade, e, infelizmente, já sem a companhia da tua saudosa Avozinha, Alvarina Teresa, que Deus a tenha  em Paz e Descanso eterno, e que tanto te amava.

Aqui vai uma feliz recordação, que  muito nos alegrou,  que passo e reproduz foto graficamente:


  "Estes são os vencedores que concorreram ao passatempo "Regresso às aulas" publicado durante o mês de Setembro.

"A minha escola é grande. Foi pintada de branco, tem um recreio e fica à beirinha da minha avó. Gosto dela, das professoras e das colegas que brincam comigo, mas mais da Rita, da Adriana e da Beatriz".
Ana Carolina Severino, 7 anos. Olhão. Frequenta o 2º ano ".
                                                       
                                                 
Tua saudosa Avó, muito  brincava contigo, ao ponto de quase verter lágrimas de contentamento, como por exemplo, enquanto "bebézinha"  brindavas-nos com certos "letreiros" que escrevias e oferecia, como este:


Estás já com um "canudo" que  nos  vai  obrigar a  tratar-te, futuramente, por "Senhora Doutor"... e espero, que para o ano, venhas a  ser uma grande e ilustre Professora, e que me possas ainda visitar, pois cá o teu Avozinho é dos "Vencidos da Vida" que, de longe, já pressente o badalar dos sinos do "até sempre"...

E, para conforto, desejo-te que, quando pensares em constituir família, como é natural, venhas a ter o mesmo bom e são convívio, como o que "beneficiámos", igual  ao  de uma jantarada  que em Família, saboreamos e brindámos numa Pizzaria, em Olhão.

 A linda Carolina...

 Em Família, saboreando as  deliciosas pizzas


                                                           Parabéns...
Tá?!...

sábado, 13 de junho de 2015

Os filhos e os enteados da Nação.

O costureiro...
Fui surpreendido por uma curiosa notícia, a qual revelava a atribuição de uma condecoração ao estilista Carlos Gil,  conhecido também por ser o costureiro da primeira dama de Portugal,  Maria Cavaco Silva, por  parte do marido desta última,  o Presidente Aníbal Cavaco Silva.


Este facto está devidamente documentado pela cobertura noticiosa dada  às comemorações do  último 10 de Junho,  data em que o Presidente atribuiu o referido louvor.

... e os Militares !
Sem querer menosprezar a figura e o trabalho desenvolvido pelo estilista, do qual, de resto, jamais ouvira falar (o que acredito ser comum a muitos portugueses), não deixa de ser curiosa a coincidência materializada no facto de este Senhor ser costureiro pessoal da Esposa do Presidente. Terá sido um prémio por aturar tão exigente cliente ?

É público o conflito que tem colocado frente a frente  Presidente e Militares. Será esta mais uma acha para a fogueira ?   Coloco-me no lugar  de um militar que dá o peito ás balas,  literalmente,  em missões em cenários de guerra no estrangeiro,  em representação do País,  e começo a pensar se valerá a pena correr tantos riscos em nome de um País e de um Chefe de Estado que na hora H se esquece de tais actos,  preferindo recordar quem cose os trapinhos que a Excelentíssima Esposa carrega sobre o seu esbelto corpinho.

O Presidente tem tido  alguns problemas de saúde,  como demonstrou o desmaio relativamente recente durante um discurso. Estas perdas de memória que quase se  dirão selectivas,  não abonam a seu favor. Repito,  sem nada que me mova contra o supracitado costureiro, na minha cabeça de quase noventa anos custa encaixar a ideia  de que merece mais louvor quem pega numa agulha  e num dedal do que aquele,  ou  aqueles, que empunham uma arma em nome da defesa do  País. Estarei errado ?

Tá?!...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Abandonados...

Estes últimos dias têm sido intensos. Dia 10 de Junho,  dia de Portugal,  de Camões e das Comunidades  Portuguesas espalhadas por esse Mundo fora,  foi também o dia  em que se celebrou o octogésimo oitavo aniversário do nascimento daquela que foi Mulher,  amiga,  confidente,  cúmplice e companheira,  a saudosa Esposa,  Alvarina  Teresa. Nunca é demais recordar aquela que,  vai fazer cinco anos no próximo mês de Novembro, partiu para junto de Deus,  depois de  um último suspiro e um último olhar,  como sempre,  a meu lado. É a Lei da Vida e da Morte, mas, ainda assim,  difícil de suportar,  apesar de todo o apoio e carinho da Família e Amigos ao longo destes cinco anos. Em blog anterior fiz referência à homenagem prestada neste dia,  10 de Junho.

Apegado às memórias,  dei hoje de caras com imagens impressionantes,  as quais não espero ver repetidas,  publicadas no sétimo volume da colecção do  "Correio da Manhã" dedicada à descolonização.  Fotos de milhares de escorraçados,  homens, mulheres e  crianças,  obrigadas a abandonar toda uma vida, carregando os pertences que conseguiram deitar a mão,  deitados no chão,  como fugitivos de uma injustiça implacável,  vítimas de uma "exemplar descolonização" que apenas serviu os interesses de muito poucos que ganharam demasiado à custa da vida de quem se viu escorraçado sem perceber como nem porquê.



É demasiada coisa para digerir de uma só vez.  Fico cansado e com forças apenas para desejar que gerações  futuras possam jamais passar por semelhante provação...


Tá?!...

PS-

Sétimo volume da colecção do "Correio da Manhã" dedicado à  descolonização, hoje posto à venda.

 Neste volume, estão publicadas fotos de milhares de escorraçados, homens, mulheres e crianças, obrigados a abandonar toda uma vida, como fugitivos de uma injustiça implacável, vitimas de uma "exemplar descolonização" que apenas serviu os interesses de muito poucos  e hoje grandes ricaços à custa dos que foram  apelidados de... "Retornados"...

Nestas fotos, como se disse, estão fotografadas crianças, que na altura,  tinham   pouca idade,  e que, hoje, decorridos mais de quarenta anos, algumas  das quais até já sejam Papás,  ou mesmo  Avozinhos,com cabelos brancos..

Muitas delas, nem sequer tinham idade para se aperceberam da "catástrofe"  e da realidade de que estavam sendo vítimas, mas que hoje, provavelmente,  possam ter  algumas lembranças e horrores porque passaram ,na sua adolescência infantil, naquele  conturbado período..

 As pessoas, actualmente,  vão  tendo a possibilidade de  apreciarem  estas  "imagens recordativas,,  mas  para isso terão que estar munidas  ou de  computadores ou  adquirirem Livros ou Revistas onde tenham  sendo publicadas. Não sendo por esta via,  dificilmente virão a ter  a possibilidade de as verem, e analisarem, em consciência.  o que o tempo vai silenciando  quanto  aos  dramas  a que estiveram submetidos.

Temos , actualmente, Televisões que nos "encharcam", agora,  com programas de uma constante  infantilidade, por vezes incompreensíveis,  devido a qualidade "fantoche" de certas  entrevistas,por vezes,  imperceptíveis.

Diz-se que a dor só dói a quem a sente... Portanto,  dentro desta perspectiva, nada mais consentâneo do  que ouvir da boca dos  próprios  que compartilharam   nestas tragédias, pois só elas é que terão a capacidade de relatar, com  toda a verdade. os  acontecimentos   sucedidos há mais de meio século.

Um alvitre, apenas ! Obrigado.

                                                                        ADEUS...

Adeus Angola...

Tá?!...Tá?!...


terça-feira, 9 de junho de 2015

A eterna saudade...

Nem sei como exteriorizar o que senti na alma, ao  deslocar-me ao Cemitério, a fim de colocar e acender uma velinha  onde repousa eternamente, a minha Santa e saudosa  Mulher (Alvarina Teresa), com quem casei há sessenta anos, em Luanda-Angola, e  que  A vi partir , há poucos anos,  sentada  a meu lado, numa manhã solarenga, após ter tomado o pequeno-almoço comigo, e que, em sua mente e inesperadamente, dirigira-me um "ADEUS, ATÉ SEMPRE", porque Deus tinha acabado  de A vir buscar, naquele doloroso momento, a caminho do Céu, para junto dos Anjos Celestiais. E assim foi  quebrado nessa manhã de 10 de Novembro de 2010 o juramento nupcial então celebrado em 12 de Dezembro de 1953, no altar da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Luanda,  em que ambos tínhamos jurado fidelidade e amor até que a morte nos separasse.

E foi mesmo a inesperada morte, que  acabou  por nos separar... para sempre !.

Minha santa e saudosa Mulher, Alvarina Teresa, completaria, amanhã, dia 10 de Junho de 2015, 88 anos de idade ... Talvez tenha sido por essa razão, que passei a noite a ter sonhos "românticos",  julgando-me que  acompanhado pela Família, passeavamos por   jardins, na cidade do Porto, cidade  em que nascera a Alvarina Teresa e seus queridos Pais.


As saudades são infinitas, tanto dos tempos em que trabalhávamos em Luanda ( terra da minha naturalidade) como em  alturas que os agradáveis Filhotes  vieram ao mundo,  como noutras, em que,  em clima de confraternidade, convivíamos  alegremente, com toda a Gente, independentemente  de racismos ,  ideais  religiosos,    ou quaisquer outras ideologias politicas, diferentes das nossas..



Fixámo-nos, (obrigados a isso), mas já com cabelos brancos, a ter que residir, mercê da "exemplar descolonização", neste lindo  Portugal, à beira mar plantado, onde os membros familiares foram aumentado à medida do crescimento dos protagonistas que constituíam o seio da nossa Grande Família.




E Deus abençoou-nos..

Dia do Feliz Casamento...

A  velinha  hoje  colocada  onde repousa agora  eternamente,  quem mais amei...

Tá?!...

A justiça hesitante...

Hoje é  o dia D para José Sócrates. Tendo recusado ser portador da famigerada pulseira electrónica,  a qual,  segundo o próprio, "vigilância electrónica, que continua a ser prisão",  aguarda-se a decisão do Juiz Carlos Alexandre.

Sócrates sonha sair carregado em ombros pela populaça,  de fraca e curta memória. Parecendo algo delirante,  estará assim tão longe da verdade ? O Povo português,  na sua placidez,  dá frequentes mostras de amnésia colectiva. Seria apenas mais um esquecimento...

A pensar ... na morte da bezerra ?...
Tá?!...