segunda-feira, 30 de maio de 2016

Ó tempo... volta para trás !...

Realizou-se no dia 28 de Maio (Sábado), no Restaurante Manjar do Marquês, em Pombal, mais uma vez, um almoço-convívio, e de confraternização, dos Colaboradores do extinto BANCO TOTTA-STANDARD  DE ANGOLA, e seus familiares, no qual estiveram reunidos distintos Bancários que edificaram,em Angola, com o seu esforço e honrado trabalho, este Banco de extrema capacidade de índole financeira, e que  acabaram por vir a ser traídos, mercê da "exemplar descolonização" que os "exilou", forçosamente, e, agora espalhados por esse mundo fora...

Já num dos meus anteriores blogs, que me lembre, escrevi o seguinte... "Tem sido corrente, agora quase que diariamente a publicação de casos ocorridos na administração publica e financeira, de aprisionamento de gestores, a quem vão sendo descobertas falsidades e corrupção, ao longo dos tempos, cujos resultados os conduzem a uma prisão celular. Que me recorde, em tempo algum, enquanto o Banco Totta-Standard de Angola foi "vivo", nunca nenhum dos seus membros efectivos na laboração profissional, foi julgado e preso, por ter sido "vigarista" ou "aldrabão" na sua actividade laboral. Foi sempre Gente muito séria, honesta e Trabalhadora... ".

As imagens que se seguem, são produto de uma filmagem que ainda consegui obter, durante o tempo em que pude estar presente neste animado convívio de confraternização, e de amizade, entre meus antigos e estimados Colegas Bancários, que me iam felicitando sempre que nos cruzávamos

Pena foi ter-me  acontecido  o que sucedeu. Fruto da emoção do reencontro, da ausência sentida da Mulher, Alvarina Teresa, que sempre me acompanhou em idênticas comemorações anteriores, ou ainda consequência  das quase nove décadas de vida, agravadas pela gulodice (pois é, não consigo resistir a meter a colher no que é doce...), a verdade é que fui acometido por uma má disposição, a qual me obrigou a abandonar prematuramente a festa.


Apesar de tudo,  foi um enorme prazer,  como já disse, uma grande emoção,  encontrar de novo tanta gente que fez parte de um  período tão importante da  minha vida e carreira profissional.  Sou sincero,  muitas das pessoas que tive o prazer de encontrar,  não consigo reconhecer. A memória atraiçoa-me  pois já não é a memória de outros tempos. O passar do tempo não perdoa,  é a lei da vida. Depois,  para além disso,  todos estamos hoje diferentes.  Uns com menos cabelo,  outros sem cabelo nenhum,  alguns mais magros,  a maioria mais gordos,  todos com cabelos brancos, indicadores da passagem do tempo. Assim,  torna-se difícil reconhecer quem há muito não encontrávamos.

Uma nota final: Tendo manifestado a minha curiosidade pelo processo de encerramento do Banco, numa altura em que,  por motivos de saúde,  já me encontrava em  Portugal,  em conversa com um Colega que tem conhecimentos  relativos a esta situação,  foi-me prometido o envio de informação e documentação. Fico a  aguardar com curiosidade e expectativa. Pode ser que fique como  tema de uma futura publicação...

Por enquanto,  deixo-vos as imagens possíveis deste  agradável Sábado de Primavera,  passado em óptima  companhia.













Tá?!...

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Encontros e reencontros: Quem conta um conto, acrescenta sempre um ponto...

Outros tempos,  agora recordados...
A ansiedade cresce com aproximação do fim de semana. Não é pelo fim de semana em si,  pois isso já me passa ao lado,  são dias como quaisquer outros. Este é,  no entanto, especial. Amanhã, sábado, dia 28 de Maio de 2016, irá  decorrer mais um almoço de confraternização dos antigos funcionários do agora extinto BANCO TOTTA-STANDARD DE ANGOLA.

Numa altura da vida em que  os dias parecem cada vez mais pequenos e em que se espera cada vez menos de cada um desses mesmos dias,  é um acontecimento de relevo,  gerador,  simultâneamente, de grande expectativa e alegria,  em que  antecipo o reencontro com Colegas e Amigos,  muitos deles há muito desencontrados,  outros nem tanto.

Um cheque em branco... à amizade !
A memória não é a mesma de outros tempos,  as caras e os nomes perdem-se nas páginas amarelecidas do  grande livro da Vida,  mas é sempre  uma grande alegria a possibilidade de reencontrar pessoas,  Homens e Mulheres,  que comigo ajudaram a fundar a grande instituição bancária  que foi o BANCO TOTTA-STANDARD DE ANGOLA,  desmantelado após  um processo de descolonização e independência do País, dito exemplar mas que na verdade não foi exemplo para ninguém. Juntos ultrapassámos  dificuldades,  chorámos tristezas,  rimos alegrias e partilhámos cumplicidades. Eram outros tempos,  em que outros valores se impunham às futilidades virtuais dos dias que correm. Efectivamente,  sem blogs,  sem facebooks nem sequer telemóveis,  os relacionamentos,  pessoais e profissionais,  eram mais próximos,  quase intimistas. Mesmo sem  todas estas formas de contacto,  conseguíamos  encontrarmo-nos e manter viva a Chama da verdadeira amizade. Para alguns, mais jovens,  dos dias de hoje,  é difícil imaginar como tal era possível, mas sim,  é verdade,  a vida sem computadores,  telemóveis e facebooks era,  e é,  possível.

Amanhã será, então,  um dia para recordar outros dias há muito tempo  idos. Abraços,  beijinhos,  sorrisos, muitos brindes  à  saúde e  à vida dos que ainda cá estão ou à alma daqueles que já partiram, tudo isto não vai certamente  faltar. No final,  mais abraços,  certamente algumas lágrimas e um até breve.

Por agora é tudo. Amanhã,  por volta do meio dia,  no grande Manjar do Marquês,  continuamos a conversa,  desta vez cara a cara, olhos nos olhos. Até lá !

Tá?!...

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Ai as dores...dos dentinhos !...

Tinha eu 10 anos de idade, morando no Largo da Luz, em Carnide,  a cerca de alguns quilómetros da baixa de Lisboa, quando os meus dentinhos tiveram uma  dolorosa "lutazinha" com a minha dentadura, que me afligiam, e cujas "dorzitas" só se sumiram após ter sido tratado por um Dentista, Amigo, cujo laboratório dentário estava, nessa altura, instalado para os lados do Chiado.  Para lá chegarmos, minhas saudosas Tias, acompanhando-me,  tinham que pagar bilhetes para a viagem  de carro eléctrico, de ida e volta, que nos conduzia até à baixa Lisboeta. quase decorrida uma hora depois...

Já lá vão mais de oitenta anos, que  aconteceram, após vários  incidentes,  para cujos tratamentos teríamos que suportar as incómodas deslocações em carros eléctricos, em que na maioria dos casos,  todos os assentos eram (ferozmente) ocupados por gente trabalhadora, que, nessa altura não beneficiava das cómodas viagens, como as que hoje  existem, por via de luxuosos automóveis movidos a gasoil ou a gasolina...

Não pretendendo demonstrar qualquer motivação propagandista, mas tão somente "humorística", há dias, um dos meus ainda válidos dentinhos, já com perto de noventa anos, queixou-se de uma  irritante  dor, que me levou, com certa urgência, a dirigir-me a um Estabelecimento próprio para socorrismos a moléstias desta natureza dentífrica. Para tal, apenas foi preciso o auxilio da minha "muleta" para poder percorrer simplesmente cerca de 70 metros, por via  urbana, a fim  de ser atendido por Especialistas, na matéria, o que aconteceu, onde "milagrosamente" conseguiram eliminar o sofrimento que um simples e velho dente consegue causar. Foi um belo acolhimento e um delicioso"bem estar", após o tratamento medicinalmente aplicado.

Um viva à Clínica Dentária  Unipessoal, Lda., que me atendeu, em Olhão, aqui fotografada, sem intuito propagandista...

Olhão - Estrada Nacional 125. (Algarve).


Tá?!...

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Voz vibrante mas sonora dos mistérios...

Não sei como explicar... mas vou tentar...

Minha saudosa  Esposa, ou seja, a Mulher que mais amei na vida, Alvarina Teresa, com quem contraí matrimónio nupcial em Angola, em 12 de Dezembro de 1953, descansa agora, eternamente, e em Paz,  junto a  Deus, que a chamara para a Fraternidade Divina, em 12 de Novembro de 2010.

Há meia dúzia de dias,  enquanto descansava, após ter sido vitima  de um   turbulento sonho,  por razões que  não me ocorrem neste  momento, enquanto remexia numa maleta,
 em que guardo certos artigos  de intimidade feminina,  de que Ela tanto gostava,  surge-me, repentinamente, um certo barulho vindo  de uma distância  a  poucos metros da minha pessoa,  que me assustou, e que,  de imediato, procurei verificar a razão motivadora de tão estranho  e  espalhafatoso colapso barulhento.

Acontecera, então, o seguinte:... talvez por uma questão de ventania surgida de uma das janelas que estava semi-aberta, o retrato da minha querida Mulher, fora atirado, estrondosamente para o chão, tendo-se espalhado, por todo o  pavimento ,  as imensas partículas  reduzidas  em  pequenos  pedaços  de vidro, resultante da queda, que compunham o quadro em que a foto, abaixo, da minha querida  Mulher, se  tem  mantido, há anos, sobre a prateleira da secretária , no interior da  sala  em que costumamos descansar.

Por sorte, a foto em si, não sofreu danos, mas, felizmente, lá se conseguiu "recompor" o que mais apreciamos, nos tempos actuais... a imagem da que mais amámos na vida ... ALVARINA TERESA.




ATÉ SEMPRE ...

Tá?!...

A memória não foi ceifada...

Em 25 de Maio de 2015, este vosso Amigo e produtor de  velhos blogs (Velho do Restelo Grisalho" escreveu o que se pode ler nesta foto-montagem, que  se inclui, que pelos vistos, mantém-se inalterado o pensamento que, na época, era comum, por parte de muito boa gente. Faço esta reprodução, sem a presunção de querer ferir a susceptibilidade de quem  quer que seja... Bem hajam...




terça-feira, 24 de maio de 2016

O tempo continua a voar... voar...

Há 4  anos, portanto, isto é, faz precisamente hoje quatro  anos, que  numa quinta-feira, dia 24 de Maio de 2012, publiquei o blog que  de seguida reproduzo, com o título "atentivo (?)"....


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Ninguém, nesta conturbada vida a que continuamos subalternizados às incertezas que o dia de  amanhã nos espera, e surpreenda,  com o que por vezes  menos contávamos, poder obter prévias  e seguras,garantias da realidade dos factos que nos aguarda. Não é uma barata filosofia deste vosso "Velho do Restelo Grisalho", mas resultado de uma experiência  contraída   que só os "Velhos do Restelo", dada a suas avançadas idades a  podem  exprimir. e exteriorizar. Há uma verdade que ninguém tem a capacidades de a poder  desmitificar , que é esta... A VERDADEIRA DOR, SÓ DÓI,  A QUEM TEM A DOLOROSA FERIDA !...

Quanto ao resto, deixemo-nos de cantigas... há engenhosas mentiras que dissimulam, não raras vezes, serem "feridas", só com o sentido de enganarem os seus parceiros. Há no entanto uma "ferida", que, em circunstancia alguma, ninguém a pode ocultar e não a deixar de a sentir, mesmo no seu silenciosos íntimo... a DESPEDIDA DOS QUE PARTEM, DEFINITIVAMENTE, PARA JUNTO DE DEUS, NO CÉU, QUE A MACHADADA DA MORTE  PRIVOU-A DA NOSSA ETERNA COMPANHIA.

Existe, no entanto, algo que pode vir  a ferir a sensibilidade, mesmo aos que já ultrapassaram  a  limite fronteira de exímios Trabalhadores, como seja, no caso em questão, daqueles que ajudaram, no passado,  a construir  e edificar  grandes Obras, como sejam OS BANCOS, que asseguravam plena e total  confiança  nos depósitos e movimentos bancários dos  seus assíduos Clientes,  que amealhavam .com plena serenidade, os meios que lhes possibilitariam, no futuro, vir a beneficiar  de  uns fins de vida, tranquilos e frutuosos.

Hoje as coisas mudaram, em  relação ao tempo  em que se manobrava, com plena  exploração honesta,  em que o "dinheirinho" era a principal  fonte básica de  feliz convivência  humana. Infelizmente,  tanto pelos jornais como pela televisão,  ao invés do  belo tempo em  que  tive a particularidade de protagonizar uma época em que trabalhei e em  que tudo corria âs mil maravilhas, sem  se ouvir, nunca, e naquela época, em corrupções, ou desvios desonestos,  na actividade  bancária, como o que se anunciam agora, surpreendendo-me com o que  tem  vindo a ser  comunicado, relativamente  a DESPEDIMENTOS COLECTIVOS DE DIGNOS  E HONESTOS  EMPREGADOS DA CLASSE BANCÁRIA.
Até parece ser telenovela ruinosa....

Fico banzo com este  "tresloucado" e confrangedor  noticiário...

Tá?!...

domingo, 22 de maio de 2016

História da vulgar pasta... de um velho Bancário grisalho ...

Já vão decorridos cerca de meia centena de anos, quando isto aconteceu... tendo como pano de fundo, esta preciosa  e antiga  pasta, propriedade de um " Velho do Restelo Grisalho"...


A pasta que produziu som de uma bomba , quando atirada ao chão...


Após uma triunfal batalha pela sobrevivência de vida, que já ia mediando acima  da meia centena de anos,  consecutivamente trabalhados, honradamente, na terra onde nasci, e,  como consequência da  "exemplar descolonização", forçosamente exilado, não  por motivos politico/partidários, mas  motivados  por razões de  agravamento, momentâneo, do meu  estado de saúde, acabei por vir  a ser conduzido, repentinamente, por via aérea, com destino a capital do País, Lisboa, para hospitalização,  de onde não tornei a regressar à minha terra Natal, Angola,  por razões que nem vale a pena estar aqui agora a  mencionar, mas ressalvo  que não foi por ausência de patriotismo à bandeira â qual jurei sempre ter o maior respeito e fidelidade a... Portuguesa !...

Em Portugal, após melhoramento do estado de saúde, e mercê de despachos ministeriais, na altura, acabei por ser integrado num quadro de pessoal numa agenciar bancária, na área de Lisboa, ( onde cheguei a exercer, exemplarmente, (aliás como sempre...) funções na actividade bancária, e, posteriormente reconduzido para uma Agência bancária, sediada na área da grande cidade do Porto.

E aqui começou, então, a seguinte história....

A gerência do  Banco para onde fora transferido, era exercida, no momento da minha admissão, por um Colega, natural do Porto,  com quem me dei muito bem, mas, segundo me ia  apercebendo, estava  sendo acusado, injustamente, como mais  tarde se comprovou, de ter exercido qualquer actividade contrária ao que o "Sigilo Profissional" o obrigava. Por razões fora do meu alcance, fui surpreendido com uma rápida substituição, por determinação superior Administrativa , do  cargo da gerência do referido local,  substituindo o  actual gerente por um outro Bancário, que ocupou de imediato o exercício de nova gerência,  e que se intitulara, vaidosamente, ter sido um grande gestor  administrativo, em Angola.

Ora, em Angola,  dias antes  da Independência, eu ainda estava exercendo funções contabilísticas e directivas no (ex-)Banco Totta-Standard de Angola, e, recebia, confidencialmente, correspondência oficial de outros Bancos, em que, por intermédio dessa particularidade, ia tomando conhecimento do Pessoal Gestor que administrava, superiormente, a actividade  bancária. no País. Sucedeu que, certa manhã, ao abrir as portas ao Publico, tinha acabado de chegar o novo gerente (cujo nome omito) que, em vozes de comando,  anunciara  que   agora todo o pessoal tinha que  obedecer ás suas ordens, pois, como chefe, e grande gestor que fora em Angola, no Banco " X" (omito o nome,  por respeito) todos tinham que começar  a  cumprir com a suas superiores ordens, pois exercera o cargo superior no tal  dito Banco, em Angola. Perante esta vaidade, eu, com certa calma, intervim e anunciei que, de entre a papelada que recebera de outras administrações bancárias existentes em Angola em nenhuma delas vinha anunciado o seu nome como gestor, pois  tinha sido um simples "caixa  móvel..., ao exercício do Banco"X", o que o enfureceu tal denúncia, pois desmenti a sua vaidosa superioridade.  A partir da denuncia  das vaidosas  mentiras  feitas pelo novo Gerente, baseada em documentos  oficiais, em meu poder,   de que ele tinha sido  um Grande  Chefe em Angola, passei a ser (para ele novo gerente), um "inimigo a abater"....

No dia anterior à apresentação deste novo gerente, acontecera o seguinte: Após o encerramento ao Publico das portas de acesso aos Serviços  internos do Banco, e estando ainda em exercício o antigo Gerente, (Colega e Amigo, de quem omito o nome) quando se encerravam as portas, e se fechavam os Serviços, repentinamente surge uma equipe de Policias Armados, que, dirigindo-se ao tal  Gerente, que fora substituído, prendeu-o, e, à sua saída, dentro do estabelecimento,   dei um berro, e arremessando  ruidosamente para o chão  esta  minha pasta  contendo impressos, que assustou toda a  assistência , em  que,   em voz alta,  gritei:

"Colegas, atenção: ... à nossa vista o nosso Colega Gerente, (omito o nome), está sendo arrastado e aprisionado pela Policia, sem  que saibamos porquê, mas pressinto que isto está sendo uma violência muito injusta, pois enquanto não se provar que tenha cometido o crime de que  é acusado,  para Nós,  Bancários,  a inocência  dos crimes de que é alvo,  vai ser comprovada, em prévio  Julgamento, e como tal, neste momento, está sendo vítima de um acto que considero  criminoso.- a sua prisão.

(Muitas palmas, e seguiu-se depois o silêncio...)

Escusado será dizer-se que, passei a ser uma vítima por parte do Novo Gerente, que me passou a odiar, e, que por causa disso, os tempos que se seguiram,  foram conduzidos a  tal ponto que,  a Própria Medicina, aconselhou-me a ir para a Reforma antecipada, o que sucedeu meses depois, atirando-me para o direito a ter a mínima pensão de reforma, equivalente ao ordenado a que tem direito um simples APRENDIZ DA BANCA....

Para concluir, o resultado quanto ao julgamento do Antigo Gerente, foi este... ESTÁ  INOCENTE 1

    Copias fotografadas de alguns  documentos originais,  que comprovam o que acima se  discrimina.

Documentação inter-administrativa, do Banco.


Atestado Médico psiquiatra afirmando que o meu  grave  estado de saúde,teve origem no local de trabalho.

Documento bancário concedendo-me Reforma antecipada, com muitos cortes.


Tá?!....

sábado, 21 de maio de 2016

Ex-Banco Totta-Standard de Angola - Convívio anual ,em Pombal....


É já no próximo dia 28 de Maio de 2016, Sábado, que mais uma vez se realizará, neste distinto Restaurante, invocado na foto acima, ou seja no Restaurante, O Manjar do Marquês, em Pombal,   que se concretizará um gostoso convívio, em que os edificadores do extinto Banco Totta-Standard de Angola (no qual me incluo, aos 88 anos de idade) se reunirão, saudando, mesmo a uma distância de 60 anos da data da inauguração daquele que foi um dos maiores, e  melhores, Bancos, que em Angola chegaram a ser inaugurados, por Pessoas dignamente exemplares, quanto a majestosa profissão de (ex)-Bancários, do Ultramar, que por força da "exemplar descolonização" se viram forçados a um "doloroso e forçado exílio", manipulado por certos "apátridas"... que traíram, na ÉPOCA, as cores e o esplendor da Bandeira de PORTUGAL.

Infelizmente, sentir-se-á a ausência de Colegas, e Amigos, que, entretanto, Deus os chamara a sua Divina Presença.

É de se enaltecer, igualmente, o que vem  publicado na Revista Febase, (Federação do Sector Financeiro), de  Maio do corrente ano, em que vem inserido o seguinte, de que se reproduz uma parte do texto:

"ANIVERSÁRIO DO EX-BCA"

O encontro anual dos empregados  do antigo Banco Comercial de Angola realiza-se no dia  28 de maio, no restaurante Vitória, em Fátima, com recepção de boas-vindas a partir das 11,30 e almoço às 13h00. Este ano, a instituição bancária comemora o seu 60º aniversário,"

(Seguem-se outros comunicados de interesse jornalísticos, relativamente a outras instituições bancárias, sediadas  em Portugal.)

O profissionalismo bancário está  condicionado  ao cumprimento RÍGIDO de regras "divinais", QUE É O CHAMADO SIGILO BANCÁRIO, pois como é vulgar dizer-se ... "o  SEGREDO  é a  alma do negócio, quando este é  sobretudo  na base  de uma  condução  HONESTA" ! Por  tal motivo,  qualquer Bancário, ou Bancária, tem que se sentir como sendo um  autentico SANTO, ou  SANTA !...





UM  FORTE ELOGIO À ACTIVIDADE BANCÁRIA !...

FUJAMOS E ENXOTEMOS A BANCARROTA !...

                                                             E esta, hein ?!...

Tá?!... !

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Amor ao dinheiro e não amor ao clube..( ai as "Luvas" !)....

Ontem foi dia de  São Futebol. À mesma hora,  em Lisboa e em Braga,  jogaram-se as partilhas decisivas para a atribuição do titulo de Campeão. O Sporting lá ganhou por 4-0 ao Braga,  fazendo a sua parte, mas como o Benfica levou também a melhor sobre o Nacional da Madeira,  o vencedor do campeonato foi o clube que equipa de vermelho e branco,  o Benfica.

Esta vitória  consumou o tricampeonato e trigésimo quinto título para o clube da Águia. Sendo este o clube com mais adeptos em Portugal ( fala-se em mais de sete milhões de adeptos),  foi natural o destaque dado pelas televisões,  nomeadamente pela RTP,  ao jogo em si e às  comemorações  que se seguiram por todo o País e até no Estrangeiro. Foi  possível ver a alegria dos benfiquistas de Angola, Moçambique e Cabo Verde,   por exemplo.

Deste modo,  foi com alguma estranheza que, na sequência das notícias da vitória do Sport Lisboa e Benfica, assisti a uma reportagem que relatava a prisão de jogadores e dirigentes de clubes de futebol da segunda liga portuguesa,  suspeitos de aceitarem dinheiro para facilitarem a vitória dos clubes adversários.  Assim,  procuravam os corruptores viciar resultados com o objectivo de ganhar avultadas quantias em casas de apostas na Internet.  Num esquema controlado por máfias internacionais, conseguiam obter lucros astronómicos por via das apostas em jogos com o resultado previamente combinado.

Considerei tal sequência noticiosa  uma  deselegância  por parte do canal estatal. Haveria algum tipo de insinuação quanto  à  validade  dos resultados  do campeonato português da primeira divisão,  principalmente no que à vitória do Benfica diz respeito ? Penso que este alinhamento noticioso poderia e deveria ter sido evitado, de forma a não dar lugar a qualquer tipo de interpretação maliciosa. Muitas vezes é  tão fácil evitar os problemas e as polémicas que só podemos  olhar para estas situações como sendo o fruto  de enorme incompetência ou da mais cruel das maldades.

A RTP poderia até vir pedir desculpas pelo  infeliz alinhamento, mas, a verdade,  é que as desculpas não se pedem, evitam-se...

Tá?!...

domingo, 15 de maio de 2016

Acções luminosas, militarizadas no passado. -"VIRA PRA LÁ ESSA MERDA.".

Após a meia-noite,  portanto ,  quando  os ponteiros  do relógio  indicavam que o dia 15 de Maio estava já no seu  inicio,  para  fugir aos cansáveis programas televisivos,que só anunciavam futebol, mais futebol,  acrescidos  de uma "  interminável "  propaganda comercial,  decidi, antes de me deitar, rever um disco DVD,  que fora gravado há longo tempo atrás, o qual reproduzia factos e  textos históricos, acerca dos acontecimentos relacionados com a revolução do 25 de Abril.

Como na data em que se desenrolou esta  revolução politico/militar, - o 25 de Abril de 1974-,  residia ainda em Luanda (Angola,  foi com  mais intensidade  que fui acompanhando o desenrolar dos acontecimentos então gravados neste  disco DVD,   que  foram   baseados   em   programas já  emitidos,  em anos anteriores,. pela RTP.

Um pormenor, contudo, chamou-me, agora,  curiosa atenção....  o comportamento de um glorioso militar,  numa data em que o 25 de Abril estava ao rubro, e que passo aqui  a transcrever, partindo
de uma  descrição inserida na  Internet, que relata o seguinte:-

"... Na  rua do Arsenal,  solitário,  com  um heróico sangue-frio,  frente aos dois M-47, que ocupam a  largura da via, o major Jaime Neves grita para o  major Pato Anselmo " VIRA  PARA  LÁ  ESSA MERDA !, ".

 (A "essa merda" .referia-se aos mortíferos canhões de 90 mm dos M-47)...

Eis algumas fotos inserida na Net:--


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Retrocedendo, e a  propósito da época revolucionária que foi  genericamente precedida   de  uma   evolução  criminosa de assassinatos,  activados na época,  em Angola,  que  se generalizou  em determinados   grupos  de etnia negra,os chamados  Turras  em que se chegou a ouvir "... mata branco...mata branco"..",   e que no decorrer de acções protagonizadas  por elementos afectos à politica, culminou na "exemplar  descolonização",  que  acabou por, "forçosamente  exilar ",  milhares de inocentes Trabalhadores que, com o seu esforço   e dedicação. tinham  deixado todos os seus haveres  à mercê de destruições  de produtos  obtidos  com o seu  esforço, como trabalhadores proprietários , adquiridos   à  custa  do seu  suor, sangue,  e por vezes também  com  lágrimas.

O que acima se relatou, passou-se em Lisboa.  Todavia, e embora  haja um certo silenciar,   também  em  Luanda,  se  viveram momentos, naquela época, dita,  da descolonização, em que protagonizei acções militarizadas,  embora já na vida civil,  desmilitarizado,  por ter já  cumprido, na tropa,  com  o meu dever de respeitar a bandeira portuguesa.   Organizaram-se ,  então , na época, as célebres   milícias ,para que, ao longo das noites, e  em jeeps  percorrêssemos  todos os locais onde houvessem escolas, hospitais,  centos de saúde e bairros onde habitavam  milhares de pessoas, pois o medo era de tal ordem generalizado, porque  a todo o  momento se temiam  ataques por parte  dos  "pretos"  que tencionavam  matar "os brancos". Esta era a verdade,  que foi escondida  e silenciada na altura pela a informação jornalística.

Um pormenor curioso:  por escolha,  chefiei uma brigada deste género, durante meses, enquanto residente em Luanda ( terra onde nasci); certo dia, ao regressar a casa, já de madrugada,   reparei que o condutor  que conduzia  o jeep,  ao volante ,  a meu  lado,  mantinha a sua carabina , inadvertidamente,  apontada   na  minha direcção, pronta a disparar ao menor movimento inesperado.  Do que eu me livrei  Santo Deus!. !. Graças a Deus,  ainda posso contar esta " aventura", agora aos 88 anos de idade...

Tá?!...