segunda-feira, 26 de maio de 2014

Eleições, para que te quero ?..


Este fim de semana decorreram as eleições para  o Parlamento Europeu.  Após uma campanha pobre,  em que se falou de tudo menos de Parlamentos Europeus,  em que se trocaram acusações,  muitas,  mas em que as ideias foram poucas ou nenhumas,  tivemos um domingo calmo,  com as urnas de voto praticamente  vazias.

Olhando para a tabela com os resultados verificamos que quase 75%,  ou seja,  3 em cada 4 portugueses recusaram exercer o seu direito de voto, não comparecendo,  inutilizando o boletim de voto ou deixando-o em branco. Mais do que a vitória de qualquer partido,  esta é a vitória da indiferença,  do desprezo,  relativamente a um orgão legislativo que,  dizem,  direcciona o futuro de todos os europeus.

Os políticos, imersos no seu autismo,  assobiam para o lado,  mais preocupados com vitórias que,  afinal, são derrotas. Não serão estes resultados uma vitória de Pirro,  em que as perdas são bem maiores que os benefícios ? Poderemos estar perante a falência da própria Democracia,  enquanto interpretada pelo actual elenco político cuja credibilidade atingiu níveis nunca vistos de tão baixa ?

Urge a mudança. Os comentadores políticos,  essas mentes iluminadas,  dirão da sua justiça,  em análises mais ou menos complicadas. Mas os números,  esses,  não mentem. O Povo está cansado,  farto de tanta hipocrisia e palavras ocas. Poderão os nossos políticos pôr a mão na consciência e,  pura e simplesmente,  assumirem uma derrota que é de todos ?

O futuro a Deus pertence,  mas os Homens têm uma palavra a dizer,  o direito ao livre arbitrio. Não esperemos sentados que algo aconteça. Façamos aquilo que tem que ser feito,  assumindo os erros e mudar o que é preciso ser mudado. Haja,  para isso,  coragem...

Tá?!....

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