Estávamos reunidos, numa sessão em que se pretendia apurar o coeficiente de inteligência dos participantes, a fim de se apurar qual o que iria ser escolhido para presidir um clube, em perspectiva, que regularizaria um sistema em que se proporcionasse um meio indicativo que tivesse o condão de prever quais os números que virão a ser sorteados, nos próximos "euromilhões.".. Difícil, não é verdade?...
Pois, entre o pessoal, destaca-se um "inteligente" que diz ter a consistência necessária, paro o referido cargo.
Como assim ?... Pergunta o presidente da mesa...
Pois o Senhor presidente, neste quadro, a lápis, ou a tinta, escreva o numero 7 (sete), está bem ?
E vai o incrédulo, que presidia a sessão, escreve assim...
Está mal escrito, Senhor ! Está incompleto... Então porquê ?, perguntam-lhe...
Como era uma reunião de pessoas com princípios religiosos, foi dada a seguinte explicação:
Como diz a sétima evocação (na Lei de Deus)... "Não desejar a mulher do próximo ..."
Corta...corta ...
E assim se começou a escrever o número sete, como devia ser ...
Que tal a graça, apenas com um fim humorístico ?......
Tá?!...
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Não despertem o dragão ...
Ligo a televisão. O gatilho da arma, o troar do canhão, os gritos agonizantes dos feridos e o silêncio ensurdecedor da morte é tudo o que ouço. As imagens de horror que acompanham a TENEBROSA banda sonora fazem-me desviar o olhar. É a irracionalidade no seu expoente máximo.
No Egipto centenas, senão mesmo milhares, de pessoas são barbaramente chacinadas por um esquadrão de execução vestido com uniformes das forças policiais. Na terra dos Faraós, onde prosperou uma das civilizações mais avançadas à época, está instalado o caos e o horror. Notícias fornecem números de vítimas sempre crescentes. Começou por se falar em cerca de trezentos mortos, as ultimas informações falam em quase setecentos. Feridos são mais de quatro mil. No meio de tanta vítima dou por mim a pensar que provavelmente alguns dos policias eram familiares daqueles que se manifestaram e que foram depois atacados.
Qual a razão destes comportamentos ? Será alguma reminiscência primitiva, originária em atitudes meramente animalescas, será um caso de loucura colectiva? Outra hipótese: a ganância ! A ambição pelo poder, pelo dinheiro, pela capacidade de esmagar quem se nos opõe, cega e enlouquece. Se tivermos em conta o descontentamento da população em geral , podemos estar face ao despertar de um dragão de fogo vivo, capaz de causar danos irreparáveis no tecido da civilização.
Haja bom senso. Parem para olhar. Vejam o que estão a fazer aos vossos filhos, o que ensinam aos vossos netos e, senhores da guerra, senhores do dinheiro, percebam que quando exterminarem todos os que vos enfrentam, apenas faltará acabar com vocês mesmos, pois então não haverá ninguém para vos aclamar...
Tá?!...
No Egipto centenas, senão mesmo milhares, de pessoas são barbaramente chacinadas por um esquadrão de execução vestido com uniformes das forças policiais. Na terra dos Faraós, onde prosperou uma das civilizações mais avançadas à época, está instalado o caos e o horror. Notícias fornecem números de vítimas sempre crescentes. Começou por se falar em cerca de trezentos mortos, as ultimas informações falam em quase setecentos. Feridos são mais de quatro mil. No meio de tanta vítima dou por mim a pensar que provavelmente alguns dos policias eram familiares daqueles que se manifestaram e que foram depois atacados.
Qual a razão destes comportamentos ? Será alguma reminiscência primitiva, originária em atitudes meramente animalescas, será um caso de loucura colectiva? Outra hipótese: a ganância ! A ambição pelo poder, pelo dinheiro, pela capacidade de esmagar quem se nos opõe, cega e enlouquece. Se tivermos em conta o descontentamento da população em geral , podemos estar face ao despertar de um dragão de fogo vivo, capaz de causar danos irreparáveis no tecido da civilização.
Haja bom senso. Parem para olhar. Vejam o que estão a fazer aos vossos filhos, o que ensinam aos vossos netos e, senhores da guerra, senhores do dinheiro, percebam que quando exterminarem todos os que vos enfrentam, apenas faltará acabar com vocês mesmos, pois então não haverá ninguém para vos aclamar...
Tá?!...
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
"Faz bem sem olhar a quem"
15 de Agosto de 2013 * Feriado Nacional * Assunção da Virgem Santa Maria .
Este "Luandense", acaba de ser presenteado, por um distinto Professor, Dr. Luís Ribeiro, de um trabalho literário, cujo texto, de sua autoria, titulado "Gratidão", revela pensamentos que afloram aos cérebros dos que vêm ao mundo até ao momento em que, em sua homenagem, se acendem as velas do seu eterno Adeus...
Pois, o "Luandense", que sou eu próprio, que comunga, igualmente as mesmas ideologias contidas em tal presente literário, sensibilizado por tal "amizade", toma a iniciativa de, adicionar mais alguns pensamentos, com raiz e inspirado no percurso da sua longa vivência, de 86 anos, e antes que o coração deixe de bater de vez.
Em recente blog, titulei o programa, e, filosoficamente, embora não seja perito na matéria, diria eu que... "O pior inimigo é um falso amigo"... E pela experiência adquirida ao longo da vida, cheguei a conclusão, que, infelizmente... isso é uma grande verdade!
Produto de uma falsa amizade, ja fui vitima de inflamáveis atitudes praticadas por quem eu mantinha toda a confiança e amizade e que, em momentos dramáticos, acabei por ser traído, injustamente, pelo tal "Amigo", provocando-me, por isso, certos prejuízos, sanados posteriormente.
E, uma outra verdade nua e crua, vem mencionada, no mesmo texto, que reproduzo:
"A constatação de que a maior parte dos que julgávamos nossos amigos afinal se afastaram definitivamente E começamos a sentir-nos sós, mesmo que acompanhados".
E vou terminar, com emoção, o que, transcrevo, a seguir, a parte final do texto em questão, com a qual dou a minha concordância pessoal:
"E agradecemos especialmente àqueles que nos AJUDARAM a viver. Se é a família, se são os amigos, isso é irrelevante. São apenas palavras, o que importa são os gestos e o sentimento... E isto é a vida, uma condição frágil e inconstante que um dia termina, para todos, sem distinção de credo, condição social ou cor política. Somos pó, somos água e aos elementos regressaremos um dia..."
Obrigado Amigo !
Tá?!...
Gratidão
Por vezes dou por mim a pensar no impensável. Penso e repenso que o pensamento de hoje é diferente do pensam,ento de ontem, o qual, por sua vez, difere do pensamento de há uma semana e este ainda diverge do que pensava há um ano ou dois. Ainda, os sentimentos mudam, o olhar altera-se e a realidade dispersa-se, num caleidoscópio de sensações mutáveis de acordo com a idade, a era, a vivência e a envolvência.
Na infância tudo parece vibrante de energia. A curiosidade imensa mantém os sentidos em permanente alerta. O qê, porquê, como, quando, onde? Chega a ser saturante para que tem que "aturar" os petizes, sedentos de sabedoria e conhecimento do que os rodeia.
Um pouco mais tarde (no que parece ser uma eternidade, na altura, mas que agora sei serem apenas, quando muito, uma dúzia de anos) são as amizades da adolescência, as primeiras paixões assolapadas, o primeiro beijo e tudo o resto, tudo pela primeira vez. E que bem que sabe!!!! A antecipação do desconhecido, a projecção sobre a tela da imaginação e finalemnte a concretização, nem sempre condizente com o ansiado. Mas tudo é novo, tudo é fresco. A energia e vontade imensas fazem-nos sentir imortais, parece que vamos viver para sempre e que quando tivermos 30 anos será já o início da velhice.
Aos 30, afinal verificamos que não estamos assim tão velhos. Os rostos parecem mudar, não nos apetece fazer as mesmas coisas e o mundo parece ser outro. Na verdade, quem muda somos nós. Claro que o mundo à nossa volta não se mantém imutável, mas sem dúvida que a percepção que temos dele é agora, ao início da terceira década, diferente, muito diferente, ainda que possamos não ter verdadeira noção desse facto. Temos ainda bastante energia mas não estamos tão
disponíveis para a desperdiçar em correrias loucas. "A partir de agora é mais sopas e caldos de galinha", parecemos pensar. É uma idade perigosa, de transição, em que, ao deixarmos a louca juventude, receamos pela vida que aí vem. E seremos assim tão imortais?
Quarenta (40). A idade da mudança. Mudança de uma vida imortal para outra em que compreendemos a caducidade do que se insinuava perene. Aquela pequena dor que insiste em permanecer, a despeito das pomadas e comprimidos, a energia que falta para acompanharmos os mais miúdos, a falta de paciência para aturarmos imbecilidades. A constatação de
que a maior parte dos que julgávamos nossos amigos afinal se afastaram definitavamente. E começamos a sentir-nos sós, mesmo que acompanhados. Sensação estúpida e irracional.
Mas depois vem o deslubramento da realidade e a percepção de que, no meio do caos aparente, a realidade pode ser bela e cativante, bastando para isso ajustar a visão para um comprimento de onda mais, digamos, positivo. As desgraças e os problemas não desaparecem se os igoramos mas também não se resolvem se desesperarmos. E se
olharmos com atenção, com olhos de ver, como se usa dizer, verificamos que a nossa Casa é um berlinde azul recheado de maravilhas, conspurcadas, demasiadas vezes pela maldade e ganância humanas, mas que conseguem, ainda assim, maravilhar-nos com frequência. E depois, há as pessoas. Encontramos algumas pelo caminho que nos conseguem deixar felizes, ou infelizes, porque as pudemos conhecer. E aí, fechamos os olhos e agradecemos por tudo o que nos foi permitido ver e sentir, por todos aqueles que encontrámos pelo caminho, os bons e os maus, pois todos nos ensinaram a viver. E agradecemos especialmente àqueles que nos AJUDARAM a viver. Se é a família, se são os amigos, isso é irrelevante. São apenas palavras, o que importa são os gestos e o sentimento.... E isto é a vida, uma condição frágil e inconstante que um dia termina, para todos, sem dinstinção de credo, condição social ou cor política. Somos pó, somos água e aos elementos regrressaremos um dia...
Texto por Luis Ribeiro.....
As fotos acima foram premiadas no concurso de fotografia do Smithsonian de 2012.
Na infância tudo parece vibrante de energia. A curiosidade imensa mantém os sentidos em permanente alerta. O qê, porquê, como, quando, onde? Chega a ser saturante para que tem que "aturar" os petizes, sedentos de sabedoria e conhecimento do que os rodeia.
Um pouco mais tarde (no que parece ser uma eternidade, na altura, mas que agora sei serem apenas, quando muito, uma dúzia de anos) são as amizades da adolescência, as primeiras paixões assolapadas, o primeiro beijo e tudo o resto, tudo pela primeira vez. E que bem que sabe!!!! A antecipação do desconhecido, a projecção sobre a tela da imaginação e finalemnte a concretização, nem sempre condizente com o ansiado. Mas tudo é novo, tudo é fresco. A energia e vontade imensas fazem-nos sentir imortais, parece que vamos viver para sempre e que quando tivermos 30 anos será já o início da velhice.
Aos 30, afinal verificamos que não estamos assim tão velhos. Os rostos parecem mudar, não nos apetece fazer as mesmas coisas e o mundo parece ser outro. Na verdade, quem muda somos nós. Claro que o mundo à nossa volta não se mantém imutável, mas sem dúvida que a percepção que temos dele é agora, ao início da terceira década, diferente, muito diferente, ainda que possamos não ter verdadeira noção desse facto. Temos ainda bastante energia mas não estamos tão
disponíveis para a desperdiçar em correrias loucas. "A partir de agora é mais sopas e caldos de galinha", parecemos pensar. É uma idade perigosa, de transição, em que, ao deixarmos a louca juventude, receamos pela vida que aí vem. E seremos assim tão imortais?
Quarenta (40). A idade da mudança. Mudança de uma vida imortal para outra em que compreendemos a caducidade do que se insinuava perene. Aquela pequena dor que insiste em permanecer, a despeito das pomadas e comprimidos, a energia que falta para acompanharmos os mais miúdos, a falta de paciência para aturarmos imbecilidades. A constatação de
que a maior parte dos que julgávamos nossos amigos afinal se afastaram definitavamente. E começamos a sentir-nos sós, mesmo que acompanhados. Sensação estúpida e irracional.
Mas depois vem o deslubramento da realidade e a percepção de que, no meio do caos aparente, a realidade pode ser bela e cativante, bastando para isso ajustar a visão para um comprimento de onda mais, digamos, positivo. As desgraças e os problemas não desaparecem se os igoramos mas também não se resolvem se desesperarmos. E se
olharmos com atenção, com olhos de ver, como se usa dizer, verificamos que a nossa Casa é um berlinde azul recheado de maravilhas, conspurcadas, demasiadas vezes pela maldade e ganância humanas, mas que conseguem, ainda assim, maravilhar-nos com frequência. E depois, há as pessoas. Encontramos algumas pelo caminho que nos conseguem deixar felizes, ou infelizes, porque as pudemos conhecer. E aí, fechamos os olhos e agradecemos por tudo o que nos foi permitido ver e sentir, por todos aqueles que encontrámos pelo caminho, os bons e os maus, pois todos nos ensinaram a viver. E agradecemos especialmente àqueles que nos AJUDARAM a viver. Se é a família, se são os amigos, isso é irrelevante. São apenas palavras, o que importa são os gestos e o sentimento.... E isto é a vida, uma condição frágil e inconstante que um dia termina, para todos, sem dinstinção de credo, condição social ou cor política. Somos pó, somos água e aos elementos regrressaremos um dia...
Texto por Luis Ribeiro.....
As fotos acima foram premiadas no concurso de fotografia do Smithsonian de 2012.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Epidemia anti-sorriso...
Vamos ver se nos entendemos -..." Reaccionário" não significa ser do contra, na minha óptica , mas, sim, dar relevo e actuar reagindo, sempre , no melhor sentido, para que o imperfeito seja substituído pelo perfeito... Entendido ?...
Faço alusão a esta apimentada questão, na medida em que já fui apelidado de " Reaccionário" por, nalguns dos meus blogs emitir opiniões em defesa do principio que devia assentar, e respeitar, sempre, em todas as decisões, governamentais, ou civis, o sentido básico do que é Igualdade, Fraternidade, Solidariedade, Amor, Tranquilidade, Sossego e, essencialmente, a PAZ.!
Como sempre, não pretendo subestimar qualquer tipo de actividade, ou trabalho, que seja conducente a prazeres e distracções que o bom Povo bem merece.
Todavia, atrevo-me, aqui, a emitir uma opinião, senão um reparo.
O "meio" que veio revolucionar a comunicação inter-povos, alicerçado em espantosas e incríveis imagens televisivas, sem duvida que foi a Televisão.
Temos hoje um vasto campo de escolha de trabalhos programados, em qualquer altura, para serem visionados através dos Televisores espalhados por todos os cantos do Pais.
Decorridos sessenta anos de um feliz casamento, celebrado em Luanda, fiquei viúvo, e, como tal, tudo mudou na vida. Embora apoiado pela Família, vejo-me a braços com uma atroz solidão. Para preencher o vazio criado em meu redor, e colmatar a solidão, recorro a duas fontes: o computador, onde projecto os meus blogs, e à Televisão..
E aqui reside o meu desabafo. Tenho ainda bem presente que, quando surgiram as primeiras edições, jamais se vira o que hoje é permanente assistirmos - Beijos e mais beijos, boca a boca, muito prolongados, que os artistas persistem em repeti-los frequentemente... Um balancear de "traseiros" acompanhados por equipes que mais parecem ser fantoches disfarçados (sem ofensa).
Alem disso,diálogos muito "azedados" e então com caretas facetadas que fazem lembrar certos animais que vegetam na selva.
Maneiras de apreciar sessões, na esperança de se ouvirem, antes, bons concertos musicais, em horas mais adequadas aos Velhotes que anseiam ir para os lençóis da cama, perto das badaladas da meia noite...
Claro que o futebol, está sempre fora de causa, não é ?...
Tá?!...
Faço alusão a esta apimentada questão, na medida em que já fui apelidado de " Reaccionário" por, nalguns dos meus blogs emitir opiniões em defesa do principio que devia assentar, e respeitar, sempre, em todas as decisões, governamentais, ou civis, o sentido básico do que é Igualdade, Fraternidade, Solidariedade, Amor, Tranquilidade, Sossego e, essencialmente, a PAZ.!
Como sempre, não pretendo subestimar qualquer tipo de actividade, ou trabalho, que seja conducente a prazeres e distracções que o bom Povo bem merece.
Todavia, atrevo-me, aqui, a emitir uma opinião, senão um reparo.
O "meio" que veio revolucionar a comunicação inter-povos, alicerçado em espantosas e incríveis imagens televisivas, sem duvida que foi a Televisão.
Temos hoje um vasto campo de escolha de trabalhos programados, em qualquer altura, para serem visionados através dos Televisores espalhados por todos os cantos do Pais.
Decorridos sessenta anos de um feliz casamento, celebrado em Luanda, fiquei viúvo, e, como tal, tudo mudou na vida. Embora apoiado pela Família, vejo-me a braços com uma atroz solidão. Para preencher o vazio criado em meu redor, e colmatar a solidão, recorro a duas fontes: o computador, onde projecto os meus blogs, e à Televisão..
E aqui reside o meu desabafo. Tenho ainda bem presente que, quando surgiram as primeiras edições, jamais se vira o que hoje é permanente assistirmos - Beijos e mais beijos, boca a boca, muito prolongados, que os artistas persistem em repeti-los frequentemente... Um balancear de "traseiros" acompanhados por equipes que mais parecem ser fantoches disfarçados (sem ofensa).
Alem disso,diálogos muito "azedados" e então com caretas facetadas que fazem lembrar certos animais que vegetam na selva.
Maneiras de apreciar sessões, na esperança de se ouvirem, antes, bons concertos musicais, em horas mais adequadas aos Velhotes que anseiam ir para os lençóis da cama, perto das badaladas da meia noite...
Claro que o futebol, está sempre fora de causa, não é ?...
Tá?!...
A faixa preta....
Despertou-me certa atenção, e algum espanto, o que acabo de observar num programa que a RTP está divulgando através de espectáculos teatrais, que se tornaram públicos, para divertimento, durante este período de férias, das populações residentes em vários locais do País. Na minha perspectiva, é uma excelente iniciativa, para não ser só futebol...futebol... e mais futebol !...
Em certo espectáculo, composto por tocadores experimentados, em acordeão, no seu alinhamento e vestidos com simplicidade, de harmonia com o calor que se tem vindo a sentir, neste verão, destacava-se um elemento, encasacado, em cujo braço esquerdo ostentava uma larga faixa preta, significativa de sinal de luto, pela morte de algum familiar seu.
Num certo período, no século passado, era comum vermos pessoas que, devido À morte de parentes familiares, usarem por largo tempo faixas pretas, geralmente no seu braço esquerdo. Quando nos cruzávamos com a Pessoa, implicitamente eram-lhe dados os sentimentos de pesâmes
Ainda me lembro que, há muitos anos, familiares meus (geralmente tios) mantinham esse sinal de luto, quase sempre no casaco, no braço esquerdo, por longo tempo, como manifesto de situação de amizade, luto, e em memória de algum familiar, recentemente falecido.
Este tema, em certa medida um tanto desagradável, mas, o que é certo, é que, presentemente, não tenho notado a aplicação do mesmo critério, por analogia a ideias que, sobre este ponto de vista, se aplicavam em tempos idos, não muito distantes...
O que mudou ?...
Em certo espectáculo, composto por tocadores experimentados, em acordeão, no seu alinhamento e vestidos com simplicidade, de harmonia com o calor que se tem vindo a sentir, neste verão, destacava-se um elemento, encasacado, em cujo braço esquerdo ostentava uma larga faixa preta, significativa de sinal de luto, pela morte de algum familiar seu.
Num certo período, no século passado, era comum vermos pessoas que, devido À morte de parentes familiares, usarem por largo tempo faixas pretas, geralmente no seu braço esquerdo. Quando nos cruzávamos com a Pessoa, implicitamente eram-lhe dados os sentimentos de pesâmes
Ainda me lembro que, há muitos anos, familiares meus (geralmente tios) mantinham esse sinal de luto, quase sempre no casaco, no braço esquerdo, por longo tempo, como manifesto de situação de amizade, luto, e em memória de algum familiar, recentemente falecido.
Este tema, em certa medida um tanto desagradável, mas, o que é certo, é que, presentemente, não tenho notado a aplicação do mesmo critério, por analogia a ideias que, sobre este ponto de vista, se aplicavam em tempos idos, não muito distantes...
O que mudou ?...
Ingratidão superflua...
A vida, nos dias que correm, apresenta-se-nos com os mais diversos desafios que se transformam em dilemas que podem levar à tristeza e desespero.
Rodeados de tecnologias que há meia dúzia de anos eram apenas um sonho de um qualquer cientista louco ( é ver os jovens, quais zombies, de olhos pregados nos telemóveis a comunicar com quem está longe mas a ignorarem quem está a seu lado) imaginamos um mundo de ilusão em que podemos fazer tudo. A realidade é, porém, bastante diferente. A tecnologia, apesar de tudo o que de bom nos traz, envolve-nos, consumindo de forma cruel o tempo que imaginávamos nosso.
Entretidos com o acessório, esquecemos o importante. Ainda que inadvertidamente, deixamos de dar importância devida a quem a merece, de dispensar uma palavra, um gesto ou apenas um sorriso a quem deles precisa. Sem darmos conta, tornamo-nos escravos de uma vivência que de vida nada tem. Imaginamos o tempo contado quando ele é na verdade infinito. Há apenas que geri-lo doutra forma, tendo a noção da realidade real, por oposição à realidade que é virtual.
É necessário que deixemos de adiar aquilo que não faz sentido adiar. Porque um dia pode ser um dia tarde demais...
Rodeados de tecnologias que há meia dúzia de anos eram apenas um sonho de um qualquer cientista louco ( é ver os jovens, quais zombies, de olhos pregados nos telemóveis a comunicar com quem está longe mas a ignorarem quem está a seu lado) imaginamos um mundo de ilusão em que podemos fazer tudo. A realidade é, porém, bastante diferente. A tecnologia, apesar de tudo o que de bom nos traz, envolve-nos, consumindo de forma cruel o tempo que imaginávamos nosso.
Entretidos com o acessório, esquecemos o importante. Ainda que inadvertidamente, deixamos de dar importância devida a quem a merece, de dispensar uma palavra, um gesto ou apenas um sorriso a quem deles precisa. Sem darmos conta, tornamo-nos escravos de uma vivência que de vida nada tem. Imaginamos o tempo contado quando ele é na verdade infinito. Há apenas que geri-lo doutra forma, tendo a noção da realidade real, por oposição à realidade que é virtual.
É necessário que deixemos de adiar aquilo que não faz sentido adiar. Porque um dia pode ser um dia tarde demais...
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Filmes que o vento não levou...
Há quem tenha em casa , na sua "caixinha de surpresas", recordações de felizes momentos que adoçaram a vida, e, outros há que, para delicio colectivo, possuem gravações cinematográficas, obtidas através desta maquina de filmar, em que certos cenários estão gravadas situações que nos fazem, até, chegar as lágrimas aos olhos. Eu sou um desses "salvador" e conservador de épocas resplandecentes.
Recordo, por exemplo, e estão gravados em filmes, , uma ocasião em que nos metemos numa canoa para subirmos o rio Cuanza, em Angola, para pescarmos pargos de setenta quilos, e, de repente uma das canas de pesca vergou-se de tal forma , que só após uma tenaz luta, fomos surpreendidos que o que estávamos pescando não se tratava de um peixe mas sim de um jacaré que, felizmente, não era de grandes dimensões. Mas só a muito custo, e só com a ajuda de um arpão, é que conseguimos atrai-lo e meter no interior da canoa.
Há filmagens surpreendentes, que fui colhendo ao longo das minhas andanças pelo Mundo fora, , e que, neste " big caixote dourado " preservo, a coberto da ceifa que o tempo possa vir um dia a aniquilar...
Tá?!
Recordo, por exemplo, e estão gravados em filmes, , uma ocasião em que nos metemos numa canoa para subirmos o rio Cuanza, em Angola, para pescarmos pargos de setenta quilos, e, de repente uma das canas de pesca vergou-se de tal forma , que só após uma tenaz luta, fomos surpreendidos que o que estávamos pescando não se tratava de um peixe mas sim de um jacaré que, felizmente, não era de grandes dimensões. Mas só a muito custo, e só com a ajuda de um arpão, é que conseguimos atrai-lo e meter no interior da canoa.
Há filmagens surpreendentes, que fui colhendo ao longo das minhas andanças pelo Mundo fora, , e que, neste " big caixote dourado " preservo, a coberto da ceifa que o tempo possa vir um dia a aniquilar...
Tá?!
"Cá se fazem, cá se pagam..."
![]() |
| O autor deste blog, com apenas cinco meses... |
Já são passados oitenta e cinco anos, a partir da data em que foi fotografado este reconfortante momento de união familiar.
Houve espinhos dolorosos que, ao longo dos tempos, assombraram a desejada tranquilidade de boa vivência e, inversamente, também houve momentos de muita felicidade, que ajudaram a construir o muro da desejada Vitória.
Quis o destino que, vencida a ardência que a vida impõe aos que se sacrificam e lutam por uma digna sobrevivência, vim cair, em dada altura, como costumo dizer, de "pára-quedas", numa acolhedora cidade, algarvia, Olhão da Restauração, que tem largos dados históricos que surpreenderam o mundo inteiro.
Ora, atingida a meta, no campo laboral, Reforma, com dignidade e honra, e para não sussubrar ao isolamento e solidão que nos assusta, em semelhantes situações, perguntei a mim próprio "e agora o que fazer ?"
Dediquei-me, como passatempo, a colher, nos meus velho arquivos, fotos e instrumentos que, depois me conduziram a uma aprendizagem para fazer "blogs", computorizados via Internet, que foram sendo aproveitados, para a concretização e realização dos "novos sonhos"...
E, assim fui descrevendo factos e historiando, nos meus blogs, momentos curiosos, como o que vou, de seguida, relatar:
Ainda a minha saudosa Mulher era viva, foi-nos oferecido um lindo cãozito, que hoje é o meu fiel companheiro, nesta solidão domestica, o "Pelinha", que é tratado , agora, tal como um príncipe...
Todas as manhãs, atrelado, conduzo o "bichito" a satisfazer as suas necessidades biológicas, e ,não sei porquê, dá sempre preferência a alçar a perna, para o xixi, junto aos pneus dos automóveis.
![]() |
| Agora com 86 anos... |
Educadamente, fiz-lhe ver que não era intencional mas que era um hábito dos próprios animais, e... cada um seguiu depois a sua vida.
Não é que, mais adiante, fui dar com o mesmo sujeito a discutir com o condutor de uma carroça puxada por um animal, com quem acabara de chocar e que sujara a frente do seu lustroso automóvel ???!!!...
Conto esta pequena historieta, na manhã de 13 de Agosto de 2013, terça-feira, dia em que, milhares e milhares de peregrinos se dirigiram a Fátima, na esperança de novo milagre que nos conduza a Todos, a uma reconciliação propiciadora de um clima de Paz e Tranquilidade !.. .mesmo que seja a partir dos cinco meses do nascimento..
Tá?!..
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
A eloquência dos números...
Reportei, aquando da emissão de um recente blog, que o número de visualizações de página dos meus programa bloguistas, tinham atingido já uma fracção surpreendente...vinte e sete mil e tal !...
E, pessoa entendida na matéria, demonstrou-me, através das ferramentas de que a propria Internet dispõe, que são visitantes espalhados por todos os continentes, existentes no Globo Terrestre.
Fiquei abismado, pois, já me afrontaram que nem um "aprendiz de feiticeiro" conseguiria tal proeza, em tão pouco tempo de aprendizagem, nesta arte da informática.
O "maquinismo" que desenvolve toda a ciência que invade os nossos cérebros, durante o período de aprendizagem escolar, vai cedendo, potencialmente, na mesma proporção em que vai aumentando o número de anos da nossa vida. Pretendo, com isto, significar, que o nosso cérebro funciona de tal forma que só os Cientistas, entendidos na matéria, poderão explicar tal fenómeno cerebral.
Se em reduzido tempo consegui entrar nos meandros da Internet, no capitulo "bloguista", por outro lado, inversamente, já não sei achar uma raiz quadrada, aritmética, nem fazer mentalmente somas com muitas parcelas, como dantes, pelo que... o recurso... modernamente só está na computorização !
Quero com isto significar que... A IDADE NÃO PERDOA ! Há que aceitar isto, de bom grado.!!!...
...E VIVAM OS SENIORES !...
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