terça-feira, 7 de julho de 2015

Portugueses...não apaguem a memória !..Intercepção de Maria Barroso evita uma condenação à morte..


Um dado histórico, que abrange a ex-Primeira Dama, MARIA  BARROSO, que  em  tempos idos,  até  foi transmitido por uma rede televisiva,  e  que um Familiar acaba agora  de me  recordar, que a viu, e   que passo a relatar, de seguida,  ressalvando algo que possa estar menos correcto.:

Certo Jovem, de tez branca, em Angola, que era irmão de uma Funcionária da aviação (a mesma que me relata  este acontecimento), fora acusado de sabotagem num período da descolonização (1975/1977) e por isso condenado à pena de morte, o que me fez lembrar que, efectivamente,  naquela altura, ainda cheguei a ler, em Luanda, o boletim oficial que estabelecia o novo sistema que nacionalizava, a criação da Pena de Morte, em Angola.

O rapaz fora julgado e condenado ao  martírio que o levaria á morte; mas entretanto, aprisionado numa cadeia, até ao dia em que um pelotão do Partido, o abatesse.

No acto do julgamento, no Tribunal, o jovem começou aos gritos de aflição, quando lhe  foi lida a  sua sentença, de morte.

Sucedeu que,  pelo  decorrer da transmissão destes cenários, pela televisão, aqui em Portugal,  ao vê-los, MARIA BARROSO, ficou de tal forma impressionada, que, decidiu interceder junto das Autoridades Angolanas (MPLA), através dos meios oficias e comunicativos reservados a confidencialidade  governativa,  afirmando que não podia ficar indiferente aos gritos do "condenado",  uma vez que como Mãe, afligiu-a de tal forma esta sentença (inadequada), que acabou  por  resultar  na  posterior libertação do injustiçado e  valente rapaz que, afinal, o seu "crime" fora simplesmente  o de pretender   enaltecer as cores da  Bandeira da sua Pátria- Portugal.

O curso de uma vida é-nos definido logo à  nascença. Tanto vale ter  nascido em berço de ouro como em palhavã, como Jesus Cristo, pois  há sempre um túmulo que nos espera, para o qual acabamos por ser conduzidos, quando damos o ultimo suspiro.


O principal é  virmos a ter a capacidade de podermos  distinguir o que se sobrepõe  às  maldades que  que nos rodeiam, praticando  o bem   que  nos  conduza   a um  caminho para a Felicidade.

 A minha saudosa Esposa (que  Deus tenha), admirava a cordialidade e franqueza da Dra. Maria Barroso.

Basta observarmos o que se está passando com a Grécia, para nos apercebermos da frágil harmonia de entendimentos suavizantes..



MARIA BARROSO, pelo que se extrai da leitura do seu  longo "curriculum",  foi uma GRANDE SENHORA, a quem devemos enaltecer o seu adorável percurso de se  ter alinhado nas vertentes que geram a solidariedade e fraternidade entre os humanos, independentemente do cariz politico/partidário assumido,  mas  cujo  belo objectivo de "bem fazer" está bem  patente e definido  quando  intercede, como Mãe, na salvação de  um ser que injustamente estaria prestes a ser  entregue a uma guilhotina, como acima se relatou.

Guilhotina.... que horror !


Uma versão  celestial, diz-nos que..

... A saudade acompanha a solidão e quem a sente nunca esquece, nem nunca esquecerá,  o sentimento que não adormece, por  Alguém que já não está !.

Capa   jornalística.

Tá?!...

Ao recente viúvo, "digno" Dr. Mário Soares...- Portugal.

Ao iniciar a minha pesquisa , logo pela manhã, neste dia 7 de Julho de 2015,  de notícias frescas que  por intermédio da Net nos são  facultadas,  fiquei deveras muito fascinado  pela  imagem que a seguir reproduzo, do capitulo "facebooks",  e que muito me surpreendeu, dado ao facto de a mesma ter sido colocada, logo  ao  inicio,  pelo meu próprio filho, Álvaro Manuel, residente no norte deste nosso querido  e amado País, que é - .Portugal,,,


Foi, portanto, através desta foto, que, logo as primeiras horas de hoje,  tive conhecimento do falecimento, nesta madrugada, da divina Primeira-Dama, Doutora Maria Barroso, sua saudosa Esposa

Para lhe ser franco, nunca gostei de Vossa Excelência,  por razões que se prendem quanto as suas atitudes, assumidas  na área  política, que no passado culminaram com   um  forçado "exílio" , relativo a descolonização, mas  , a par disso,  sempre tive o máximo respeito por  Si,  e, neste  momento solidarizo-me  na sua dor provocada pelo falecimento de quem mais amou na sua vida- Doutora MARIA BARROSO..

Diz-se que só sente a  verdadeira dor quem  na realidade a  sofre...

Foi precisamente isso que se abateu na minha alma, no preciso momento em que,  a minha saudosa  e amada Esposa, (Alvarina Teresa) a meu lado, numa fria  manhã   de inverno, se despediu de mim, olhando-me carinhosamente. e  " esboçando" um   carinhoso   sorriso ,   exprimiu um  " ADEUS, ATÉ  SEMPRE...".  e nesse  instante ... partiu  para junto de  Deus, no Céu .

Estávamos casados há sessenta  anos, casamento celebrado na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Luanda-Angola.

 É muito difícil exteriorizar verbalmente o sofrimento da dor que se abate no coração  quando assistimos à partida para o  ETERNO   de que mais se amou  ao longo da nossa vida..

Só quem passa por elas é que sabe  avaliar  como é penoso  o   Adeus  de uma companhia  Familiar.


Descanse em Paz.


                     Com todo o respeito,..

                                                                         Armando José Carmo Ferreira Baptista.

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

O dilema do " Velho do Restelo "...

E,  tal como tem sido sobejamente noticiado,  o "NÃO" saiu vencedor do  Referendo grego. O Povo decidiu,  está decidido.  Poderemos  imaginar todo este processo  como a expressão máxima da Democracia (regime político com origem histórica na Grécia antiga),  em que a decisão do destino  de toda uma Nação é colocada nas mãos do seu Povo,  afinal os destinatários e principais personagens dessa mesma democracia.

A decisão popular fez entretanto uma vítima,  o Ministro das Finanças  da Grécia. Aparentemente os seus compadres europeus, nas pessoas da Senhora Merkel e do Senhor Hollande, não  eram muito favoráveis à  presença  do Senhor Varoufakis  nas reuniões de negociação relativamente à situação  Grega, vá-se lá saber porquê...

E agora ? Ouvi dizer que os Bancos gregos só têm dinheiro para abastecer as caixas Multibanco até sexta-feira. Fala-se num final do apoio da Troika à Grécia. Diz-se, ainda,  que  este país poderá sair da zona euro. Dizem que tenho poderes de vidente,  mas não sei bem o que dizer quanto a tudo isto. A verdade é que,  por muito que os Homens façam,  o futuro a Deus pertence...

Quanto à saída da Grécia  do Euro,  tive este fim de semana uma conversa curiosa com  um Amigo que não via há já algum tempo. Aproveitando o bonito dia de Sábado  decidi dar uma voltinha pelo mercado de Olhão,  sempre especialmente colorido ao fim de semana. Comentando a eventualidade de uma saída da Grécia da zona Euro, dizia este meu Amigo o seguinte:

"Pois é, se a Grécia sair do Euro,  lá terão que ir buscar os ESCUDOS à gaveta das meias..."

Confuso  com tal afirmação,  pensei um pouco e acabei por corrigir o meu Amigo:

"Ó meu caro Amigo Victor. A Grécia não tinha Escudos. A moeda grega era o  dracma..."

Nova linha aérea entre Inglaterra e Portugal. Ou será Grécia ?

É curiosa a confusão instalada na mente do meu Amigo,  seguramente não é caso único. Já não sabemos o que é Portugal,  Espanha,  Grécia ou outro desgraçadinho qualquer,  uma vez que os Todos Poderosos da Europa colocam tudo no mesmo saco. Inclusivamente,  empresas de renome parecem confundir Grécia e Portugal,  como aconteceu há dias com a EasyJet,  que confundiu a geografia portuguesa com a grega. Há ainda outra hipótese. Terá o meu Amigo,  também ele,  poderes adivinhatórios ? Estará ele a prever a saída de Portugal e Grécia da comunidade do Euro e a adopção de uma nova/velha moeda única para os dois países,  o novo ESCUDO ? Dizem que a união faz a força e como dos fracos não reza a história,  porque não uma  aliança Luso-Helenica para a defesa de interesses comuns ?...




Cada vez percebo menos disto,  por isso  peço que desculpem estas minhas divagações. São fruto,  certamente,  do muito calor que ameaça fritar-me  o cérebro.

Tá?!...

domingo, 5 de julho de 2015

O "Velho do Restelo" atento ao referendo da Grécia...

Não sou  jornalista, nem coisa  que se pareça... mas nada me impede,  não obstante  a fútil ignorância   em relação  aos   movimentos que se operam,   quanto ao caso da Grécia,  não me sinto impedido de acompanhar, pela via Internet, o desenrolar  desta  situação, que me tem entusiasmado, na medida em  que me corre ainda nas veias,  apesar de ja ter perto de noventa anos,  e de ter tido no passado larga ligação  a tudo que se relacionasse com actividades bancárias, cuja actividade deixei de exercer, por ter passado, há largos  anos, à situação de Reformado da Banca.

São neste momento em que escrevo  o presente blog, vinte horas de Domingo, 05/07/2015..

Consultando o que  tem sido desenvolvido, durante o dia,  nesta matéria em que está em jogo  uma importante decisão que venha a ser decidida, após os resultados  definitivos do referendo, que  está em curso, quando a posição da Grécia, extraí documentação fotocopiada, que, com todo o respeito, incluo no presente e insignificante  trabalho., domesticamente  desenvolvido.   Acompanharei,  na medida do possível o que a  Televisão  virá  a emitir, dentro de  momentos..


 Acabo, no entanto de ver na Televisão, de imediato, a  noticia que nos conduz aos resultados hoje obtidos   em relação  aos episódio pormenorizados,   da questão da Grécia.


                                                            Televisão - 20:45 m. de 5 de Julho de 2015.





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Titulei o meu anterior blog,, na medida em que na brincadeira pessoas Amigas consideraram-me como sendo o "Velho do Restelo" actualizado,  com  o provérbio " Não se deve despir um santo para vestir outro"...

Efectivamente,  não sou nem um adivinho nem tão pouco tão pessimista como o "Velho do Restelo" vem  incorporado nos "Lusíadas", de  Luís de Camões..

Mas este final da "telenovela" que emocionou quase todo o Mundo,  conduz-me à  suspeita de que a roupa que agora veste o novo "santo" não será ainda  assim tão milagrosa e suficiente  ao ponto de . poder enxotar  os que  hão de permanecer  com o intuito de, futuramente,  tudo  pretenderem  "escangalhar"...

Tá?!...

sábado, 4 de julho de 2015

"Não se deve despir um santo para vestir outro ",,,

Velho do  Restelo

Hoje é Sábado, véspera de Domingo 5 de Julho de 2015.  dia em que se realiza  um  Referendo na Grécia,  o que  pode vir a resultar num significado a dizer "SIM" ou "NÃO". O Referendo é esperado. já no Domingo, isto é, a partir dentro  de aproximadamente duas horas em que está sendo elaborado o presente blog,

Para qualquer dos  resultados que venham a ser apurados, prevêem-se  possíveis cenários que podem conduzir a caminhos que podem ir dar à saída da Grécia da zona euro,  como também há  outros que podem conduzir o  País a um novo resgate.. segundo perspectivado pelos Entendidos na Matéria.

Por isso, será um Domingo, com expectativas de muita intensidade, cujos resultados sobre esta questão, certamente  só virão a ser conhecidos ao pôr do sol.

Sou um leigo nesta matéria,  de política Europeia, sobretudo em relação a um País que nunca visitei - a Grécia.

No entanto,  ao longo de um percurso de vivência neste Globo Terrestre, ao fim de perto de noventa anos de idade,  em que protagonizei em  períodos  muito difíceis , situações bastante graves, como o desencadear do  Segunda Guerra Mundial,  como períodos muito agressivos conducentes à "exemplar descolonizarão"  causadora de forçado "exílio de sobreviventes" que escaparam a fúria dos tubarões que Mário Soares desejou aos " Retornados,",  face a tudo isto, quase que me sinto um "Velho do Restelo",  personagem criada por Luís de Camões, na sua obra Os Lusiadas,  em que o Velho do Restelo simbolizava o  pessimismo em  que  não acreditava no sucesso das   trajectórias verbalizadas  pelos Gestores Governamentais.



Contudo, ainda  sou crente,  que ao invés  das admoestações do Velho do Restelo, dos Lusíadas,  sinto-me,   embora  velho, um   "Velho de Restelo"  actualizado, que ainda sobrepõe  às  maldades  dos insubordinados,  a divina  protecção da Virgem Santíssima, a todos aqueles que  tenham  sido  vitimas de graves Injustiças



Tá?!...

Não apaguem a memória...

Pois esta garrafinha, tem uma bonita e cativante   história....de museu !
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Já vai a caminho dos 100 anos...

Festejávamos as Bodas de Ouro, no Restaurante Manjar do Marquês, em Pombal,  no ao de 2003,  pela razão seguinte:

Em 1953, no altar da Igreja de Nossa Senhora  do Carmo, em Luanda, Alvarina Teresa e Armando José,  solenemente tinham  feito o juramento de  que, após a colocação da aliança  de casamento, amar-se-iam para  toda a vida, até que a morte os separasse.


Família e os Padrinho dos Noivos..


Filhos, netinhas e restante Família,  erguendo em saudação dos festejados com  as taças de champanhe,  e  eis que surge o Chefe Geral do Restaurante, brindando-nos com uma prenda muito valiosa, afirmando que a mesma já completara muitos anos de armazenamento, por se tratar de um vinho muito especial, que fora oferta, no passado, por parte de um Membro da Família Real .

Muitas voltas e reviravoltas, depois dessa época, vários episódios vieram a surgir, bons, menos bons, e por vezes com maravilhas, como por exemplo, o Doutoramento das queridas Netinhas, que muito nos satisfez.

Surgiu então o dia fatídico, em que, a linda  Noiva, e agora já Avozinha (Alvarina Teresa) sentada a meu lado, lançou-me o seu ultimo  e cândido olhar, expressando intimamente o seu doloroso  "ADEUS... ATÉ SEMPRE "... apagando-se assim, a boa e amorosa convivência  que nunca deixou de existir, que motivou não podermos celebrar os  próximos  sessenta anos de boa harmonia conjugal, que  sempre houve... e cumpriu-se o ..."amar-te-ei sempre até que a morte nos venha ceifar"...

A garrafinha tem resistido à tentação de abertura da cápsula que resguarda semelhante preciosidade, até ao presente momento em que estou elaborando o presente blog. Mantém-se resguardada..em local semi-secreto... até que a memória, por parte de um eventual  Apreciador de virtuosos Vinhos , venha a ceifar o secretismo há longos anos resguardado em baú que  já se encontra bolorento, devido ao seu  tempo de  espera.....

Tá?!...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A eterna Primeira-Dama, Maria Barroso...

A edição nº. 462 do jornal "O SOL ", de 03 Julho 2015,  que despertou imediatamente a minha atenção, e que, com o devido respeito, reproduzo duas montagens fotográficas a seguir, para  uma melhor interpretação:



Na foto de maior dimensão, no canto superior direito,  foram por mim assinaladas  duas setas, à mão,  a fim de se  chamar a atenção  do que vem lá impresso, como segue: "GRANDE EXCLUSIVO* ENTREVISTAS COM AMIGOS E FAMILIARES * FOTOGRAFIAS  NUNCA  VISTAS * DOCUMENTOS INÉDITOS".

Na foto de menor dimensão, em primeira página o jornal "O SOL",  sob o titulo Maria  Barroso, insere o seguinte comunicado: "SOL    reedita Álbum de   Memórias e Cartas. Na próxima semana iniciamos a  reedição das Memórias,  que incluem os três  fascículos inéditos"

Não é com quaisquer ideias propagandistas  que  estou elaborando o presente blog,  mas tão-somente para reproduzir um facto já mencionado num trabalho bloguista, recente,  na medida  em que despertou-me particular atenção  a emissão de o  referido jornal  ter chamado a atenção em relação a "FOTOGRAFIAS  NUNCA  VISTAS."..

Como afirmei no blog em que inseri a foto abaixo, na qual me foi confirmado por pessoa idónea, (já falecida), há  muitos anos atrás, que uma das Figuras incluida no grupo, era a  Senhorinha  Maria Barroso.
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Como entretanto  ja se passou mais de meio século  percorrido após a oferta  que me foi feita desta relíquia, torna-se um pouco difícil poder confirmar-se agora, depois de tantos ano  passados, sobre o local onde foi obtida esta preciosidade. panorâmica.

Embora já  a caminho  dos  meus noventa anos, é com imensa saudade que neste grupo, não deixo de reconhecer as feições alegres das carinhas das minhas primas Dulce, Maria Fernanda,  Guida, Lina,  (pelo menos), com  quem convivi  largos anos,  durante a minha  inicial juventude, quando morava no Largo da Luz, em Carnide,  Lisboa;  Era  a  Família  Pinto Lampreia,  alunas do Instituto Feminino de Odivelas.

Quando vim de Angola, para conviver com a Família que  residia em Lisboa, tinha  cerca de 8 anos de idade, devido a falecimento da minha querida Mãe ocorrido em Luanda,  matricularam-me  na Escola Primária, em Carnide, e decorrido algum tempo, fui premiado por ter  colaborado com um trabalho juvenil, que mereceu um  diploma apreciado pelo Senhor Presidente do Conselho, Dr..  António de Oliveira Salazar.



Ainda me lembro , enquanto aluno desta Escola,  convivi com um primo, que  foi aluno no Colégio Militar, com quem me dava muito bem, chamado José Fernando Pinto Lampreia, com quem andava constantemente à "porrada" mas não podíamos passar um sem o outro, pois éramos muito amigos.   Mais tarde, vim a saber que tinha falecido, ja com a patente de Tenente, (estando eu em Angola) e que lhe fora negada a sua vontade  de  vir a ser sepultado, no Oceano Atlântico, a muitas milhas da costa Portuguesa.

Aproveito para renovar o meu desejo de rápidas  melhoras de saúde  à  Distinta Senhora  Doutora Maria  Barroso, vítima de um recente acidente.

Tá?!...

O Mundo dos felizardos...

Lá vai a noiva,  toda contente, a caminho do Altar...
Chegou ao meu conhecimento uma notícia que,  porque fala de Angola,  mas não só,  despertou imediatamente a minha atenção e que,  com o  devido respeito,  transcrevo a seguir

Uma em cada seis crianças angolanas morre antes de completar cinco anos. Os dados da Unicef levaram Nicholas Kristof, colunista do The New York Times, até Angola para perceber este problema, numa reportagem de opinião que o PÚBLICO divulga em parceria com o jornal norte-americano. “Este é um país repleto de petróleo, diamantes e milionários que conduzem Porsches e crianças a morrer à fome”, inicia Kristof a sua reportagem sobre a mortalidade infantil em Angola. Para além dos números preocupantes relativos à mortalidade infantil, os dados indicam ainda que mais de um quarto das crianças está fisicamente afectado pela subnutrição e que os casos de morte materna durante o parto são de 1 em 35.

 De facto,  num País onde o petróleo jorra como se fontes de água fossem,  onde o clima permite duas ou três colheitas agrícolas num só ano,  onde os diamantes, o ouro e outras pedras preciosas  parecem estar quase ao alcance da mão, é um escândalo de proporções gigantescas as condições miseráveis  em que a maioria da população sobrevive. Outros países  há com miséria semelhante, mas,  para a qual não há remédio dado a pobreza de recursos. Aqui é a pobreza de humanismo e ética que vence.

Lamentam-se agora que o petróleo não vale nada e que,  por via disso,  o dinheiro deixou de abundar. Há gestores de Bancos a anunciar a suspensão de créditos como consequência de incumprimentos e da falta de liquidez:



 Pergunto se estes gestores abdicaram dos seus chorudos salários como prova da sua dedicação à instituição... quando as coisas correm bem  é  só abraços e palmadinhas nas costas, quando a crise aperta vêm logo lamentar-se. Lamentamos todos,  isso sim,  a falta de transparência de um processo de abandono colonial a que muitos se viram forçados para colocar no poleiro pessoas de competência duvidosa,  apenas para satisfazer acordos obscuros.

Depois vemos,  alheia a tudo isto,  a filha do senhor ministro,  a esbanjar num simples vestido de noiva centenas de milhares de  euros.

Se isto não é gozar com o Zé Pobrezinho,  não sei então o que será. Para além de revelar um espírito extremamente fútil,  demonstra uma enorme insensibilidade perante a miséria constrangedora que rodeia a bela donzela.
Foi para isto  que quiseram a independência ?

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Duro com duro não faz bom muro...

Relendo certos episódios e documentários que vêm inseridos na Internet, de certo capítulo hoje publicado nas colunas do facebook fascinou-me uma publicação, que, me parece ter sido já emitida noutras publicações públicas, como esta.


Também, noutra ocasião, fui  reencontrar um excerto igualmente publicado na Net, que, com todo o respeito, reproduzo





Bem, se me parece, o diabo nem sempre é aquela mal intencionada figura a quem Dr. Marinho e Pinto se socorre em momentos de  estrangulações tendentes a ter que "pôr tudo em devida ordem",  sendo, como se sabe, que o diabo é uma figura que atemoriza e   amedronta "toda a Malta"...
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Como se depreende em razão das imensas vezes em que é publicada a versão aterradora, de que Mário Soares, era da opinião que se atirassem os desgraçados dos "Retornados" para a boca dos tubarões, então seriamos, conforme os desígnios acima reportados, e dentro das suas convicções, todos engolidos pelos tais "peixinhos devoradores", se a disposição do Ilustre "Comandante" do novo Partido PDR fosse a de "compartilhar" com as fúnebres ideias de se aliar ao  diabo (neste caso sendo a personalidade reflectida na foto inicial)...

Mas, Graças a Deus, e para bem dos Portugueses, a linha de orientação política do Distinto  Doutor Marinho e Pinto (sem propaganda) é a de que não se deixando embriagar pela visão do poder, vem  trabalhando no sentido para que renasça, de novo, o esplendor de Portugal.


Dr. Marinho e Pinto acompanhado por Armando Baptista.

Tá?!...

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Um autêntico Milagre... desconhecido !

Vou relatar-vos uma pequena história, sucedida em África, mais propriamente a 60 quilómetros da cidade de Luanda, há mais de meia centena de anos, pela seguinte razão:

Já perto do fim da manhã, deste primeiro dia de 1de Julho de 2015, de regresso a casa, após ter dado a voltinha do costume, que o meu companheiro de quatro patas não dispensa, o Pelinha, e já cansado,  sentei-me frente ao computador, e, ligando-o, a primeira imagem que surgiu no écran, provocou-me uma certa exaltação efervescente na minha alma, por que me fez recordar um acontecimento ocorrido durante uma pescaria que desportivamente estava gozando, a bordo de um barquito, ao longo do percurso da corrente das tenebrosas águas do rio Cuanza, acompanhado pela minha saudosa e muito  querida  Mulher, Alvarina Teresa.

O aspecto  da  imagem em referência, que foca o local onde se desenrolou o "drama", que não chegou a ter consequências funestas, e demonstrado na fotografia abaixo:

A Foz do Rio Cuanza, em Angola
 
A Foz do Cuanza, a ponte sobre o Rio ao fundo
Preparava habitualmente, enquanto morava  no Bairro  Prenda, os apetrechos de pesca ao corrico,  para aos fins de semana, com a Família, percorrer cerca 60 quilómetros, por estradas não asfaltadas. mas muito esburacadas, para  pôr a flutuar o meu barquito, no rio Cuanza, para iniciarmos a pescaria,  em cujas águas profundas chegávamos por vezes a pescar pargos com mais de sessenta quilos de peso.

O barco das pescarias...o "Ana Lito ".
Posto a barco a navegar, na margem direita do rio, agarrado ao leme e às canas de pesca, acompanhado pelo Mulher, naveguei rio acima, sempre atento aos momentos em que os anzóis  davam sinal de terem sido capturados pesados pargos ou garoupas que abundavam nas águas  profundas de tão caudalouso e perigoso rio.

Eis que, de repente, uma das canas vergou-se em sinal de ter "fisgado" um colossal peixe, e, de seguida, para melhor manobrar a sua aproximação a bordo do barco, desliguei o motor de 15/30 cavalos.

Depois de muita luta, lá consegui aproximar o pargo ate a  borda do barco, a fim de o recolher para o interior,  Mas, o entusiasmo foi de tal ordem, que não reparei que o "navio" se aproximava da foz, devido à forte corrente, cujo caudal estava a arrastar-nos perigosamente para o encontro com o  encapelado mar oceânico.

Tentei pôr, de imediato o motor em funcionamento, o qual negou-se a pegar, e lá começamos a ser empurrados à deriva, pelo que gritei para a minha Mulher... "pega nos remos e guarda a máquina de filmar !"...

De nada serviram os remos, pois a força da corrente era muita, pelo que comecei a recear da aproximação da grandiosidade perigosa da orla marítima, pois a partir daqueles instantes, as nossas vidas começaram a estar num verdadeiro perigo de morte, digo, de vida. !

Seriam  talvez treze horas, mas não me recordo da data precisa, quando, e já com o barco à deriva, chamei a atenção   da minha querida companheiro e Esposa,  tendo-lhe feito a seguinte observação:
-
" Já reparaste nas gaivotas brancas, que lá longe,   na margem do rio, estão poisadas, e que estão brincando umas com as outras ?...  A resposta, foi ... "Não vejo gaivota nenhuma, em terra .."

 Sem eu ter dado por isso, naquele momento,  o que tinha sucedido, é  que a sua aflição  levou-a a ter perdido o sentido da vista,  portanto momento de cegueira, que a impediam de ter   visto o que ao longe se estava passando. Só quando fomos recolhidos, em terra, pelos pescadores  que, ao longe,  nos iam vigiando,. é que recuperou a visão.  Foram momentos de terror !....
 
Prevendo o que nos poderia acontecer, dados os falhanços do nosso material marítimo, e de defesa, em altos berros gritei para a minha Mulher... "Querida reza e faz uma prece  a Nossa Senhora para  que nos  salve deste precipício,  para que não morremos agora !".....

Quer se acredite ou não, foi  a partir desse momento que comecei a sentir que a proa do  barco  se desviara no sentido que nos levou até a margem esquerda do rio, até ao ponto em que, já perto do cair da tarde, um grupo de pescadores de pele escura, conseguiu aproximar-se do nosso barquinho, pois  já nos vinham acompanhando de terra. Pela sua experiência sabiam que um barco à deriva num caudal de corrente de água, na foz do Rio Cuanza, significa a maioria das vezes a morte dos seus passageiros.

Já em terra, verifiquei que a  minha Mulher tinha entretanto partido um braço, e que, estranhei não ter visto as aves que  estavam em terra, na margem, porque cegara momentaneamente.

Quanto  ao peixinho.... lá se foi... com canas e tudo. Por sorte, a máquina de filmar ainda foi salva.

No dia seguinte, acompanhado pela saudosa Mulher, Alvarina Teresa, deslocámo-nos à  Igreja de Nossa Senhora de Fátima e... agradecemos o....

SEU MILAGROSO ACTO DE SALVAÇÃO, DE DOIS INOCENTES PESCADORES DESPORTIVOS...

Nossa Senhora de Fátima, a Salvadora...

Tá?!....