sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A ponte para lado nenhum...

Hoje, dia 21 de Agosto de 2015, apoiado na minha muleta, pois com perto de 90 anos, já ultrapassei a dinâmica física que tinha antes, de poder a andar quase a cem à hora, a pé (ahahahah), fiz o percurso de ir ao centro da cidade de Olhão, palmilhando cercada de 4 quilómetros, de ida, e outros tantos de volta, a fim de ir pagar, à Companhia de Seguros, o Seguro do meu velho carro, parado há dezenas de dias, pois aquece demasiado nesta época quente de verão, e, após ter subido uma escadaria de uns 20 degraus, chego à porta da Seguradora e o que vejo afixado no vidro:
"Estamos de férias ... encerrado".

Claro que retrocedi a casa, com muito custo, pois palmilhando, mesmo com a muleta, dizem os Entendidos em Medicina, que só me faz bem andar... andar... mas devagarinho!..

Entretanto, no meio disto tudo, há um grave e sério  problema, que passo a contar...

Tinha duas alternativas para chegar ao meu destino, a tempo e horas: ou utilizava o túnel com grandes escarpas, à entrada e à saída, para passarmos de um lado para o outro, com elevações acentuadas nos passeios, bastante cansativos, ou, na alternativa, utilizava umas passadeiras, em madeira, semi-apodrecida, que se cruzam com os carris do caminho de ferro, onde assentam os rodados das locomotivas, colocados nas linhas de caminho de ferro, embora apenas como alternativa temporária, até que se iniciem os trabalhos acordados com a empresa ferroviária. Tal, porém, já  está demasiado tardio relativamente ao que fora combinado, para que na cidade  não se implemente o que fora   antes... um "Muro de Berlim"...

Vem este blog a propósito de um Problema, bastante sério, agora colocado à mesa das respectivas Administrações Políticas, abrangendo condutas de legalidades directamente relacionadas com  o  apoio  às pessoas cuja capacidade para se movimentarem é limitada,  entre as quais se encontram os Idosos,  fruto das limitações impostas pela idade.

Há cerca de dois anos,  mais coisa menos coisa,  a passagem pedonal sobre a via férrea,  próxima da estação de Olhão e por isso situada em plena avenida da República, foi encerrada pela REFER alegando falta de segurança. Isto aconteceu apesar de não haver  memória de acidentes nessa passagem,  a qual divide a cidade em dois. Os protestos foram muitos e entre protestos e repressão policial que  chegou a montar guarda ao local, esta passagem foi abrindo e fechando.

Como não me deslocava a este ponto da cidade há algum tempo,  fiquei surpreendido ao ver que a referida passagem sobre  linha do comboio estava  novamente em uso. Mais surpreendido fiquei quando verifiquei as condições precárias e perigosas em que as pessoas a utilizavam. Não resisti a fotografar. Duas travessas de madeira grossas servem de ponte para ultrapassar uma vala com alguma profundidade,  caminhando depois sobre a gravilha instável entretanto colocada pela  REFER  junto à via. Sujeitos a tombarem para dentro da vala,  escorregarem e caírem sobre a gravilha que rolava sob os seus pés,  crianças, adultos e Idosos ultrapassavam com muita dificuldade estes obstáculos,  com o intuito de evitarem o percurso pela passagem inferior (túnel) com um elevado declíve e inclinação.

Suponho que esta "obra" não  é da responsabilidade da Câmara ou dos Caminhos de Ferro. Será, seguramente,  o resultado da intervenção do Povo Olhanense,  contra a obrigatoriedade em usar o já referido túnel. Têm sido prometidas  obras. Uma nova passagem  pedonal,  devidamente sinalizada,  ou uma estrutura que diminua a inclinação da passagem inferior. Mas enquanto isso não acontece,  lá vemos as pessoas a passar sobre a linha,  tal como fizeram durante dezenas de anos. E se alguém cair e se aleijar com gravidade ? E se alguém escorregar na gravilha,  cair sobre a linha, e for atropelado por um comboio ? Quem é o Responsável ?

No meu caso, e de muitos outros idosos a quem as pernas pesam demasiado, a tentação de utilizar esta "passagem pirata" é demasiado grande, como alternativa a subir o inclinado túnel inferior. Mas a verdade  é  que a responsabilidade é de cada um que arrisca estes  malabarismos. O acelerar das obras seria uma medida de protecção da incauta população e dos menos  móveis em particular,  nomeadamente os mais Velhotes,  já suficientemente causticados pela idade e tantas vezes desconsiderados.

Enfim,  fica este alerta, este pedido de ajuda,  para que não se venham a lamentar mais tarde.  Que não façam como o outro,  que depois da casa assaltada é que pôs as trancas  na porta.

Finalmente, aqui  deixo  algumas imagens que comprovam o que descrevi,  para que não digam que ando para aqui  a inventar coisa...

Tá?!...



 




 

 
 

 

 
 
 
 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Amparando as Pessoas Idosas...

Leio e releio, ( quando posso), quase  tudo quanto  na Internet vem publicado acerca da questão relacionada com  a vida  dos  Idosos, e  o seus reais problemas,  que se agigantam à medida que se aproxima o desfecho da luta a que  estiveram submetidos, enquanto "residentes",  em terra firme, ou  no tenebroso  mar oceânico.

Como exemplo, eis parte de algumas das publicações  extraídas da Net:- que me  despertaram certa atenção :-




A complexidade de interpretação  por parte de um leigo, como eu, na área  legislativa , que comanda os  trâmites   a que um Idoso tem  direitos, leva-me a transportar à ideia de que possa existir uma certa dificuldade em se destrinçar a diferença  entre o que  é   um "Idoso Abandonado"  e um "Idoso Isolado"...Ambos poderão ter tido uma sobrevivência totalmente distinta uma da outra, isto é,  o "Isolado" não deixa de ser visitado, e assistido,  embora distanciado,  pelos Familiares e  Amigos, enquanto que   ao  Velho Idoso  "ABANDONADO", ninguém lhe liga e é atirado, sem mais  nem menos, para o caixote do lixo...

Quanto ao  que acima exponho,  lembro-me, que na minha infância,  e residindo em Lisboa ,na altura, chegava a percorrer  quilómetros e quilómetros, pelas vias terrestres, a  pé, afim de ir visitar, com regularidade,  uma  minha Avó ( paterna), que residia sozinha  numa  área distante,  o  que a  outros  membros familiares  só acontecia quando lhes eram  facultados transportes , que os deslocassem.

Portanto,  neste  caso, não se pode dizer que tenha havido qualquer tipo de  abandono.  Psicologicamente ,  estávamos na presença de um isolamento e  não de um abandono...

Um complexo dilema para os Dignos Juristas...creio eu !...

Tá?!.








quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O embrião da vida..Amor e fé, nas obras se vê..


Foto-montagem...idealizada.

São Penas, Senhor ! Sim. são penas de aves,  que diariamente são encontradas,  espalhadas ao longo  do chão,   que vou colhendo, uma a uma,  quando passeio, pela manhã,  o  meu amigo de quatro patas, o " Pelinha".

Teoricamente, no meu velho e cansado cérebro,  vou fazendo  o seguinte e  íntimo   raciocínio interior...

As penas pequeninas devem ter sido largadas, por qualquer motivo desconhecido,  por pequeninas avezinhas, que  tenham sido  acabadas de ser  "amamentadas" pela suas "mamãs",  ou que, em disputa, teriam sido vitimas de pequenas  lutas travadas  com  as suas congéneres.

Quanto as restantes penas que se seguem às primitivas, suponho  que à medida que  vão crescendo e desenvolvendo  o seu curso de alimentação, através do bicanço  dos seus biquinhos, vão-se desfazendo da sua pelugem,  ou, então,  à medida que vão envelhecendo, as penas  periodicamente vão desnudando o corpinho de quem voou, livremente,  através dos ares  celestiais,  e acaba por cair, por vezes   em  parte incerta, onde ficará a apodrecer   até à eternidade.

À semelhança do que  sucede com as aves, quanto ao seu final de vida ,  igualmente  ao  ser humano  acontece que,  após os seus  dias contados de permanência  à superfície da terra, a sua resistência  também  sofre um fim,  em  que na grande maioria dos casos,  sente-se e nutre-se   uma grande  PENA,   de quem está partindo  a cantinho do Céu.

No entanto,  existe uma diferença:

 Às aves não são aplicadas as mesmas  estratégias, porque  são livres disso, que aos Humanos.. pois...

... abandonar idosos em hospitais ou outros estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde e impedir ou dificultar o seu acesso à aquisição de bens ou à prestação de serviços devido à idade são comportamentos que não se enquadram num  sistema de boa  vivência,   que todos nós  muito ambicionávamos que existisse, e livres  de preconceitos agravantes,  por vezes injustos.

Tá?!...




















Ponte para a eternidade...


Anciãos: os pilares da África
Por: LEÓN NGOY KALUMBA, Sacerdote jesuíta congolês


Os anciãos em África desde sempre desempenharam um papel decisivo. Além de fundamento da família e da etnia, eram os condutores da vida, o elo de união entre o passado e o futuro, os repositórios da sabedoria popular e os educadores da juventude.

Mais de metade da população africana é constituída por jovens com menos de 30 anos. A juventude, como um grande capital humano, apresenta-se como a força de transformação em vistas de um futuro prometedor. Estes jovens africanos têm grandes ideais e vontade de transformar a situação que o continente africano atravessa, infelizmente pouco lisonjeira. A juventude ajuda a reinventar a sociedade africana; possui, além disso, uma grande criatividade na arte da sobrevivência. Mas estes jovens ainda contam com os anciãos? Que lugar ocuparão as pessoas mais velhas no contexto da sociedade africana?
Tradicionalmente, representam um elo fundamental. O amor à vida é uma característica de todas as culturas africanas. A sociedade organiza-se e estrutura-se em volta da vida; a «vida» é a chave que permite entrar na alma, na filosofia e na espiritualidade do negro africano. A vida é sagrada; é preciso respeitá-la, protegê-la e fazer com que ela cresça. A morte, em África, é concebida sobretudo como a continuação da vida no outro mundo. Assim se compreende o culto aos antepassados e a sua veneração. Para os negros africanos, «os mortos não são mortos»; continuam a viver em comunhão com os vivos. Os negros africanos conservam uma estreita relação com os antepassados, para não interromperem a corrente da vida. Por isso, não se chama antepassado a todos os mortos, mas àqueles que servem de referência e modelo para os vivos. Daí a importância e o respeito atribuídos aos anciãos, por serem os mais próximos dos antepassados.

A memória do povo

Os anciãos são também a memória do povo, aqueles que preservam a história e uma infinidade de acontecimentos e palavras recebidos do passado. «Velho que morre, biblioteca que arde», dizia Hempaté Ba. Um provérbio bambara, na África ocidental, afirma que «o velho vê sentado aquilo que o jovem de pé não descortina». Desta forma se associa a idade (os anos vividos) à sabedoria. Em diversos idiomas da cultura banta, «ancião» e «sábio» são dois conceitos coincidentes; por exemplo, mzee, em swahili, significa ancião, sábio, respeitável. Os anciãos são aqueles que «viram o Sol antes dos mais novos», aqueles que sabem ensinar.
As fábulas, narradas à noite, junto da fogueira, por quem tem mais experiência da vida e autoridade moral - os anciãos -, são uma autêntica lição.  Também uma criança ou um jovem podem contar aos outros uma fábula, mas não passa de uma brincadeira ou de uma iniciação. Como quando uma menina imita, com uma boneca, os gestos que vê fazer à mãe em relação a um irmão mais pequeno. Estes provérbios são amiúde sólidos argumentos nas discussões ou em litígios importantes entre adultos.
O lugar onde nasce e se desenvolve a vida, a família é uma instituição de referência e de identidade da pessoa. A família - nunca nuclear, mas alargada - engloba todos os seus membros (irmãos, primos, tios, avós). Tem de existir entre eles uma grande solidariedade. Não nos admiremos, portanto, se uma criança for viver para casa dos tios, pois encontra-se sempre «em família». A solidariedade é partilhar com os outros aquilo que uma pessoa tem; por conseguinte, é concebida como a arte de saber estar e viver com os seus «irmãos». Nas línguas bantas, «ter» traduz-se por «estar com». Assim, dizer «tenho um irmão» equivale a dizer «estou com um irmão» e «tenho uma casa» equivale a «estou numa casa».
Várias famílias com um antepassado comum formam o clã. Os clãs formam a tribo ou a etnia. Há elementos que unem os membros da mesma etnia (tribo): o antepassado comum, o chefe, a cultura (a tradição), a língua, o território (a terra). Uma etnia possui uma determinada história, um sistema político e económico e uma organização social. Stefano Kaoze, o primeiro sacerdote congolês, define a etnia como uma nação ou povo. Pertencer a uma etnia é um dom, uma riqueza; implica a identidade social e cultural, a segurança do indivíduo. Na etnia, o africano encontra as suas raízes e os valores de referência.
Os anciãos são os pilares da família e da etnia, não só por conhecerem a sua história e a sua cultura como também por servirem de referência aos costumes e aos segredos da vida. Acompanham os membros da família e ocupam um lugar central na etnia. Encontram-se sempre presentes nos momentos-chave da vida de cada um dos membros da família e presidem à celebração desses momentos: nascimento, iniciação, matrimónio e morte. Conhecem as plantas medicinais e procuram manter a harmonia no seio da família. Rezam ao deus dos antepassados, que sempre os protegeu. A sua alegria é viverem entre os seus, no seio da sua família, clã ou etnia, e morrer satisfeitos depois de verem os filhos dos seus netos.

De mestres a “bruxos”

Os anciãos continuam ainda a ser, em África, uma referência para a maioria dos mais jovens. Mas a civilização moderna faz com que, no continente africano, convivam diversas culturas: as tradicionais e as modernas. O respeito pelos anciãos está a mudar, sobretudo nas cidades.
* Já existem, em diversos locais, lares para anciãos, devido à influência do Ocidente e ao entusiasmo dos missionários. Constituem um refúgio para os que viram os seus cônjuges dizimados pela pandemia da sida ou por qualquer outra doença. Por outro lado, afastam os velhos do seio da sua família.
* Os contributos da modernidade, com as suas novas tecnologias, subvertem a ordem do mundo tradicional africano: vieram as escolas e as universidades, a cultura ocidental é apresentada como superior à africana, a televisão substituiu os convívios do anoitecer à roda da fogueira e o ancião procura o seu lugar nesta nova ordem.
* Os jovens perdem respeito aos anciãos e julgam os seus ensinamentos antiquados; há até quem os retenha como bruxos, capazes de tirar a vida aos mais novos.
O futuro da África passa por saber ligar o seu passado ao presente, integrar a modernidade nas suas culturas sem perda de valores. É preciso não esquecer a «memória» dos antepassados. «A árvore cresce quando afunda no solo as suas raízes», diz um provérbio africano. Com a sua longa história, os povos africanos implementaram sistemas que lhes permitiram organizar a sua vida social e política; a sua religião responde à necessidade de uma alma profundamente crente. É uma memória que fica no «gene» do negro africano. É preciso valorizá-la no diálogo com os contributos do mundo moderno, para conseguir uma vida adequada à África e ao africano.
Presentemente, muitos médicos e investigadores recorrem à sabedoria dos anciãos para descobrirem e catalogarem as plantas medicinais que as florestas africanas escondem. O cristianismo deixa-se enriquecer com os valores africanos: por exemplo, utilizam-se os provérbios e os contos para explicar a palavra de Deus. Prescindir do ancião seria como tentar apagar o passado da África. O seu rosto terá de acompanhar a juventude africana, pois «a mão do ancião pode tremer, mas a sua voz costuma acertar no alvo».

Missionários Combonianos - Revista Além-Mar

Em África o idoso ou ancião ocupa um lugar de destaque na Sociedade e na Comunidade. Os anos de vida fazem do ancião um depósito de saberes que,  frequentemente são transmitidos oralmente às gerações mais novas,  garantindo a continuidade da sua cultura.

Em tempos de crise é  a estes anciãos que a comunidade recorre em busca de uma solução. Quando as culturas não produzem como era suposto,  quando os animais não providenciam alimento suficiente,  quando a doença alastra,  é os seus idosos que as comunidades tradicionais em África procuram a resposta. Como  um misto de conselheiro económico,  agrícola e médico,  o ancião é muitas vezes visto como o garante da resolução dos problemas. Por via disso,  a sua posição é respeitada por todos,  contribuindo para que o ancião possa viver com conforto e segurança. Os mais velhos,  pela sua importância para a segurança comum,  são protegidos e acarinhados.

Ao conservarem as memórias do seu povo,  são os idosos as verdadeiras referências dos mais jovens. Ao contrário da sociedade moderna,  o idoso nas comunidades tradicionais em África detém um poder sobre os mais novos que é entendido e aceite por estes como algo necessário,  ou mesmo essencial,  à sua formação como homem ou mulher de pleno direito.

Conscientes da precariedade da vida,  os elementos da comunidade vêem os idosos  como uma espécie de ligação com os seus antepassados. São como que a ponte entre o mundo dos vivos e  o mundo dos mortos. Também estes últimos  são encarados nestas sociedades mais tradicionais como fazendo ainda parte da comunidade por via dos conhecimentos que também  eles transmitiram àqueles que,  agora idosos,  eram então jovens. Uma verdadeira ponte para a eternidade assente no papel do idoso.

E se um dia todas as máquinas se avariarem,  todos os computadores se apagarem, todos os velhos morrerem para a vida,  depositados como mercadoria fora de prazo,  morreremos  todos à fome ?...
Esta tradicionalidade começa,  no entanto,  a perder-se. Devido às influências da civilização dita ocidental,  é comum ver hoje,  nos países em desenvolvimento,  velhos e velhas depositados em lares, esperando apenas a  hora de morrerem. Com eles morrerá também toda uma cultura,  todo o saber que jamais será recuperado,  com prejuízo principalmente para as gerações futuras,  que perdem as suas referências e identidade.

Face a isto,  pergunto-me se a civilização moderna caminha efectivamente para a evolução ou se, com tanto desperdício de conhecimentos  e saber,  corremos o risco de um dia nada sabermos...

Tá?!...

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Salvaguarda de maus tratos...

Ontem, segunda-feira, 17 de Agosto de 2015, no meu blog titulado "Aprender com o passado para projectar o futuro", no qual inseri, parcialmente, o seguinte texto, relativamente ao que veio publicado, em certos jornais, acerca dos Idosos e as suas justas ansiedades:

"É urgente proteger os mais fracos.  O cidadão idoso tem  um valor incalculável na Sociedade. São os mais velhos o repositório das lições aprendidas mo passado e que devem, sempre, ser levadas em conta para o presente e futuro. Maltratar e ignorar os mais Velhos é esquecer o passado, correndo o risco de cometer novamente os mesmos erros."

Terminei o dito blog, com a promessa, de na aproxima quarta-feiradar inicio a uma viagem sobre a criminalização de comportamentos que  afectem os chamados "Seniores"....

Embora ainda estejamos no terceiro dia da semana, portanto, terça-feira, surgiu-me, curiosamente, a seguinte visão inserida nos facebooks da Net, e que vem muito a propósito do fim que se pretende atingir com a presente prosa:

BELA LIÇÃO DE VIDA PARA TODOS NÓS!!
UMA LIÇÃO DE VIDA
Uma senhora idosa, elegante, bem vestida e penteada, estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só…
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.
A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.
- Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Mas a senhora ainda nem viu seu quarto…
- Nem preciso ver – respondeu ela. – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focaliza-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou. Portanto, lhe aconselho depositar um monte de alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como você vê, eu ainda continuo depositando. Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita:
1- Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.
2- Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado.
3- Curta coisas simples.
4- Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.
5- Lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.
6- Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais , lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.
7- Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
8- Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.
E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego …
de tanto rir …
de surpresa …
de êxtase …
de felicidade!
Simples assim!!!

Pois é com a finalidade  de se poder evitar o que as imagens seguintes reflectem, ou seja,  para que aos  Idosos não lhes caiba a foice que vá ceifá-los com  maus-tratos e o abandono....





Fotos colhidas da Internet...


Segue nos próximos números...

Tá?!..

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Aprender com o passado para projectar o futuro

O amor não tem idade nem raça..
Ultimamente  tenho focado nas minhas publicações a questão do abandono e mau trato a Idosos,  fruto das notícias vindas a público relativamente à criminalização destes comportamentos.  Naturalmente,  uma vez que também eu  sou um cidadão idoso,  Sénior como agora chamam aos Velhos ( como se a palavra Velho fosse uma doença altamente contagiosa e por isso a evitar),  esta é uma  temática que colhe o meu interesse. No entanto,  não haja confusão. Não estou abandonado e  nem sou,  ou fui,  maltratado por quem  quer que seja,  familiares ou outros. Apenas consigo entender o drama e angústia  que afligem muitos Idosos.

É urgente proteger os mais fracos. O cidadão Idoso tem um valor incalculável na Sociedade. São os mais Velhos o repositório das  lições aprendidas no passado e que devem,  sempre,  ser levadas em conta para o presente e futuro. Maltratar e ignorar os mais Velhos  é esquecer o passado,  correndo assim o risco de cometer novamente os mesmos erros.

Gostamos de pensar que somos civilizados. A dita civilização ocidental gaba-se de ser o expoente máximo civilizacional,  olhando quase com desprezo para culturas que classificam como "atrasadas".
Em culturas nomeadamente em África os anciãos são olhados com o máximo respeito e a sua função na  comunidade é fundamental.

Os anciãos em África desde sempre desempenharam um papel decisivo. Além de fundamento da família e da etnia, eram os condutores da vida, o elo de união entre o passado e o futuro, os repositórios da sabedoria popular e os educadores da juventude.

Parece que,  afinal,  temos muito a aprender. Ou então já nos esquecemos...

Com a ajuda de uma Pessoa Amiga,  que me tem acompanhado nesta aventura bloguista desde o início,  vou dar início a uma série de publicações sobre o papel dos Velhos no Mundo actual, procurando no final concluir quanto ao estado actual de coisas relativamente à situação dos Idosos na Sociedade contemporânea, sem dramas ou tristezas absurdas,  procurando,  isso sim,  o sentido da vida,  se é que tal existe...

Aguardem pois. Se Deus quiser, quarta-feira   daremos então início a esta viagem. Até lá...


"Nada é pior para um Avô ou uma Avó do que se sentir como um peso para o restante da Família, e servir de motivo para incansáveis  discussões apenas piora a situação..." Net".

Tá?!... 

domingo, 16 de agosto de 2015

Idosos e as suas justas ansiedades..

                          "Sobre a nudez forte da verdade... o manto diáfano da fantasia !"

Agradeço que me libertem do aforismo que prevê  a verdade  escondida ou silenciada  por  um  falso tampão eufórico, que desvirtue o verdadeiro sentido que se pretenda atingir.

Uma vez mais, com todo o respeito e as minhas desculpas pela repetição que  aqui deixo de  uma foto-montagem  que alude ao tema da insignificância que  hoje se atribui ao penoso sofrimento,  a que os gloriosos Velhos, como os trapos, estão sujeitos:


Sou Natural de Angola,  Português, filho de Pais Portugueses,   que.,  por força de circunstancias   que, dificilmente,  acabaram por ser ultrapassadas,  em consequência  da "exemplar descolonização", veio cair " de para-quedas" numa cidade algarvia,  denominada Olhão da Restauração, onde resido, após ter-me sido atribuída a " sentença"... de Reformado Bancário...

Nos momentos de solidão, provocadas por recente viuvez, após um enlace matrimonial que permaneceu  sessenta felizes anos, recorro ao sistema que a Net proporciona aos que ainda tem forças para carregar  sobre  o  teclado computorizado, para  afugentar  a dolorosa  e causticante  solidão.

Sou ainda do tempo em que em Angola se viveu  sob certas disposições legislativas, com as quais sempre nutri inteira aversão... tais como, a fotocopia  que reproduzo, em que o n.º 5, do artigo 22º  da I Série de 30 de Junho de 1975,  do Boletim Oficial de Angola,  faz-se referencia ao estabelecimento da pena de morte, naquele ex-território Português.

Nós, os  Velhos, ( do antigamente) repugna-nos tais flagrantes delitos,  pois sempre fomos  respeitadores da pacificação e conduta  à base de honradez  e respeito , enquanto  éramos eficazes trabalhadores,  na terra onde nasci - Angola.



Portanto, o "crime" que acima se aponta,  nada tem a ver com a ligação  a "penas de morte", mas tão-somente  destina-se a  aplicar uma "eficaz justiça" aos  Veteranos que  na vida,  trabalharam  para a planificação de um clima de PAZ, e que  sentem  poderem   ver ceifadas as suas  justas  aspirações e esperanças  de Sossego,  Tranquilidade e FRATERNIDADE...

Tá?!...

sábado, 15 de agosto de 2015

15 de Agosto...Sábado - 2015..

A 15 de Agosto, celebra-se anualmente a Assunção de Nossa Senhora ao Céu.

Em Portugal ,  no dia 15 de Agosto, celebram-se romarias  e festas religiosas em várias localidades. Esta é uma festa maior na Igreja. A missa deste dia faz uma referência especial à Mãe de todos os cristãos, desde a homilia às orações próprias dedicadas à Santa. (Ver Calendarr-Portugal.Net).


Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
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O Mundo atravessa presentemente, como se sabe,  oscilações  beligerantes, que ceifam milhares e milhares de inocentes vitimas, e porquê ?...  

- Porque a inexistência de solidarismo na maioria das almas que povoam em nações beligerantes, e controversas,  conduz, na maioria das vezes, a lançar mãos ao uso da pólvora, para, com materiais  e instrumentos destruidores,  reduzirem a pó, o que de melhor  existe,  neste  nosso planeta: .. a PAZ.

- Sem subterfúgios, e pense-se o que se pensar,  não restam dúvidas que,  na base do objectivo final  que se tem em vista alcançar-se, na grande maioria dos casos,  nem que seja por meios hostis,  está o que todos pretendem conseguir com a maior das facilidades possíveis ... que é o DINHEIRINHO !

Pois  são  estas as principais barreiras que dificilmente são derrubadas,  nem por meios menos pacíficos;  a  monstruosa  contenda   guerreira , que  vai ceifando ilustres Homens , Mulheres e Inocentes Crianças, tem sido mantida, até agora,  sem dó nem piedade....

Por isso mantenhamos a Fé e Esperança, que Nossa Senhora, venha a ter piedade, salvando tantos inocentes que tão injustamente possam vir a morrer, devido à falência dos motivos acima apontados..

 Tá?!...




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Com franqueza !...

Perto da meia-noite de ontem, dia 13 de Agosto, dada a evidência da notícia que se relaciona com a vida dos respeitáveis Idosos, emiti o seguinte blog, que reproduzo, parcialmente:



Porém, hoje, dia 14 de Agosto, ao abrir o meu computador, para "espiar" o noticiário emitido pelos jornais que se publicam no  País, dou de caras com a seguinte capa do jornal  que se diz ser o mais procurado no País:

Não pretendo desprestigiar, de forma alguma, o jornal em causa,  mas,  faço a seguinte conjectura, quanto  a publicação em capa do respeitável jornal.

... É mais importante, pôr destaque, com foto, logo na capa, a notícia que se relaciona com o distinto  treinador de um clube de futebol, o Senhor Jesus, do que  seria lógico dar a maior evidência, à notícia sobre a Estratégia para o Idoso... Abandonar idosos poderá ser crime  ?

Faço esta alusão, sem maldade nenhuma, mas simplesmente com o incentivo de querer manifestar a minha intenção de se enaltecer o que de mais justo seria, criarem-se dispositivos legais que protegessem, ao máximo, aqueles que merecem ser enaltecidos pela conduta honrada que seguiram na vida e, devido a avançada idade, são encaminhados para.....

Com todo o respeito.... a  ETERNIDADE. !

Tá?!...

P.S. - Com todo  o respeito e devida vénia, aqui se reproduz parte do artigo que o digno  jornal "Correio da Manhã", publica na sua edição de hoje, dia 14 de Agosto de 2015. Respeitosos cumprimentos.



FIM.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Estratégia para o Idoso... Abandonar Idosos poderá ser crime !

Última hora !
(23h00 do dia 13 de Agosto de 2015)

Estava apreciando  na Internet, um programa "Origem. Wikipédia, a enciclopédia livre", sobre os dados históricos relativos à Batalha de Aljubarrota que decorreu no final da tarde de 14 de Agosto de 1385 entre tropas portuguesas com aliados ingleses e o exército  castelhano e seus aliados, com um resultado de uma derrota definitiva dos castelhanos,  finalizando a crise de 1383-1385, com a consolidação do reinado português, o primeiro da Dinastia de Avis, conforme  reza a história.

Seria já a caminho da meia-noite, quando pessoa Amiga me alertou para um programa que estava sendo emitido pela televisão que, curiosamente, incidia sobre um assunto que desenvolvi num dos meus últimos blogs, sobre o abandono e isolamento que atormentam muitos Idosos que vivem sozinhos.

A melhor forma que entendi ser a mais esclarecedora  e interpretativa , relativamente ao  importante assunto que me pareceu ser de real importância,. é utilizar-me da  própria   origem  da documentação de que me servi, e  da qual  faço  a seguinte foto-montagem:










Tá?!...