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Igreja da Muxima- Rio Cuanza |
Nos velhos tempos em que percorria, com os meus Compatriotas, a vastidão da terra angolana, enquanto solteirinho (e bom rapaz...), convivia com muita gente, oriunda de várias regiões de costumes muito diferenciados entre uns e outros.
Certo dia, sob um telheiro coberto de palmeiras, em Novo Redondo, fui convidado a compartilhar um almoço, com indivíduos com costumes diferentes, e, entre os pratos de moamba, churrasco (de pacaças abatidas na caça), gindungo, etc., vinha um prato com alface, coentros e cenouras (gigantes...).
Como sempre apreciei salada de alface, lancei.-me logo ao pratalhão, onde elas vinham, com um aspecto de fresquinho, quando tive a primeira desilusão ... tudo insonso. Pedi azeite, para temperar a saladinha, e, em vez de azeite, trouxeram-me óleo de palma, que recusei...
Pedi vinagre, e, em vez disso veio uma garrafa de vinho do Porto, que, recusei, e depois lá veio o vinagre.
Faltava o sal. Lá o encontraram metido num caixote que vinha numa viatura em que viajávamos.
Por fim, lá consegui apreciar uma saladinha, então temperada a preceito e em moldes tradicionais europeus.
E, então, sob uma temperatura escaldante, perante o evoluir das coisas, para se obter, finalmente, uma apetitosa salada de alface, aí pensei:
Aa deliciosa refeição acabou por ser composta pela junçao de produtos diversificados e..
não seria também bem sucedida uma comparticipação e mistura, à semelhança, de elementos que constituem os separados Partidos Políticos ???...
Tá?!
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